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Tudo o que você precisa saber sobre seguro de moto

Cris Landa
Cris Landa
seguro de moto

Seguro de moto: tire todas as suas dúvidas sobre o assunto e conheça dicas valiosas para você contratar a melhor opção de seguro!

Fazer um seguro de moto é fundamental em um país com as características do Brasil, que possui uma frota grande (e em crescimento) e um alto número de acidentes. Isso sem falar nas taxas de furtos e roubos, sobretudo nas capitais. 

A motocicleta se tornou não só um meio de transporte para fugir do trânsito, cada vez mais complicado nas cidades grandes, mas, para muita gente, é também uma ferramenta de trabalho, graças aos serviços de entrega de alimentos e produtos por meio de plataformas digitais. 

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Seja qual for a sua realidade, se você pensa em fazer um seguro de moto, recomendamos que leia este artigo até o final para saber alguns fatores essenciais que você deve considerar antes de assinar o contrato. Confira!

Porquê fazer um seguro de moto?   

No início deste artigo falamos em três características típicas da realidade de quem anda de moto no Brasil: o aumento da frota, as estatísticas de acidentes e roubos/furtos. Todos esses fatores influenciam na hora de decidir entre fazer ou não um seguro de moto. E qual tipo você deve escolher. 

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O estudo “Mapa da Motorização Individual do Brasil – 2019”, feito pelo Observatório das Metrópoles, calculou que, em um período de 10 anos, entre 2008 e 2018, o número de motocicletas circulando nas ruas das cidades brasileiras dobrou. Isso significa um crescimento de 13 milhões para 26,7 milhões nesse período. 

O aumento é maior que o da frota de automóveis, que cresceu 40%. Aliás, em 45% das cidades brasileiras existem mais motos que carros, conforme dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM). 

Com esse salto na frota, ficaram mais comuns os acidentes envolvendo motociclistas. Dados do seguro DPVAT mostram que, em 10 anos, cresceu em 72% o número de acidentes de moto no Brasil. Esse também é o percentual das indenizações pagas no país envolvendo motos em relação aos carros. 

Por fim, também temos as estatísticas de furtos e roubos. Somente em São Paulo, uma das metrópoles com maior quantidade de motocicletas em circulação, foi registrado um roubo a cada 1h25 no ano de 2018. Isso também atinge as motocicletas com mais de 200 cilindradas e, mais caras, que tiveram aumento de 24% no número de registros de furtos.

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Quem deve fazer um seguro de moto?

Basicamente, todo mundo que tenha uma moto e a utilize para fazer algum deslocamento, seja ele diário ou ocasional. Existe uma infinidade de modelos de motocicletas, desde as “cinquentinhas” até motos esportivas de mais de 500 cilindradas. É claro que é preciso fazer as contas se vale a pena fazer um seguro, caso sua moto seja pouco utilizada e tenha um baixo valor de mercado, por exemplo. 

Do ponto de vista do dono de uma moto, é certo que o seguro é feito para que ele nunca tenha que ser utilizado. No entanto, é preciso se prevenir de uma série de situações que podem ocorrer no dia a dia. 

Além de acidentes, furtos e roubos, também são comuns situações como incêndios, panes mecânicas e até mesmo ocasiões imprevisíveis, como enchentes. 

Resumindo: os seguros para motocicletas servem para todos, mas como vamos ver neste artigo, cada proprietário pode (e deve) escolher por um plano que faça sentido para ele.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

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Entenda: nem todo seguro de moto é igual

Em primeiro lugar, é preciso entender que nem todo seguro de moto é igual e não há um padrão que deve ser seguido, necessariamente. Você deve pensar em qual é o seu perfil de motociclista antes de contratar o primeiro seguro de moto que aparecer na sua timeline. Isso te dá maior poder de barganha e você corre menos risco de contratar um serviço que não é adequado para a sua realidade.  

Um entregador de produtos que trabalha por meio de uma plataforma de delivery e que, portanto, tem a moto como sua ferramenta de trabalho precisa de um seguro diferente de uma pessoa que tem o veículo na garagem e utiliza apenas para passear aos fins de semana. 

Antes de contratar o seguro, anote algumas informações básicas que serão úteis no momento da negociação: 

  • Quantos quilômetros por dia você andou no último ano?
  • Qual o valor da sua motocicleta?
  • Quais as estatísticas de furto/roubo próximo a sua casa e seu local de trabalho?
  • Qual é o seu orçamento?
  • Você tem onde estacionar a moto nos locais que costuma frequentar?

Ao responder essas perguntas, você terá mais clareza sobre o que precisa para conseguir contratar um seguro de moto mais adequado à sua realidade. 

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5 pontos para se levar em conta

Não existe uma equação pronta para que você possa calcular o custo-benefício de um seguro para a sua moto. Mas uma dica válida é fazer uma planilha no Excel ou no Google Sheets para comparar alguns itens e, dessa forma, facilitar a sua decisão final, como detalhes da cobertura básica, preço, avaliação de usuários, dentre outros. 

Separamos 5 pontos que você deve levar em conta antes de fazer o seu seguro de moto. 

Tamanho da cobertura

Toda seguradora tem, em seu pacote de produtos, o serviço básico e os adicionais. Quanto maior a quantidade de especificidades você for agregando ao seu pacote, maior será o valor do seguro e, também, a sua cobertura. 

O seguro básico costuma incluir cobertura de assistência emergencial, caso a moto apresente algum problema, remoção por meio de reboque e cobertura de danos. Existe uma infinidade deles, como incêndio, acidentes naturais (como enchentes ou chuva de granizo, por exemplo), colisão, roubo, furto, dentre outros — e a cobertura pode ser parcial ou total, dependendo do serviço oferecido pela empresa. 

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Já o seguro adicional prevê outras situações, como danos a terceiros em caso de um acidente, mão-de-obra para reparos emergenciais, troca de equipamentos como vidros e até mesmo reembolso para gastos com luvas e capacete, por exemplo. 

Preço 

Saber dosar os itens básicos e adicionais de um seguro de moto é importante para que você consiga fazer um bom negócio. Nem todas as funcionalidades oferecidas pelas seguradoras fazem sentido para você. E é por isso que você precisa conhecer a fundo o seu perfil para que consiga economizar na hora de fazer o seu seguro

Cotação online

Ninguém tem muito tempo para resolver burocracias pessoalmente. Hoje, diversas seguradoras optam por um sistema de cotação online, que serve para te dar uma base sobre o que você pode esperar sobre preço e cobertura do serviço. 

É claro que os detalhes devem ser discutidos com um corretor antes de você bater o martelo. Mas a cotação online pode servir como um termômetro para você identificar onde deve ou não investir o seu tempo ao negociar um contrato.

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Atendimento 

Ter direito a um bom atendimento vai na mesma direção da cotação online. Acredite: se a seguradora não atender bem — de forma rápida, eficiente e atenciosa — a um possível cliente, ela não fará isso depois que você já tiver assinado o contrato. 

Explore as possibilidades de atendimento da empresa de seguro de moto. Elas podem ser várias: canais digitais, chatbots, redes sociais, e-mail, telefone, dentre outros. Afinal, quando você precisar, um atendimento rápido pode te poupar muita dor de cabeça. 

Benefícios

Fique atento aos benefícios e vantagens que a corretora pode te oferecer na assinatura de um contrato. A possibilidade de assistência 24 horas é uma delas, afinal, não se escolhe a hora em que vamos precisar desse tipo de serviço. Outro benefício interessante é o sistema de pontuação, que garante que, a cada renovação do contrato, você tenha algum tipo de desconto.

Convênios e outros tipos de parcerias com oficinas mecânicas ou lojas de acessórios e equipamentos para motos também são diferenciais na hora de fechar seu seguro de moto.

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Conclusão

Neste artigo, procuramos mostrar os motivos pelos quais você deve fazer um seguro de moto e, mais importante do que isso, o que levar em conta na hora de escolher o seu. Afinal, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), uma autarquia que regula o setor no Brasil, são mais de 100 empresas autorizadas a operar o ramo — e você pode consultar a situação de cada uma delas aqui.

Antes de mais nada, pense na sua situação e no perfil de motociclista que você se encaixa e, consequentemente, a sua necessidade com um seguro. A partir dessas características, você consegue comparar as opções disponíveis no mercado, levando em consideração características como preço, avaliação de usuários, atendimento, pontos físicos, benefícios, vantagens, dentre outros.

Agora que você já tem informações suficientes para contratar o seu seguro de moto, não deixe de assinar a Newsletter do iDinheiro para receber toda semana conteúdo exclusivo sobre o que importa para o seu dinheiro.

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