Fundo de emergência: como fazer e por que é importante ter um

O fundo de emergência permite que você esteja sempre protegido contra gastos inesperados do dia a dia.

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Melissa Nunes

Se você já se deparou com uma situação onde precisou de dinheiro extra no mês e não tinha de onde tirar, provavelmente entende a importância de ter um fundo de emergência.

Esta é uma etapa fundamental da organização do orçamento familiar, e, por isso, deve ser bem planejada. Por isso, hoje quero te mostrar como montar seu fundo de emergência e por que ele é tão necessário. Continue lendo para aprender:

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  • o que é um fundo de emergência;
  • por que ele é necessário;
  • quanto guardar no seu fundo de emergência;
  • onde investir; e
  • um passo a passo para formar o seu fundo.

O que é um fundo de emergência?

Um fundo de emergência consiste em uma reserva de dinheiro para lidar com qualquer situação imprevista sem a necessidade de alterar o orçamento ou cair em dívidas. Basicamente, difere de outras formas de economia tradicionais, porque ele deve ter uma quantidade como limite.

Além disso, você deve evitar o uso do fundo para qualquer ocasião. Este dinheiro deve ser usado exclusivamente para tratar situações como:

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  • emergências de saúde;
  • reparos inesperados no carro ou na casa;
  • viagens urgentes;
  • gastos inesperados com pets; e
  • outras contingências.
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Atenção

O fundo ou reserva de emergência não deve ser utilizado para compras de itens que não são de primeira necessidade e nem para aproveitar promoções. Nesse caso, você pode construir uma reserva de oportunidade à parte do fundo de emergência.

Leia mais: Reserva de oportunidade: como fazer e onde guardar?

Por que ter um fundo de emergência?

Pode até parecer difícil formar esse fundo inicialmente, mas, de maneira gradual, você conseguirá atingir o valor desejado e terá muito mais tranquilidade para quando surgir qualquer situação inesperada. Nós nunca sabemos o que pode acontecer no futuro, certo? Por isso, economizar para imprevistos é essencial.

Um colchão financeiro é subestimado por muitas famílias, pois tendemos a acreditar que estamos imunes aos eventos infelizes da vida. No entanto, tomando uma postura mais preventiva quanto a isso, podemos evitar diversos problemas que poderiam levar anos para serem resolvidos se fossem negligenciados.

Outro detalhe é que essa poupança precisa ter alvos fixos, já que as metas nos ajudam a nos manter concentrados. Assim, somos mais capazes de evitar as tentações da vida e a não estragar nosso plano financeiro, principalmente no que diz respeito ao fundo de emergência.

Saúde em primeiro lugar

Uma das razões mais relevantes para dar importância a um fundo de emergência está na possibilidade de acidentes, doenças ou qualquer coisa que envolva um procedimento caro e que possa subtrair seu dinheiro rapidamente. Um acidente, por exemplo além dos custos médicos, reparos e outros, pode trazer bastante dificuldades para as finanças pessoais

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O mesmo vale para doenças – dependendo da gravidade do caso, como em operações e tratamentos longos, as despesas médicas facilmente podem superar o salário que você recebe mensalmente. Mesmo com plano de saúde, pode haver ocasiões onde não há cobertura e você precisará arcar com gastos extras.

Se você é o provedor da família, ou seja, o responsável principal pela renda mensal obtida, há um outro cenário que torna essencial a criação de um fundo de emergência: a possibilidade da sua morte. Sendo assim, sem um fundo emergencial, a sua morte causaria problemas graves para a sua família.

Mesmo esse sendo um assunto muito difícil de lidar, infelizmente é uma coisa certa na vida e todos um dia irão passar por isso. Então, é bastante necessário pensar na situação da sua família a longo prazo e tomar ações financeiras com a maior consciência possível.

Dívidas nunca mais

Diante de todas as situações que abordamos, você já deve ter passado ou está passando por algumas delas, certo? Geralmente, quando elas acontecem e não temos um fundo de emergência, precisamos recorrer ao “crédito fácil” dos cartões de crédito ou empréstimos e ficamos sujeitos aos juros exorbitantes que estes geram.

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O pior disso tudo, além de toda a carga emocional proveniente dessas situações, é que os montantes necessários em momentos de emergência são grandes e difíceis de liquidar em um curto período de tempo, implicando em enormes endividamentos. Em determinadas circunstâncias, as situações extrapolam tanto o limite razoável, que as famílias se veem obrigadas a vender ou penhorar um bem valioso para que possam se sustentar.

Dessa maneira, é possível enxergar com bastante clareza a importância em ter um fundo para imprevistos: é assim que evitamos fazer novas dívidas e podemos dormir mais tranquilos à noite.

Quanto guardar em um fundo de emergência?

Em geral, recomenda-se que o fundo de emergência seja equivalente ao orçamento usado para cobrir as despesas mensais da sua família por no mínimo 6 meses, podendo chegar a 12, dependendo da sua estabilidade no emprego. Quanto mais estável sua situação, menor a quantidade de meses necessária para o fundo.

Para fazer esse cálculo, você precisa saber seu custo de vida mensal, isto é, quanto você e sua família precisam para viver seu padrão de vida atual. Depois, basta multiplicá-lo pelo número de meses que deseja cobrir em caso de emergência ou desemprego.

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Por isso, quanto mais seguro é seu emprego, menos você precisa guardar. Ao contrário, caso você seja um empreendedor com pouca segurança da sua renda, deve fazer uma reserva um pouco mais “gordinha”, pois seu risco também é maior.

Onde guardar o fundo de emergência?

Os avós costumavam guardar debaixo do colchão, mas atualmente temos alternativas mais convenientes, benéficas e rentáveis.

Um fator de extrema relevância é que a liquidez do seu investimento deve ser imediata, ou seja, você tem que poder recuperar aquele dinheiro justamente quando precisar, em momentos que “imprevistos” apareçam.

Por isso, algumas boas opções para guardar o fundo de emergência são:

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Dica

Não invista seu fundo de emergência em produtos de renda variável, como ações ou fundos imobiliários, já que esses são investimentos voláteis, isto é, que mudam de preço muito rápido. Eles podem ser mais rentáveis, mas não há garantia de que você sairá positivo das operações. Por isso, preze antes pela segurança e previsibilidade do que pela rentabilidade do seu fundo.

Como criar um fundo de emergência?

Ter um fundo formado não é exatamente uma tarefa fácil e vai exigir de você muita paciência e disciplina. Mas, antes de pensar em economizar, existem alguns passos importantes nesse processo.

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1. Faça seu orçamento pessoal

Antes de mais nada, o fundamental é elaborar um orçamento para entender como estão suas finanças e, principalmente, para segui-lo. É difícil ter um fundo de emergência se o nosso salário não atende as necessidades que temos durante o mês.

2. Tenha controle financeiro

O segundo passo é controlar suas finanças adequadamente. A partir de uma boa organização e gastos controlados é que você vai conseguir separar o necessário para reservar para o seu fundo de emergência. A regra 50-30-20 pode te ajudar nesse processo.

3. Calcule o valor do seu fundo

Como já mencionado, o fundo de emergência deve cobrir, em geral, de 6 e 12 meses das despesas da família. É importante frisar que quanto maior for a quantidade de dinheiro em seu fundo de emergência, menor será a probabilidade de ter problemas financeiros caso ocorra qualquer eventualidade.

Conhecendo o valor médio das suas despesas mensais e o tempo necessário para o seu fundo, multiplique pelo número de meses definido e você obterá o valor exato que deverá ter em seu fundo de emergência.

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4. Comece a poupar

Depois de saber o valor ideal para o seu fundo, é hora de começar a juntar dinheiro. Para isso, preferencialmente, coloque seu fundo de emergências em uma conta separada (exclusiva para as situações imprevistas). Lembre-se dos locais indicados para guardar o seu fundo, citados em um dos tópicos anteriores.

5. Reabasteça quando necessário

A última dica, mas não menos importante, é que você não esqueça de reabastecer seu fundo sempre que precisar usá-lo para cobrir gastos inesperados. Não precisa ficar triste ou com receio de usar sua reserva, ela serve para isso mesmo, mas precisa ser reposta para manter sua segurança ao longo dos meses. 

Conclusão

Agora que você já sabe o que fazer, talvez se dê conta que pode demorar um pouco para montar sua reserva de emergências. Além disso, esta tarefa exigirá certa dose de dedicação, sacrifício e disciplina.

Isso pode ser um pouco desanimador, porém, mesmo que leve alguns meses ou anos, é essencial nunca desistir, pois é esse fundo que vai garantir sua tranquilidade futura.

Ah! Caso você tenha dívidas hoje, priorize pagá-las antes de qualquer coisa. Mesmo assim, é bastante inteligente que você guarde dinheiro, já que essa é uma maneira de evitar criar novas dívidas e adiar ainda mais a construção do seu fundo de emergência.

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2 comentários

  1. Leandro Nunes

    Eu coloco na selic msm ou na poupança? Blog ta excelente com o novo visual

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