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Qual o melhor investimento hoje? Opções para começar a investir!

Conheça os melhores investimentos para atingir suas metas financeiras.

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Melissa Nunes Especialista em Finanças Pessoais e Investimentos

Saber “qual o melhor investimento hoje” é sempre uma das dúvidas mais comuns de quem está começando a investir. Se você está iniciando no mundo das finanças, é importante planejar bem seus próximos passos.

Melhor investimento hoje para…Investimentos
Reserva de emergênciaTesouro Selic, CDB liquidez diária, Fundo DI
Metas de curto prazoCDB e LC, LCI e LCA, Fundo de Renda Fixa
Metas de médio prazoPré-fixados, Fundo Multimercado, Debêntures
Metas de longo prazoFundos de Ações, Ações, Fundos Imobiliários
AposentadoriaTesouro IPCA, Ações, Fundos de Ações

Investir é uma decisão inteligente e só por estar dando esse passo você já merece os parabéns! Essa decisão te coloca à frente da maioria das pessoas. 

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Mas, antes de fazer aportes, é necessário estudar o mercado e aprender a distinguir o que são realmente oportunidades de investimento e boas aplicações financeiras. 

Como saber qual o melhor investimento hoje?

Para saber qual o melhor investimento, a primeira coisa a fazer é se conhecer e ter objetivos claros. Isso é muito relevante, pois não existe uma fórmula pronta ou um ranking de investimentos definindo qual o melhor.

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Na verdade, um bom investimento é aquele cujas características estão alinhadas às suas metas, capacidade de aportes, prazo que você irá deixar o dinheiro aplicado, e, ainda, à sua estrutura emocional para lidar com riscos. 

Tanto na renda fixa quanto na renda variável há excelentes oportunidades para rentabilizar seu dinheiro. O que irá definir qual o modelo ideal, será a sua necessidade de rentabilidade para o capital que irá investir. 

Se você é iniciante, certamente deve estar se perguntando “como vou saber minha necessidade de rentabilidade?”. Comece pela matemática básica: se você sabe quanto tem hoje e qual o valor desejado dentro de determinado tempo, irá conseguir calcular qual o percentual que seu dinheiro precisa crescer nesse período.

Para refinar esse aprendizado e descobrir as melhores aplicações financeiras para você, continue a leitura e aprenda sobre as características dos ativos. 

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Qual o melhor investimento para a reserva de emergência?

O primeiro passo ao começar a investir é criar sua reserva de emergência, ou se você preferir, pode chamar de reserva de tranquilidade, já que é isso que ela irá proporcionar.

Esta reserva é aquele dinheiro que garante sua estabilidade em momentos que você esteja sem renda, ou naqueles em que somente a renda não é suficiente para dar conta de algum acontecimento atípico. 

Esse dinheiro não irá turbinar seu patrimônio com rentabilidade fantástica, pois não é essa a função dele. O importante para esta reserva é a liquidez. Em outras palavras, é importante que você possa ter seus recursos em mãos a qualquer momento, caso precise repentinamente. 

Para manter o dinheiro aplicado com liquidez para sua reserva de emergência existem algumas opções: 

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1. Tesouro Selic

O Tesouro Selic é uma aplicação financeira de renda fixa através de títulos públicos do governo. Por ter liquidez diária, você pode resgatar o dinheiro quando desejar. 

Trata-se de um título pós-fixado, cuja rentabilidade acompanha a variação da Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia. 

Este é o tipo de aplicação que pode ser utilizada tanto para a reserva de emergência, quanto para metas que você sabe que precisará realizar em curtíssimo prazo. É possível aplicar no Tesouro Selic através do portal do investidor, que é a plataforma do Tesouro Direto, ou através dos bancos e corretoras de valores.  

No site do Tesouro Direto é possível consultar todas as informações sobre o Tesouro Selic e demais títulos. Estão disponíveis informações sobre as taxas, valor mínimo para aplicação, datas de vencimento dos títulos. Além disso, é possível também fazer simulações para conferir rendimento e incidência de impostos. 

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2. CDB liquidez diária

O CDB (Certificado de Depósito Bancários) é um título de renda fixa recomendado para deixar a reserva de emergência. No entanto, você deve estar atento para escolher um CDB com liquidez diária e não aqueles com data de vencimento longa e sem liquidez.

Lembre-se que a premissa da reserva de emergência não é a rentabilidade, mas sim a praticidade de ter seu dinheiro à mão em qualquer momento que precisar. 

No caso do CDB, o princípio é muito similar ao dos títulos do tesouro. Contudo, enquanto com títulos do tesouro você está emprestando dinheiro ao governo, com os CDBs você estará emprestando à uma instituição financeira. 

Um CDB com liquidez diária tende a oferecer rentabilidade um pouco menor do que os títulos com vencimento longo, mas atualmente é possível encontrar, nos bancos e corretoras, CDBs com rentabilidade de 100% do CDI ou mais, que é uma remuneração bem próxima à Selic. Alguns exemplos, são:

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PagBank110% CDI Investir
Banco BMG110% CDI Investir
Sofisa Direto110% CDI Investir
BTG Pactual103% CDI Investir
C6 Bank101% CDI Investir

CDBs são títulos de renda fixa com baixíssimo risco, por isso, podem ser considerados como o melhor investimento hoje para a reserva. Além disso contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante a cobertura de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, em caso de insolvência do fundo. 

3. Contas remuneradas

Conta remunerada é um serviço disponibilizado pelos bancos e contas digitais, remunerando o dinheiro que os clientes deixam parados em conta corrente sem destinar a nenhuma aplicação específica, como é o caso do Nubank e do PicPay.

Nos bancos tradicionais essa remuneração costuma ser bem baixa, ficando inclusive abaixo dos 100% do CDI. Por outro lado, com o crescimento das fintechs, já é possível encontrar contas remuneradas com rentabilidade acima dos 100% do CDI. 

A conta remunerada não pode ser considerada um investimento ou aplicação financeira. É apenas mais uma forma de deixar rendendo, pelo menos um pouquinho, aquele dinheiro que você precisa que esteja disponível o tempo todo sem burocracias. 

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Entretanto, vale um alerta: usar a conta remunerada como uma opção para a reserva de emergência é algo que só funciona para quem tem controles financeiros muito rigorosos. Sempre há o risco de acabar misturando o dinheiro da reserva de emergência com os valores destinados ao seu orçamento cotidiano. 

Por isso, a conta remunerada deve ser a última das opções para a reserva de emergência. 

4. Fundos DI

Os fundos DI são fundos de renda fixa cujo regulamento determina que 95% do patrimônio seja investido em Títulos Públicos atrelados à Taxa Selic.

Na prática, isso significa que o dinheiro aplicado nesses fundos terão rentabilidade inferior à Selic, pois, além do Imposto de Renda cobrado sobre a rentabilidade, os fundos têm taxa de administração cobrada pelo gestor, que incide sobre o total da aplicação e não apenas sobre a rentabilidade. Há também a cobrança de IOF sobre o rendimento, caso você deixe o seu dinheiro aplicado por período inferior a 30 dias. 

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Além disso, os fundos DI têm também o famoso come-cotas, uma espécie de adiantamento do imposto de renda, cobrado em maio e novembro. 

Fundos DI têm rendimento diário. Isso quer dizer que a qualquer momento em que você fizer o resgate, terá o rendimento proporcional ao período em que o dinheiro permaneceu no fundo. 

É um tipo de aplicação financeira que pode ser viável para o investidor que precisa de liquidez e que busca praticidade para isso, mas na prática, essa é a única vantagem.  

Qual o melhor investimento para curto prazo? 

Se você já possui sua reserva de emergência, é hora de considerar incluir, em sua carteira de investimento, algumas outras modalidades de aplicação que sirvam para suas metas de curto prazo.

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Claro que a definição de metas e prazos para atingi-las é algo muito pessoal e cabe a você traçar um planejamento bem realista. Além de facilitar sua organização, manter os pés no chão ao definir os prazos evitará que você se frustre e acabe gastando seu dinheiro antes.

Definir uma meta irreal, fará com que você desista na metade do caminho, ao notar que o prazo está chegando e você não baterá a meta. 

Normalmente, metas de curto prazo são aquelas que você pretende realizar no máximo em dois anos, por exemplo, uma viagem, a pequena reforma de um imóvel, troca de carro, renovar seu guarda-roupas, um procedimento estético, etc.

Para metas assim, existem investimentos que podem ajudar a garantir a rentabilidade necessária dentro do horizonte que você traçou. Vamos a eles: 

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1. LCI e LCA

As LCI (Letras de Crédito Imobiliário)  e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são aplicações de renda fixa disponíveis nas plataformas das corretoras e bancos. Quando você investe nesse tipo de ativo, significa que está emprestando dinheiro para financiar projetos de expansão imobiliária (LCI) ou para o agronegócio (LCA). 

Os dois tipos de título são cobertos pelo FGC, isentos de imposto de renda e possuem forma de aplicação e resgate similares. A rentabilidade também é parecida. Ou seja, a maior diferença entre LCI e LCA é para quem você está emprestando o dinheiro. 

Em ambos os casos, a rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada e, via de regra, o dinheiro só pode ser resgatado após 3 meses e, muitas vezes, apenas no vencimento do título.

Existem LCI e LCA com prazos diversos, então, se você estiver aplicando com um objetivo cuja data já está previamente definida, ficar atento ao vencimento do papel será fundamental.

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Isso é muito importante para preservar a rentabilidade de sua aplicação, pois, se você resolver resgatar antes do prazo, só poderá fazê-lo negociando seu ativo no mercado secundário que, normalmente, irá aplicar um deságio ao valor do título. 

2. CDB e LC

Os CDBs e as LC (Letras de Câmbio) também são opções viáveis para aquele dinheiro que você irá usar em até dois anos. 

Atualmente, é possível encontrar CDBs para 2023 e 2024 com taxas de rentabilidade acima do CDI, tanto nos pré quanto nos pós fixados. Importante lembrar de incluir nos seus cálculos, que o resgate feito em até dois anos sofrerá a incidência de 17,5% de alíquota de IR sobre a rentabilidade. 

As letras de câmbio também funcionam como um empréstimo que você, investidor, faz para a empresa emissora da LC. O valor investido só pode ser resgatado na data de vencimento acordada no momento da contratação, quando, então, você recebe de volta o dinheiro com os respectivos juros. 

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3. Fundos de renda fixa

Os fundos de investimentos em renda fixa são investimentos conservadores de baixo risco. Em geral, têm rendimento um pouco acima do CDI. 

Nesse tipo de fundo, 80% do patrimônio precisa ser aplicado em ativos de renda fixa que tenham uma taxa pré-fixada ou que sejam indexados por algum índice de preços, como, por exemplo, o IPCA ou o IGP-M. Os 20% restantes podem ser aplicados em outras classes de ativos. 

Um gestor é o responsável por buscar garantir a máxima rentabilidade ao fundo, mediante a escolha dos papéis que integram o seu patrimônio.

Os rendimentos dos fundos de renda fixa são tributados e seguem a tabela regressiva do IR.

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Qual o melhor investimento para médio prazo?

Investimentos de médio prazo são aqueles cujo montante investido você pretende utilizar na realização de objetivos maiores, como por exemplo adquirir um imóvel, mudar de cidade ou de país, montar um negócio, etc.

As metas de médio prazo normalmente demandam maior volume de recursos. Sendo assim, as aplicações financeiras que podem atender a este tipo de necessidade são aquelas que combinam baixo risco e cujo prazo de vencimento propicia que o efeito dos juros compostos proporcionem a acumulação necessária.

1. CDB pré-fixado

Os CDBs pré-fixados normalmente pagam juros elevados, porém, com prazo de vencimento longos. Ou seja, eles não têm liquidez.

São investimentos que podem ser uma opção viável quando você tem certeza de quanto irá precisar e também do tempo que pode deixar o dinheiro investido. Entretanto, é importante ter muita atenção às tendências macroeconômicas, já que pode haver um cenário em que a Taxa Selic se eleve acima da taxa do seu investimento. Nesse caso, ele deixa de ser interessante.

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De qualquer forma, lembre-se que o bom investimento é aquele que atende aos seus critérios, então, escolha com base no que você precisa.

2. Fundos multimercado

Fundos multimercado são uma opção para quem quer diversificar investimentos de forma simples. Trata-se de uma categoria de aplicação em que o gestor do fundo tem a liberdade de compor um portfólio com ações, papéis de renda fixa, debêntures, moedas estrangeiras, etc. 

Contar com uma gestão profissional para administrar seus recursos pode ser uma boa estratégia. Contudo, é muito importante escolher fundos de gestão ativa e gestores com bom histórico.

Avalie como o fundo costuma se comportar e invista somente se tiver um prazo hábil para recuperar possíveis perdas (por exemplo, mercado em baixa que prejudica a performance do fundo). Conforme se aproxima da sua meta, troque os investimentos mais arriscados pelos mais seguros.

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3. Tesouro Pré-fixado

Esse é um dos títulos da dívida pública. Em outras palavras, é quando você empresta dinheiro para o governo em troca de uma rentabilidade pré-definida. 

Dentre todos os títulos do tesouro, o prefixado é o mais arriscado, por causa da marcação a mercado. Isto é, seu preço é marcado diariamente e você só tem a garantia da rentabilidade contratada se levar o título até o vencimento. Se você resgatar antes da data, pode ganhar ou perder dinheiro, conforme o valor do título no dia em que você estiver antecipando seu resgate. 

O maior risco desse título está no prazo longo em que você está vulnerável às eventuais altas da inflação que podem corroer seus ganhos. 

Sendo assim, é muito importante que, ao optar por esta modalidade de investimento, você analise se a taxa ofertada é proporcional ao risco de inflação. 

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4. Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que necessitam de capital para viabilizar seus projetos. 

Esses títulos podem ter juros pré-fixados, pós-fixados ou mesmo híbridos, quando uma parte dos juros é definida previamente e outra parte é indexada por algum indicador econômico, por exemplo, o IPCA.

Ao investir em uma debênture, você está emprestando dinheiro a uma empresa por um tempo pré-determinado, após o qual, receberá seu dinheiro de volta acrescido de juros. Elas costumam ter um prazo entre 2 até 10 anos ou mais. Por isso, podem servir para objetivos bastante variados.

5. CRI e CRA

CRI e CRA são investimentos bem parecidos, tanto no fundamento quanto nos riscos e na tributação. O que diferencia estes dois investimentos é o lastro, ou seja, a garantia dada.

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No caso do CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), você está direcionando seus investimentos para financiar projetos de expansão e desenvolvimento do setor imobiliário do país. O CRA (Certificado de  Recebíveis do Agronegócio), por sua vez, destina-se a financiar projetos da agroindústria. 

Esses títulos são um direito a receber, ou seja, você está antecipando um montante financeiro para um projeto imobiliário ou agroindustrial, e recebe, em troca, títulos de dívida. 

Um exemplo simples é o seguinte: suponha que seu vizinho vendeu um bolo de casamento por R$ 300,00 e o cliente só pagará o bolo dentro de 30 dias com juros de 10%. Seu vizinho precisa do dinheiro para comprar os ingredientes e entregar o bolo imediatamente. Assim, você empresta a ele R$ 300,00 e recebe em troca o direito sobre a dívida do comprador do bolo.

Ou seja, você antecipou ao seu vizinho, à vista, o valor equivalente aos ingredientes mais o lucro dele. Em troca, irá receber a dívida que seria paga a ele com juros. Em outras palavras, você comprou por R$ 300,00 o direito a receber R $310,00 daqui a um mês.  

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Guardadas as proporções, é exatamente este o princípio da CRA e CRI, onde, ao adquirir títulos você estará fomentando o segmento da construção civil ou da agroindústria, e irá receber juros pelo dinheiro investido. 

Qual o melhor investimento para longo prazo?

Investimentos de longo prazo são aqueles em que você tem pelo menos dez anos até que precise utilizar o dinheiro. 

Neste caso, pode diversificar sua carteira com investimentos mais sujeitos à volatilidade dos ciclos econômicos, pois, historicamente, num lapso temporal maior, essa volatilidade tende a se diluir, sendo compensada pela ação dos juros compostos ou, ainda, pelo crescimento da economia ao longo dos anos. 

1. Fundos de ações

Fundos de ações são interessantes para quem não tem tempo ou conhecimento para se dedicar à montagem de uma carteira de ações. 

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Aqui você se favorece pelo conhecimento do gestor que irá administrar a volatilidade fazendo movimentos de compra e venda que assegurem a rentabilidade e reduzam os riscos. 

Obviamente isso implica que você pague a taxa de administração e, eventualmente, a taxa de performance. Entretanto, isso não é necessariamente ruim. 

Caso você não possa cuidar sozinho de sua carteira, é mais interessante pagar a taxa de administração e contar com ajuda profissional, do que simplesmente deixar seu dinheiro parado ou investido em algum produto que não está alinhado às suas metas, apenas por mero desconhecimento. 

2. Ações

Ações são o ativo com maior potencial de retorno do investimento. Obviamente, para ter retorno elevado, é importante investir em empresas com fundamentos sólidos e projetos de longo prazo consolidados. 

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Ao comprar ações, você não faz uma aplicação financeira, mas, sim, se torna sócio desses projetos e passa a ter participação na distribuição dos lucros das empresas, através de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP), que são creditados diretamente em sua conta corrente. 

Além disso, você ganha também com a valorização do preço das ações ao longo do tempo. 

3. Fundos imobiliários

Fundos imobiliários são a alternativa para que você possa investir em imóveis sem ter que adquirí-los. Ou seja, você adquire cotas de um fundo de investimento que aplica no mercado imobiliário. 

Existem fundos imobiliários de tijolo, fundos de papel, fundos híbridos e também os FoFs (fundo de fundos). Em todos eles você recebe mensalmente rendimentos proporcionais ao número de cotas que possua.

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O que diferencia os FIIs, é a modalidade que cada um adota para investir no setor imobiliário. Fundos de tijolo compram diretamente os imóveis físicos, enquanto os fundos de papel investem em títulos do setor imobiliário, como CRI e LCI, além de cotas de outros fundos imobiliários.

Os fundos de fundos (FoFs) investem basicamente em cotas de outros fundos imobiliários, enquanto os fundos híbridos mesclam diferentes estratégias, podendo ter em seu portfólio todos os tipos de investimento que os demais fundos imobiliários utilizam. 

4. Fundos cambiais

Fundos cambiais investem em ativos lastreados por moedas estrangeiras. Investir neste tipo de fundo é uma forma de proteger seu patrimônio das variações do dólar, euro ou quaisquer outras moedas fortes. 

O objetivo principal do fundo cambial é assegurar o poder de compra do investidor em moeda estrangeira. Sendo assim, este tipo de investimento é muito viável para proteção de carteira, bem como para objetivos bem específicos, como, por exemplo, aplicar o dinheiro que você pretende utilizar em uma viagem internacional. 

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4. Criptomoedas

Criptomoedas são moedas digitais descentralizadas e que só existem na internet. Diferentemente do dinheiro físico, que tem seu valor representado por cédulas de papel e moedas de metal, a criptomoeda é criada dentro de uma rede blockchain e é totalmente virtual. 

O seu ganho, como investidor, é com a valorização da moeda que, como qualquer outro ativo, pode ser vendida a qualquer momento para realizar lucros. 

Por ser um ativo de alta volatilidade, é preciso ter bastante cuidado e destinar uma parcela bem pequena de seu patrimônio a este tipo de investimento. 

Qual o melhor investimento para a aposentadoria? 

Se você está buscando investimento para a aposentadoria, é bem provável que esteja pensando em longo prazo. Os investimentos que mais se beneficiam dessa vantagem temporal são aqueles que, de alguma forma, estão diretamente ligados ao desenvolvimento da economia do país. 

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Fatores como o crescimento populacional, o desenvolvimento tecnológico, as políticas de fomento e a própria dinâmica macroeconômica vêm mostrando, ao longo da história, que as economias dos países sempre crescem. 

Assim, o leque de opções para investir para a aposentadoria é bem interessante. 

Já citamos vários desses investimentos acima, quando falamos de ativos indicados para longo prazo. Os investimentos mencionados se aplicam também à aposentadoria. Entretanto, a única exceção seriam as criptomoedas, que, dada a volatilidade elevada, não são recomendáveis para aposentadoria. 

Temos ainda um outro investimento a acrescentar no rol investimentos viáveis para a aposentadoria:  

Tesouro IPCA

São títulos do governo que têm uma parte da rentabilidade prefixada e outra parte indexada pelo IPCA.

Esta é uma das melhores aplicações financeiras para conter o risco de inflação. Isso porque o componente pós-fixado é que irá garantir a preservação do poder de compra de seu dinheiro. Ou seja, você receberá a variação da inflação do período, mais um percentual fixo predeterminado na data em que você realizou sua aplicação. 

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Existem dois tipos de Tesouro IPCA

  • Tesouro IPCA+: você recebe os juros no vencimento do título;
  • Tesouro IPCA + com juros semestrais: antecipa pra você a rentabilidade contratada a cada seis meses.

O Tesouro IPCA+ com juros semestrais só é interessante se você tem certeza que precisará do dinheiro dos juros neste intervalo menor, como por exemplo, se você já é aposentado e busca uma complementação de renda. Neste formato, você perde a vantagem dos juros sobre juros que é a grande mágica dos juros compostos, pois aqui, ao receber os juros semestralmente, o seu patrimônio volta ao montante inicial a cada recebimento. 

Então, se o seu investimento é para longo prazo, e você não precisa do dinheiro a cada seis meses, é recomendável utilizar o Tesouro IPCA+. 

Qual a melhor aplicação financeira para iniciantes? 

O melhor investimento para iniciantes passa pela combinação de dois fatores. Um deles é a clareza de que não existe um investimento mágico que irá resolver todas as suas necessidades, mas existe o investimento cuja performance se aproxima daquilo que você precisa em determinada fase da sua vida. 

O outro fator fundamental para iniciantes é ter segurança no que está fazendo. Dessa forma, o melhor é começar pequeno, fazendo os aportes conforme for estudando os ativos e entendendo o racional de cada um deles. 

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Para o investidor iniciante, começar pela renda fixa é o mais aconselhável. Isso porque é uma exposição mais moderada ao risco e que irá permitir que você vá experimentando na prática para entender como funcionam os investimentos e suas características.

Para entender mais sobre isso, dê uma olhada no texto: Conheça os 5 melhores investimentos para iniciantes e mais um bônus!

Afinal, qual o melhor investimento hoje?

Agora que você chegou até aqui, já deve ter entendido a resposta. O melhor investimento hoje é aquele que:

  • atende às suas necessidades;
  • respeita seu nível de conhecimento;
  • tem o nível de risco adequado para você e suas metas.

Portanto, como você pode ver, escolher a melhor aplicação financeira não é apenas seguir um conselho de amigo, investir no produto “da moda” ou apertar um botão qualquer no seu banco ou corretora. Investir bem leva tempo e exige dedicação, assim como qualquer coisa que você queira fazer com qualidade.

Então, comece o quanto antes a aprender a investir, já que o tempo é um dos bens mais preciosos que você pode usufruir enquanto investidor.

Perguntas frequentes sobre investimentos

  1. O que são investimentos?

    Investimentos são produtos financeiros nos quais aplica-se recursos financeiros visando obter lucro que, via de regra, ocorre através das taxas de juros ou quaisquer outras formas de remuneração do capital investido.

  2. Como aprender a investir?

    Para aprender a investir seu dinheiro, o primeiro passo é investir em informação de qualidade, de fontes confiáveis, cujo conteúdo seja assinado por profissionais credenciados do mercado. Dominar os princípios básicos e regras que regem o mercado financeiro é fundamental.

  3. O que é preciso para começar a investir? 

    Para começar a investir de forma consistente é fundamental cumprir algumas etapas, como: organizar suas finanças, fazer um planejamento de metas, abrir conta em uma corretora, formar sua reserva de emergência e traçar um plano de investimentos.

  4. Quanto dinheiro é preciso para fazer investimentos?

    A quantidade de dinheiro será definida por sua capacidade de aportes mensais. Existem opções de aplicações financeiras onde se pode investir a partir de R$ 1,00, mas é bastante comum encontrar títulos e fundos que aceitam aportes a partir de R$ 100.

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10 comentários

  1. Carmen Mita

    Olá Melissa,
    Já li diversos materiais sobre o tema investimentos. Gostei bastante do seu. Assinando a News Letter.
    Muito obrigada ☺️.

  2. Jose Alves

    Muito boa matéria explicativa sobre os tipos de investimentos e opções para começar a investir.

  3. jose augustus

    gostaria de sugestões para a melhor aplicação atual com o valor atual da selic

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