Taxa média de juros fica em 19,9% ao ano; entenda

A taxa média de juros mostra se a contratação de crédito ficou mais cara ou barata. Veja os resultados de junho/21.

Fabiola Thibes
Fabíola Thibes

O Banco Central divulgou hoje (28) a taxa média de juros do crédito livre. Em junho de 2021, o índice ficou estável, fechando em 19,9% ao ano. Em comparação com o mesmo mês de 2020, o resultado ficou igual. No entanto, no acumulado de 12 meses, houve aumento de 0,4 ponto percentual.

A taxa média de juros é um cálculo que considera o valor de todas as taxas cobradas em operações de crédito do mercado. Por isso, é usada como base na definição de possíveis abusos de cobrança.

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Na prática, você pode compará-la ao percentual cobrado por uma instituição financeira. Assim, saberá identificar se vale a pena contratar o empréstimo. Vale a pena mencionar que o crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para negociar. Com isso, as taxas de juros podem variar.

Taxa média de juros para pessoa física

A taxa média de juros para pessoa física ficou em 39,9% ao ano. Esse é o índice praticado no crédito livre. O percentual foi igual ao registrado em maio de 2021. Na comparação anual, houve uma redução de 1,5 ponto percentual. Ou seja, a contratação de empréstimos ficou um pouco mais barata.

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Ainda foram anunciados outros resultados. Veja como ficaram as taxas médias de juros de:

  • cheque especial: alta de 2,7 pontos percentuais, ficando em 125,6% ao ano;
  • rotativo do cartão de crédito: diminuíram 2,2 pontos percentuais e ficaram em 327,5% ao ano;
  • parcelamento de fatura do cartão de crédito: reduziu 0,3 ponto percentual, fechando em 14,1% ao ano;
  • crédito pessoal consignado: diminuiu 0,2 ponto percentual e ficou em 18,7% ao ano;
  • empréstimos não consignados: queda de 0,7 ponto percentual, com taxa de 82,4% ao ano.

Aqui, é importante destacar que o usuário entra no rotativo do cartão de crédito quando deixa de pagar o valor total da fatura. Depois de 30 dias, é preciso renegociar o valor ou pagá-lo integralmente. Por sua vez, o parcelamento da fatura é quando já é feita a renegociação antes mesmo de pagar qualquer valor.

No caso dos empréstimos, a diferença é que o não consignado tem menor nível de garantias. Enquanto isso, o consignado implica desconto em folha de pagamento. Portanto, a taxa média de juros é menor.

Taxa média de juros para empresas

No caso do crédito voltado para o corporativo, a taxa livre ficou em 14,5% ao ano. A variação foi negativa de 0,1 ponto percentual, quando comparado a maio de 2021.

Em relação ao acumulado de 12 meses, aconteceu o contrário. Foi registrada uma elevação de 1,5 ponto percentual. Portanto, os juros ficaram mais caros.

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Crédito direcionado

As taxas médias de juros dessa modalidade fechou em 6,8% ao ano em junho. Esse índice é para pessoas físicas e apresentou alta de 0,1 ponto percentual.

Para empresas, houve queda de 0,3 ponto percentual. O resultado foi de 7,2% ao ano.

O crédito direcionado é diferente do livre e tem regras específicas. Elas são definidas pelo governo e o valor deve ser destinado aos setores rural, habitacional, microcrédito e de infraestrutura.

Inadimplência dos brasileiros

O mesmo levantamento do Banco Central também anunciou o índice de inadimplência dos brasileiros. Foram consideradas somente as dívidas atrasadas há mais de 90 dias.

Para as famílias, o nível de inadimplência ficou em 4% no crédito livre. Isso representou uma redução de 0,1 ponto percentual. Para as empresas, ficou em 1,6%.

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O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou que esses são os menores níveis da história.

Endividamento dos brasileiros

No que se refere ao nível de endividamento, o índice atingiu 58,5% em abril de 2021. Esse índice é recorde na série histórica, que começou em janeiro de 2005. Quando descontado o financiamento imobiliário, o resultado fechou em 36%.

O endividamento sinaliza as famílias com dívidas em aberto, mesmo que elas estejam sendo pagas em dia. Portanto, esse resultado indica aumento na concessão de empréstimos.

Também foi avaliado o nível de comprometimento da renda. Nesse caso, o índice foi de 30,5%. Esse resultado mostra a relação entre o valor médio de pagamento das dívidas e a remuneração média do período.

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Total de empréstimos concedidos

Em junho, o estoque de crédito concedido por instituições financeiras ficou em R$ 4,213 trilhões. Houve uma alta de 0,9%, quando comparado a maio. Na relação anual, o aumento foi de 16,3%.

Esse saldo de crédito foi equivalente a 52,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Ou seja, representou mais da metade de todos os bens e serviços produzidos no Brasil.

Se considerar o crédito ampliado do setor não financeiro, houve aumento de 1,1% no mês e de 13,9% nos 12 meses anteriores. O montante chegou a R$ 12,548 trilhões para o crédito disponibilizado a famílias, empresas e governos independente da fonte.

Todos esses dados demonstram um crescimento de empréstimos e financiamentos no mercado doméstico. Isso se reflete na taxa média de juros no mercado e interfere na contratação de crédito por pessoas físicas e jurídicas.

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