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Altcoin, Stablecoin e Bitcoin: o que são e quais as diferenças entre elas?

Os termos entre criptomoedas parecem confusos? Entenda a diferença entre altcoins, stablecoins e o Bitcoin e tire suas dúvidas!

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Melissa Nunes Especialista em Finanças Pessoais e Investimentos

Para quem chegou faz pouco no mundo das criptomoedas, termos como altcoin e stablecoin podem soar bastante confusos. Afinal, o que eles têm a ver com Bitcoin?

O Bitcoin foi a primeira moeda digital a se popularizar, e, por isso, muitas pessoas pensam nele quando o assunto é criptoativos. Porém, hoje existem milhares de moedas disponíveis no mercado, sendo todas elas altcoins, e, algumas, stablecoins.

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Complicou? Não se preocupe, vamos explicar tudo a seguir. Acompanhe!

O que são altcoins?

Altcoin é o nome que damos à todas as criptomoedas que não são o Bitcoin, simples assim. “Alt” vem da palavra “alternativa”, ou seja, são moedas digitais alternativas ao Bitcoin.

Todos os criptoativos baseiam-se em um código-fonte, e, como o Bitcoin foi o precursor, lá em 2009, muitas moedas foram baseadas no seu código. A partir de modificações do mesmo, surgiram milhares de alternativas (embora nem todas bem sucedidas) de criadores que também acreditam na descentralização do controle sobre o capital.

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Assim, investidores e especuladores passaram a ter diversidade para negociar no mercado. Hoje, algumas das altcoins mais populares, são:

  • Bitcoin Cash (BCH);
  • Ether, também conhecida como Ethereum (ETH);
  • Litecoin (LTC);
  • Ripple (XRP);
  • Dogecoin (DOGE);
  • Cardano (ADA).

As altcoins estão disponíveis para negociação em plataformas especializadas, chamadas exchanges ou corretoras de criptomoedas. Cada instituição disponibiliza um certo número de moedas, por isso, é importante observar se a altcoin que você deseja adquirir está disponível na plataforma de escolha.

O que são stablecoins?

Stablecoins são criptomoedas que estão ligadas a ativos financeiros, como dólar, euro, ouro, prata, ou, até mesmo, a algoritmos específicos ou outras criptomoedas. Dessa forma, dizemos que as stablecoins têm lastro para cada unidade da moeda.

O que isso quer dizer é que, para cada stablecoin criada, precisa existir a mesma quantidade de ativo subjacente. Por exemplo, para as criptomoedas lastreadas em dólar, há um fundo onde são depositadas as mesmas unidades da moeda: se há 5 milhões de criptoativos, o fundo deve ter US$ 5 milhões também.

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Hoje, existem diversos tipos de stablecoins no mercado, mas algumas das mais conhecidas, são:

  • Tether (USDT) – dólar;
  • USD Coin ((USDC) – dólar;
  • Binance USD (BUSD) – dólar;
  • Dai (DAI) – Ether;
  • PAX Gold (PAXG) – ouro;
  • TerraUSD (UST) – algoritmo;
  • Stasis Euro (EURS) – euro.

Stablecoins são mais seguras?

Toda stablecoin é uma altcoin, mas nem toda altcoin é uma stablecoin. Assim, como as stablecoins têm lastro em ativos que já existiam antes delas, muitas pessoas podem se perguntar se elas são um tipo de criptomoeda mais segura.

E sim, elas podem ser mais seguras. O que acontece, na verdade, é que esse tipo de moeda digital tende a ser menos volátil (ou seja, sei preço varia menos) do que os criptoativos não lastreados. Isso acontece porque seu valor varia de acordo com o valor do lastro (daí vem seu nome, stablecoin, ou moeda estável, em tradução livre).

Ainda, vale ressaltar que algumas stablecoins são categorizadas como sobrecolateralizadas, o que quer dizer que apenas uma parte do seu valor é garantida pelo lastro, tornando-as menos seguras. Já para aquelas que são pareadas com outras criptomoedas, seu nível de segurança será equivalente ao ativo do qual depende para existir.

O caso Terra (LUNA)

Em maio de 2022, uma forte desvalorização da altcoin stablecoin LUNA assustou muita gente: em poucos dias, a criptomoeda perdeu mais de 95% do seu valor (sendo quase 30% em 24 horas).

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A moeda é do tipo algorítmica, mas cujo valor está pareado ao dólar, assim, para cada unidade de LUNA, deveria existir US$ 1. No entanto, no dia 9 de maio, um grande saque de mais de US$ 370 milhões gerou uma pressão vendedora na criptomoeda fora do comum, empurrando seu preço para baixo. Isso fez com que o ativo perdesse sua paridade com o dólar.

Assim, muitos investidores e especuladores também entraram vendendo suas unidades de LUNA, derrubando ainda mais os preços, até a casa dos centavos.

gráfico com a cotação da altcoin LUNA entre 4 de março e 8 de julho de 2022
Cotação da moeda LUNA entre 4 de março e 8 de julho de 2022. Fonte: TradingView.

Depois da queda, é impossível dizer se a moeda um dia voltará ao seu valor anterior. A lição que fica é que, mesmo com lastro em dólar, não podemos esquecer que estamos lidando com criptomoedas.

De uma forma ou de outra, esse é um mercado de alto risco (e é por isso que pode oferecer altos retornos), e deve ser tratado dessa forma: com estudo e cautela.

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Altcoins e stablecoins: como se manter seguro?

O relato acima deixou você apreensivo? Não se preocupe, existem algumas medidas que você pode tomar para ficar mais seguro e, ainda assim, aproveitar para “surfar a onda” das criptomoedas:

  1. invista apenas uma pequena parte do seu patrimônio: é muito importante limitar uma % da sua carteira de investimentos a criptoativos, assim, você fica menos exposto ao risco;
  2. conheça o projeto da altcoin: seja ela stablecoin ou não, procure conhecer o emissor da moeda, seu projeto, confiabilidade e o que está sendo falado sobre ela;
  3. fique atento à liquidez: isso se refere à capacidade de comprar ou vender um ativo, por isso, procure saber qual o volume de negociações diárias da moeda do seu interesse para não ficar preso a um ativo que você não consegue vender por falta de interesse do mercado;
  4. busque alternativas: se você prefere se expor menos, pode procurar outros investimentos ligados às criptomoedas, mas que podem ser diversificados e mais acessíveis, como os ETFs e os fundos de criptomoedas.

No fim das contas, o que importa é que você saiba o que está fazendo e apenas invista em produtos que você conhece. Seja altcoin ou Bitcoin, o que mais pesará nas suas escolhas é o quanto você entende sobre riscos, vantagens e características de cada ativo.

BÔNUS: teremos uma stablecoin do Real?

Hoje, existem algumas criptomoedas brasileiras circulando no mercado, como a BRZ, a B2U Coin, a Brasil Samba Token e a mais nova STARz. Mas já se fala sobre a criação da moeda digital brasileira, o Real digital.

Com um funcionamento um pouco diferente das stablecoins, o Real digital funcionará como uma moeda alternativa, mas de mesmo valor do papel-moeda físico. Esse tipo de moeda é chamado de Central Bank Digital Currency, ou CBDC, e o Banco Central pretende lançá-la até 2024.

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A intenção é que o Real digital seja usado no cotidiano, para pagamentos, compras e até investimentos. A moeda virtual deve funcionar exatamente como o dinheiro de verdade e não poderá ser sacado, pois terá seu código próprio.

Assim, o Real digital não é exatamente uma criptomoeda, pois não tem a característica descentralizada desse tipo de ativo. É apenas um formato alternativo ao que já conhecemos, seguindo a tendência mundial de digitalização de capital.

Conclusão

Entender a relação e as diferenças entre altcoin, stablecoin e Bitcoin é essencial se você quer se aprofundar no tema criptomoedas. Apesar desse ainda ser um mercado emergente, hoje já vemos até mesmo propagandas na TV sobre o tema.

Dessa forma, pessoas leigas no assunto tendem a se interessar, mas o risco de lidar com criptoativos sem entendê-los é bastante alto. Portanto, não deixe de estudar bastante e aprender todos os termos e a dinâmica desse universo.

Lembre-se, quanto mais você se dedicar, maiores serão suas chances de sucesso nesse segmento. Conte com o iDinheiro para se manter sempre informado sobre as criptomoedas e outros tipos de ativos!

Esse artigo foi útil? Deixe seu comentário abaixo, ficaremos felizes em receber sua opinião!

  1. Quais são as altcoin?

    Altcoins são todas as moedas alternativas ao Bitcoin, como Ether, Ripple, Litecoin, Dogecoin e milhares de outras criptomoedas.

  2. Qual a diferença de altcoins e Bitcoins?

    Bitcoin foi a primeira criptomoeda, lançada em 2009, cujo código deu origem a diversas outras moedas. Todas elas são chamadas de altcoins, pois são alternativas ao Bitcoin.

  3. Quais são os stablecoins?

    Algumas stablecoins mais conhecidas são Tether, USD Coin, Binance Coin e Dai.

  4. Qual a maior stablecoin do mundo?

    A maior stablecoin do mundo é a Tether, cujo valor de mercado é o maior entre todas as stablecoins.

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Banco Central. “Real digital”. Link.

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