Comprar ou alugar um imóvel? Avalie o que vale mais a pena!

Entenda se vale a pena comprar ou alugar um imóvel. Tire suas dúvidas sobre o tema e tome uma decisão mais assertiva.

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Camille Guilardi

Comprar ou alugar um imóvel? Essa é uma decisão a que muitas pessoas chegam em algum momento da vida. Assim, quando buscamos informações para tomar essa decisão de uma maneira mais segura, encontramos opiniões muito divergentes sobre o que é melhor fazer. 

Muitas pessoas dizem que alugar um imóvel é jogar dinheiro fora, já que aquele bem nunca será realmente seu. Já outras pessoas defendem que o aluguel é uma opção muito mais flexível. Portanto, comprar um imóvel a qualquer custo não faz o menor sentido. 

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Mas afinal, quem está certo? É melhor comprar ou alugar um imóvel? Como veremos, responder essa pergunta não é simples e envolve muitos cenários que precisam ser considerados.

Alugar: vantagens e desvantagens

Quando algumas pessoas ouvem que alguém não consegue decidir entre comprar ou alugar um imóvel, elas defendem ferozmente que alugar é a pior decisão possível. O argumento principal é que o aluguel é um dinheiro gasto que não terá nenhum retorno, já que o imóvel, nesse contexto, jamais será do locador.

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Seguindo esse pensamento, a questão de comprar ou alugar não deve nem existir, uma vez que a primeira opção é sempre a mais proveitosa, já que ao final do pagamento, o imóvel será seu. No entanto, isso seria bem mais fácil de defender se boa parte das pessoas pudesse, por exemplo, comprar o imóvel desejado à vista. 

A realidade da maior parte dos brasileiros, contudo, está longe de permitir isso e, dessa forma, é preciso recorrer a longos financiamentos. Esses financiamentos podem durar até a vida inteira de uma pessoa que, no final, não vai nem mesmo ter tempo de aproveitar o imóvel como efetivamente seu. 

Uma das vantagens do aluguel é que seu valor é normalmente menor que o de uma parcela de um financiamento. Dessa maneira, alugar pode, muitas vezes, ser uma opção para que seja possível juntar e investir dinheiro para que no futuro seja possível comprar um imóvel à vista ou dar uma entrada maior para diminuir o financiamento. 

Entretanto, nem todas as pessoas possuem o controle financeiro necessário para guardar dinheiro dessa forma, o que as leva a não considerar essa opção. 

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Flexibilidade

Além das questões financeiras, as alternativas de comprar ou alugar também podem atrair de forma diferente a depender do estilo de vida que se leva.

Uma grande vantagem do aluguel é a flexibilidade que oferece, o que é muito importante em diversas situações.

Por exemplo, se você pensa em mudar de emprego ou cidade, aumentar a família, ir para outro bairro ou ainda não sabe ao certo qual será seu próximo passo. Nesses casos, o aluguel pode ser uma ótima opção.

Além disso, o contrato de aluguel pode ser rescindido a qualquer momento, mesmo que haja a cobrança de uma multa para isso. E, depois dessa rescisão, o locatário está livre de qualquer compromisso e pode ir para onde bem desejar e investir seu dinheiro onde quer que seja.

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No entanto, essa flexibilidade pode trabalhar também a favor do proprietário, que pode, por algum motivo, terminar o contrato de maneira inesperada. Nesses casos, resta ao locatário, mesmo que não seja seu desejo, sair do imóvel e buscar outro lugar para residir.

Estou perdendo dinheiro ao alugar um imóvel?

Se conversarmos com a maioria pessoas, principalmente as mais velhas, e perguntarmos se é melhor comprar ou alugar um imóvel, elas terão a resposta na ponta da língua: é melhor comprar!

Entretanto, como já começamos a ver, não é assim tão simples afirmar isso, pois muitas variáveis entram em jogo quando se tem que decidir sobre esse assunto. Por exemplo, podemos analisar que:

  • existem trabalhos que demandam constantes mudanças de cidade, ou até estado, onde o aluguel pode ser seu melhor amigo;
  • comprar um imóvel pode não gerar um retorno líquido, pois nunca se sabe se a área irá desvalorizar, assim, ao alugar, você pode investir em uma aplicação que gere algum retorno;
  • por vezes o financiamento de um imóvel é muito caro e acompanha taxas muito altas, o que não é acessível a maior parte da população.

Nesses casos, o melhor a se fazer para realizar o sonho da casa própria pode ser calcular a diferença entre o valor do aluguel e da parcela de um financiamento e investir a quantia resultante. Dessa forma, será possível gerar capital para fazer um melhor negócio em um financiamento futuro ou, quem sabe, até mesmo comprar o imóvel à vista.

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Comprar: vantagens e desvantagens

O sonho da casa própria está presente na vida de muitas pessoas e, às vezes, é algo transmitido através das gerações. Assim, para muitas pessoas, comprar um imóvel é uma grande conquista e sinônimo de sucesso na vida pessoal.

Boa parte dos brasileiros possuem uma questão sentimental ligada à aquisição da casa própria. Nesse caso, independente das desvantagens econômicas de adquirir um imóvel, é preciso levar em conta as questões psicológicas dessa atitude. 

Comprar um imóvel significa alocar uma grande quantia de dinheiro em um bem que não possui liquidez, ou seja, que não vai gerar renda. Isso significa que esse dinheiro não estará disponível, por exemplo, em casos de emergência. Além disso, o principal meio para adquirir um imóvel no Brasil é por meio de financiamentos, que são pagos em parcelas. 

Mas, além do valor do dinheiro emprestado para a compra do imóvel, o consumidor ainda deve arcar os juros. Entretanto, ocasionalmente, estes podem fazer o custo total do financiamento ser até mais que o dobro do valor do imóvel. Por isso, quando não se tem condições de se pagar o imóvel à vista ou de dar uma boa entrada para o financiamento, é preciso pensar muito bem se comprar é de fato melhor que alugar. 

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Um compromisso duradouro 

Embora seja muito atraente poder ter um lugar em que se possa fazer as alterações que quiser e deixar exatamente do seu jeito, esse compromisso com o lugar pode se tornar desvantajoso. 

Quem mora em grandes centros, por exemplo, pode adquirir um apartamento em uma área agradável, que pode rapidamente se desvalorizar por fatores como a escalada da violência, falta de cuidado das autoridades públicas e muito mais.

Nesses casos, comprar um imóvel acaba significando perder dinheiro, pois mesmo que se consiga vendê-lo, é possível que o valor nem mesmo cubra os custos de aquisição. 

Como comprar um imóvel no Brasil?

Se, depois de ponderar entre comprar ou alugar um imóvel, a decisão for favorável à compra, há ainda que se decidir como esse processo será levado a cabo. Existe sempre a opção de adquirir o imóvel à vista, mas isso raramente acontece, já que normalmente, as pessoas não possuem quantias de milhares de reais disponíveis para isso. 

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Dessa forma, acabou se tornando muito comum adquirir uma casa através de um financiamento, que é pago em parcelas ao longo dos meses e anos. Diversas instituições oferecem o serviço de financiamento de imóveis e, hoje, com o surgimento de cada vez mais fintechs e a digitalização dos serviços, é possível até mesmo conseguir um financiamento online. 

Outra forma de adquirir um imóvel, também bastante comum, é por meio de consórcios, em que o consumidor compra uma carta e espera ser sorteado ou ter o valor para dar o lance. Essa forma, contudo, não oferece a disponibilidade imediata do imóvel, sendo uma opção apenas para aqueles que não possuem urgência em adquirir esse bem. 

A seguir, veremos de forma mais detalhada cada uma dessas opções de compra e as vantagens e desvantagens de cada uma. 

Financiamento

O financiamento, sem dúvidas, é o meio preferido do brasileiro quando ele decide comprar um imóvel. Nos financiamentos, uma instituição financeira empresta o valor do imóvel para adquiri-lo junto ao vendedor. 

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Após a compra, o comprador deve pagar esse valor à instituição credora em parcelas que são acordadas previamente. E, nessas parcelas, além do valor correspondente ao dinheiro emprestado, estão também as taxas e juros do financiamento. 

Por isso, toda operação de financiamento possui um Custo Efetivo Total (CET), que é o valor final que o cliente irá pagar. Esse valor é composto pelo valor emprestado somado de todas as taxas da instituição, como os juros sobre as parcelas. O CET deve ser informado ao consumidor antes mesmo de o financiamento ser fechado, a fim de que ele saiba ao certo quanto irá gastar e, principalmente, para que ele possa comparar ofertas de diferentes instituições. 

Dependendo das taxas do financiamento, o valor final da compra do imóvel pode chegar a ser mais que o dobro do valor de mercado do imóvel. Por isso, é muito importante analisar bem a situação como um todo, a fim de tomar uma decisão segura sobre a aquisição de um imóvel. 

Consórcio

O consórcio é uma forma alternativa de ter um imóvel próprio, sem se submeter aos juros e parcelas a perder de vista de um financiamento. Essa é uma opção que une um grupo de pessoas com o mesmo propósito, em que cada uma dessas pessoas adquire uma carta.

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A cada 30 dias, são realizados sorteios nesse grupo e o contemplado possui uma carta de crédito para adquirir seu imóvel. Nesse mesmo período também ocorrem os leilões, para quem não deseja esperar ser contemplado, em que os membros do consórcio podem dar um lance a fim de resgatar sua carta.

A questão nesses casos, no entanto, é que os lances, muitas vezes, precisam ser muito altos, chegando a um percentual de 40% do valor do imóvel. Embora os consórcios sejam atrativos por não terem juros altos embutidos, como no caso do financiamento, eles possuem a desvantagem do tempo. 

No consórcio, é preciso que o participante espere ser sorteado, ou tenha a quantia necessária para dar um lance. Dessa maneira, essa se torna uma opção apenas para aqueles que não possuem urgência em adquirir um imóvel.

O que se deve avaliar para tomar sua decisão quanto a comprar ou alugar

Provavelmente, já é possível perceber que decidir entre comprar ou alugar não é uma tarefa tão simples assim. Afinal, muitos fatores precisam ser considerados para tomar essa decisão, e eles vão além do financeiro. Por exemplo, é preciso considerar coisas como:

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  • estilo de vida e os planos para o futuro;
  • analisar quais gastos são a sua prioridade;
  • se você deseja alugar um imóvel e conseguir alocar seu dinheiro ou prefere ter um lugar só seu e conseguir deixá-lo da sua cara;
  • calcular os custos de comprar ou alugar na região.

Mas, como estamos demonstrando, essa decisão envolve muito mais que questões financeiras e, se comprar um imóvel é um objetivo de vida, um sonho perseguido por anos, é melhor buscar as maneiras mais seguras para fazer isso, mesmo que, financeiramente, o aluguel possa ser mais vantajoso.

Comprar ou alugar: como calcular o que vale mais a pena?

Se considerarmos apenas a dimensão financeira de comprar ou alugar, podemos decidir o que vale mais a pena por meio de cálculos. O primeiro e mais simples cálculo a se fazer é calcular a taxa de retorno do imóvel alugado e comparar com o rendimento de um possível investimento. 

Por exemplo, suponhamos que se pague R$ 1.200,00 de aluguel em um imóvel avaliado em R$ 300.000,00. Nesse caso: 1200/300.00 = 0,004

Multiplicando esse valor por 100, para obter a porcentagem, temos uma taxa de retorno de 0,4% ao mês, o que significa que o valor pago do aluguel, todo mês, equivale a essa fração do valor do imóvel. Se você investe seu dinheiro e os investimentos possuem rendimentos maiores que essa porcentagem, então o aluguel vale a pena. 

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Caso contrário, pode ser válido financiar o imóvel ou escolher um investimento com uma rentabilidade maior para continuar no aluguel. 

Um outro cálculo que pode fazer o financiamento, mesmo que alto, valer a pena, é a valorização do imóvel e de sua localização. Por exemplo, em bairros que estão se desenvolvendo em grandes cidades, um imóvel pode se valorizar 400%, 500% ou até mais dentro de alguns anos. 

Nesses casos, financiar e vender o imóvel quando o mercado ainda estiver em alta, pode ser até mesmo uma forma de ganhar dinheiro. Ademais, você pode usar a nossa calculadora para avaliar qual investimento vale mais a pena: Simulador: comprar ou alugar um imóvel – iDinheiro

O que compensa mais: alugar ou comprar?

Não há uma resposta concreta para a questão de se vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel. Essa decisão depende de muitas variáveis, que possuem pesos diferentes em cada caso, o que leva à necessidade de se avaliar individualmente cada situação.

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É difícil definir regras que possam ser generalizadas para todos os casos, o que podemos fazer é estabelecer parâmetros para serem aplicados em situações individuais. 

Falamos de vários desses parâmetros aqui, como considerar os estilos de vida, os sonhos e planos individuais e da família, o rendimento de investimentos, entre outros. 

Assim, a decisão de comprar ou alugar cabe a cada um, sendo imprescindível avaliar bem a própria realidade e estar em paz com sua escolha. Por isso, não dependa daquilo que outras pessoas acreditem ser o melhor.

Conclusão

Comprar ou alugar são duas situações com desfechos e consequências bastante diferentes e que são vistas por diversas pessoas de forma muito divergente. 

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Embora muitos brasileiros tenham crescido com o ensinamento de que alugar é perder dinheiro e é preciso batalhar pela casa própria, hoje, com o acesso à informação, sabemos que não é bem assim. 

Em muitas situações e contextos de vida, alugar pode ser a melhor opção, mesmo que outras pessoas discordem veementemente disso. Já para quem possui o sonho da casa própria e depende dessa realização para se sentir completo e ter um sono tranquilo, não é justo falar das possíveis desvantagens financeiras de comprar e financiar um imóvel. 

Adquirir um bem, seja uma casa, apartamento ou um par de sapatos, é um comportamento complexo, que envolve processos cognitivos analíticos, mas também é inundado de emoções. A única certeza que se deve ter é de se informar o máximo possível antes de tomar a decisão de comprar ou alugar. Dessa forma, ela será uma decisão assertiva que gerará consequências positivas.

Ademais, o que achou do artigo? Conseguiu tomar a sua decisão ou ainda tehm dúvidas? Conta pra gente nos cohmentários, vamos adorar te responder!

Perguntas Frequentes

  1. Qual o melhor momento para comprar um imóvel?

    O melhor momento para comprar um imóvel pode ser diferente para cada caso, mas, no geral, aproveitar os mercados em baixa é uma boa estratégia para que a compra seja vantajosa. Além disso, quando se encontra um financiamento com juros mais baixos e/ou os investimentos não possuem altos rendimentos e o perfil conservador é um impeditivo para buscar melhores opções, pode também ser a hora de fazer essa escolha.

  2. Por que o preço dos imóveis aumentou tanto?

    Uma das principais causas da disparada do preço dos imóveis é a conhecida lei da oferta e demanda. A procura por novos imóveis vem aumentando nos últimos anos e a oferta não acompanha esse crescimento no mesmo ritmo. Como esse bem se torna mais escasso, ele se valoriza, o que aumenta os preços. Além disso, a alta da taxa Selic, que promete continuar em 2022, afeta o preço dos imóveis e aluguéis, encarecendo-os. 

  3. Como será o mercado imobiliário em 2022?

    Provavelmente, a compra e venda de imóveis continuará a ser uma grande tendência em 2022, principalmente devido a um cenário de incertezas econômicas e sanitárias. Isso acontece porque, para o brasileiro, comprar um imóvel é um investimento sólido e seguro, que permanece através de altos e baixos da economia. Prova disso, é que, após a crise econômica proveniente da pandemia de Coronavírus, o mercado imobiliário foi um dos primeiros a se recuperarem e hoje, em algumas regiões como o Rio de Janeiro, alcança patamares superiores aos de antes da pandemia.

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