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Melhor investimento a curto prazo: 4 opções para até 1 ano!

Precisa investir para uma metinha ou só quer guardar o dinheiro da conta corrente? Veja opções para investir com alta liquidez e segurança!

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Melissa Nunes Especialista em Finanças Pessoais e Investimentos

Escolher o melhor investimento a curto prazo é uma tarefa que deve ser analisada com calma. Isso porque são aplicações de retorno mais rápido e você precisa entender o quanto irá receber ao término delas.

Assim, o primeiro passo envolve conhecer os principais investimentos de curto prazo e entender o que seria este “prazo menor”. Depois, faça um comparativo com os de longo prazo e analise seu perfil de investidor. Quer saber mais e escolher o melhor para você? Siga a leitura e confira os detalhes.

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Qual o melhor investimento a curto prazo?

Antes de falar sobre as melhores opções para investir por pouco tempo, vamos deixar claro que estamos falando de investimentos e não de trading. Essa é uma modalidade de negociação que envolve assumir riscos calculados para obter ganhos no curto prazo, mas não pode ser considerada um investimento.

Dito isso, veja abaixo quais são os principais investimentos para curtos períodos e suas características. Com base nelas, você poderá ter uma ideia de qual é o melhor investimento a curto prazo para você.

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1. Tesouro Selic

Modalidade de investimento parte dos títulos públicos emitidos pelo governo. Recebe esse nome por seu rendimento estar atrelado à Taxa Selic, assim, sua rentabilidade é pós-fixada.

Nesse caso, não é possível saber exatamente o quanto de ganhos você terá em cima do valor investido, exatamente por ser pós-fixado, porém, a aplicação é considerada a mais segura do país. Na verdade, é como se você fizesse um empréstimo ao governo e, como em qualquer empréstimo, recebe esse dinheiro de volta com juros sobre ele.

Como tem alta liquidez, ou seja, é possível resgatar seu dinheiro facilmente e sem perdas, é um dos melhores investimentos a curto prazo, desde poucos dias até alguns anos.

Quando a Selic sobe, os juros pagos também sobem e o investimento pós-fixado passa a ser mais interessante. Assim, antes de aplicar no Tesouro Selic, é válido estudar as previsões para a taxa naquele ano.

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2. CDB

Os Certificados de Depósito Bancário (CDB) são os investimentos de renda fixa mais conhecidos e oferecidos por praticamente todos os bancos. Normalmente, são a primeira opção de quem busca um rendimento maior para seu dinheiro e quer fugir da poupança. Seu indicador mais comum usado é a taxa do CDI.

O funcionamento é bastante parecido com os títulos do governo, com a diferença de que você está emprestando seu dinheiro para as instituições financeiras. Em troca, recebe o rendimento, no caso, os juros.

Para o curto prazo, é interessante procurar opções de CDB de liquidez diária, já que é possível resgatar seu capital em qualquer dia útil. Alguns exemplos desses CDBs, são:

CDB PagBank110% CDI Investir
CDB Sofisa Direto110% CDI Investir
CDB BTG Pactual103% CDI Investir
CDB Banco Inter100% CDI Investir

Além disso, você pode buscar por outras aplicações que são menos líquidas, mas se encaixam dentro do prazo que você procura para o seu dinheiro. Nesse caso, existem opções pós-fixadas ou prefixadas.

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3. LCI e LCA

As LCI e LCA são Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, emitidas pelos bancos. Todos os recursos captados com os investidores são aplicados em atividades dos respectivos mercados.

Assim como os CDBs, esses títulos são facilmente encontrados nos bancos e corretoras e com diversidade interessante de prazos, riscos e rentabilidade. A grande atração é que LCI e LCA são isentas de imposto de renda, proporcionando um ganho líquido que pode ser mais atraente para o investidor.

Vale mencionar que seu prazo mínimo é de 3 meses, sendo que alguns títulos permitem o resgate diário após esse tempo, enquanto outros não têm liquidez e é preciso ficar com o título até o fim do prazo.

4. Fundos de renda fixa

São investimentos para captação de recursos por meio de cotas. Eles são considerados outra modalidade de renda fixa, mas também são aplicações conservadoras e de baixo risco.

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O que atrai investidores para esse tipo de fundo é a possibilidade de diversificação imediata, visto que aplicar em um fundo de renda fixa significa alocar seu dinheiro em vários ativos que estão dentro do fundo escolhido.

Além disso, alguns fundos de renda fixa podem ter até 20% do seu patrimônio alocado em ativos de maior risco, proporcionando uma exposição conservadora e rentável aos seus cotistas.

Antes de investir, observe a liquidez do ativo, que pode ser desde imediata (D+0) até 30 ou 60 dias. Lembre-se de alinhar essa característica ao prazo que você vai precisar resgatar seu capital.

O que é considerado curto prazo?

Na verdade, não existe um consenso sobre o que seria “curto prazo”. Para uma pessoa, pode significar alguns dias ou poucos meses, enquanto, para outra, 2 anos ainda se encaixaria na definição. Para esse artigo, consideramos o meio do caminho, ou seja, tudo o que se encaixa no retorno de até 1 ano.

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Assim, se você escolher uma aplicação que pode ser resgatada em 6 meses, ela é de curto prazo, se for em 12 meses, também. Mesmo as menores, como as contas com rendimento e liquidez diária são investimentos de curto prazo.

A ideia é que o investidor aplique o dinheiro, mas possa reavê-lo (com os devidos juros) o quanto antes possível. Mais importante do que isso é sempre alinhar o prazo dos seus investimentos com o objetivo financeiro a que se destinam. Assim, não há chances de tomar decisões erradas que possam prejudicar suas metas de curto prazo.

Como escolher o melhor investimento a curto prazo?

Depois de conhecer os principais investimentos de curto prazo você deve estar se perguntando o que fazer para escolher o melhor investimento de curto prazo. Definir o melhor para você será uma escolha bastante pessoal, porém, veja o que considerar na análise:

Objetivo 

Qual o seu objetivo com esse investimento? Seria juntar dinheiro para uma viagem? Ter uma grana para emergências? Pagar um curso ou faculdade? Pagar uma cirurgia ou exame? 

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Você precisa ter bem claro o motivo que o leva a investir, mesmo que seja apenas obter um ganho maior que o da poupança. Assim, você consegue poupar, mas com um rendimento melhor e mais rápido.

Além disso, também é preciso considerar sua capacidade de investimento, ou seja, quanto você pode aplicar sem comprometer a sua renda. A ideia não é prejudicar o orçamento da casa, mas ter um dinheiro a mais.

Por último, dentro do objetivo também é preciso considerar o prazo do investimento. Se sua meta é para 6 meses, mesmo os de curto prazo podem não ser interessantes para você se não há como reaver o valor antes de 1 ano, por exemplo.

Liquidez 

A liquidez pode ser traduzida no quão fácil é transformar um investimento em dinheiro, ou seja, se você tem mais facilidade ou dificuldade de resgatá-lo a qualquer momento. Quanto maior a liquidez, mais rapidamente você consegue fazer o resgate e reaver aquilo que aplicou.

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Assim, é preciso analisar sua urgência em relação a recuperar o dinheiro investido. Se você quer a opção de resgatar a qualquer momento, aposte na liquidez mais alta. Pode esperar mais tempo? Invista nos de liquidez mais baixa sem medo, pois, em geral, te darão uma rentabilidade mais interessante.

Segurança 

Os investimentos em renda fixa já são considerados seguros, ideais para investidores conservadores. No entanto, os de curto prazo são ainda mais, pois não há espaço para oscilações e perda financeira.

Além disso, observe se os emissores são conhecidos, no caso, o próprio governo ou grandes instituições financeiras. Emissores menores pagam mais, mas também apresentam maior risco de crédito. É claro que você pode contar com o seguro do FGC para essas ocasiões, mas, caso precise acioná-lo, pode demorar até 60 dias para receber seu capital de volta.

Se o seu foco como investidor é apostar em algo seguro ou começar com um investimento mais garantido, a escolha pelas opções de curto prazo é certeira. Basta, então, analisar a liquidez e o retorno médio.

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Cenário econômico 

O cenário econômico também pode interferir na decisão de aportar nos investimentos de renda fixa, principalmente nos pós-fixados. Assim, mesmo se tratando de algo seguro, é preciso acompanhar as notícias sobre a economia do país.

A Taxa Selic influencia bastante no retorno do investimento pós-fixado. Então, quando se tem expectativa de alta dela ou da inflação, pode ser mais interessante investir nestes títulos. Por outro lado, se há sinais de baixa ou estabilidade da inflação e dos juros, o melhor pode ser aplicar seu dinheiro dos títulos pré-fixados.

O que não é investimento de curto prazo?

Como falamos antes, estratégias de trading não são consideradas investimentos. Além delas, existem outras opções no mercado que não foram feitas para o curto prazo. Por isso, veja agora quais são elas e por que não podemos contar com o retorno rápido.

Day trade e swing trade 

Apesar de ser uma estratégia usada por quem investe na bolsa de valores ou em criptomoedas, não é propriamente um investimento de curto prazo. Envolve muita especulação, uma forma de ganhar dinheiro em curto prazo, porém é voltada para investidores experientes e é de alto risco.

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No day trade, a ideia é obter lucro com a oscilação do preço do ativo ao longo do dia. Basicamente, a ideia é comprar os ativos quando estão em baixa e vender quando estão em alta, tudo no mesmo pregão.

Já no swing trade, você se envolve com negócios que duram alguns dias, porém, não precisa da mesma dedicação ideal para operar no day trade. A ideia, no entanto, é a mesma, com a diferença no prazo maior para vender a ação.

Títulos longos de renda fixa 

Alguns títulos de renda fixa disponíveis não são considerados de curto prazo, mesmo sendo pré ou pós-fixados. Isso acontece porque você não pode resgatar o valor em prazo inferior a 2 anos, por exemplo.

Este é o caso de CRI, CRA, debêntures, LF e LC. O vencimento desses títulos começa em 2 anos, mas você pode encontrar investimentos nos quais terá que deixar o dinheiro rendendo por até 7 ou 10 anos. Para quem busca algo de curto prazo, a ideia não é tão interessante.

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COE 

Os Certificados de Operações Estruturadas (COE) são uma combinação da renda fixa com a renda variável. Eles permitem fazer investimentos mais complexos e lucrativos, mas com menos riscos em comparação à renda variável.

Ainda assim, o investimento mínimo costuma alto e os prazos são mais longos, sem contar que, por mais que a perda seja menor, não há a certeza do retorno. Com isso, para quem busca dobrar seu capital ou ter mais dinheiro disponível, o COE não é indicado.

Fundos de investimento mais arriscados 

Esses englobam os fundos multimercado ou de ações, os quais não são interessantes para investir em curto prazo. Isso acontece por dois fatores: primeiro, as oscilações do mercado, o que impede recuperar as perdas em pouco tempo; segundo, a baixa liquidez, já que o resgate pode levar até 180 dias nos fundos menos líquidos.

Todos esses fatores tornam os fundos de investimentos em renda variável mais arriscados e não interessantes para quem busca o melhor investimento de curto prazo.

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BÔNUS: vale a pena investir para prazos menores de 30 dias?

O questionamento de investir em algo com retorno menor de 30 dias pode surgir, já que você pode estar em busca de algo que permita usar o dinheiro a qualquer momento. Normalmente, essa pergunta vem atrelada à cobrança do IOF, que acontece nos 30 primeiros dias de um investimento de renda fixa.

Porém, vale lembrar que essa tributação incide apenas sobre rendimentos, e nunca sobre o que foi aplicado. Assim, mesmo que resgate poucos dias depois, você não perde nenhum dinheiro investido, apenas vai ganhar muito pouco.

Sem contar que, ao manter seu dinheiro parado em uma conta corrente, você não só não ganha rendimento nenhum, como seu capital passa a perder valor pelo efeito da inflação.

Mas não pense em aplicar na poupança: o retorno só viria em 30 dias e provavelmente seria menor, se comparado aos títulos com desconto do IOF.

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Nesse caso, opte por contas remuneradas, como a NuConta, onde os valores ali aplicados são investidos pelo banco e rendem diariamente. No entanto, nada impede que você faça saques ou pagamentos. Assim, pode usar seu dinheiro à vontade, sem que ele fique parado.

A segunda alternativa é dar preferência aos CDB de liquidez diária (ou a função “guardar dinheiro”, da NuConta). Estes são mais fáceis de resgatar e, se desejar, você pode reaver o dinheiro aplicado a qualquer momento, mas ele fica separado da conta corrente.

Conclusão: vale a pena investir no curto prazo?

A resposta é sim! Por mais que você tenha alguns dias ou até alguns meses disponíveis para alcançar alguma meta, deixar seu dinheiro na conta corrente não vai te ajudar a chegar lá mais rapidamente. Por isso, buscar um investimento é sempre a melhor alternativa.

Como você pode ver, definir qual é o melhor investimento de curto prazo depende de muitos fatores. Se necessário, pesquise mais sobre os que foram citados acima, como o Tesouro Selic, o CDB, a LCI, a LCA e os Fundos de Investimentos. Certamente vai encontrar a opção mais adequada ao seu perfil e às suas necessidades.

Ficou com alguma dúvida sobre este conteúdo? Deixe seu comentário abaixo, ficaremos felizes em ajudar!

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