O mercado de criptomoedas cresce cada vez mais no Brasil, e com ele, a demanda por corretoras brasileiras de criptomoedas. Se você está pensando em investir nesse segmento, contar com uma plataforma nacional pode facilitar bastante o processo, especialmente na hora de fazer depósitos e saques em reais, além de ter suporte em português e vantagens tributárias.
Neste conteúdo, você vai conhecer quais são as principais corretoras brasileiras, entender suas vantagens e como escolher a melhor opção para o seu perfil. Vamos direto ao ponto para que você saiba exatamente onde investir com mais segurança e praticidade.
Quais corretoras de criptomoedas são brasileiras?
Se você prefere investir por meio de empresas nacionais, há diversas corretoras brasileiras de criptomoedas confiáveis. Essas plataformas são originalmente registradas no Brasil ou adquiriram domicílio fiscal, dessa forma, respondem às regras da Receita Federal, facilitam transações em reais e oferecem suporte em português.
Abaixo, você encontra algumas das mais conhecidas e seguras:
1. Coinext
É uma corretora mineira que se destaca pela segurança e pelo atendimento rápido. Oferece um bom número de criptomoedas e ferramentas para investidores iniciantes e avançados.
2. NovaDAX
É uma das exchanges com maior número de criptomoedas disponíveis no Brasil. Cobra taxas competitivas e oferece recursos como staking e cartão pré-pago. Está sediada em São Paulo.
3. Mynt
É a plataforma de criptomoedas do BTG Pactual, voltada para quem busca investir com o respaldo de um banco tradicional. Oferece poucas moedas, mas é ideal para quem valoriza segurança e integração bancária.
4. OKX Brasil
É o braço brasileiro da gigante OKX, com CNPJ registrado desde 2023. Oferece grande variedade de moedas, staking, e taxas atrativas, voltadas para traders mais experientes.
5. Coinbase
A corretora abriu CNPJ em 2023 e iniciou operações locais, permitindo integração com PIX e suporte regional. A plataforma global continua disponível, mas agora com foco maior no público brasileiro.
6. Mercado Bitcoin
É a maior corretora brasileira em volume e número de clientes. Oferece dezenas de criptomoedas, tokens de renda fixa e outros ativos digitais. Também possui serviços para clientes institucionais.
7. Foxbit
É uma das corretoras de criptomoedas mais antigas do Brasil, conhecida pela estabilidade e interface amigável. Trabalha com as principais criptos e possui taxas acessíveis para negociações em reais.
» Outras opções:
- Brasil Bitcoin (CNPJ 29.519.837/0001-23): exchange com foco em simplicidade e taxas competitivas. Oferece um bom suporte ao cliente e depósitos rápidos via PIX;
- Ripio (CNPJ 23.351.302/0001-00): apesar de ter sede na Argentina, possui CNPJ e operações no Brasil. Permite compra e venda de criptoativos e oferece um cartão de débito com saldo em criptomoedas;
- Bitypreço (CNPJ 29.738.313/0001-23): funciona como um marketplace de criptomoedas, buscando os melhores preços entre várias exchanges brasileiras. Ideal para quem quer negociar com agilidade e bom custo-benefício;
- Crypto.com (CNPJ 39.977.273/0001-26): com presença oficial no Brasil e registro de CNPJ, oferece um ecossistema completo, incluindo cartão de débito, staking, e ampla variedade de criptos;
- Bitso (CNPJ 35.136.120/0001-03): corretora mexicana que expandiu operações para o Brasil com CNPJ registrado. Foco em integração com real (R$), PIX, e interface intuitiva.
Cada uma dessas corretoras possui diferenciais que podem ser mais ou menos interessantes, dependendo do seu perfil. Algumas têm foco em variedade de moedas, outras em taxas menores ou ferramentas avançadas de negociação.
Corretoras estrangeiras que operam no Brasil (sem CNPJ registrado)
Algumas corretoras internacionais oferecem suporte parcial ao Brasil, mas não possuem sede nem registro oficial no país. Isso significa que podem ter limitações, como ausência de suporte ao cliente local ou necessidade de conversão cambial.
Veja as principais:
- Binance: maior exchange do mundo em volume, mas com status indefinido no Brasil. Permite depósitos via PIX, mas ainda sem registro formal;
- Bitget: conhecida pelas ferramentas de trading e copy trade, atua globalmente e aceita brasileiros, mas sem escritório no país;
- Bybit: oferece produtos avançados como futuros e opções, com suporte parcial em português;
- Gate.io: possui uma das maiores listas de criptomoedas do mercado, mas opera sem estrutura oficial no país;
- Poloniex: exchange veterana, oferece funcionalidades básicas, mas não possui suporte específico para o Brasil;
- BitcoinToYou: corretora taxa zero, atualmente a empresa não opera com registro formal ativo no país;
- Bitfinex: voltada para traders profissionais, sem presença formal no Brasil.
Quer saber qual a melhor da lista e todos os detalhes? Veja nossa avaliação:
As melhores corretoras de criptomoedas no Brasil
Vantagens de usar corretoras brasileiras de criptomoedas
Optar por uma corretora brasileira de criptomoedas traz uma série de benefícios, principalmente para quem valoriza praticidade e suporte local. Além disso, essas plataformas costumam ser mais adaptadas às necessidades de quem reside no Brasil.
Confira as principais vantagens:
- depósitos e saques em reais, com opções como TED, PIX e boleto;
- atendimento ao cliente em português, com suporte por chat, e-mail ou telefone;
- integração com bancos brasileiros, facilitando as transações;
- possibilidade de seguir regras fiscais brasileiras, o que facilita a declaração de IR;
- promoções e taxas mais competitivas para o público local.
Esses pontos tornam a experiência mais fluida, além de proporcionar mais segurança, já que a operação está mais próxima da realidade do usuário brasileiro.
Comparativo tributário: corretoras brasileiras vs. estrangeiras
Uma diferença importante e que você precisa considerar ao investir em Bitcoin e outras criptomoedas é em relação às regras tributárias. Corretoras domiciliadas no Brasil seguem regras diferentes das estrangeiras, e a tributação dos lucros também muda.
Veja as condições abaixo:
| Critério | Corretoras Brasileiras | Corretoras Estrangeiras |
|---|---|---|
| Obrigação de declaração mensal | Não há, pois as exchanges nacionais reportam automaticamente à Receita Federal conforme a Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019. | Sim, se as operações ultrapassarem R$ 30 mil no mês, o investidor deve informar à Receita Federal através do sistema e-CAC. |
| Isenção de IR | Lucros são isentos de IR se as vendas mensais não ultrapassarem R$ 35 mil. | Não há isenção; qualquer lucro é tributado, independentemente do valor das vendas. |
| Alíquota de IR sobre lucros | Tabela progressiva: • até R$ 5 milhões: 15% • R$ 5 a R$ 10 milhões: 17,5% • R$ 10 a R$ 30 milhões: 20% • acima de R$ 30 milhões: 22,5% | Alíquota fixa de 15% sobre qualquer lucro, independentemente do valor. |
| Apuração e pagamento do IR | O imposto deve ser calculado mensalmente e pago até o último dia útil do mês seguinte à operação, via DARF. | O imposto é apurado e pago na Declaração de Ajuste Anual. |
| Compensação de perdas | Não é permitida a compensação de prejuízos com ganhos futuros. | É permitida a compensação de prejuízos com ganhos futuros em operações no exterior, dentro do mesmo ano-calendário. |
| Declaração pré-preenchida | Disponível; informações fornecidas pelas corretoras nacionais são integradas à declaração pré-preenchida da Receita Federal. | Não disponível; o investidor deve preencher manualmente todas as informações na declaração. |
| Conversão de valores | Transações em reais, sem necessidade de conversão cambial. | Necessário converter valores para reais, considerando a cotação do dólar na data da operação. |
| Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (DCBE) | Não se aplica. | Obrigatória se o valor total dos ativos no exterior ultrapassar US$ 1 milhão. |
Dessa forma, podemos entender que comprar criptomoedas em corretoras nacionais facilita (e muito) o controle e a declaração dos ativos.
Para saber mais, acesse: Como declarar criptomoedas no imposto de renda? Bitcoin e mais!
Como escolher a corretora de criptomoedas brasileira ideal?
Escolher a corretora certa faz toda a diferença na sua experiência com criptomoedas. Para isso, é essencial considerar fatores que vão além das taxas, como segurança e suporte. A seguir, veja os principais pontos que você deve avaliar antes de decidir:
- segurança e regulamentação: verifique se a corretora tem CNPJ, políticas claras de proteção de dados e segue boas práticas de mercado;
- taxas: considere corretagem e tarifas de depósito e saque. Às vezes, taxas aparentemente baixas escondem custos extras;
- variedade de criptomoedas: algumas corretoras oferecem apenas as moedas mais populares, enquanto outras trazem altcoins e tokens específicos;
- facilidade de uso: avalie se o site ou aplicativo é intuitivo, com boas ferramentas de compra, venda e acompanhamento;
- liquidez: quanto maior a liquidez, mais fácil é comprar ou vender ativos rapidamente, sem grandes variações de preço;
- suporte ao cliente: um atendimento rápido e eficiente pode fazer diferença, especialmente em momentos críticos;
- serviços adicionais: algumas corretoras oferecem staking, cartões cripto, integração com bancos e programas de fidelidade.
Assim, antes de abrir conta, leia avaliações de outros usuários, confira a reputação da empresa e, se possível, comece com valores menores para testar a plataforma.
O que são corretoras de criptomoedas?
Corretoras de criptomoedas, também conhecidas como exchanges, são plataformas que permitem comprar, vender e armazenar moedas digitais, como Bitcoin, Ethereum e muitas outras. Elas funcionam como intermediárias, conectando quem quer vender com quem deseja comprar criptoativos.
Você pode encontrar corretoras internacionais e nacionais. As corretoras brasileiras de criptomoedas se destacam por aceitarem transações em reais, permitirem saques via bancos locais e oferecerem atendimento em português. Além disso, seguem as regulamentações propostas pelo Banco Central e pela Receita Federal, o que pode trazer mais segurança.
Afinal, onde investir?
Investir em criptomoedas por meio de corretoras brasileiras pode ser uma escolha mais prática e segura para quem vive no país. Além de facilitar transações em reais, essas plataformas oferecem suporte em português e seguem as normas locais, o que pode fazer toda a diferença na sua jornada como investidor ou investidora.
Em relação à tributação, as corretoras brasileiras oferecem maior praticidade no cumprimento das obrigações fiscais, com isenção de IR para vendas mensais até R$ 35 mil e integração com o sistema da Receita Federal, facilitando a declaração.
Já as corretoras estrangeiras exigem maior atenção do investidor quanto às obrigações acessórias, como a declaração mensal de operações acima de R$ 30 mil e a necessidade de conversão cambial, além de não oferecerem isenção de IR sobre lucros.
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Perguntas frequentes
- Quais corretoras de criptomoedas são brasileiras?
Coinext, NovaDAX, Mynt, Mercado Bitcoin, Foxbit, Brasil Bitcoin, Ripio, Bitypreço, entre outras.
- Existe corretora brasileira de criptomoedas sem corretagem?
Não, todas as corretoras cobram alguma taxa de negociação para comprar criptomoedas. Aquelas com as menores taxas incluem Bitypreço, OKX e Bitso.
- Posso comprar criptomoedas com reais?
Sim, todas as corretoras brasileiras aceitam depósitos em reais, geralmente via PIX ou TED.
- É seguro usar corretoras brasileiras?
Sim, desde que você escolha plataformas conhecidas, com CNPJ ativo e boa reputação entre os usuários.
- Qual corretora tem mais criptomoedas disponíveis?
A OKX e a NovaDAX são as que oferecem maior diversidade de criptomoedas.
- É melhor investir em corretoras de criptomoedas nacionais ou internacionais?
As corretoras nacionais contam com regras tributárias mais favoráveis, além do suporte costumar ser melhor e mais fácil.
- Quais as corretoras de criptomoedas autorizadas pela CVM?
Hoje, não existem corretoras de criptomoedas com autorização de funcionamento da CVM, já que o mercado de criptoativos não é regulado por ela. As corretoras que são reguladas pela CVM oferecem outros produtos de investimentos, como ações e fundos. Outras apenas possuem um CNPJ como instituição de pagamento e similares, autorizadas pelo Banco Central a funcionar no Brasil.