Como investir em ações e quais erros você não pode cometer!

Investir em ações é adquirir uma participação societária em empresas de capital aberto negociadas na bolsa de valores. Veja como fazer com segurança!

Escrito por Melissa Nunes

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Pensando em começar sua jornada na bolsa de valores? Então, você precisa aprender como investir em ações!

Nos últimos anos, com a popularização da bolsa de valores, o número de investidores em ações aumentou bastante. Por isso, cada vez mais, as pessoas vêm buscando aprender sobre esse tipo de investimento. Até mesmo para se sentirem mais seguras, já que estamos falando em renda variável.

Aliás, estudar um pouco antes de começar é um dos melhores jeitos de prevenir perdas, pois, ao saber o que está fazendo, você é capaz de tomar melhores decisões em relação ao seu dinheiro. Então, nesse artigo, vamos te mostrar o que fazer e o que não fazer quando falamos em ações. Por fim, você verá que não é tão difícil quanto parece!

O que são ações?

Uma ação representa a menor parcela em que se divide o capital de uma empresa organizada em forma de sociedade anônima (S.A.).

O objetivo de uma S.A., ao abrir seu capital, é captar recursos dos investidores, normalmente para a sua expansão. Dessa forma, a abertura de capital é menos custosa para a empresa do que tomar um empréstimo, por exemplo.

No entanto, ao ter suas ações na bolsa de valores, elas passam a ter valor oscilante, para mais ou para menos, de acordo com a oferta e a procura, expectativas do mercado, entre outros.

Como funciona o investimento em ações?

Ao comprar ações de determinada empresa, o investidor passa a se tornar sócio da mesma, participando da distribuição dos lucros e dividendos, além da valorização do preço de suas ações. Diferentemente de investimentos de renda fixa, que oferecem previsibilidade nos retornos, as ações proporcionam potencial de ganhos superiores, porém com maior volatilidade e riscos associados.

Porém, se, por exemplo, a empresa enfrentar dificuldades em sua lucratividade, seu retorno também será impactado e fará com que o valor das ações diminua.

Portanto, o investimento em ações faz parte da renda variável, onde não há garantia de retorno. Por outro lado, as expectativas de ganho também não têm limites no longo prazo.

Dica da especialista:

Para investir em ações com sucesso, você precisa compreender que o mercado acionário é um ambiente de longo prazo e que as oscilações de curto prazo são comuns. Se seu perfil é conservador, pode encontrar riscos elevados nesse tipo de aplicação, enquanto perfis moderados e arrojados, com maior tolerância a riscos, conseguem aproveitar melhor as oportunidades.

Além disso, é importante destacar que investir em ações não se resume à compra e venda por especulação: o investimento estruturado considera análise criteriosa, planejamento financeiro e diversificação.

O que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é o ambiente organizado e regulado que promove a compra e venda de ações e outros ativos financeiros. No Brasil, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a única bolsa de valores do país, resultado da fusão entre a BM&FBOVESPA e a CETIP. A B3 desempenha o papel crucial de intermediar as negociações entre investidores e empresas, garantindo transparência, liquidez e segurança nas operações.

Hoje em dia, a negociação de ações ocorre em pregões eletrônicos, onde compradores e vendedores apresentam suas ordens. O sistema da bolsa cruza essas ordens para que os negócios sejam realizados, de forma rápida e automatizada.

Por que investir em ações?

Primeiramente, investir na bolsa é uma oportunidade para se proteger contra o aumento da inflação e alcançar maiores retornos, se compararmos com títulos e propriedade. Isso porque boas empresas tendem a crescer, possibilitando bons ganhos aos acionistas.

Em segundo lugar, ao ser acionista, você recebe parte dos lucros da empresa. Essa é uma forma de gerar renda passiva, ou seja, ganhar dinheiro sem esforço.

Por isso, se você pensa em juntar dinheiro para a sua aposentadoria e viver de renda um dia, as ações podem ser uma ótima opção a longo prazo.

Por fim, investir em ações significa investir em empresas, ou seja, você pode ajudar a financiar o crescimento de boas S.A. Além disso, essa é uma forma de apoiar aquelas empresas que você admira e sabe que fazem um bom trabalho.

Como investir em ações: 7 pontos essenciais

Agora que você já tem bons motivos para investir em ações, vamos falar sobre 7 pontos importantes nesse processo.

1. Conheça o mercado de ações

Conhecimento é uma das partes mais importantes quando se decide investir em ações na bolsa. Isso porque o desconhecimento é uma das grandes causas de frustrações dos investidores iniciantes.

Se você já assistiu algum filme sobre o assunto, sabe que eles retratam esse tipo de investimento como uma montanha-russa extrema, onde fortunas são ganhas e perdidas a cada instante. No entanto, na realidade, esse não é o caso. Em geral, o dia a dia do mercado acionário é bem monótono, com algumas poucas ações sofrendo oscilações maiores, devido a eventos diversos.

Mas, sim, o mercado de ações tem altos e baixos, e está envolto em riscos. Acontece que, se você conhecer o mercado e fizer boas pesquisas, será capaz de fazer investimentos mais seguros.

Aprenda mais sobre isso: Mercado de ações para iniciantes: entenda como funciona!

2. Entenda a volatilidade de mercado

Um aspecto importante ao se decidir por investir em ações é saber que os preços flutuam para cima e para baixo (volatilidade), pois essa é uma característica inerente às negociações em bolsa de valores.

Ainda assim, vale saber que, quanto maior a duração do investimento, menos importam esses movimentos de curto prazo. O que aconteceu há 10 anos, por exemplo, tem pouco impacto nas cotações presentes.

Então, se você focar seu investimento em ações no longo prazo, ou seja, para mais de 10 anos, são poucas as chances de perder grandes quantias de dinheiro.

A bolsa, até hoje, sempre subiu ao longo das décadas, como você pode observar no gráfico do Índice Ibovespa abaixo.

gráfico mostrando movimento histórico do índice Ibovespa
Gráfico histórico do índice Ibovespa. Fonte: Tradingview

Veja como as oscilações são bastante relevantes em pequenos intervalos, mas já não fazem tanta diferença quando pensamos em anos.

Dica da especialista:

Se você vai investir em ações pensando no longo prazo (10 anos ou mais), não é interessante acompanhar os movimentos diários da bolsa. Essa prática aumenta o estresse e a insegurança, por isso, trace uma estratégia que lhe dê confiança (ou busque ajuda profissional) e siga-a sem se preocupar com as movimentações de curto prazo.

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3. Mantenha-se informado

Com o crescimento do acesso à internet, está cada vez mais fácil buscar e conseguir informações qualificadas. Por isso, é importante que você se informe ao máximo antes de se decidir por algum aporte.

Alguns sites, como o da B3, têm conteúdos informativos e educativos. Outros, como o Tradingview, são extremamente úteis para acompanhar as cotações. Além disso, procure fontes como especialistas e analistas, pois esses são profissionais do mercado e podem falar com propriedade, especialmente quando se trata de renda variável.

Aliás, desconfie de qualquer pessoa que não seja certificada para analisar ações e outros tipos de investimento. Isso porque elas não estão autorizadas pelos órgãos reguladores, como a CVM, e você pode, sim, fazer denúncias caso veja alguma irregularidade desse tipo nas redes sociais.

4. Escolha uma corretora

O primeiro passo para investir em ações de fato é abrir sua conta em uma corretora de investimentos, pois é através dessas instituições que podemos acessar a bolsa de valores.

Hoje em dia, existem inúmeras opções, sendo que muitas são boas e seguras. Aliás, algumas corretoras já não cobram taxa de corretagem para ações, o que é bastante interessante, pois reduz o custo do investimento para o pequeno investidor.

Após abrir sua conta, basta transferir seu dinheiro para a plataforma via TED ou Pix. Ah, e não se preocupe: caso uma corretora “quebre”, o único dinheiro que você perde é o que está parado na sua conta, pois as ações ficam assegurados como sua propriedade.

Inclusive, caso chegue um dia em que não esteja mais satisfeito com o serviço da corretora, você pode fazer a portabilidade dos seus ativos para outra instituição.

5. Negocie seus títulos

Após abrir sua conta e transferir o dinheiro, você já pode começar a comprar e vender ações. Não esqueça, porém, de fazer o teste do perfil de investidor para ter acesso à plataforma.

A negociação de papéis acontece por meio do ambiente de negociação virtual, chamado home broker, que é onde fazemos contato com os outros investidores.

Códigos e tipos de ações

Nem todas as ações são iguais — elas se dividem em categorias que determinam direitos e características distintas para os investidores. Isso importa porque, para comprar ou vender uma ação, você vai precisar saber o código referente à empresa escolhida.

Um código de ação (ou ticker) é sempre composto por 4 letras, que identificam a empresa, e um ou dois números, que identificam o tipo de ação:

  • Ações Ordinárias (ON): conferem ao acionista o direito de voto nas assembleias gerais da empresa. Porém, essas ações podem ter menor prioridade no pagamento de dividendos em relação às preferenciais, e sua liquidez pode variar conforme o interesse do mercado. São identificadas pelo final 3 (por exemplo, VALE3).
  • Ações Preferenciais (PN): geralmente não dão direito a voto, ou o conferem de forma restrita. Em compensação, esses acionistas têm preferência no recebimento de dividendos, que podem ser fixos ou mínimos garantidos, antes dos detentores de ações ordinárias. São identificadas pelo final 4, geralmente, mas também 5, 6, 7 e 8 (por exemplo, PETR4).
  • Ações Units: algumas empresas emitem “units”, que são um conjunto de ações, geralmente uma ordinária e uma preferencial negociadas juntas. Essa modalidade facilita o acesso ao investimento para quem deseja direitos e benefícios combinados. São identificadas pelo final 11 (por exemplo, KLBN11).

Veja mais em: Ações ordinárias e preferenciais: o que são e como escolher?

Em geral, as units são mais líquidas, ou seja, têm maior volume de negociações entre investidores. Porém, para quem está começando, não faz tanta diferença escolher uma ou outra.

Além dessas negociações, você pode fazer outras coisas no home broker, como:

  • acompanhar gráficos;
  • verificar a possibilidade de venda e compra imediata no livro de ofertas;
  • e diversas outras informações que auxiliarão na sua decisão.

6. Tenha uma abordagem de investimento disciplinada

A volatilidade nos mercados pode fazer com que os investidores percam dinheiro. No entanto, os investidores que colocam dinheiro sistematicamente, nas ações certas para eles, e fazem investimentos pacientemente, demonstram resultados melhores.

Por isso, é prudente ter paciência e seguir uma abordagem de investimento disciplinada.

Em geral, a recomendação é que você compre em períodos de preços baixos, assim, consegue alavancar seus ganhos. Mesmo assim, a compra constante é o que vai fazer a maior diferença no seu crescimento patrimonial.

Além disso, procure manter um quadro amplo e diversificado, de 10 a 15 ações, já que ter vários ativos é muito menos arriscado do que ter um ativo só, concorda? Dessa forma, a perda de um pode ser minimizada pelo ganho de outro. Por isso, jamais invista em apenas uma ou duas empresas, mas não deixe de escolher aquelas que são sólidas e têm bons resultados.

Estratégias de investimento em ações

Investir em ações não se resume a comprar e vender aleatoriamente. Existem diversas estratégias que se adaptam ao perfil, objetivos e horizonte de cada investidor. Entender essas abordagens é fundamental para definir um plano coerente e aumentar as chances de sucesso.

Você provavelmente vai ouvir falar das seguintes:

  • Buy and Hold (Comprar e Manter): é a estratégia mais tradicional e indicada para a maioria dos investidores. Consiste em adquirir ações de empresas sólidas e manter o investimento por um período prolongado (geralmente anos ou até décadas). O objetivo é aproveitar a valorização do capital e o recebimento contínuo de dividendos;
  • Trading (Day Trade e Swing Trade): para investidores que buscam ganhos rápidos, existem estratégias como a compra e venda de ações no mesmo dia (Day Trade), aproveitando oscilações intradiárias, e as operações em um prazo que varia de alguns dias a semanas (Swing Trade).

O trading é muito mais arriscado, pois o mercado de curto prazo é imprevisível e sujeito a ruídos. Não são recomendadas para iniciantes sem preparação adequada.

Ainda, há quem prefira focar em ações que pagam dividendos regulares. Essa é uma estratégia para quem deseja gerar renda passiva. Empresas maduras e consolidadas, como setores de energia, bancos e telecomunicações, costumam distribuir parte dos lucros aos acionistas.

De qualquer forma, muitos investidores combinam estratégias, mantendo uma carteira base com buy and hold e, simultaneamente, realizando trades ou investindo em dividendos para equilibrar rentabilidade e liquidez.


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7. Invista qualquer quantidade

Sabia que você não precisa de muito dinheiro para investir em ações? Isso porque, apesar do lote padrão ser de 100 ações, você pode comprá-las no mercado fracionário. Para isso, basta colocar a letra F no final do código da ação escolhida e comprar de 1 a 99 cotas!

Assim, mesmo que você não tenha muito capital disponível, pode fazer pequenas compras e ir aumentando seu patrimônio aos poucos.

Aliás, se você tiver 100 reais para investir, por exemplo, é melhor que compre 1 cota de 5 ações diferentes do que 5 cotas de uma ação só. Diversificação, lembra?

Como investir em ações: 10 erros para não cometer

Vender quando o mercado está em queda, ter pressa para ganhar dinheiro, comprar quando a Bolsa está em alta... Esses são alguns dos principais erros de quem começa a investir em ações.

Quem investe na bolsa de valores sem o devido preparo age como aquela pessoa que fica olhando todos se divertirem na balada e só resolve entrar às 5 da manhã. Ou seja, chega no fim da festa e, provavelmente, ainda vai pagar a conta.

Por isso, antes de colocar dinheiro na renda variável, o investidor deve se informar sobre o funcionamento do mercado de ações e utilizar simuladores para entender as oscilações da Bolsa.

Outro fator importante é começar aplicando pouquíssimo dinheiro para sentir como é ganhar e perder. Assim, o aumento da exposição à renda variável deve ser gradual.

Sem mais delongas, confira os 10 maiores erros do investidor de ações.

1. Não definir uma metodologia de investimentos

Sem uma metodologia de investimentos, o investidor opera de forma aleatória. Consequentemente, ele se deixa influenciar por qualquer notícia, se baseia apenas em dicas de outros e, normalmente, compra e vende sob pressão, o que costuma gerar prejuízos.

Sendo assim, antes de investir, é preciso ter um plano de operação e definir a estratégia para que você consiga atingir seus objetivos financeiros.

As duas metodologias de análise de ações mais utilizadas são:

  • análise fundamentalista: visa avaliar o valor real de uma empresa, examinando seus dados financeiros, competitividade, governança e perspectivas de mercado, para identificar se suas ações estão subvalorizadas ou supervalorizadas em relação ao preço negociado na bolsa;
  • análise técnica: é uma abordagem que estuda o comportamento dos preços e volumes negociados das ações, com o objetivo de prever movimentos futuros com base em padrões gráficos e indicadores estatísticos. É amplamente utilizada por traders, mas também pode complementar decisões de longo prazo.

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2. Otimismo exagerado

Investir em ações exige conhecimento e prudência, pois você não pode se basear na crença de que “no fim, tudo dá certo”.

Operações com alto grau de risco podem corroer todo o patrimônio do investidor e ainda deixá-lo endividado. Então, tenha muito cuidado com o otimismo exagerado.

Conheça os riscos antes de investir

Investir em ações envolve riscos inerentes ao mercado financeiro e às empresas, que podem impactar significativamente o seu patrimônio. Compreender esses riscos é essencial para tomar decisões conscientes e construir uma carteira equilibrada.

  1. Risco de mercado: é o risco geral que afeta o preço das ações devido a fatores macroeconômicos, políticos, sociais e ambientais, que influenciam a confiança dos investidores. Exemplos incluem crises econômicas, mudanças nas taxas de juros, inflação, instabilidade política, guerras e pandemias;
  2. Risco específico ou não sistêmico: relaciona-se diretamente às condições particulares de uma empresa ou setor, como má gestão, problemas financeiros, escândalos, mudanças regulatórias ou tecnológicas que afetam a competitividade;
  3. Risco de liquidez: refere-se à dificuldade de vender um ativo no mercado sem afetar seu preço. Ações de empresas muito pequenas ou com pouca negociação apresentam maior risco de liquidez;
  4. Risco cambial: no caso de investimentos em ações no exterior, a variação da taxa de câmbio pode impactar os resultados em moeda local, adicionando uma camada de volatilidade;
  5. Risco operacional e tecnológico: inclui falhas no sistema de negociação, erros de corretora ou problemas técnicos que possam atrasar ou impedir ordens.

3. Falta de disciplina

Estabelecer limites de perda e de ganho (conhecidos como ‘stop‘) e obedecer a esses parâmetros é essencial para operar no mercado de ações, especialmente se você optar por fazer day trade ou swing trade.

Como mencionado, o investidor não pode se deixar contagiar pelo otimismo nem se desesperar com quedas eventuais, especialmente porque isso acontece com muita frequência nesse mercado.

Quanto menos preparado você estiver, maiores as chances de se deixar levar por aspectos emocionais e, assim, tomar decisões ruins.


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4. Pressa de ganhar dinheiro

É recomendável conhecer o mercado antes de investir e começar com pouco dinheiro. A pressa de ganhar dinheiro faz com que a pessoa arrisque mais do que deve, o que pode resultar em grandes perdas, muita frustração e o pensamento de que “bolsa é cassino”, o que não é verdade.

5. Vender na baixa

O desespero causado por se pensar que vai perder dinheiro demais leva os investidores iniciantes a vender suas ações nos piores momentos. Porém, os investidores mais experientes sabem que comprar as ações quando elas estão com preço mais baixo é uma grande oportunidade.

De todo modo, o ideal é que você sempre estabeleça o limite de perda ou de ganho, o qual deverá ser obedecido para evitar essa situação e a consequente perda de dinheiro.

6. Comprar na alta

Nesse caso, o investidor só tem segurança de comprar a ação após várias altas consecutivas. Contudo, geralmente, essa é a hora em que os grandes investidores já começam a vender o papel para embolsar os lucros.

Ou seja, o preço começa a cair (movimento normal de correção do mercado) e o pequeno investidor fica “a ver navios”

7. Excesso de informação

É fato que o investidor precisa buscar informações em todas as fontes disponíveis, mas deve tomar cuidado para não ficar confuso.

Notícias são para enriquecer a cultura e o conhecimento, mas as decisões de investimentos devem ser baseadas na análise dos papéis. Por isso, sempre que quiser se informar, procure dados mais pontuais e objetivos, em vez de querer saber tudo sobre o assunto logo de cara.


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8. Ganância

Sempre vale lembrar que, quanto maior a possibilidade de ganho, maior o risco do investimento.

Nessa situação de ganância, o investidor compromete não apenas o seu patrimônio, mas também se endivida para conseguir realizar a operação. Isso pode levar o investidor a perder tudo e ainda ficar devendo.

9. Não ser objetivo ao analisar tendências

Em alguns casos, o investidor inexperiente, que está com uma ação com forte tendência de baixa, tende a ignorar as notícias ruins e dar crédito apenas às boas, tentando justificar seu investimento.

O remédio contra isso é definir uma estratégia prévia. Não esqueça: no mundo de investimentos em ações, você tem que agir objetivamente, então, foco na razão e não na emoção.

10. Falta de humildade

Um bom exemplo disso é aquele investidor que leu dois livros de análise de ações, ganhou dinheiro com meia dúzia de operações e acha que já pode aplicar todo o capital na Bolsa.

Se esse é o seu caso, vale repensar seu ponto de vista, o mercado de ações exige estudo constante e cautela.

Conclusão

Se você leu o texto com atenção, deve ter percebido que entender como investir em ações não é algo tão complexo. Basicamente, ao decidir comprar as ações, você está confiando que uma empresa tem potencial de crescimento e que, por isso, quer se tornar sócio dela, para lucrar com a valorização.

Os pontos-chave para que o seu investimento em ações seja bem-sucedido, são: o estudo do mercado, a abordagem disciplinada e o foco no longo prazo.

Esses 3 fatores são muito mais importantes do que a quantidade de dinheiro que você tem disponível para investir.

Contudo, o ideal é que você se organize financeiramente, para que possa ter condições de separar um dinheiro mensalmente para investir e ficar mais próximo dos seus objetivos financeiros.


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Perguntas frequentes

  1. Qual o valor mínimo para começar a investir em ações?

    Não há um valor mínimo fixo, mas como as ações são negociadas em lotes, geralmente é possível começar com valores a partir de R$ 5 a R$ 100, dependendo do preço das ações escolhidas e da corretora.

  2. Posso perder todo meu dinheiro investindo em ações?

    O risco de perda total é baixo, especialmente em ações de empresas consolidadas, mas o mercado é volátil e pode haver perdas significativas. Por isso, a diversificação e o conhecimento são essenciais.

  3. Como recebo os dividendos das ações?

    As empresas distribuem dividendos aos acionistas na proporção da quantidade de ações que possuem. O pagamento ocorre na data definida pela empresa, geralmente creditado na conta da corretora.

  4. O que é um ticker?

    Ticker é o código de negociação das ações na bolsa, uma combinação de letras que identifica cada empresa, por exemplo, PETR4 para ações preferenciais da Petrobras.

  5. Como faço para declarar ações no Imposto de Renda?

    Você deve informar na declaração os dados das ações e o resultado das operações (lucros e prejuízos). Também deve informar os rendimentos recebidos, como dividendos. É importante manter um controle mensal das operações para facilitar o processo.

  6. O que são “ordens de compra” e “ordens de venda”?

    São instruções que você envia para a corretora comprar ou vender ações a um preço determinado ou ao melhor preço disponível no mercado.

  7. É melhor investir em ações no Brasil ou no exterior?

    Cada mercado tem suas características. Investir no Brasil pode ser mais acessível, enquanto o exterior oferece diversificação geográfica e acesso a empresas globais. Muitas corretoras oferecem essa possibilidade.

  1. Washington

    Eu achei esse texto de os dez erros principais dos investidores iniciantes muito interessante eu li o seu artigo completo achei muito intuitivo E vocês estão de parabéns com o trabalho de vocês eu estou querendo a começar a investir na renda variável.!!!! Será que vocês tem alguma opinião para como montar uma carteira para iniciante

  2. Luiz Carvalho

    Tenho uma sugestão de tema, pouco visto nos canais de educação financeira: Cooperativas de Crédito. Gostaria de saber mais. Um abraço.

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