Crediário próprio: o que é, como funciona e como fazer?

Entenda o que é e como fazer um crediário próprio e quais benefícios podem de oferecer mais opções de crédito e pagamento aos clientes!

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Thainá Cunha

O crediário próprio é uma opção de pagamento a prazo que pode atrair clientes que não possuem ou não gostam de utilizar cartões de crédito.

Essa tendência é mais prevalente entre o público com 55 anos ou mais, já que muitas pessoas dessa faixa etária ainda enxergam os cartões de crédito com desconfiança. 

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Por mais que as maquininhas de cartão e os pagamentos online tenham dominado o mercado, o crediário próprio ainda é uma maneira de oferecer opções de pagamento variadas ao cliente e pode ser uma excelente oportunidade de fidelização. 

Caso não saiba como esse meio de pagamento funciona, reunimos as principais informações neste conteúdo. Confira agora e tire suas dúvidas!

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O que é crediário próprio?

O crediário é uma forma de pagamento a prazo, em que o consumidor recebe boletos para realizar a amortização das parcelas todos os meses. 

A quantidade de parcelas disponíveis e os juros sobre atrasos são definidos pelas lojas, mas o consumidor deve estar a par de todas as informações relevantes. 

Existem três tipos de crediário que um lojista pode implementar em seu negócio:

  • crediário financiado;
  • crediário garantido;
  • crediário próprio.

Nos dois primeiros modelos, os riscos da operação são menores, já que há uma instituição financeira intermediando o processo e que se responsabiliza pela possível falta de pagamento. 

No entanto, essas duas opções também trazem menos benefícios aos lojistas, já que todos os juros ficam com as financeiras e o consumidor não precisa voltar ao seu estabelecimento para realizar os pagamentos. 

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Já o crediário próprio, como o nome sugere, é feito e administrado pela própria loja e, dessa maneira, todos os juros e taxas são revertidos em lucro para o caixa do próprio negócio.

Além disso, nessa modalidade, o cliente normalmente só pode realizar o pagamento no próprio estabelecimento. 

Isso obriga que ele retorne pelo tempo em que durarem as parcelas, o que aumenta a possibilidade de compras e de fidelização. 

Como funciona o crediário?

O crediário é um meio de pagamento para compras parceladas que já foi muito popular antes do cartão de crédito se tornar tão acessível.

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Ele é o saudoso carnê, que os mais antigos utilizavam principalmente para compras de móveis e eletrodomésticos. 

Inclusive, um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil aponta que 10,7% dos consumidores brasileiros costumam realizar pagamentos por meio de crediários.

Afinal, algumas lojas ainda oferecem a possibilidade de pagamento por meio de crediário, que permite o parcelamento da compra em até 48 vezes, enquanto no cartão de crédito, o máximo são de 12 parcelas. 

Isso aumenta o poder de compra de uma boa parte da população, que não teria como adquirir bens à vista ou com parcelas mais caras. 

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Dessa forma, o estabelecimento, no caso do crediário próprio, realiza uma análise de crédito do cliente a fim de liberar o parcelamento da compra. Uma vez autorizado, o cliente receberá o carnê, com a quantidade de boletos correspondente ao número de parcelas.

Por exemplo, se a compra foi dividida em 48 vezes, o consumidor irá receber um carnê com 48 páginas (boletos) para realizar os pagamentos a cada mês. Em caso de atraso ou não pagamento, os juros dessa modalidade podem chegar aos 8% ao mês. 

Como fazer crediário próprio?

Para implementar um crediário próprio, é necessário que, em primeiro lugar, o estabelecimento tenha um bom sistema de gestão

Existem softwares de gestão que condensam todos os dados dos clientes e permitem a emissão de boletos, além do acompanhamento da situação de pagamento. 

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Além disso, antes de liberar um crediário para o cliente, é preciso reduzir os riscos de inadimplência, o que pode ser feito consultando o histórico de crédito da pessoa. 

Tal consulta pode ser realizada pelo próprio estabelecimento, caso ele faça partes de serviços de análise como o SPC e o Serasa Experian.  

As informações obtidas pela análise de crédito permitem não apenas a decisão de liberar ou não o crediário mas quantas parcelas oferecer.

É preciso que a loja, em seu sistema de gestão, tenha cadastrado todos os dados importantes do cliente e que esse software integre essas informações com os pagamentos. 

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Além disso, um crediário próprio requer que o estabelecimento tenha uma agenda de cobrança bem estabelecida, mandando e-mail, SMS ou WhatsApp para lembrar do vencimento do carnê e evitar a inadimplência. 

O que as lojas consultam para abrir crediário?

Para abrir um crediário próprio, em primeiro lugar, a loja precisa ter controle sobre suas finanças e, como já detalhamos, uma ferramenta de gestão. 

Nesse tipo de crediário, não apenas os bônus, mas também os ônus dos pagamentos são da própria empresa. 

Isso significa que o estabelecimento precisa ter saúde financeira para sustentar possíveis atrasos do pagamento e inadimplências. 

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Para evitar ao máximo que se tenha rombos no orçamento devido à concessão do crediário, é preciso tomar algumas medidas. 

Uma delas, que foi mencionada anteriormente, é a utilização de sistemas de análise de crédito antes de liberar o crediário. 

Quais as vantagens e desvantagens do crediário próprio?

Como dissemos, existe mais de um tipo de crediário, que oferecem vantagens e desvantagens. 

O crediário financiado utiliza o crédito de uma financeira para cobrir os riscos da concessão de crédito ao cliente.

No crediário garantido, os ganhos totais da compra são certos para a loja, porque são garantidos por uma administradora.

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Entretanto, justamente porque as instituições assumem os riscos das transações, os lucros e os juros do pagamento ficam todos com elas. Além disso, é comum que os boletos desses crediários possam ser pagos, até o vencimento, em bancos, lotéricas e online. 

Isso tira a vantagem que as lojas poderiam ter em atrair o cliente, pelo menos uma vez por mês, para o seu estabelecimento. 

Essa vantagem está presente no crediário próprio, que pode ser emitido e ter a restrição de pagamento somente no caixa da própria loja. 

Dessa maneira, pelo menos uma vez por mês, pelo tempo que durarem as parcelas do crediário, aquele cliente vai andar pelo estabelecimento, entre todos os produtos expostos, aumentando as chances de novas compras e visitas ao estabelecimento comercial. 

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Além disso, se o atendimento for consistentemente bom, a fidelização é uma grande perspectiva para o negócio. 

Em relação aos lucros e juros do crediário próprio, eles também caem diretamente no caixa da empresa. 

Isso pode ajudar na gestão financeira e do negócio, já que deixará o fluxo de caixa mais inclinado para o positivo. 

No entanto, esse fato possui dois lados e o negativo é o aumento dos riscos da transação por meio de carnês. 

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Como nessas circunstâncias não há intermediários para sustentar e cobrir uma possível situação de inadimplência, esses prejuízos recaem diretamente no caixa da empresa. 

Por isso, o negócio precisa ter uma excelente gestão para que possa calcular se possui condições de assumir esses riscos.

Ter crediário próprio vale a pena?

Segundo o CNDL/SPC Brasil, cerca de 60% dos brasileiros costumam utilizam formas de pagamento a prazo. Desse montante, mais de 10% utilizam crediários como forma de parcelar suas compras e viabilizar o pagamento. 

Isso representa milhões de pessoas, ou seja, uma grande fatia de mercado que ainda possui mais confiança em métodos tradicionais de pagamento. 

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Por isso, apesar de muitos acreditarem que os carnês estão extintos, eles ainda podem ser uma opção para variar as formas de pagamento oferecidas aos clientes. 

No entanto, não se pode ignorar que essa é uma opção que apresenta mais riscos do que outras mais populares, como os cartões de crédito. 

Nesses casos, os riscos de inadimplência recaem todos sobre a loja, sem a presença de uma instituição financeira que possa cobrir os possíveis prejuízos. 

Por outro lado, essa é a melhor maneira, dentre os pagamentos à prazo, de fidelizar os clientes e aproximá-los da loja, já que é sempre mais fácil manter clientes fiéis do que conquistar novos e a oferta de crédito gera um vínculo de confiança entre o consumidor e os negócios. 

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Por isso, vale a pena considerar a implementação de um crediário próprio como opção de pagamento a prazo desde micro negócios a grandes varejistas. 

No entanto, é essencial, independente do porte do negócio, ter um bom controle da gestão financeira e geral. Apenas dessa maneira é possível calcular se vale a pena correr os riscos inerentes à oferta de um crediário próprio. 

Deve-se sempre ter cuidado para não tomar decisões sem previsões, já que elas podem afetar a saúde do negócio de forma muito negativa. 

Assim, levando em consideração todos esses pontos, se a gestão do seu negócio estiver em bom estado, por que não apostar em um crediário próprio?

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Perguntas frequentes

  1. O que é crediário próprio?

    O crediário é uma forma de pagamento a prazo, em que o consumidor recebe boletos para realizar a amortização das parcelas todos os meses. 

  2. Como funciona o crediário?

    O estabelecimento realiza uma análise de crédito do cliente a fim de liberar o parcelamento da compra. Uma vez autorizado, o cliente receberá o carnê, com a quantidade de boletos correspondente ao número de parcelas.

  3. Como fazer crediário próprio?

    Para implementar um crediário próprio, é necessário que, em primeiro lugar, o estabelecimento tenha um bom sistema de gestão. Existem softwares de gestão que condensam todos os dados dos clientes e permitem a emissão de boletos, além do acompanhamento da situação de pagamento. 

  4. O que as lojas consultam para abrir crediário?

    Geralmente, verifica-se a avaliação do consumidor em órgãos como SPC e Serasa, que possuem autorização para a consulta de dados do cliente.

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