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Plano de investimentos: veja o passo a passo para construir o seu e começar a investir!

Quer começar a investir? Veja este passo a passo sobre como construir seu plano de investimentos e aprenda a investir com mais qualidade.

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Melissa Nunes Especialista em Finanças Pessoais e Investimentos

Com uma enorme quantidade de investimentos por aí, podem surgir muitas dúvidas na cabeça de quem está pensando em começar a investir, principalmente porque investir com qualidade pode fazer uma grande diferença na sua vida.

Para saber qual a melhor opção de investimento para você, é necessário elaborar um plano de investimentos e levar em consideração seus objetivos e características pessoais para a criação do seu portfólio.

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Um plano de investimentos nada mais é do que a definição de objetivos e estratégias para alcançar determinado resultado, seja no curto, no médio ou no longo prazo. Ele é muito importante pois serve de norte para que uma pessoa consiga conquistar seus sonhos.

É como viajar com um mapa em mãos: se você sabe exatamente onde quer chegar e qual caminho seguir, fica mais difícil se perder. Concorda?

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Para facilitar sua vida, neste artigo iremos te mostrar um passo a passo para que você possa construir seu plano de investimentos em pouco tempo.

O que é e por que montar um plano de investimentos?

Se você já tem algum conhecimento sobre investimentos, talvez saiba que começar é mais simples do que parece. Em geral, as pessoas começam pelos investimentos mais simples, na renda fixa, até evoluir para produtos mais arriscados.

Não há nenhum problema nisso, é claro. Porém, a maioria não traça um plano claro para seu dinheiro investido, muitas vezes colocando-o em qualquer lugar, sem maiores objetivos. O que acontece, no fim, é uma carteira bagunçada e uma rentabilidade prejudicada.

Por isso, traçar suas metas e prazos, ou seja, fazer um plano de investimentos, pode fazer a diferença entre ter uma carteira qualquer ou ter uma carteira bem sucedida, com uma rentabilidade que faz sentido para você.

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Além disso, os investimentos certos são aqueles que te ajudam a chegar onde você precisa, e não os que parecem ser mais rentáveis ou os que estão “na moda”.

Então, o plano de investimentos consiste em observar diversos aspectos particulares dos seus hábitos e metas para, enfim, escolher aqueles ativos que realmente são os melhores para você.

Qual o valor mínimo para começar a traçar um plano de investimentos?

Essa é uma dúvida muito comum entre os investidores iniciantes. O questionamento é muito válido, afinal é preciso saber quanto será necessário para começar a investir.

Algumas possibilidades de investimento possuem valor mínimo, mas nem todas exigem grandes quantias. Os valores iniciais variam de acordo com o emissor, ou seja, a instituição financeira que está ofertando o investimento.

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É possível encontrar Certificados de Depósito Bancário (CDB), por exemplo, com aporte inicial de R$ 1. Contudo, uma boa parte deles demandam ao menos R$ 100.

No caso da Letra de Crédito Imobiliário (LCI), o investimento mínimo também gira em torno de R$ 100.

Se você quiser começar a investir em ações, por outro lado, os valores variam bastante, pois existem ações por menos de R$ 10, até algumas acima de R$ 100.

Viu como essa questão varia bastante? Por isso mesmo, é essencial pesquisar muito as opções disponíveis no Mercado Financeiro. E um aspecto para ter em mente é que, quanto maior o valor que você tem para investir, melhores serão as taxas ofertadas e maior será a rentabilidade do investimento.

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Mas não se preocupe se você não tiver uma grande quantia para investir agora. Existem investimentos que permitem aportes mínimos bem em conta, como o Tesouro Direto, que você pode começar a investir com apenas R$ 30.

Veja, a seguir, como percorrer um caminho de sucesso para construir seu plano de investimentos.

Plano de Investimentos: passo a passo para criar o seu

Construir um plano desta natureza pode soar complicado a princípio, mas é mais simples do que parece.

No passo a passo a seguir, você verá quais etapas deve percorrer para finalizar seu plano de investimentos. E, caso sinta necessidade, não há problema algum em pedir ajuda para um profissional da área. Só não se esqueça de conversar com alguém que realmente entende do assunto e tem bom tempo de experiência no mercado.

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Outra boa dica é buscar aprendizado constante. Isso porque você é o principal responsável por seu sucesso financeiro e isso significa que, para valorizar seu dinheiro, será preciso dedicação. Esteja sempre informado sobre o que acontece no Brasil e no mundo. E busque entender a dinâmica do Mercado Financeiro. Dessa forma, será mais fácil tomar decisões financeiras em prol do seu futuro.

E que tal colocar a mão na massa agora mesmo? Confira, a seguir, um guia prático para criar seu plano de investimentos:

1. Analise sua vida financeira

Antes de tudo, é preciso refletir sobre a situação atual de suas finanças. Para poder investir, você precisa primeiro saber quanto tem disponível para este fim.

Coloque tudo na ponta do lápis e aproveite para identificar oportunidades onde seja possível cortar ou diminuir gastos. De nada adianta querer investir se sua vida financeira estiver uma bagunça, né?

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Aqui vão alguns textos que podem te ajudar nessa etapa:

Se tiver dívidas, trace um plano de pagamento e tente renegociar os termos junto ao credor. Se o problema for a falta de controle financeiro, conte com um app de controle financeiro ou uma planilha para te ajudar a colocar tudo no lugar.

2. Defina objetivos claros

Como já falamos há pouco, você precisa saber onde quer chegar. Portanto, avalie quais são seus objetivos e expectativas em relação aos investimentos.

Você quer investir para comprar uma casa? Ou viajar pelo mundo? Ou, ainda, ter uma aposentadoria tranquila? Ter seus objetivos bem delineados é um diferencial para ajudá-lo a manter o foco e conquistar tudo o que sonhou.

Uma pergunta que pode te ajudar a definir seus objetivos, é: quando deseja realizar seu sonho?

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Se a previsão do seu sonho é realizá-lo em até 5 anos, o ideal é que mantenha seus investimentos na renda fixa ou em fundos de investimento menos arrojados. Você pode buscar títulos do Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDB) ou LCIs e LCAs que estejam dentro desse prazo.

Caso este sonho tenha um prazo além de 5 anos, você pode investir em ativos com maior rentabilidade em detrimento de uma menor liquidez. Por exemplo, fundos multimercado e de ações e as ações em si.

Quem pretende conquistar uma liberdade financeira em 10 anos ou mais, deve buscar investimentos que possuem mais rentabilidade no longo prazo e menos liquidez. Existem várias opções desse tipo, entre elas: fundos de investimentos de alta performance, títulos públicos ou privados com vencimento mais longo, ações e fundos imobiliários.

3. Descubra seu perfil de investimento

Antes de começar a investir, também é preciso colocar no seu plano de investimentos qual o seu perfil de investidor. Trata-se de um conjunto de perguntas que levam em consideração seu histórico como investidor e outros aspectos da sua vida.

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Se todos nós temos personalidades diferentes, isso também influencia nossa forma de investir.

Se você gosta de pensar lá na frente e não pretende resgatar o valor investido em pouco tempo, pode ser que investir para longo prazo seja mais interessante para você. Agora, se você for mais arrojado e está disposto a correr mais riscos para ter maior rentabilidade, investimentos de curto prazo são mais indicados.

É claro que esse perfil serve apenas como um guia na hora de decidir onde investir, ele não é uma regra rígida. Então, se você quiser mudar ou explorar novas possibilidades, vá em frente! Mas nada de agir por impulso, ok? Respeite sempre seu nível de conhecimento e nunca invista em algo que não entende.

Pense bem antes de agir, afinal é o do seu dinheiro que estamos falando, aquele que você, provavelmente, dedicou muito tempo de vida para conquistar.

4. Construa sua reserva para imprevistos

Seu plano de investimento também deve contar com uma reserva para imprevistos. Essa reserva pode servir para muitas coisas, como: perda de emprego, recuperação da saúde, consertar um estrago, ou qualquer outra coisa que seja necessário ter dinheiro na hora.

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O recomendável é que essa reserva tenha em torno de 6 a 12 meses do seu custo mensal. Ou seja, se uma pessoa gasta em média R$ 2 mil por mês, por exemplo, ela deve ter uma reserva para imprevistos em torno de R$ 12 mil a R$ 24 mil.

Porém, não se sinta mal caso não consiga juntar toda essa grana, não é fácil, mesmo. Além disso, pessoas com empregos mais estáveis, aposentados e servidores públicos podem contar com um fundo de emergência mais modesto.

Ainda assim, uma questão importante é que, até concluir essa reserva de emergência, é necessário investir seu dinheiro em investimentos mais conservadores, que permitem resgate em poucos dias, como alguns fundos de investimento ou títulos públicos.

5. Acumule patrimônio para seu sonho

Agora que já garantiu sua reserva financeira, é hora de investir para realizar seu sonho, seja comprar a casa própria, estudar em outro país ou fazer uma grande festa de casamento.

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Geralmente, temos um sonho que o obstáculo é a falta de dinheiro e é para isso que é necessário guardar dinheiro e fazê-lo render mais. Nessas horas, o controle financeiro é fundamental. Ele será seu maior aliado para que você consiga acumular uma quantia interessante para investir no seu sonho.

Sejamos sinceros: durante este período, você ficará tentado a comprar uma roupa nova ou passar o carnaval em um lugar agitado. Por isso mesmo é importante ter o controle da situação. Dessa forma, você poderá ter alguns pequenos prazeres sem comprometer seu objetivo final.

6. Lance mão da diversificação

Se você já tem uma quantia considerável para investir, é hora de escolher os investimentos. Falamos assim, no plural, porque uma máxima do Mercado Financeiro é não investir tudo em apenas um lugar.

A chamada diversificação ajuda não só aumentar a rentabilidade do seu capital, como também dá mais segurança para seus investimentos.

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Já pensou investir, em apenas um lugar, tudo o que trabalhou duro para ganhar e a instituição falir? Mesmo que você consiga recuperar o valor depois, será uma dor de cabeça e tanto!

Para diversificar seu dinheiro, você pode, por exemplo colocar um percentual do seu dinheiro em títulos de renda fixa, que costumam ser mais seguros, e outro percentual pode ser usado para investir em ações, que costumam trazer alta rentabilidade aos investidores.

7. Monitore seus investimentos

Agora que você já definiu quais investimentos são mais interessantes para você, não pense que é só deixar o dinheiro rendendo e voltar apenas quando for resgatá-lo. É preciso ficar de olho em seus ativos financeiros.

Esteja atento para saber se eles estão rendendo conforme você planejou. Se a resposta for negativa, avalie a necessidade de mudar o investimento ou peça ajuda profissional.

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Por mais que você tenha construído um plano de investimentos sólido, esteja ciente de que ele pode e deve mudar conforme sua necessidade e os movimentos comuns no ambiente econômico do país e mundial.

Conclusão

Agora que você já sabe como construir seu plano de investimento, o que está esperando para correr atrás do que sempre sonhou?

Um bom plano será uma arma poderosa para enfrentar obstáculos, alcançar seus objetivos e realizar metas! Por isso, planeje sempre de acordo com onde você quer chegar. Assim, você poderá traçar a melhor estratégia possível!

Lembre-se sempre: se ficar na dúvida do que fazer ou se sentir inseguro para tomar uma decisão importante, não tenha vergonha de pedir ajuda. Procure informação qualificada e profissionais especializados para te ajudar nessa jornada!

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