Fluxo de caixa: o que é e para que serve? Veja como fazer de forma simples!

Confira nosso guia completo sobre fluxo de caixa, com tudo que você precisa saber sobre essa ferramenta, além de um passo a passo para elaborar o seu!

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Thainá Cunha

Se você está pensando em investir no seu próprio negócio e quer ter um bom planejamento financeiro, com certeza vai ouvir falar sobre fluxo de caixa.

Afinal, essa é uma das ferramentas mais importantes para ter uma organização eficiente das suas vendas e da movimentação do seu dinheiro.

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No entanto, para elaborar um gerenciamento adequado, é fundamental entender bem esse conceito, suas principais categorias e como aplicar cada uma no dia a dia da sua empresa.

Pensando nisso, nós preparamos um guia completo sobre fluxo de caixa, com tudo que você precisa saber para desenvolver o seu planejamento de forma simples e assertiva!

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Acompanhe a leitura!

O que é fluxo de caixa?

Fluxo de caixa é o instrumento pelo qual o administrador pode registrar todas as entradas e saídas de recursos financeiros do negócio.

No mundo empresarial, muito se fala sobre esse conceito, mas nem sempre ele fica claro para todas as pessoas, principalmente empreendedores que estão começando a entrar em contato com essa ferramenta.

Entretanto, trata-se de um sistema simples, que pode ser feito de várias formas, como:

  • planilhas online;
  • livro de registros manuais;
  • sistemas automatizados;
  • plataformas integradas.

Dessa forma, mesmo as pequenas e médias empresas podem utilizar essa ferramenta, e adaptá-la de modo que atenda à demanda do negócio.

Além disso, o fluxo de caixa possui uma função mais importante do que apenas um instrumento de conferência financeira.

Ele também pode ser um importante documento para a sua contabilidade, utilizado para elaborar relatórios, estratégias de produção e projeções para o futuro.

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Logo, entender o que é fluxo de caixa, seus subconceitos e divisões é de extrema importância para a sua empresa. Confira mais detalhes!

Fluxo de caixa livre

O fluxo de caixa livre representa a quantidade de capital disponível no caixa da empresa após o pagamento de todas as despesas.

Enquanto o conceito principal é responsável por monitorar e registrar todas as movimentações, o fluxo de caixa livre apenas indica o valor restante depois que a empresa quitou os seus débitos.

Esse conceito é útil, principalmente, para auxiliar na verificação contábil da empresa.

Por exemplo, você pode realizar a conferência dos registros financeiros no final do mês, e identificar o fluxo de caixa livre para incluí-lo no seu planejamento seguinte.

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No entanto, esse conceito costuma considerar apenas os recursos em dinheiro que sobraram no caixa, como o troco, não registrando outros patrimônios da empresa que podem fazer a diferença em um registro mais complexo.

Por isso, vale a pena monitorar esse fluxo livre apenas para ter um controle mais assertivo dos seus recursos, mas sem deixar de incluir outros componentes na conta.

Controle de entrada e saída

A principal função do fluxo de caixa é fornecer um controle de entrada e saída de recursos detalhado para a empresa.

Por entradas, entende-se todas as movimentações positivas que o negócio recebe, como:

  • pagamentos de vendas efetuadas no dia a dia;
  • contas a receber de terceiros;
  • retorno de investimentos, como juros.

Ou seja, toda entrada de dinheiro ou recursos financeiros para o caixa da empresa.

Enquanto isso, por saídas, compreende-se transferências como:

  • despesas fixas e variáveis;
  • despesas administrativas e de produção;
  • pagamento de fornecedores;
  • investimentos na empresa;
  • compras de estoque.

Tudo que representa gasto de dinheiro é considerado um movimento de saída no fluxo de caixa.

Para realizar esse controle de entradas e saídas de maneira mais completa, a empresa pode adotar diferentes monitoramentos.

Ter um controle diário, para as transações cotidianas, e um registro mensal, que avalia todas as movimentações do período são algumas das formas de fazer esse controle.

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Caixa negativo

Se você for utilizar essa ferramenta no dia a dia da sua empresa, em algum momento pode se deparar com um fluxo de caixa negativo.

Como o nome indica, ele apresenta um resultado negativo, ou seja, o número de saídas é superior ao número de entradas.

No entanto, não é preciso se desesperar por conta do caixa negativo. A curto prazo, ele pode não representar um impacto significativo no seu negócio.

Por exemplo, em um dia você registrou mais gastos do que vendas, de modo que o saldo, no final do expediente, é negativo. 

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Contudo, o fluxo de caixa mensal continua positivo, o que não apresenta interferências no seu planejamento.

Por outro lado, caso você identifique um caixa negativo com maior frequência, pode ser necessário rever as suas finanças e elaborar estratégias para aumentar o número de entradas.


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Exemplo de fluxo de caixa

Por fim, para te ajudar a compreender melhor o conceito de fluxo de caixa, nós trouxemos alguns exemplos de como essa ferramenta funciona.

Imagine um dia comum de vendas do seu negócio. Você realizou 3 vendas à vista, no valor de R$10, R$20 e R$30.

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Além disso, também fez uma venda maior, no total de R$100, mas com pagamento parcelado em 2 vezes no cartão.

No entanto, durante a tarde, você precisou comprar pilhas novas para a sua calculadora, no valor de R$5.

Note que a sua empresa registrou diversas movimentações de recursos. Como entrada, você possui R$160, e uma saída de R$5.

Ou seja, anotar essas ocorrências é fazer o seu fluxo de caixa diário. Por menor que sejam as movimentações, como a compra de pilhas, é importante que sejam registradas.

Além disso, note que uma das compras foi parcelada em 2 vezes. Isso significa que, mesmo que seja uma entrada no caixa, não significa que você tem o dinheiro.

Dependendo da operadora do cartão, o valor pode ser descontado apenas no mês seguinte, e a segunda parcela somente depois de 60 dias.

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Então, essa entrada deve ser registrada não apenas no controle diário, como também em outros instrumentos de gestão, como o mensal.

Sem um acompanhamento controlado, você pode se perder no orçamento do negócio.

Por isso, tudo que entra e sai de dinheiro da sua empresa deve compor o fluxo de caixa, seja de forma mais simples ou mais complexa.

Fluxo de caixa completo

Agora, para elaborar um fluxo de caixa mais completo para a sua empresa, é preciso considerar diferentes tipos de entradas e saídas.

Por exemplo, você poderá dividir as entradas em:

  • pagamentos à vista;
  • pagamentos à prazo;
  • cheques;
  • juros de investimentos;
  • contas a receber.

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Enquanto isso, as saídas podem incluir diferentes categorias, a começar pelos gastos administrativos, que incluem a equipe terceirizada de limpeza, por exemplo.

Em seguida, vem os custos operacionais, como:

  • pagamento dos funcionários;
  • compra de matéria-prima;
  • conta de luz e água;
  • aluguel do prédio;

Ainda, você pode incluir gastos pontuais, como uma compra de emergência ou manutenções de equipamentos.

Perceba que existem diversas variáveis que podem compor o seu fluxo de caixa.

Por isso, é importante considerar os seus gastos e recebimentos, para elaborar um registro adequado para o seu negócio.

Para que serve o fluxo de caixa?

Em um primeiro momento, o fluxo de caixa é uma ferramenta para auxiliar na gestão da empresa.

Afinal, ele registra todas as movimentações que ocorrem no caixa, ajudando a ter um controle mais completo das entradas e saídas de recursos.

No entanto, esse instrumento possui outros objetivos igualmente importantes para o bem-estar financeiro do seu negócio.

Por exemplo, o fluxo de caixa permite que você tenha uma visão real e concreta da situação contábil da empresa.

É possível analisar informações como produtividade, ações bem-sucedidas, índices de vendas e diversos outros dados importantes para a administração.

Com isso, você poderá elaborar uma projeção mais real para o futuro, identificando estratégias que podem ajudar a otimizar os lucros.

Além disso, esse instrumento permite um controle mais firme da empresa, permitindo que você possa agir em situações de emergência com maior segurança.

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Por exemplo, diante de algum imprevisto que demandem gastos não calculados, você saberá qual o limite disponível da empresa por meio do fluxo de caixa.

Em resumo, o fluxo de caixa também serve para auxiliar na tomada de decisões, permitindo uma administração mais completa e assertiva, não somente no setor financeiro, mas em toda a empresa.

Quais são os tipos de fluxo de caixa?

Depois de entender o conceito de fluxo de caixa e para que ele serve, chegou o momento de conhecer mais sobre os diferentes tipos que existem dessa ferramenta.

Eles foram criados para atender diferentes necessidades das empresas, e podem ser utilizados em conjunto, ou individualmente.

Conheça alguns dos principais!:

Fluxo de caixa simples

Como o nome indica, o fluxo de caixa simples é composto por um registro menos elaborado das movimentações.

Assim como no exemplo acima, ele considera apenas algumas transações mais básicas, como as vendas e os gastos da empresa durante o dia, ou em outro período determinado.

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Além disso, o fluxo de caixa simples é a maneira mais rápida de gerenciar as finanças de uma empresa, pois não possui movimentações muito complexas.

No entanto, se você deseja ter um controle completo do seu negócio, é recomendável utilizá-lo no dia a dia, mas adotar outros instrumentos para complementar seus registros a longo prazo.

Fluxo de caixa projetado

Enquanto isso, o fluxo de caixa projetado é uma ferramenta de previsão, com base nos registros anteriores.

Nesse caso, a empresa reúne seus fluxos de caixas mensais e determinam uma base para as entradas e saídas, elaborando seu fluxo projetado para os próximos meses.

Dessa forma, é possível construir um planejamento mais completo, a partir da média dos recursos.

Além disso, esse também é um importante instrumento para a gestão administrativa da empresa, que poderá tomar decisões com mais facilidade, tendo uma base mais confiável de orçamento.

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É claro, o fluxo de caixa projetado é apenas uma estimativa das próximas movimentações, podendo apresentar variações positivas ou negativas.

Assim, é importante manter um registro diário, para realizar comparações concretas e, com isso, ter resultados mais efetivos no futuro.

Fluxo de caixa diário

O fluxo de caixa diário também é um conceito simples, realizando o registro de todas as movimentações que acontecem no dia a dia.

Por ser um instrumento periódico, é comum que as empresas utilizem um formato mais simples para registrar esse fluxo.

Dessa forma, ele poderá ser utilizado no futuro como base para outros cálculos e comparações, além de garantir um controle mais eficiente do negócio no cotidiano.

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Fluxo de caixa descontado

Por fim, o conceito de fluxo de caixa descontado é um pouco mais complexo que os demais.

Trata-se de uma maneira de avaliar o valor da empresa antes de adquirir suas ações, por exemplo. Ou seja, um instrumento para verificar se vale a pena investir, e qual o retorno que o negócio pode oferecer.

Também conhecido como valuation, o fluxo de caixa descontado costuma ser feito por investidores interessados na empresa. 

No entanto, também é possível utilizar essa ferramenta para determinar o valor da sua empresa, com base nos fluxos de caixa futuros.

De forma geral, quanto maior a geração de caixa, maior é o seu valor de mercado.

O conceito do fluxo de caixa descontado é semelhante ao fluxo projetado. Afinal, ambos realizam previsões de movimentações no futuro. Entretanto, os seus objetivos são diferentes.

Além disso, por se tratar de um instrumento mais complexo, o caixa descontado avalia diferentes hipóteses e cenários, por se tratar de uma renda variável.

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O cálculo também é feito com uma previsão maior, como os próximos 3, 5 ou até 10 anos de fluxo de caixa do negócio.

Assim, trata-se de uma ferramenta útil para conhecer melhor o valor da empresa, mas sem uma aplicação prática no dia a dia, como os outros conceitos.

Qual o passo a passo do fluxo de caixa?

Por fim, para elaborar um fluxo de caixa eficiente para sua empresa, você pode seguir algumas etapas básicas que auxiliam nesse processo.

É claro, cada negócio tem sua própria demanda, de modo que é importante adaptar a ferramenta para as suas necessidades financeiras.

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No entanto, existem algumas dicas que podem te ajudar a desenvolver os seus registros com maior facilidade.

Por isso, confira o passo a passo do fluxo de caixa:

1. Determine o seu valor inicial

Antes de mais nada, é importante determinar qual o valor inicial do seu caixa. 

Mesmo que você não realize esse processo desde o início das suas atividades, basta calcular o valor disponível no momento, para ter uma base concreta para os seus registros.

2. Separe suas entradas e saídas

O próximo passo é separar as suas entradas e saídas. Essa etapa é importante, pois serão essas movimentações que irão compor o seu fluxo.

Nesse caso, cada empresa possui suas próprias receitas e despesas, de modo que é fundamental verificar a demanda individual.

No entanto, existem alguns componentes básicos, como o registro de vendas diárias e as despesas fixas já conhecidas.

3. Escolha um sistema de registros

Para elaborar o seu fluxo de caixa, é necessário escolher um sistema de registros.

Um dos mais comuns, por exemplo, são as planilhas Excel. Existem diversos modelos pré-diagramados na internet, inclusive disponibilizados por entidades oficiais, como o SEBRAE.

Além disso, existem outras opções, como plataformas integradas, sistemas automatizados ou mesmo livros de registros manuais.

Nesta etapa, você poderá escolher o sistema que melhor se adapta às suas necessidades, tornando o processo o mais simples possível.

4. Monte seu fluxo de caixa

Depois de escolher o seu sistema e separar suas movimentações, basta unir todos os componentes e montar o seu fluxo de caixa.

É fundamental que ele apresente todas as entradas e saídas da sua empresa, para que o registro seja eficiente.

Por isso, inclua todas as movimentações pertinentes no seu sistema, de modo que seja fácil de registrar e acompanhar.

5. Registre as movimentações

O seu fluxo de caixa já está finalizado e pronto para operar. Agora, basta anotar todas as movimentações da sua empresa no seu novo sistema.

O processo é diferente para cada negócio, podendo ser diário, por exemplo, ou mensal. Você poderá definir o período que melhor contempla a sua demanda.

Além disso, também é importante armazenar todos os seus registros para a posteridade, seja para comparações ou como documento contábil.


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Vale a pena automatizar o fluxo de caixa?

Como você pode perceber ao longo do conteúdo, o fluxo de caixa é uma importante ferramenta de administração financeira.

Por conta da sua relevância nas empresas, os sistemas também acompanharam as novas tecnologias, buscando se tornar mais práticos e fáceis.

Hoje, existem diversos modelos automatizados, como plataformas próprias de fluxo de caixa, e até mesmo sistemas completos de gestão.

Com eles, você poderá ter mais praticidade durante seus registros, uma vez que o sistema fará todos os cálculos. 

Além disso, também é um modelo mais seguro, pois as informações são armazenadas digitalmente, sem riscos de perdas.

Por outro lado, esse investimento pode ser de alto nível, principalmente para pequenas empresas, e apresentar ferramentas complexas demais para o negócio.

Assim, vale a pena analisar alternativas que possam atender à sua demanda, seja ela mais simples ou mais elaborada.

Dessa forma, você poderá realizar um fluxo de caixa completo, e otimizar a gestão financeira da sua empresa com praticidade e eficiência.

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