Maioria dos novos investidores na bolsa aprende por meio do YouTube e com influenciadores

Lilian Calmon
Lilian Calmon
mão segurando smartphone com logo do YouTube na tela representando novos investidores na bolsa
Conforme pesquisa da B3, grande parte dos novos investidores na bolsa (73%) aprende por meio do YouTube e com influenciadores.

A maioria dos novos investidores na bolsa (73%) hoje aprende por meio de canais do YouTube e com influenciadores. A conclusão é da pesquisa da B3, realizada com 1.300 pessoas entre abril de 2019 e abril de 2020. 

Entre os entrevistados, 45% declararam estudar o tema por meio de plataformas online, 31% tiveram a ajuda de amigos, 20% citaram a imprensa, 18% escutaram podcasts, 9% aprenderam por meio de cursos presenciais, 7% com gerentes ou assessores financeiros e, por fim, 1% por meio do rádio.

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Além da internet, os novos investidores mencionaram como fontes de informação:

  • e-mails, alertas, notificações dos bancos e corretoras (38%);
  • redes sociais (36%);
  • grupos do WhatsApp ou Telegram (34%);
  • assinaturas de relatórios de análises (27%);
  • recomendação de amigos e parentes (19%);
  • recomendação de consultores ou assessores financeiros (14%);
  • jornais e revistas (14%).

Com informações do Valor Investe.

Novos investidores na bolsa: é importante saber com quem e em que canais você está se informando

A bolsa, porém, destacou a importância de os novos investidores saberem com quem e em que canais estão se informando. Recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) soltou um comunicado sobre quem está autorizado a dar indicação de investimentos.

“As pessoas têm que buscar informações. Entrar na CVM, na B3, ver se estão autorizados, ir acompanhando e a partir daí ir seguindo sua maratona de investimentos”, afirmou o diretor de relacionamento com clientes da B3, Felipe Paiva.

De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados escolhem e analisam seus investimentos por meio de análises de influenciadores. Já 23% usam análises estruturadas de empresas especializadas. Além disso, 18% fazem avaliações de outras formas ou não fazem análises, 11% seguem orientações de amigos e familiares e 9% orientações de assessores.

Maioria dos novatos visa o longo prazo

A maioria dos novatos na bolsa visa o longo prazo. Para ter uma ideia, em 2018, entre 25% a 30% dos que entraram na bolsa zeraram posições após seis meses. Em 2020, esse número caiu para 20% a 25%.

A pesquisa também revelou que cerca de 65% de todas as operações de day trade no primeiro semestre deste ano estiveram concentradas em um grupo de, aproximadamente, 10 mil investidores. Segundo Paiva, isso ratifica o foco dos novos investidores no longo prazo.

Perguntados sobre o que os faria deixar a bolsa, 64% dos entrevistados afirmaram que resgatariam somente se precisassem do dinheiro, 28% sairiam por queda na rentabilidade, 27% por mudança na tributação ou legislação, 23% devido ao cenário econômico, 20% por aumento do risco e 7% por queda na bolsa. Má orientação do assessor (3%) e outras razões (16%) também foram citadas.

Aproveite e leia também “Em 2020, número de pessoas que investe na bolsa quase dobra”.

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