Em 2020, número de pessoas que investem na bolsa quase dobra

O número de pessoas que investem na bolsa quase dobrou em 2020. Segundo pesquisa da B3, a busca por aprendizado é o principal motivo.

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Lilian Calmon

O número de pessoas que investem na bolsa de valores quase dobrou em 2020, apesar da pandemia. No mês de novembro deste ano, havia 3,17 milhões de contas cadastradas frente a 1,6 milhão em 2019.

Os dados são de uma nova pesquisa da B3 para entender o perfil, o comportamento e os objetivos de quem investe nas aplicações de renda fixa e variável negociadas nela. Foram ouvidas 1.300 pessoas entre abril de 2019 e abril de 2020. 

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A conclusão do estudo é que o investidor aproveitou a crise provocada pela Covid-19 para diversificar a carteira e está mais informado e resiliente para lidar com os altos e baixos típicos do mercado.

“A grande dúvida era de como ficariam os investidores se tivéssemos outro soluço no mercado. Será que haveria uma saída volumosa de pessoas? Os dados mostram que não, pois os investidores que estão chegando à bolsa estão muito mais informados”, afirmou o diretor de Relacionamento com Pessoas Físicas da B3, Felipe Paiva.

Com informações da Exame.

Número de pessoas que investem na bolsa: idade média dos novos investidores é de 32 anos

A idade média dos novos investidores é de 32 anos, a maior parte vive no Sudeste (51%) e ganha até R$ 5 mil por mês (56%). Embora os homens ainda sejam maioria (74%), as mulheres vêm ganhando mais espaço.

Para se ter uma ideia, o número de investidoras saltou de 179.392 em 2018 para 809.533 em 2020. No todo, a participação delas passou de 22% para 25%. Isso mostra que a inclusão de mulheres está acompanhando o próprio crescimento do mercado.

Mais do que Selic baixa, é a motivação de aprender que leva ao primeiro investimento

Em relação aos motivos que estimularam o primeiro investimento, a principal resposta dos entrevistados foi o aprendizado.

Do total, 38% deles disseram querer aprender e aplicar em outras modalidades de investimento, 33% buscar produtos com maior rentabilidade.

Além disso, 11% citaram a baixa remuneração da poupança e a queda de juros, 9% colocaram ampliar a carteira de investimentos como um motivo e 9% listaram outros motivos.

“O fato de as pessoas estarem usando os investimentos para aprender foi uma surpresa positiva. A motivação para a ida para a bolsa não é só o cenário de Selic baixa”, disse Paiva.

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