Copom prevê alta na Selic: taxa básica de juros pode chegar a 5,25% em agosto

Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) prevê alta na taxa básica de juros (Selic), que pode chegar a 5,25% em agosto.

Isabella Proença
Isabella Proença

Nesta terça-feira, 22, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata da reunião realizada semana passada. O Copom prevê alta na taxa básica de juros (Selic) já na próxima reunião, prevista para agosto..

Segundo a ata, o comitê considerou uma alta maior na última reunião, que subiu a Selic em 0,75 p.p. para 4,25% ao ano. Contudo, o Copom concluiu que seria mais apropriado manter o ritmo atual de redução de estímulos (0,75 pontos percentuais), indicando um ajuste mais tempestivo no próximo encontro.

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Copom prevê alta na Selic

O colegiado entendeu que essa estratégia concederia o privilégio de dar um prazo maior para o Copom coletar informações sobre a evolução dos valores mais inerciais, diante do comportamento das perspectivas de inflação e da recuperação do setor de serviços.

Além disso, o colegiado também salientou que o compromisso “inequívoco” do Banco Central é com a convergência da inflação para o horizonte relevante, e que o caminho para atingir a meta será ajustado conforme as informações forem disponibilizadas.

“Desse modo, indicações sobre a trajetória futura dos juros, sejam para a próxima reunião ou para o patamar final, são elementos úteis para a compreensão da função de reação da política monetária”, diz o Copom por meio da ata.

“As informações obtidas no período entre reuniões do Copom modificam as hipóteses presentes no cenário básico e no balanço de risco, e naturalmente alteram a trajetória futura dos juros”.

Segundo o economista-chefe da Necton, André Perfeito, a ata sugere uma alta de juros ainda mais forte na reunião de agosto, de 1 ponto percentual. Caso esse prognóstico se confirme, a Selic terá uma elevação de 5,25% ao ano.

“O BC quer verificar se há uma alteração da inflação de serviços e como as expectativas vão se comportar. Ambos os fatores apontados devem continuar piorando nas próximas semanas, seja por conta da recente alta de energia elétrica, seja por um sentimento difuso de piora da dinâmica inflacionária”, afirma o economista, em nota.

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