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Queda do Tesouro Selic leva fundos DI com ele, entenda o motivo

Lilian Calmon
Lilian Calmon
calculadora, papel, caneta e cliprepresentando queda do Tesouro Selic

Em um cenário incerto para a economia do país e para as empresas, os investidores viram que aumentou o risco de o governo não conseguir pagar suas contas. Com isso, o juro subiu, fazendo com que o valor dos títulos caísse.

A queda do Tesouro Selic (LFT) tem levado os fundos DI com ele. Esses títulos do Tesouro, que remuneram os investidores com a taxa básica de juros (Selic) acumulada no período, costumam ser os mais recomendados para quem quer compor uma reserva de emergência. No entanto, em setembro, eles estão dando dor de cabeça para os investidores.

Embora o prejuízo acumulado neste mês possa parecer pouco, ele é preocupante para os papéis mais tradicionais e conservadores do mercado, cujo histórico é de não oscilar quase nada e não perder valor.

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A última vez que isso ocorreu foi em 2002, quando os fundos foram obrigados a fazer a marcação a mercado, que é a atualização do valor da carteira pelos preços em que os negócios com os ativos são praticados.

Com informações do Valor Investe.

Queda do Tesouro Selic: variação negativa é de 0,5% no mês

O índice que funciona como um termômetro de desempenho do Tesouro Selic (IMA-S) acumula variação negativa de 0,5% no mês.

Ele é calculado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Com a Selic em 2% ao ano, esse 0,5% em setembro equivale a um prejuízo de 25% em relação ao ganho que a taxa de juros teve no decorrer de um ano.

Assim como os investidores que aplicaram no Tesouro Selic, os que têm fundos de renda fixa na carteira, em especial os do tipo DI, também perderam dinheiro.

“Obviamente, os clientes que colocam dinheiro em um fundo DI ou de renda fixa de baixa volatilidade ou liquidez diária querem uma coisa: preservação do capital. As variações que temos visto, ainda que pequenas e que não representem muito, é o tipo da surpresa que o cliente que aplica nesses fundos não gosta de ver”, disse o estrategista da Hieron Patrimônio Familiar e Investimento, Marcos De Callis, em entrevista ao Valor Investe.

Risco de o governo não conseguir pagar suas dívidas aumentou

Em um cenário incerto para a economia do país e para as empresas, os investidores viram que aumentou o risco de o governo não conseguir pagar suas contas. Com isso, o juro subiu, fazendo com que o valor dos títulos caísse.

Para De Callis, o governo deveria comprar LFTs para estancar a sangria dos valores desses títulos. “Na época da marcação a mercado, em 2002, o BC e o Tesouro demoraram muito para fazer leilões de recompra de LFTs e levou o mercado a um pânico. Leilões de compra de LFT poderiam ser algo positivo para a indústria, os cotistas e também ajudaria a preservar um pouco os financiadores da dívida. Pode prevenir um efeito manada de resgates”, destacou.

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