O que é o capital de giro? Saiba como calcular e manter o controle no seu negócio!

O capital de giro é um dos conceitos mais importantes para as finanças da sua empresa. Por isso, confira quais os tipos e como calcular!

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Thainá Cunha

Se você é um empreendedor e deseja ter um negócio bem-sucedido, conhecer bem o seu capital de giro é fundamental.

Afinal, esse é um dos componentes mais importantes de qualquer planejamento financeiro empresarial, e pode garantir a segurança e eficiência da sua produção.

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No entanto, para ter um bom equilíbrio nas contas da sua empresa, é essencial saber como funcionam todos os detalhes desse conceito, para poder aplicá-lo com competência.

Pensando nisso, nós elaboramos um guia especial sobre o capital de giro, com tudo que você precisa saber antes de incluí-lo nas finanças da sua empresa.

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Continue acompanhando a leitura para conferir todos os detalhes!

O que é o capital de giro?

Capital de giro, também chamado de ativo circulante, é o valor que a empresa possui para custear o seu funcionamento.

Basicamente, trata-se da diferença entre o capital que você tem disponível, e a soma das despesas e contas a pagar.

É também um montante que está sempre “girando”, ou seja, que se movimenta entre pagamentos e gastos.

Além disso, o capital de giro leva em consideração todos os recursos ativos e passivos da empresa, e não apenas o saldo em dinheiro. Por exemplo, ele também inclui:

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  • caixa;
  • estoque;
  • investimentos;
  • pendências a receber e a pagar;
  • movimentações da conta corrente da empresa.

Assim como é necessário considerar todos os tipos de gastos na hora de determinar o seu capital de giro, também é importante estabelecer os diferentes recursos ativos que podem influenciar no patrimônio da empresa.

Dessa forma, será possível estabelecer um resultado mais concreto, permitindo que o empreendedor realize um planejamento financeiro completo.

Qual é o objetivo do capital de giro?

O capital de giro é responsável por garantir que todas as contas da empresa sejam pagas, para manter a produção e garantir a saúde financeira do empreendimento.

Portanto, com a ajuda desse conceito, você será capaz de:

  • pagar todos os fornecedores;
  • quitar as despesas fixas e variáveis;
  • realizar o pagamento dos funcionários e colaboradores;
  • manter o estoque da empresa;
  • atender às necessidades dos clientes;

Mas, um sistema eficiente não deve apenas assegurar que a empresa cumpra com todas as suas obrigações, também é preciso potencializar os lucros e a produtividade.

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Afinal, ter um bom planejamento financeiro permite que o empreendedor conheça os circulantes ativos e passivos do negócio, e possa administrá-los melhor.

Com isso, é possível tomar decisões mais assertivas, otimizando o orçamento para poder investir na empresa e em elementos que aumentem sua lucratividade.

Além disso, o capital de giro também deve auxiliar na composição de outros planos financeiros, como a reserva de emergência e a organização das finanças.

Por exemplo, imagine que você trabalhe com um prazo de 30 a 60 dias para receber o pagamento dos clientes e colaboradores.

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No entanto, os seus fornecedores oferecem um prazo de apenas 15 dias para que a sua empresa faça o pagamento devido.

Nesse caso, você poderá ter um déficit de 15 a 45 dias para suprir todos os seus débitos. Esse também é o papel do capital de giro, uma forma de garantir essa diferença de prazos sem comprometer suas contas.

Em resumo, o objetivo desse sistema é proporcionar mais segurança para a empresa, assegurando o seu pleno funcionamento nas mais diversas áreas, com um planejamento eficaz e uma boa administração dos recursos.

Quais são os tipos de capital de giro?

Para compreender integralmente o conceito de capital de giro, também é importante conhecer as suas ramificações, e para que serve cada tipo. Por isso, confira as principais categorias a seguir!

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Capital de giro líquido

O capital de giro líquido se trata apenas do montante dos recursos financeiros circulantes.

Isso significa que elementos como bens e imóveis não são considerados, pois representam um capital que não está disponível para uso a curto prazo, embora façam parte do patrimônio da empresa.

Como o nome indica, esse tipo leva em conta a liquidez dos ativos. Basicamente, trata-se apenas do dinheiro acessível para manter o negócio em um período mais curto de tempo.

Capital de giro negativo

Ter um capital de giro negativo indica que a empresa não possui recursos suficientes para suprir todas as suas despesas e necessidades.

Nesse caso, a soma dos ativos é menor do que a soma dos passivos. No entanto, é importante destacar que nem sempre esse resultado é ruim.

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A curto prazo, o capital de giro negativo não representa grandes problemas para a empresa. Isso porque ele pode ser consequência de um investimento maior que trará mais lucros no futuro, por exemplo.

Empreendimentos que estão começando a operar também podem apresentar uma soma negativa dos seus recursos.

Além disso, é comum que os cálculos não considerem fontes com baixa liquidez, como investimentos ou imóveis.

Assim, a empresa pode ter um patrimônio positivo, mas apresentar um capital de giro negativo.

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Por isso, é fundamental não se desesperar com esse resultado, mas sim buscar compreender melhor a situação e pensar em alternativas para mudar essa apuração.

Capital de giro próprio

Como o nome também indica, trata-se do capital de giro que a empresa possui, sem a necessidade de empréstimos ou ativos que envolvam terceiros.

Nesse caso, é importante que a empresa apresente suas próprias reservas, e seja capaz de cumprir com suas obrigações financeiras sem precisar envolver fontes externas.

Capital de giro associado a investimentos

Por fim, esse capital de giro possui uma classificação mista, pois envolve os recursos ativos da empresa e investimentos externos.

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Ele é destinado para cobrir eventuais despesas que a empresa terá ao investir. Por exemplo, ao comprar uma máquina nova, é preciso ter dinheiro para a matéria-prima e outros gastos de produção.

Assim, também é importante ter equilíbrio com esse capital de giro, pois os recursos não podem ser totalmente direcionados para o investimento, ou o empreendimento ficará sem dinheiro para quitar seus débitos.


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Como calcular o capital de giro?

Depois de entender melhor o conceito de capital de giro, é simples realizar o seu cálculo.

Como mencionamos, ele leva em consideração a diferença entre o ativo (AC) e o passivo circulante (PC) da empresa.

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A princípio, o mais recomendado é calcular o capital de giro líquido (CGL), que desconsidera componentes de baixa liquidez. Dessa forma, a fórmula para o cálculo mais simples é:

CGL = AC – PC

Onde o ativo circulante leva em conta:

  • aplicações financeiras;
  • dinheiro disponível no caixa;
  • contas bancárias;
  • pendências a receber;
  • outros recursos ativos.

Enquanto o passivo circulante considera, principalmente:

Por exemplo, imagine que uma empresa possui ativo circulante de R$20 mil. Enquanto isso, o passivo circulante, considerando todas as variáveis, é de R$15 mil.

Nesse caso, o capital de giro do empreendimento será de R$5 mil. Isso significa que a empresa não apenas possui dinheiro suficiente para cobrir suas despesas, como também tem um superávit de R$5 mil.

É claro, esse valor pode variar de acordo com o mês e os elementos que entram na conta. Por isso, para determinar o seu capital com maior precisão, é recomendável realizar uma média de vários meses.

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Além disso, cálculos mais detalhados podem considerar outros fatores, como o ativo permanente, o valor em estoque e o patrimônio líquido da empresa.

Assim, é importante analisar quais as necessidades do seu empreendimento, e quais os componentes que fazem a diferença na hora de calcular o seu capital de giro.

Como manter o controle do dinheiro?

Calcular o seu capital de giro é apenas um dos passos para elaborar um planejamento financeiro eficiente.

Isso porque depois de compreender melhor esse conceito e como ele se aplica à sua empresa, é preciso adotar hábitos que ajudem a controlar melhor os seus recursos.

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Dessa forma, será possível otimizar o seu capital de modo que ele cumpra todas as suas finalidades.

Por isso, confira algumas dicas para realizar uma administração mais assertiva das finanças da sua empresa:

Cuide do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta de controle que acompanha as movimentações de entrada e saída de capital. Por exemplo, os pagamentos e recebimentos de contas.

Além de ser um dos fatores mais importantes na hora de calcular o seu capital de giro, o fluxo de caixa também poderá te ajudar a ter um controle mais rígido das suas finanças.

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É por meio desse sistema que você poderá analisar, por exemplo, qual o fluxo de dinheiro da sua empresa, e fazer um monitoramento mais completo entre vários períodos.

A partir dessa informação, será possível determinar se os débitos são positivos ou negativos, e traçar estratégias que possam otimizar esse resultado.

Além disso, todo planejamento financeiro deve contar com um bom controle do fluxo de caixa.

Para isso, é possível adotar diversas soluções, como programas e sistemas específicos de gerenciamento, ou mesmo planilhas de controle, como o próprio Sebrae disponibiliza.

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Existem diversas alternativas apropriadas para cada tipo de negócio, permitindo não apenas um cálculo mais concreto do capital de giro, como também uma administração apropriada desses recursos.

Aprenda a negociar com fornecedores

Os fornecedores são fundamentais para qualquer empresa, e impactam diretamente no controle das finanças.

Afinal, eles são responsáveis por fornecer tudo que o empreendimento precisa para produzir, e também devem estar na planilha mais básica de pagamentos.

Para otimizar o seu capital de giro, vale a pena aprender a negociar com os seus fornecedores. Nesse sentido, realizar acordos que estendam o prazo de pagamento ou ofereçam descontos mediante um volume de compras são boas opções.

Um negócio deve ser benéfico para ambos os lados, e, com a proposta certa, é possível conseguir uma boa margem de controle financeiro, para evitar imprevistos e administrar melhor o seu capital.

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Faça uma boa gestão de pagamentos

Fazer uma boa gestão de pagamentos é essencial para ter um controle apropriado do dinheiro da sua empresa.

Esse planejamento permite que você não deixe de pagar nenhum débito, além de ser uma ferramenta complementar para o gerenciamento do capital de giro.

Como mencionamos, um dos objetivos desse sistema é cobrir períodos de diferença entre recebimentos e pagamentos, de modo que nenhuma das partes seja prejudicada.

No entanto, ao investir em uma gestão eficiente, você poderá otimizar suas rotinas e seus recursos.

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Uma das formas de fazer isso é determinar um prazo coincidente para seus clientes e fornecedores, evitando um espaço muito grande entre as movimentações.

Ainda é possível alinhar diferentes pagamentos para as mesmas datas, diminuindo os riscos de esquecimento e facilitando os processos financeiros do seu setor.

Em resumo, além de organizar as suas finanças, também é importante estruturar as suas contas a pagar, para ter um controle mais completo e eficaz.


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Analise as opções de empréstimos empresariais

Por fim, ter uma boa gestão financeira também significa cumprir com todas as obrigações.

Caso você identifique um capital de giro negativo, ou não tenha recursos suficientes para quitar todas as dívidas, não se desespere.

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Existem diversas alternativas disponíveis no mercado, como empréstimos empresariais facilitados, com taxas reduzidas e maior acessibilidade para pessoas jurídicas.

Assim, você pode analisar algumas opções e determinar as soluções que melhor atendem às suas necessidades no momento.

Inclusive, diversas instituições oferecem programas de capital de giro para empresas, com condições especiais.

Dessa forma, você poderá quitar seus débitos prioritários, além de analisar outras opções que possam suprir sua demanda.

No entanto, antes de contratar um empréstimo empresarial, é importante fazer um bom planejamento, a curto e longo prazo. Afinal, sem uma gestão eficiente, essa alternativa pode acabar enrolando ainda mais as suas finanças.

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Além disso, mesmo que a empresa ainda não esteja no vermelho, vale a pena conhecer algumas opções, como planos alternativos para o futuro.

Isso permitirá que você esteja mais preparado para lidar com qualquer cenário, acionando estratégias reservas quando for necessário.

Manter o capital de giro organizado é importante mesmo?

Ter um bom capital de giro é de extrema importância para o seu negócio. Afinal, um montante significativo indica mais dinheiro sobrando para investir e compor a segurança financeira da empresa.

No entanto, para construir uma boa margem de lucros, é fundamental entender como esse conceito funciona, e mantê-lo organizado periodicamente.

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Isso é válido especialmente para pequenas empresas, que estão começando sua atuação no mercado.

Muitas vezes, a falta de um bom planejamento pode ser prejudicial para o empreendimento, que não conseguirá operar com máxima potência.

Além disso, muitos negócios começam com pouco capital de giro, ou mesmo com um resultado negativo. Mas isso não significa que a empresa não terá lucros, ou não poderá quitar suas contas.

Basta manter as finanças organizadas e ter uma boa administração de todos os recursos. Isso permitirá uma visão mais ampla de todos os cenários futuros, possibilitando a criação de planos alternativos.

Assim, é essencial se preocupar com o seu capital de giro, e investir para criar uma margem expressiva.

Dessa forma, sua empresa poderá operar com mais segurança, ter uma boa saúde financeira e lidar com todos os imprevistos sem grandes preocupações, o que é essencial para ter um negócio de sucesso.

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