Bitcoin tem queda de mais de 10% após Elon Musk anunciar suspensão de vendas com a criptomoeda

O Bitcoin está em queda desde a última quarta-feira após o empresário Elon Msuk anunciar que a Tesla não aceitará mais pagamentos com a criptomoeda.

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Lilian Calmon

O Bitcoin teve queda considerável desde a última quarta-feira, 12. O baque veio após o dono da Tesla, Elon Musk, anunciar que vai suspender as compras de seus carros elétricos com uso da criptomoeda Bitcoin por conta de preocupações ambientais.

A cotação da criptomoeda caiu mais de 10% depois do anúncio da medida. Na manhã desta quinta-feira, 13, 1 Bitcoin valia R$ 263,4 mil. As ações da montadora caíram em torno de 5%.

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“Estamos preocupados com o rápido aumento do uso de combustíveis fósseis para a mineração e as transações de Bitcoin, especialmente o carvão, que tem as piores emissões de qualquer combustível. Criptomoeda é uma boa ideia… Mas isso não pode ter um grande custo para o meio ambiente”, disse o CEO da montadora.

Parte dos investidores e ambientalistas tinha feito duras críticas à decisão de aceitar Bitcoin como forma de pagamento antes da queda

Em março, quando o Bitcoin passou a ser aceito pela Tesla como forma de pagamento, parte dos investidores e ambientalistas fez duras críticas à decisão.

Musk afirmou que a empresa não venderá nenhuma parcela do US$ 1,5 bilhão (quase R$ 8 bilhões) em Bitcoins que adquiriu em fevereiro deste ano. Ele pretende usar esses recursos para transações assim que a mineração de Bitcoins passar a usar energia mais sustentável.

Para analistas de mercado ouvidos pela BBC, a mudança é uma tentativa da Tesla de amenizar as preocupações de investidores focados no aquecimento global e na sustentabilidade.

“As questões de governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês) são agora uma grande motivação para muitos investidores. A Tesla, sendo uma empresa com foco em energia limpa, parece querer atuar melhor na área ambiental de ESG”, disse a analista da Burman Invest, Julia Lee.

Entenda a relação entre Bitcoins e mudanças climáticas

Os Bitcoins são gerados por mineradores, que usam computadores de alta potência para competir entre si e resolver quebra-cabeças matemáticos complexos. Por isso, é um processo de uso intensivo de energia que, geralmente, depende da eletricidade gerada por combustíveis fósseis, principalmente, o carvão.

Para David Gerard, autor do livro Attack of the 50 Foot Blockchain, sobre a criptomoeda, uma potencial solução seria cobrar taxas de carbono sobre as criptomoedas.

“Bitcoins são literalmente anti-eficientes. Não adianta ter hardwares mais eficientes para a mineração. Eles só estarão competindo com outros hardwares eficientes. Isso significa que o uso energético da Bitcoin e sua produção de CO2 só crescem. É muito ruim que toda essa energia seja literalmente desperdiçada em uma loteria”, explicou ele.

De acordo com pesquisas recentes, a China é responsável por mais de 75% da mineração de bitcoins em todo o mundo. 

Aproveite e confira: “Dogecoin tem valorização de 8.100% em 2021; entenda o aumento repentino da criptomoeda”.

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