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Inflação nos contratos de aluguel tem alta, pressionando contratos

Isabella Proença
Isabella Proença
casa em miniatura, moedas e calculadora, representando inflação nos contratos de aluguel

A inflação nos contratos de aluguel deve fechar 2020 com variação até cinco vezes maior do que o índice usado como parâmetro para reajustes salariais.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indexador usado para a inflação nos contratos de aluguel de imóveis, deve fechar 2020 com variação até cinco vezes maior do que o índice que normalmente é utilizado como parâmetro para reajustes salariais.

Nos últimos doze meses — encerrados no mês de agosto — a alta do indexador foi de 13,02% e a previsão é que suba para 15,28% até o mês de dezembro.

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Por outro lado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve ficar em 2,45%.

Caso essas projeções se confirmem, um contrato de R$ 4 mil poderá chegar a R$ 4.611,20 se não houver uma renegociação entre proprietário e inquilino.

Cálculo da inflação nos contratos de aluguel

Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M bate o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também com folga. Em doze meses, o indicador usado na medição da inflação oficial do Brasil está em 2,44%.

A diferença expressiva se deve à metodologia de cálculo dos índices. “A primeira grande diferença é que o IGP-M não é um índice ‘construído’, mas sim a média ponderada de três outros índices”, explica o coordenador do IPCA da FGV, o economista André Braz ao Istoé Dinheiro.

O primeiro elemento do IGP-M está relacionado aos preços para produtores no atacado, com peso de 60%. Já os preços para consumidores no varejo têm peso de 30%. Por fim, na Construção Civil, o peso é de 10%.

A atual pressão se encontra, justamente, no atacado. A chamada “inflação da porta da fábrica” pelos economistas.

Os preços de diversas commodities aumentaram devido a pandemia. Em meio a isso, há também uma maior demanda vinda de fora. Somente no mês de agosto, a soja em grão aumentou 7%.

“A economia global puxa a demanda por commodities para cima e, por consequência, toda a cadeia de derivados”, afirma André Braz.

“A desvalorização cambial (alta do dólar) também tem pesado bastante. Ela foi de 30% nos últimos 12 meses e ganhou mais fôlego durante a pandemia”, completa o economista.

Já o IPCA é calculado com base numa ampla base de preços ao consumidor. Se por um lado o preço do arroz ficou mais alto, por outro há queda de custos em serviços como hotelaria e passagens aéreas, por exemplo.

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