Pagamentos no WhatsApp devem entrar em funcionamento em 2021

De acordo com presidente da Mastercard, os pagamentos no WhatsApp devem começar a funcionar no primeiro trimestre de 2021.

Karina Carneiro
Karina Carneiro

Após buscar diferentes alternativas para colocar o sistema em funcionamento, os pagamentos no WhatsApp podem começar a funcionar em solo brasileiro em breve.

De acordo com o presidente da Mastercard, João Pedro Paro Neto, a liberação do serviço pode acontecer a partir do primeiro trimestre de 2020. 

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O anúncio, realizado na última terça-feira, 8, menciona também as reuniões semanais dos envolvidos na implantação do meio de pagamento junto ao Banco Central (BC). 

“Achar que essa funcionalidade pode chegar neste ano seria acreditar em um sonho muito inatingível. Já não dá mais tempo. Temos feito reuniões semanais com o Banco Central e estamos muito mais perto de lançar essa funcionalidade”, disse à revista Exame.

Entenda o histórico de implantação dos pagamentos no WhatsApp

Anunciado em meados de junho deste ano, os pagamentos no WhatsApp tiveram dez dias de funcionamento após o anúncio.

Entretanto, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), juntamente ao BC, interrompeu a plataforma dez dias depois por divergências internas que ameaçaram a livre concorrência. 

No início do processo, empresas como a Visa, Mastercard e a Nubank estavam participando dos primeiros testes.

Aposta para o próximo ano

Além da implantação dos pagamentos no WhatsApp, a Mastercard pretende trabalhar com alguns outros objetivos em 2021. 

Entre eles, está o trabalho diante do sistema de open banking. Para o diretor da empresa, esse é um processo natural de evolução do sistema financeiro brasileiro. 

“Quanto mais [o open banking] demorar para começar, mais tempo demoraremos para entregar soluções. Mas não vejo grandes impactos financeiros em um primeiro momento. A expectativa é positiva diante da maior transparência e acesso aos dados”, relatou à revista.

Ademais, Neto comentou sobre as primeiras impressões sobre o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos do BC.

Para ele, a plataforma não é vista como uma concorrente direta. 

“Em nenhum lugar do mundo o PIX destruiu o mercado de cartões. Não acredito em nada que destrua, tudo se complementa. Além disso, nossas experiências não são iguais às do PIX, o ticket médio e os volumes de transações são diferentes. O sistema vem para fazer parte do portfólio e ser mais uma opção”, declarou.

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