Você já precisou comprar algum bem sem ter o dinheiro todo em sua mão? O financiamento é uma alternativa válida nesses casos. A ideia é contratá-lo e pagar aos poucos, com o acréscimo de uma taxa de juros.

Cada contrato tem suas próprias regras. Afinal, no mercado existem várias empresas que trabalham com essa modalidade. Por isso, fica a pergunta: como analisar as opções para escolher a melhor?

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É o que vamos apresentar neste artigo. Aqui, você verá:

  • tudo sobre financiamento;
  • financiamento imobiliário;
  • onde contratar seu financiamento imobiliário;
  • melhores taxas para financiamento imobiliário 2020;
  • financiamento de veículos;
  • onde contratar seu financiamento de veículos;
  • o que observar antes de contratar um financiamento;
  • como calcular a parcela de um financiamento.

Gostou e quer ver todos os detalhes sobre esse assunto? Continue lendo e tome sua decisão!

Tudo sobre financiamento

De maneira clara, o financiamento é uma modalidade em que você pede dinheiro emprestado a uma instituição financeira ou de crédito para adquirir algum bem. O pagamento é feito de forma parcelada com o acréscimo de juros. A diferença, aqui, é que a quantia vai diretamente para o estabelecimento que vende o produto.

Por exemplo, ao financiar um carro, você faz o processo de solicitação do crédito direto na concessionária. Assim que tiver a autorização da instituição financeira, a loja recebe o dinheiro e você pode sair com o seu veículo. No entanto, o pagamento é feito aos poucos, de acordo com o que ficou definido na negociação.

Toda a operação é regulamentada por um contrato assinado pelas duas partes. Por isso, você já sabe o que precisa pagar e quando de forma antecipada. As parcelas também são indicadas, assim como o sistema de amortização, válido para financiamentos imobiliários — será explicada adiante.

Por enquanto, o importante é saber que essa modalidade é muito utilizada no Brasil. Para ter uma ideia, o crédito imobiliário teve alta de 37% em 2019, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi a queda da taxa básica de juros, a Selic. Como ela regulamenta as alíquotas cobradas pelas instituições financeiras e está no patamar mais baixo da história, fica mais barato comprar carro e imóvel.

Diferença entre empréstimo e financiamento

Por conta de suas características, o financiamento nunca é igual ao empréstimo. Apesar de ambos serem parecidos, na primeira modalidade existe apenas a opção de aquisição de um bem. Na segunda, o dinheiro é depositado na sua conta-corrente e você pode utilizá-lo como preferir.

Assim, se o financiamento é válido para a compra de uma casa ou de um carro, o empréstimo é usado para o pagamento de dívidas, aquisição de bens, abertura do próprio negócio e o que mais você quiser.

Talvez agora esteja pensando: então, o empréstimo é melhor do que o financiamento, certo? A resposta é: nem sempre! As duas alternativas têm seus pontos positivos e negativos. Para decidir, o ideal é atentar ao seu objetivo.

Quer fazer várias coisas com o dinheiro? O empréstimo é a melhor alternativa. Nesse caso, em vez de apenas trocar de carro, por exemplo, você pode fazer isso e pagar alguma dívida ou dar a entrada no veículo.

Perceba que, nesse caso, a instituição credora nunca vai perguntar o que você vai fazer com o dinheiro. Portanto, há liberdade de uso.

Por outro lado, se o seu desejo é adquirir um bem específico, o financiamento é melhor. Nessa modalidade, a instituição financeira tende a diminuir os juros cobrados, porque sabe como o dinheiro será empregado. Assim, ele é melhor para o bolso.

Apenas para comparação, a taxa de juros média dos empréstimos bancários está em 46,1% ao ano, segundo dados de março de 2020. Para o financiamento de veículos, o índice é de 19,7% ao ano. Por sua vez, os imóveis têm uma taxa entre 7,59% ao ano e 10% ao ano

A única exceção é o financiamento de acordo com o IPCA. Nesse caso, a taxa de juros cobrada é de 4,94% mais a inflação medida no período. De toda forma, fica claro que está muito abaixo do valor cobrado nos empréstimos, certo?

É por isso que o financiamento é a melhor alternativa para quem deseja apenas comprar um bem. Essa é uma forma de ter o que precisa, pagar menos e evitar o endividamento.

Tipos de financiamento

Apesar de as modalidades imobiliária e veicular serem as mais conhecidas, é possível financiar outros produtos no mercado. Veja quais são os principais.

Financiamento de veículos

Nesse caso, existem duas possibilidades:

  • Crédito Direto ao Consumidor (CDC): é mais tradicional e permite comprar o carro em seu nome;
  • leasing: é uma alternativa em que você paga um valor diferenciado, como se fosse um aluguel. O automóvel fica no bem da instituição credora até o pagamento da última parcela. Depois, você decide se vai ficar com o carro ou devolvê-lo e trocar por outro.

No Brasil, o CDC é mais comum. No entanto, nos Estados Unidos, o leasing é mais conhecido. Um dos fatores é a taxa de juros mais baixa.

Financiamento imobiliário

Permite adquirir imóveis novos ou usados, lotes, galpões, sítios e até finalizar construções ou reformas. Sua principal característica é o longo prazo de pagamento, o que o torna uma das modalidades mais conhecidas no Brasil.

A maior parte das negociações é feita pela Caixa Econômica Federal, que detém 80% desse mercado. Ou seja, 8 a cada 10 financiamentos são realizados nesse banco. O principal fator para esse resultado são os programas específicos para população de baixa renda.

No entanto, por ter foco nessa modalidade, a Caixa também atende outros tipos de negociação. O financiamento imobiliário ainda pode ser realizado com a construtora. Em qualquer um dos casos, é possível usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortecer, pagar ou dar a entrada no bem.

Financiamento estudantil

É mais conhecido pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), um programa do governo federal que aplica taxas de juros baixas para custear as mensalidades de uma graduação. Também existem outras alternativas

Nesse caso, a instituição credora paga o semestre durante todo o período do curso. Após a conclusão da graduação, o valor é devolvido de forma parcelada e com o acréscimo de juros. Geralmente, existe um período de carência para começar a pagar, a fim de que a pessoa se estabeleça no mercado de trabalho.

Financiamento de máquinas, equipamentos e veículos

Consiste no FINAME, modalidade oferecida pela Agência Especial de Financiamento Industrial. É focado na comercialização de máquinas e equipamentos. Existem 3 principais modalidades:

  • BK Aquisição e Comercialização: é voltado para a compra ou a venda de máquinas e equipamentos;
  • BK Produção: direcionado à fabricação desses itens já negociados;
  • Moderniza BK: indicado para a melhoria dos equipamentos.

Ainda tem mais. Existem outras modalidades de financiamento. Um exemplo é a antecipação de recebíveis, em que a empresa vende os títulos a receber para adiantar o valor e reforçar o caixa.

Outro é a carta de fiança, um contrato em que o banco age como fiador e faz o pagamento do bem em caso de inadimplência. No entanto, essas alternativas são menos utilizadas por quem busca comprar um bem. Por isso, que tal nos atermos às duas principais modalidades de financiamento? É só seguir! 

Financiamento imobiliário

A compra da casa própria costuma passar por esse tipo de crédito. Afinal, esse é um investimento mais caro e nem todo mundo tem dinheiro suficiente para pagamento à vista.

A modalidade serve, então, para resolver o seu problema. Você compra o imóvel que deseja e sai do aluguel pagando o restante do valor em até 35 anos (420 meses).

As condições de negociação dependem do seu perfil. Quanto melhor for o seu histórico de crédito, mais facilidades tende a receber. Ainda assim, o limite de crédito tende a variar de acordo com o tipo de uso do imóvel e as taxas de juros dependem da sua renda.

Segundo o Raio X do Investidor Brasileiro 2019, 33% dos brasileiros desejavam comprar um imóvel em 2019. Esse é, inclusive, um dos principais desejos. Como alcançar esse objetivo? Existem algumas modalidades de financiamento que ajudam a chegar lá. Confira! 

Financiamento sem entrada

É uma possibilidade mais restrita e está destinada a um público específico, geralmente, de menor poder aquisitivo. Caso queira optar por essa modalidade, o melhor é usar o FGTS para a entrada.

Nesse caso, você usa um dinheiro que é seu, mas está parado e não pode ser retirado, exceto por motivo de força maior, como a compra da casa própria. Assim, o recurso é utilizado para pagar a entrada e permitir o acesso ao imóvel.

Para usar o FGTS como entrada, é preciso cumprir alguns requisitos:

  • ter 3 anos de carteira assinada;
  • escolher um imóvel de até R$ 1,5 milhão;
  • não ter outro financiamento imobiliário vigente;
  • não ter outra propriedade em seu nome;
  • usar o imóvel para fins residenciais.

Minha casa Minha Vida

O programa do governo federal é válido para quem tem renda de até R$ 9 mil. A diferença, aqui, serão as taxas de juros cobradas e o limite de financiamento. Para famílias de baixa renda, o governo subsidia até 90% do valor do imóvel.

Dentro do Minha Casa Minha Vida, também é possível comprar a casa própria sem dar entrada. Para isso, é preciso fazer uma inscrição prévia e se enquadrar na primeira faixa do programa. Ela inclui pessoas com renda familiar mensal de até R$ 1.800. O restante do valor pode ser financiado em até 120 meses, com parcelas entre R$ 80 e R$ 270. O valor máximo é de R$ 96 mil.

Ainda existem outras categorias:

Faixa 1,5

Renda familiar de até R$ 2.600, com subsídio máximo de R$ 47.500. No entanto, ele só vale para quem tem salário de até R$ 1.200. Para o restante, o valor do subsídio diminui de manira progressiva. 

O valor que sobra é financiado em até 360 meses. Os juros são de 5% ao ano e o valor máximo do imóvel é de R$ 144 mil.

Faixa 2

Renda familiar mensal de até R$ 4.000, com subsídio máximo de R$ 29.000, para quem tem renda de até R$ 1.800 e comprar imóvel em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Para casas e apartamentos na Região Sul, em Espírito Santo e em Minas Gerais, o total diminui para R$ 26.365. Para o resto do País, cai para R$ 23.200.

Além disso, as famílias com renda entre R$ 1.800 e R$ 4.000 têm menor benefício de custeio. O restante é financiado em até 360 meses, com taxas de juros média entre 6% e 7% ao ano. O valor máximo do imóvel é R$ 240 mil.

Faixa 3

Renda familiar mensal entre de até R$ 9.000. Não existe subsídio nessa faixa, mas os juros tendem a ser menores e variam de acordo com a remuneração. A taxa é de 9,16% ao ano. O valor máximo do imóvel é de R$ 300 mil.

Além disso, para participar do Minha Casa Minha Vida, é preciso cumprir os seguintes requisitos:

  • nunca ter sido beneficiado por algum programa de habitação do governo;
  • não ter outros imóveis em seu nome;
  • estar em alguma das faixas do programa.

Simuladores de financiamento de imóveis

Existem várias alternativas para verificar como devem ficar as parcelas do seu financiamento imobiliário. O simulador mais comum é o da Caixa. Ali, você coloca alguns dados, como o valor aproximado do imóvel, cidade e se já participou de algum programa habitacional do governo.

Outros bancos também têm seu simulador. Veja os de outras 3 opções:

Onde contratar seu financiamento imobiliário?

Existem várias instituições financeiras que trabalham com essa modalidade. Veja as características de algumas das opções:

Santander financiamento

Permite financiar o imóvel em até 35 anos. Para aproveitar, você deve fazer a simulação e ter seu crédito aprovado. Em seguida, deve realizar o cadastro e apresentar a documentação.

Será feita uma avaliação dos documentos, assim como a vistoria da propriedade. Você pode acompanhar essas etapas diretamente pelo site do banco. Com a autorização, basta ir à agência assinar o contrato. Depois dele ser registrado e o imóvel ter a matrícula atualizada, o crédito é repassado ao vendedor.

Bradesco financiamento

Oferece mais de 25 anos para pagar e a possibilidade do comprador escolher qual sistema de amortização vai utilizar. Os principais são:

  • Sistema de Amortização Constante (SAC): a parcela começa mais alta e diminui com o tempo;
  • Tabela Price: a prestação tem o mesmo valor sempre.

O detalhe é o financiamento mínimo de R$ 350 mil. O ponto positivo é o subsídio para até 70% do custo total, exceto mão de obra. Ainda há uma carência de 2 meses para pagar a primeira parcela.

Itaú financiamento

Permite financiamento até 82% do imóvel residencial e 50% do comercial. Pode ser contratado pela internet, por meio de uma agência, da imobiliária ou da construtora parceira. Para isso, basta fazer a análise de crédito, que tem prazo de 1 hora para ter o retorno.

Em seguida, é feita a avaliação do imóvel e dos documentos. Os dados são confirmados por você. Então, o contrato é assinado e registrado em cartório e a liberação do crédito ocorre em até 5 dias úteis.

Caixa financiamento

Oferece até 35 anos para pagar e tem a modalidade de correção por IPCA. Para escolher a melhor alternativa, é preciso verificar as condições para o seu caso. Isso pode ser feito por meio da simulação.

Geralmente, o processo é iniciado pela Caixa diretamente pela imobiliária. O banco faz a análise de crédito e de engenharia, para verificar se o imóvel está dentro dos requisitos exigidos. Depois o contrato é assinado e o dinheiro é liberado ao vendedor.

Banco do Brasil financiamento

Tem um prazo de carência de 6 meses para começar a pagar e é possível escolher 1 mês do ano para pular a prestação. A contratação é feita de forma online, mas segue os processos das outras opções já apresentadas. A proposta também pode ser acompanhada pela internet.

Melhores taxas para financiamento imobiliário 2020

Na hora de escolher o melhor banco para obter esse crédito, vale a pena ficar de olho nas taxas. Veja como elas estão em 2020.

BancoSistema Financeiro de Habitação (SFH)Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) – carta de créditoPró-cotista FGTSLimite máximo do financiamento
Caixa (modalidades tradicionais)A partir de 6,5% ao ano mais Taxa Referencial (TR)A partir de 6,5% ao ano mais TREntre 8,76% e 9,01% ao ano mais TRAté 80% do valor para imóveis novos e 70% para usados
Caixa (linha atualizada pela inflação)A partir de 2,95% ao ano mais IPCAA partir de 2,95% ao ano mais IPCANão operaAté 80% do valor do imóvel
Banco do Brasil (modalidades tradicionais)A partir de 7,4% ao ano mais TRA partir de 7,4% ao ano mais TR (na carteira habitacional hipotecária)9% ao ano mais TR para imóveis novos e usadosAté 80% do valor do imóvel novo ou usado
Banco do Brasil (linha atualizada pela inflação)A partir de 3,45% ao ano mais IPCAA partir de 3,45% ao ano mais IPCANão operaAté 70% do valor do imóvel para clientes private e estilo
ItaúA partir de 7,45% ao ano mais TRA partir de 7,45% ao ano mais TRNão operaAté 82% do valor do imóvel novo e usado
BradescoA partir de 7,3% ao ano mais TRA partir de 7,3% ao ano mais TR (na carteira habitacional hipotecária)Não operaAté 80% do valor do imóvel novo ou usado
SantanderA partir de 7,99% ao ano mais TRA partir de 7,99% ao ano mais TRA partir de 7,59% mais TRAté 90% do valor do imóvel novo ou usado

Financiamento de veículos

Chegamos na outra principal modalidade: o financiamento veicular. Eles também são realizados por instituições financeiras, que podem ser bancos tradicionais ou empresas de crédito.

A negociação depende da sua renda e da quantia que repassará como entrada. A intermediação costuma ser feita pela loja que comercializa o carro. Essas características são válidas para as duas principais alternativas. Confira abaixo!

Financiamento de carros

É voltada para veículos de quatro rodas, ou seja, todo tipo de carro e utilitários. Não existe limite máximo de financiamento. Inclusive, você pode financiar 100% do valor. A diferença é que, quanto maior for a quantia envolvida, mais elevadas tendem a ser as parcelas.

A aprovação vai depender da sua renda e do comprometimento dela. O ideal é que todas as prestações que você já tem mais a do carro nunca ultrapasse 30% do salário. O máximo de parcelas são 99, mas o normal é o pagamento ficar em 36 ou 48 meses. 

Financiamento de motos

É similar. A única diferença é que, aqui, valem apenas motos, qualquer que seja a cilindrada. As condições costumam ser as mesmas, o que pode mudar é a taxa de juros e o limite de prestações, já que a moto tende a ser mais barata do que um carro. Ainda assim, é possível fazer o pagamento em até 36 meses.

Simulador de financiamento de veículos

Assim como no financiamento imobiliário, o veicular também tem simuladores. Desse modo, você verifica como as parcelas vão ficar. Aqui, não existem um banco principal. Veja algumas possibilidades e seus simuladores:

Consórcio: vale a pena?

O consórcio é outra modalidade de financiamento. Ele não tem taxa de juros, mas cobra um valor pela administração e pode ter outros encargos. A desvantagem é que você não pode ter o bem desejado até ser sorteado. Uma possibilidade é oferecer um lance para agilizar a contemplação. A vantagem é ter mais poder de compra, porque você realiza como na modalidade à vista. Para saber se vale a pena, veja sua necessidade e faça as contas.

Onde contratar seu financiamento de veículos?

Existem muitas instituições financeiras que trabalham com essa modalidade. Veja algumas delas e suas principais características.

Santander financiamento

Permite financiar até 100% do valor do veículo e oferece 60 meses para pagar. A primeira parcela tem uma carência de até 59 dias. O único empecilho é que o carro deve ter até 10 anos de fabricação. A taxa de juros chega a 16,69% ao ano.

Bradesco financiamento

Garante financiamento de veículos com até 12 anos de uso. As parcelas começam em R$ 20 e o prazo de pagamento é de até 60 meses. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está incluído no valor das prestações. A taxa de juros varia de 27,57% a 42,08% ao ano.

Caixa financiamento

Tem a vantagem de ser livre de tarifas adicionais. As taxas de juros vão de 11,75% a 25,55% ao ano. As prestações podem ser pagas em até 60 meses.

Aymore financiamento

É realizado pelo Santander. Apesar de ser outra empresa, as condições costumam ser iguais às da outra alternativa.

BV financiamento

Permite financiar veículos novos e usados, inclusive por meio de leasing. O pagamento é de até 36 meses e a taxa de juros é de 23,9% ao ano.

Safra financiamento

Facilita a compra de carros novos e usados, inclusive para não correntistas. O problema é a falta de informações, já que o site não traz dados sobre taxas de juros e prazos de pagamento.

Porto Seguro financiamento

Favorece o financiamento de até 100% do veículo, com pagamento em 60 meses, no máximo. Como a empresa trabalha com outras modalidades, oferece despachante e vistoria gratuitas, além de um desconto de 6% na contratação do Porto Seguro Auto. O valor do seguro também pode ser incluído no financiamento. Não há informações sobre taxas de juros.

Chevrolet financiamento

Permite pagar o veículo em até 60 meses, mas inclui apenas novos e seminovos. Caso contrate o seguro pela Chevrolet, ele pode ser incluído nos valores do financiamento. A taxa de juros é de 15,5%.

Honda financiamento

Exige entrada de 30% a 60% do valor do bem, com parcelas fixas em até 36 meses. O site não apresenta a taxa de juros.

Pan financiamento

Permite financiar 100% do veículo e pagar em até 60 meses. Há uma carência de até 45 dias para pagar a primeira parcela. Ainda pode ser contratado o seguro prestamista para quitar as prestações, em caso de algum imprevisto.

O que observar antes de contratar um financiamento?

Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode escolher essa alternativa. No entanto, é exigido ter um bom histórico de crédito e não estar com o nome na lista de devedores.

Apesar da facilidade, é preciso observar alguns detalhes para evitar imprevistos. Lembre-se de que, quando não for bem gerenciado, o financiamento pode levar ao endividamento. Ao tomar alguns cuidados, você evita entrar nessa estatística. Acompanhe o que avaliar.

Simulador de financiamento: como usar?

O simulador pode variar de acordo com a instituição financeira. De modo geral, você deve entrar no site e preencher os dados solicitados, como renda, valor aproximado do bem e quanto dará de entrada.

A partir disso, será feito o cálculo, de acordo com a categoria em que você se encaixar. O resultado será apresentado com a cobrança aproximada das parcelas. Observe que cada instituição financeira tem condições diferentes. Portanto, para comparar, é preciso usar diferentes simuladores.

Quais os riscos de um financiamento?

Sempre que você contratar um financiamento, deve observar a taxa de juros embutida nas parcelas. A sua escolha deve considerar esse aspecto. Além disso, veja se as prestações cabem no seu orçamento. Caso contrário, a chance de se endividar é maior.

Outro risco é relativo aos golpes e cobranças indevidas ou abusivas. O ideal é contratar uma empresa reconhecida, pesquisar sobre ela na internet — inclusive, nos sites como o Reclame Aqui — e nunca pagar um valor antecipado. Caso isso seja cobrado, desconfie!

Quais cuidados tomar antes de contratar um financiamento?

Avalie sempre as condições oferecidas pela instituição financeira. Se for um financiamento imobiliário pela construtora, observe os detalhes também. Leia todo o contrato com atenção para descobrir possíveis taxas ocultas. Mais do que isso, é importante saber a diferença entre Custo Efetivo Total (CET) e taxa de juros.

Custo Efetivo Total

Abrange todas as cobranças feitas no financiamento, como encargos, taxas, tributos e despesas. Por isso, o recomendado é sempre atentar ao CET, já que esse é o percentual que você efetivamente vai pagar.

Taxa de juros

É apenas uma das cobranças realizada no CET. Apesar de influenciar na soma, é comum haver uma instituição com taxa de juros mais cara e CET mais barato. Nesse caso, é ela qu você deve escolher.

Como calcular a parcela de um financiamento?

O simulador é uma das maneiras mais precisas de saber como ficará o seu financiamento. No entanto, você pode fazer as contas em casa. Entenda como!

Como funcionam os cálculos de um financiamento

No caso do financiamento de veículos, é considerado apenas o CET e aplicado como juros compostos. Isso significa que juros são aplicados sobre juros. É sempre assim.

No financiamento imobiliário, é diferente. Aqui, você deve considerar o sistema de amortização, porque ele define quando o saldo devedor da dívida é quitado. Por isso, é importante conhecer as duas partes que compõem a prestação:

  • amortização, ou seja, refere-se ao preço do bem;
  • taxas e/ou juros.

A partir disso, veja as condições.

Tabela PRICE

É caracterizada por ter um valor de prestação constante ao longo de todo o período. Ao longo do período, a amortização aumenta e os juros diminuem. Veja um exemplo de R$ 1.000 em 10 vezes com 1% de juros.

Número da prestaçãoValor da parcelaJurosAmortizaçãoSaldo devedor
0R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00R$ 1.000,00
1R$ 105,58R$ 10,00R$ 95,58R$ 904,42
2R$ 105,58R$ 9,04R$ 96,54R$ 807,88
3R$ 105,58R$ 8,08R$ 97,50R$ 710,38
4R$ 105,58R$ 7,10R$ 98,48R$ 611,90
5R$ 105,58R$ 6,12R$ 99,46R$ 512,44
6R$ 105,58R$ 5,12R$ 100,46R$ 411,98
7R$ 105,58R$ 4,12R$ 101,46R$ 310,52
8R$ 105,58R$ 3,11R$ 102,48R$ 208,04
9R$ 105,58R$ 2,08R$ 103,50R$ 104,54
10R$ 105,58R$ 1,05R$ 104,54R$ 0,00
TotalR$ 1.055,82R$ 55,82R$ 1.000,00R$ 0,00

Sistema de Amortização Constante

É um modelo em que a parcela é maior no começo e diminui com o passar do tempo. Isso acontece porque os juros são aplicados sobre o saldo devedor restante. Veja a tabela abaixo para entender a comparação.

Número da prestaçãoValor da parcelaJurosAmortizaçãoSaldo devedor
0R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00R$ 1.000,00
1R$ 100,83R$ 0,83R$ 100,00R$ 900,00
2R$ 100,75R$ 0,75R$ 100,00R$ 800,00
3R$ 100,66R$ 0,66R$ 100,00R$ 700,00
4R$ 100,58R$ 0,58R$ 100,00R$ 600,00
5R$ 100,50R$ 0,50R$ 100,00R$ 500,00
6R$ 100,41R$ 0,41R$ 100,00R$ 400,00
7R$ 100,33R$ 0,33R$ 100,00R$ 300,00
8R$ 100,25R$ 0,25R$ 100,00R$ 200,00
9R$ 100,17R$ 0,17R$ 100,00R$ 100,00
10R$ 100,08R$ 0,08R$ 100,00R$ 0,00
TotalR$ 1.004,56R$ 4,56R$ 1.000,00R$ 0,00

Sistema de Amortização Misto

Aqui, há uma combinação dos dois modelos anteriores. As parcelas são criadas a partir da soma do sistema SAC e tabela Price. O resultado é dividido por 2. Assim, a prestação também é mais alta no começo e reduz com o tempo. Veja como fica com o mesmo exemplo.

Número da prestaçãoValor da parcelaJurosAmortizaçãoSaldo devedor
0R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00R$ 1.000,00
1R$ 97,79R$ 10,00R$ 107,79R$ 902,21
2R$ 98,27R$ 9,02R$ 107,29R$ 803,94
3R$ 98,75R$ 8,04R$ 106,79R$ 705,19
4R$ 99,24R$ 7,05R$ 106,29R$ 605,95
5R$ 99,73R$ 6,06R$ 105,79R$ 506,22
6R$ 100,23R$ 5,06R$ 105,29R$ 405,99
7R$ 100,73R$ 4,06R$ 104,79R$ 305,26
8R$ 101,24R$ 3,05R$ 104,29R$ 204,02
9R$ 101,75R$ 2,04R$ 103,79R$ 102,27
10R$ 102,27R$ 1,02R$ 103,29R$ 0,00

Com esses exemplos, ficou mais claro entender, certo?

Dúvidas frequentes

Como consultar um financiamento?

Você pode fazer a consulta antecipada pelo simulador. Apesar de não ser 100% preciso, oferece uma boa dica do que será cobrado. Enquanto estiver em andamento, o processo pode ser realizado direto com a instituição financeira. A maioria oferec o acompanhamento pela internet.

Qual o banco que mais aprova financiamento?

Não existe um banco específico. O que mais conta é o seu histórico de pagamentos. Por isso, é preciso ter um bom score, ou seja, uma pontuação elevada com os órgãos de proteção ao crédito. Isso faz a chance de aprovação aumentar e melhora a taxa de juros cobrada.

Qual a taxa de juros do financiamento de veículos?

Qualquer tipo de financiamento tem uma taxa média. No entanto, cada instituição financeira cobra a sua alíquota, de acordo com a sua realidade e suas condições financeiras.

Como simular um financiamento de um veículo?

Basta acessar o site da instituição financeira e usar o simulador disponível. É importante fazer o processo em cada uma delas para comparar de forma mais precisa.

Agora você entendeu como os financiamentos funcionam e como escolher o melhor, certo? Então, é só usar as dicas apresentadas no conteúdo para selecionar a alternativa mais adequada para a sua realidade.

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