Seguro de vida: entenda como funciona e se vale a pena contratar um

Ao contrário de outros países, no Brasil, o seguro de vida é pouco conhecido. No entanto, dependendo do seu caso, o produto pode ser uma parte importante do planejamento financeiro de longo prazo.

Victor Leitao
Victor Leitão

Seguro de vida: entenda como funciona e se vale a pena contratar um

 

Apesar de não ser tão popular quanto o seguro de automóvel ou mesmo um plano de saúde, o seguro de vida é um item fundamental para proteção financeira de familiares e outras pessoas que possam depender de você em caso de falecimento.

No Brasil, diferentemente de outros países, o seguro de vida ainda não é visto como um produto importante no planejamento financeiro das famílias.  É comum que as pessoas gastem para contratar um seguro de automóvel, mas deixem de comprar uma apólice de seguro de vida, por exemplo.

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De todo modo, esse produto pode ser incluído como uma parte do planejamento financeiro de longo prazo, junto ao plano de previdência e outros investimentos.

Mas afinal, como funciona um seguro de vida? Vale a pena contratar um? Quanto custa? Neste post, você vai entender os principais detalhes sobre esse produto, como:

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  • O que é seguro de vida?
  • Como funciona um seguro de vida?
  • Quais são os tipos de seguro de vida existentes?
  • Quanto custa um seguro de vida?
  • Como fazer um seguro de vida?
  • Como receber seguro de vida por morte? Quanto tempo demora?
  • Afinal, seguro de vida vale a pena?

Confira!

O que é seguro de vida?

Trata-se de um contrato de seguro que prevê o pagamento do capital segurado aos beneficiários (filhos, marido, esposa, por exemplo) em caso de morte do contratante (natural ou acidental).

Também pode oferecer uma cobertura por sobrevivência, normalmente encontrada em planos previdenciários. Nesses casos, a indenização é paga uma vez, sob a forma de renda, se o segurado sobreviver ao prazo estipulado na apólice

Além da cobertura obrigatória contra o risco de morte, o seguro de vida pode contar com garantias complementares, que costumam fazer parte de outros produtos do ramo de seguro de pessoas. Entre possíveis coberturas estão invalidez por acidente, invalidez funcional permanente por doença, auxílio ou assistência-funeral e cobertura para doenças graves, como câncer e AVC. 

Coberturas que ele oferece

Normalmente, o produto seguro de vida tem as seguintes coberturas (claro que é importante sempre checar com a seguradora o que está previsto na apólice quando for contratar):

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  • Morte (natural ou por acidente);
  • Invalidez (funcional ou laborativa, total ou parcial por acidente ou por doença);
  • Despesas médicas, hospitalares e odontológicas (DMHO);
  • Diárias de Incapacidade Temporária (DIT);
  • Diárias por Internação Hospitalar (DIH);
  • Auxílio ou assistência-funeral (SAF);
  • Doenças graves (como câncer e AVC).

Como funciona um seguro de vida?

O funcionamento de um seguro de vida é relativamente simples. Basicamente, é um contrato que você firma com uma seguradora, instituição responsável por desenhar produtos conhecidos como seguros, que servem para proteção em relação a determinados riscos.

Nesse caso, estamos falando do risco de morte, principalmente. Portanto, ao contratar um seguro de vida, você pagará uma mensalidade para a seguradora “assumir” o seu risco.  Assim, em caso de morte do titular (a pessoa contratante do seguro), a seguradora pagará uma indenização aos beneficiários que foram escolhidos no momento da contratação do produto.

Por exemplo, você pode colocar os filhos como beneficiários no contrato de seguro. Se não tiver ninguém indicado na apólice, os dependentes legais (filhos, por exemplo) recebem o valor. 

Quais são os tipos de seguro de vida existentes?

Há diversas opções de seguro disponíveis. Além do modelo tradicional, existem as modalidades resgatável, temporário e de acidentes pessoais. Bateu uma confusão aí? Calma, vamos explicar uma por uma. 

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Tradicional

Esse tipo de seguro oferece a chamada cobertura vitalícia, ou seja, enquanto o contratante viver. Mas atenção: a proteção só vale enquanto o segurado estiver pagando o prêmio para a seguradora.

Se deixar de pagar, a apólice é cancelada. Lembrando que ao optar por não ter mais o seguro, não dá para recuperar toda a quantia desembolsada.  Em geral, o seguro de vida tradicional costuma ser mais barato que a apólice de seguro resgatável. Por isso, pode ser uma alternativa para pessoas jovens, por exemplo. 

DICA: Boa opção para quem já formou um patrimônio ao longo da vida e deseja montar um planejamento sucessório, ou seja, como vai transmitir os bens aos herdeiros. 

Resgatável

Essa modalidade de seguro permite ao segurado resgatar um percentual do prêmio total pago, após um prazo de carência, que costuma ser de dois anos. Na prática, isso significa que o titular pode solicitar o resgate da quantia paga se precisar do dinheiro ou quiser desistir do seguro no meio do caminho, por exemplo. 

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Outra diferença do seguro de vida resgatável é que o prêmio é pago durante um período determinado. Assim que termina esse prazo, não é preciso continuar pagando, mas a proteção continua no decorrer do tempo ou o segurado também pode optar por resgatar a quantia. São vantagens que tornam esse produto mais caro que o tradicional. 

DICA: Interessante para pessoas que têm mais recursos e estão preparando o planejamento sucessório. 

Temporário

Ao contrário do resgatável, o seguro temporário não pode ter parte do prêmio resgatado. Ele se assemelha ao modelo de contrato de seguro tradicional por oferecer praticamente as mesmas coberturas, mas com uma diferença: por um prazo determinado, como o próprio nome diz. 

Por ter uma duração, esse tipo de seguro geralmente possui um valor de prêmio menor que o seguro de vida tradicional. 

DICA: Pode ser uma opção para pais de crianças pequenas que precisam economizar até os filhos ficarem mais velhos. Também é uma alternativa para a preparação de uma sucessão empresarial, durante a constituição de uma holding que ficará responsável pelo patrimônio. 

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De acidentes pessoais

O seguro de acidentes pessoais tem uma cobertura mais simples: invalidez temporária e morte por acidente. 

DICA: É indicado para pessoas que precisam se precaver mais de uma possível invalidez do que morte, por exemplo, profissionais autônomos, empreendedores e empresários que, caso sofram um acidente, perderiam a condição de continuar trabalhando e, consequentemente, de gerar renda. 

Quanto custa um seguro de vida?

Os preços variam conforme a seguradora e o valor da apólice é definido com base no perfil de cada segurado. Na prática, a seguradora avalia quais os riscos de sinistro (nesse caso, falecimento ou invalidez) de cada pessoa, considerando uma série de elementos de risco que fazem parte da vida. 

Por exemplo, uma mulher de 40 anos, praticante de atividades físicas, com bom histórico de saúde e com hábitos saudáveis (não fuma nem bebe socialmente) provavelmente vai ter uma apólice com valor mais baixo do que um homem da mesma idade, sedentário, fumante e com doenças crônicas, que tende a ter um risco muito maior, inclusive de acidentes.

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Portanto, para chegar ao valor da apólice, a seguradora cruza um conjunto de informações e variáveis sobre a pessoa. 

Como fazer um seguro de vida?

O primeiro passo ao fazer um seguro é se perguntar o objetivo de contratar esse produto. Assim como ao investir em uma aplicação financeira, é fundamental entender por que está comprando uma apólice de seguro de vida.

Daí, ficará mais fácil ir atrás das opções.  Feito isso, o ideal é procurar um corretor, profissional especializado e que vai comparar as diversas alternativas de seguro de vida, conforme seu objetivo, sua idade, perfil de risco e outras variáveis.

Também dá para ir atrás sozinho, claro, mas lembre-se de que é preciso comparar e pesquisar bastante para não acabar comprando gato por lebre.  Outro cuidado importante na hora de fazer um seguro de vida é definir quais coberturas serão incluídas na apólice, além da cobertura obrigatória contra o risco de morte.

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Por exemplo, autônomos podem adicionar uma cobertura contra incapacidade temporária. Ou seja, se você sofrer um acidente, terá direito a uma indenização durante o período em que não puder trabalhar. Isso é muito interessante, principalmente, se você não tiver família ou depender exclusivamente da sua geração de renda.  A regra, então, é pesquisar.

Empresas que oferecem seguro de vida online

Hoje, existem inclusive empresas que oferecem seguro de vida online. Startups como Youse e Minuto Seguros têm plataformas online para contratação de seguros. Por meio desses sites, dá para acessar opções diversas de grandes seguradoras. 

Como receber seguro de vida por morte? Quanto tempo demora?

Essas dúvidas são muito comuns quando se está contratando um seguro de vida. Afinal, como receber a indenização por morte? Demora ou é um processo rápido?

Segundo norma da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de seguros no Brasil, as seguradoras têm um prazo de 30 dias para fazer o pagamento da indenização aos beneficiários, após a entrega de toda a documentação. 

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Quais critérios devem ser usados ao contratar uma seguradora?

Como podemos perceber, é muito importante fazer a escolha certa da seguradora. Além de garantir que você consiga usufruir de todos os benefícios que julga necessário, é possível encontrar seguros com preços acessíveis e com pagamentos mais flexíveis.

Diante disso, reunimos alguns pontos que consideramos essenciais para a escolha da seguradora. Veja a seguir.

O potencial no mercado

Procure por empresa que transmita segurança e que tenha uma trajetória consolidada em oferecer seguros de vida. Uma dica inicial é pesquisar e avaliar as empresas que já possuem tempo de mercado.

Variedades de benefícios e opções

Cada seguradora oferece o produto com diferentes condições. Existem aquelas que apresentam opções mais limitadas e não conseguem atender às suas necessidades. Por outro lado, há empresas que têm todos os benefícios que vão conseguir atender às suas expectativas.

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Portanto, pesquise e busque conhecer todas as condições que a seguradora oferece, e se eles atendem às suas necessidades 100%.

A confiabilidade da empresa

Atualmente, é muito fácil e simples avaliar a reputação de uma empresa pela internet. A nossa primeira dica é o site Reclame Aqui. Você pode pesquisar sobre a organização nesse site e conferir todas as reclamações e pedidos solicitados. Além disso, você pode verificar se as demandas foram solucionadas e o tempo gasto para toda a resolução.

Além do site Reclame Aqui, você pode visitar as redes sociais da empresa para conferir os feedbacks de outros clientes. Você também pode utilizar os perfis para conhecer melhor o trabalho da seguradora.

Por último, você também pode conferir o cadastro da seguradora na SUSEP, uma entidade responsável pelo controle e supervisão das ofertas e seguros.

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Indicação de amigos e familiares

Conseguir ou conhecer experiências de pessoas próximas pode ser uma ótima alternativa para escolher a seguradora ideal. No entanto, não podemos ficar presos apenas nas experiências positivas que elas obtiveram, pois não é possível garantir que possa acontecer com você também.

Mas lembre-se: mesmo recebendo ótimas indicações de uma seguradora, não esqueça de verificar se as coberturas oferecidas vão conseguir suprir as suas necessidades. Além disso, confira as condições presentes na apólice.

Com o seguro de vida em mãos, nós temos certeza que você vai conseguir aproveitar todas as vantagens, que vão desde a tranquilidade para o segurado, até a proteção para toda a família.

As principais dúvidas sobre o seguro de vida

Agora que você já sabe como funciona o seguro de vida, vamos apresentar as dúvidas mais comuns sobre o assunto. Veja nos tópicos a seguir.

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O que é a apólice do seguro de vida?

A apólice  diz respeito ao contrato de seguro firmado entre a seguradora e o titular. Com esse documento assinado, não é possível fazer modificações. Para realizar qualquer alteração, vai ser preciso criar uma nova apólice. De modo geral, ela é responsável pela garantia de quem contrata e também das seguradoras.

Como o seguro de vida é calculado?

Para fazer o cálculo do seguro, as seguradoras consideram, além de outras variáveis, a idade do contratante. A maioria das empresas tem algumas restrições para as pessoas com idade acima de 65 anos, e algumas limitações a partir de 60 anos que estão fazendo a contratação da primeira apólice, por exemplo.

É possível trocar os beneficiários?

Durante a vigência, é possível escolher e fazer a troca dos beneficiários quantas vezes achar necessário.

Como recebo a indenização?

Após a ocorrência do sinistro, o beneficiário vai precisar apresentar os documentos necessários para o recebimento da indenização. É possível conferir esta documentação no contrato de seguro. Como dito, após a apresentação de toda a documentação, é aberto o processo de pagamento que pode levar até 30 dias.

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Quais os itens mais importantes no contrato do seguro de vida?

No geral, os itens mais importantes do contrato são: perfil do titular, beneficiários, coberturas, valor da apólice, valor do prêmio e cancelamento da apólice.

Posso considerar o seguro de vida um investimento?

Não. Apesar de muitos considerarem o seguro de vida como um investimento, ele não se enquadra para esse fim. Mesmo que o valor da indenização seja corrigido conforme a inflação, o seu rendimento pode ser inferior e até mesmo insatisfatório para um investidor.

Afinal, seguro de vida vale a pena?

Enfim, agora que você já conhece como funciona o seguro de vida e os principais tipos disponíveis no mercado, deve estar se perguntando “será que vale a pena contratar um?“.

A resposta é individual, ou seja, vai depender do seu perfil, histórico familiar, orçamento pessoal, entre outras variáveis. Dependendo da sua situação de vida, esse produto pode ser uma parte importante do planejamento financeiro de longo prazo, mas não existe uma regra. 

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O ideal é avaliar o seu caso e, principalmente, se perguntar: caso eu falte amanhã, alguém dependerá da minha renda? Se você respondeu “sim”, talvez seja importante começar a ir atrás de um seguro de vida.

Porém, lembre-se de que esse item precisará ser incluído no controle financeiro pessoal como uma nova despesa. 

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7 comentários

  1. Josué Campos

    Excelente matéria, veio a calhar, estava pensando em fazer um seguronas vida, vcs conseguiram sanar todas as minhas
    Dúvidas

  2. Fernanda

    Aqui é a Fernanda, gostei muito do seu artigo tem muito
    conteúdo de valor parabéns.

  3. William Pontes

    Artigo muito bom!!
    Sou especialista em seguros de vida e sei o quão importante isso pode se tornar na vida de uma família, pois costumo com frequência pagar benefícios em vida, cerca de 80% dos benefícios pagos são voltados para doenças graves e internação hospitalar.
    O grande desafio hoje é despertar essa necessidade no brasileiro que em sua grande maioria acredita que nunca acontecerá nada com ele.
    Quem procura um especialista para personalizar algo tão importante para si e para a família é de uma inteligência financeira admirável.

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  5. Paulo Lara

    Artigo muito esclarecedor. Parabéns, Carlos. Ha 6 anos fiz um seguro que pagarei até meus 65 anos, garantindo à minha familia, recursos caso aconteça algo comigo, ou resgatando la no final acrescentando uma renda à minha aposentadoria. Também fiz 2 seguros na modalidade temporária para os meus filhos, pensando no período de faculdade. Abraços a todos da Mobills

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