
Simulador de Empréstimos com taxas bancárias
Compare os dois cenários com seus próprios números e entenda quais fatores podem mudar o resultado. A calculadora ajuda você a decidir com mais clareza.
Sugestões para você
Escrito porMelissa Nunes
Supervisora de Conteúdos Financeiros
Texto atualizado em:
Calculadora atualizada em 24/11/2025, com as taxas de IPCA e IGPM revisadas.
Nossa calculadora de comparação entre comprar e alugar permite que você avalie as duas opções, considerando fatores como valor de aluguel, preço de compra, juros do financiamento e prazo. Para a opção de compra, você pode simular um financiamento e visualizar o valor das prestações e o montante total pago ao longo do tempo, incluindo os juros. Para a opção de aluguel, você pode considerar o rendimento do dinheiro investido. Os resultados apresentados são de caráter informativo e educacional, e não possuem validade legal.
Decidir entre comprar ou alugar um imóvel exige mais do que comparar o valor do aluguel com a parcela de um financiamento. Entrada, juros, prazo, custos da compra e o rendimento que o dinheiro poderia ter se continuasse investido também pesam na conta.
A calculadora comprar ou alugar permite testar essas variáveis com os seus próprios números. O resultado funciona como uma estimativa para comparar cenários, e não como uma recomendação definitiva sobre qual decisão tomar.
Para usar a calculadora, preencha os campos com os valores do imóvel, do aluguel e da proposta de financiamento que você está avaliando. Quanto mais próximos os dados estiverem da sua situação real, mais útil será a comparação.
| Campo | O que informar | Onde buscar o valor |
|---|---|---|
| Valor do imóvel | Preço do imóvel que você pretende comprar | Anúncio, negociação com o vendedor ou proposta |
| Valor do aluguel | Aluguel mensal de um imóvel equivalente (em geral, de 0,3% a 1% do valor do imóvel) | Anúncios ou proposta de locação |
| Valor de entrada | Quanto você pretende pagar inicialmente na compra (em geral, 20% do valor do imóvel) | Recursos próprios e condições da proposta |
| Custos | Despesas relacionadas à aquisição e ao financiamento (cerca de 5% do valor do imóvel) | Banco, cartório e prefeitura |
| Taxa de juros | Taxa indicada na proposta de financiamento | Simulação ou proposta da instituição financeira |
| Prazo | Tempo previsto para quitar o financiamento | Proposta do banco |
| Rentabilidade | Retorno esperado para o dinheiro no cenário em que ele permanecer investido | Condições do investimento considerado |
Compare imóveis semelhantes em localização, tamanho e padrão. Do contrário, colocar na calculadora o preço de compra de um imóvel e o aluguel de outro muito diferente pode distorcer o resultado.
Ainda, ao informar juros, prazo e rentabilidade, use a mesma periodicidade indicada nos campos da calculadora, escolhendo mês ou ano conforme as opções exibidas na interface.
O campo “custos” merece atenção. Entre as despesas que podem existir na compra estão ITBI, registro do contrato e custos relacionados à avaliação do imóvel. Esses valores variam conforme município, instituição e operação.
Para aprofundar a análise da proposta, você também pode usar o comparador de financiamento imobiliário do iDinheiro.
A comparação parte de dois usos possíveis para o dinheiro: destinar capital à compra de um imóvel financiado ou continuar pagando aluguel enquanto o dinheiro permanece disponível para render.
Por isso, comparar somente “parcela do financiamento x aluguel” pode levar a uma visão incompleta. A entrada, os custos iniciais, os juros, o prazo e a rentabilidade esperada também alteram a comparação.
Um dos conceitos por trás dessa análise é o custo de oportunidade. Em termos simples, ele representa aquilo que você deixa de ganhar ao escolher um uso para o dinheiro em vez de outro.
Se R$ 100 mil forem usados como entrada, por exemplo, esse valor deixa de permanecer disponível para um investimento. Por outro lado, manter o dinheiro aplicado significa continuar pagando aluguel e abrir mão, naquele momento, da aquisição do imóvel.
Na compra financiada, parte do valor é paga como entrada e o restante precisa ser financiado. Os juros e o prazo influenciam diretamente o custo da dívida ao longo do tempo.
A calculadora permite informar:
Assim, a ferramenta possibilita simular o financiamento e visualizar as prestações e o montante pago durante o período, incluindo juros.
Quanto maior a taxa ou mais longo o prazo, maior pode ser o efeito dos juros sobre a operação, mantendo as demais condições iguais.
Ao avaliar propostas reais, não olhe apenas para a taxa anunciada. O Banco Central orienta a comparar também o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, impostos e outros encargos da operação.
Veja também o conteúdo do iDinheiro sobre financiamento imobiliário e comparação de propostas.
No cenário de aluguel, a rentabilidade informada ajuda a representar o retorno que o capital poderia gerar se não fosse direcionado à compra naquele momento.
É justamente esse ponto que costuma ficar de fora de comparações simplificadas. Uma entrada maior reduz o valor financiado, mas também significa usar uma parcela maior do dinheiro disponível na aquisição.
A rentabilidade inserida é apenas uma hipótese. O retorno futuro de um investimento não é garantido, então prefira uma estimativa coerente com a aplicação que você realmente consideraria.
Se quiser testar separadamente o efeito dos juros sobre um valor ao longo do tempo, use a calculadora de juros compostos do iDinheiro ou a calculadora de investimentos.
O resultado mostra qual cenário fica financeiramente à frente dentro das premissas que você informou. Isso não significa que a alternativa indicada será necessariamente a melhor escolha para a sua vida.
Observe principalmente quais números levaram ao resultado. Uma taxa de financiamento alta, por exemplo, pode tornar a compra mais cara no cenário simulado. Já mudanças no aluguel ou na rentabilidade considerada podem aproximar ou inverter a comparação.
Portanto, faça mais de um teste. Uma forma simples de entender a sensibilidade do resultado é alterar apenas uma variável de cada vez.
Você pode manter preço do imóvel, entrada e prazo iguais e testar diferentes taxas de juros. Depois, volte à taxa original e modifique apenas o aluguel ou a rentabilidade.
Altere juros, entrada ou rentabilidade e veja quanto o resultado muda.
Para ficar mais fácil, vamos fazer uma simulação: considere que você quer decidir entre comprar ou alugar um imóvel que custa R$ 100 mil, cujo aluguel é de R$ 300. Ao financiar, você daria uma entrada de R$ 20 mil, pagando R$ 5 mil por um financiamento com juros de 8% ao ano, pelo período de 30 anos.
Vamos comparar esse cenário a um investimento que rende, em média, 10% ao ano.
Organizando os dados, temos a seguinte tabela:
| Informação | Exemplo |
|---|---|
| Valor do imóvel | R$ 100.000 |
| Aluguel mensal | R$ 300 |
| Entrada | R$ 20.000 |
| Custos | R$ 5.000 |
| Juros do financiamento | 8% ao ano |
| Prazo | 30 anos |
| Rentabilidade considerada | 10% ao ano |
Ao preencher na calculadora fica assim:

Com esses dados, a calculadora apresenta o aluguel como o cenário mais favorável. A explicação é que o dinheiro mantido investido, somado aos rendimentos considerados na simulação, permitiria alcançar o valor necessário em menos tempo.

É claro que isso não cria uma regra de que alugar é melhor. O resultado pertence somente às premissas usadas nesse exemplo.
Agora, pensando em um cenário no qual o aluguel é de R$ 600 ao mês, a conta já fica diferente. Neste caso, a calculadora informa que é melhor financiar, pois o valor acumulado em investimento (R$ 312.237,67) é menor que o valor estimado do imóvel ao fim dos 30 anos (R$ 394.376,85).
Você pode fazer diferentes simulações, de acordo com propostas de financiamento e a sua capacidade de investimento.
Veja também: Melhor Banco para Financiamento Imobiliário [Taxas e Mais]
Nenhuma variável atua isoladamente. O resultado depende da combinação entre preço do imóvel, aluguel, entrada, juros, prazo, custos e rendimento alternativo do dinheiro.
A tabela ajuda a entender a direção que cada mudança pode produzir quando as demais premissas permanecem iguais:
| Se esta variável aumenta… | O que pode acontecer |
|---|---|
| Juros do financiamento | A compra financiada tende a ficar relativamente mais cara |
| Entrada | Menos dinheiro precisa ser financiado, mas mais capital é direcionado à compra |
| Rentabilidade alternativa | Aumenta o custo de oportunidade de retirar o dinheiro do investimento |
| Prazo | Juros do financiamento e rendimento do dinheiro podem se acumular por mais tempo |
| Aluguel | O custo acumulado do cenário de locação aumenta |
Essas relações não determinam sozinhas a resposta. Teste as variáveis na calculadora para identificar quais têm maior efeito no seu caso.
Um aluguel relativamente baixo diante do preço de compra pode favorecer financeiramente a locação em determinadas simulações. Isso acontece porque você paga menos pela moradia enquanto mantém mais capital disponível.
Se o aluguel for mais elevado, essa diferença pode diminuir.
Evite transformar um percentual fixo entre aluguel e preço do imóvel em regra para decidir. A comparação fica mais completa quando entrada, custos, juros, prazo e rentabilidade também entram na análise.
Uma entrada maior reduz o valor que precisa ser financiado. Ao mesmo tempo, exige que você direcione mais dinheiro à compra logo no início.
A taxa de juros também pesa na conta: mantendo o restante igual, juros maiores aumentam o custo financeiro do crédito.
Use as condições reais oferecidas pelo banco sempre que possível.
Além da taxa de juros, confira o CET antes de comparar propostas. O Banco Central informa que essa medida reúne encargos e despesas da operação e deve ser apresentada pelas instituições para ajudar o consumidor a comparar alternativas.
Um financiamento mais longo distribui o pagamento por um período maior, mas também prolonga a incidência dos encargos previstos no contrato.
Existe ainda outra questão: por quanto tempo você pretende permanecer naquele imóvel?
Esse tempo não deve ser confundido com o prazo do financiamento. Mesmo que não apareça como campo da calculadora, ele pode pesar na sua decisão pessoal.
Quem tem perspectiva de mudar de cidade ou país em pouco tempo, por exemplo, enfrenta uma situação diferente de quem pretende permanecer por muitos anos no mesmo endereço.
Quanto maior a rentabilidade considerada, maior pode ser o custo de oportunidade de retirar o dinheiro do investimento para usá-lo na compra.
Esse campo exige cautela: não escolha uma taxa apenas para favorecer um dos cenários.
Em vez disso, prefira uma estimativa conservadora e compatível com o tipo de investimento que você realmente utilizaria. E lembre-se que rentabilidade passada ou uma projeção não representam garantia de ganho futuro.
Se precisar testar diferentes taxas, a calculadora de investimentos pode ajudar a visualizar outros cenários.
Comprar um imóvel envolve despesas além da entrada. É justamente para representar parte desse impacto que a ferramenta possui um campo específico para custos.
Entre os gastos que podem aparecer estão ITBI, registro do imóvel e despesas ligadas à avaliação e ao financiamento. A CAIXA explica, por exemplo, que o ITBI é um tributo municipal e que há despesas cartorárias de registro; também existem tarifas relacionadas à avaliação em determinadas operações.
Assim, os valores não são iguais em todo o país. O ITBI depende das regras do município, enquanto outras despesas mudam conforme cartório, banco e características da operação.
Portanto, sempre que possível, substitua estimativas pelos valores reais informados pela prefeitura, cartório e instituição financeira.
A conta financeira ajuda a comparar os cenários, mas a decisão também depende dos seus planos, da sua renda e do nível de flexibilidade que você deseja ter.
| Comprar pode fazer mais sentido para quem… | Alugar pode fazer mais sentido para quem… |
|---|---|
| …pretende permanecer por bastante tempo no mesmo imóvel | …espera mudar de cidade ou região nos próximos anos |
| …quer ter mais liberdade para reformar e adaptar a residência | …prefere ter mais facilidade para trocar de imóvel |
| …consegue pagar a entrada sem comprometer toda a reserva financeira | …prefere manter uma parcela maior do patrimônio disponível |
| …possui renda compatível com uma dívida de longo prazo | …não quer assumir um financiamento longo neste momento |
| …prioriza formar patrimônio imobiliário | …prioriza mobilidade e liquidez financeira |
Também pense no que acontece depois de pagar a entrada. Se a compra consumir todo o dinheiro disponível, qualquer imprevisto pode deixar o orçamento mais vulnerável.
No aluguel, considere sua tolerância a reajustes e mudanças de imóvel. Na compra, avalie sua segurança para assumir parcelas durante um período longo.
Objetivos familiares também podem alterar o peso desses critérios.
Por isso, cruze o resultado da simulação com seus planos para os próximos anos.
A calculadora ajuda a comparar hipóteses, mas não consegue prever tudo o que pode acontecer durante vários anos.
Como informamos, os resultados apresentados pela ferramenta têm caráter informativo e educacional e não possuem validade legal.
| A calculadora considera | Não trate como automaticamente considerado |
|---|---|
| valor do imóvel | valorização futura do imóvel |
| valor do aluguel informado | reajustes futuros do aluguel |
| entrada | mudanças futuras na sua renda |
| custos informados | todos os custos que possam surgir durante a operação |
| taxa de juros preenchida | todas as condições futuras do mercado |
| prazo | tempo que você permanecerá efetivamente no imóvel |
| rentabilidade informada | garantia de rendimento futuro |
Além disso, as condições reais de um financiamento podem incluir seguros, tarifas e outros encargos. A CAIXA, por exemplo, informa que prestações de seus financiamentos habitacionais podem envolver amortização, juros e encargos acessórios, de acordo com o contrato.
O resultado também muda se você alterar as premissas. Uma rentabilidade estimada hoje pode não se concretizar, assim como sua renda, seus planos ou as condições de crédito podem ser diferentes no futuro.
Use a ferramenta como apoio para comparar cenários, não como uma previsão do que necessariamente acontecerá.
Faça mais de uma simulação antes de assumir uma decisão financeira de longo prazo e compare novamente usando os valores do imóvel e da proposta que você está avaliando.

LEIA TAMBÉM:
Não existe uma opção financeiramente melhor em todos os casos. A resposta muda conforme preço do imóvel, aluguel, entrada, juros, prazo, custos e rendimento que o dinheiro poderia gerar. Use a calculadora para comparar essas variáveis com os seus próprios números.
Não compare somente aluguel e parcela do financiamento. Inclua entrada, custos da compra, juros, prazo e o possível rendimento do dinheiro que permaneceria investido. A calculadora ajuda a reunir essas variáveis em uma mesma comparação.
Não. O aluguel é o custo para usar um imóvel durante determinado período, enquanto a compra financiada também envolve custos, como juros e despesas da aquisição. A comparação deve considerar o efeito financeiro completo de cada cenário, e não apenas se o pagamento gera propriedade do imóvel.
Sim. Sem financiamento, os juros da operação deixam de existir, mas uma quantia maior fica concentrada na compra do imóvel.
O FGTS pode ser usado em determinadas operações habitacionais quando o trabalhador, o contrato e o imóvel atendem às regras aplicáveis. A CAIXA informa possibilidades como uso na entrada, amortização, liquidação do saldo devedor e pagamento de parte das prestações.
Escrito porMelissa Nunes- Supervisora de Conteúdos Financeiros
No iDinheiro desde 2020, atua principalmente em assuntos de Finanças, Investimentos e Seguros. Além disso, supervisiona o time de Marketing de Conteúdo, garantindo a qualidade e a seriedade do nosso trabalho. Como especialista (C-PRO I) e analista de investimentos (CNPI-T), também é educadora financeira e co-fundadora da empresa Legado Investe.