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Já passou pela sua cabeça comprar carro sem entrada? Pode parecer impossível, mas existem algumas alternativas para alcançar esse objetivo.
O problema é que também há dificuldades. O que fazer? É preciso colocar os prós e os contras na ponta do lápis e definir o que é melhor para você.
Para ajudar nessa empreitada, neste post apresentamos como financiar carro sem entrada e se vale a pena fazer esse procedimento. Confira:
- Como funciona o financiamento sem entrada?
- Quem pode fazer o financiamento de carro sem entrada?
- Quais são as desvantagens de comprar carro sem entrada?
- Afinal, vale a pena financiar carro sem entrada?
- Compare as melhores opções para comprar carro sem entrada
- Alternativas ao financiamento de veículo
- Conclusão
Como funciona o financiamento sem entrada?
O financiamento sem entrada é uma linha de crédito ofertada para a compra de carros, casas e pagamento de serviços, por exemplo, cursos universitários. Ele funciona de maneira igual ao financiamento comum. No entanto, existem algumas diferenças, como na cobrança de juros.
Para ter acesso a ele, é preciso contar com o Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Quando você compra um carro sem entrada, deixa de oferecer esse valor como sinal para fechar o negócio.
É claro que, para concretizar a ideia, a instituição financeira deve oferecer essa possibilidade. Caso contrário, você deve pagar a entrada ou sai sem comprar o carro.
Quem pode fazer o financiamento de carro sem entrada?
Toda linha de crédito exige uma análise da sua reputação financeira. A instituição verificará todas as suas informações para ver o risco que corre. A partir disso, libera ou recusa a compra do carro sem entrada.
Nesse processo, a análise de crédito é um pouco mais rigorosa. Por isso, são avaliadas as suas condições financeiras. Além disso, também é considerado:
- nível de comprometimento da renda;
- score de crédito nos órgãos de proteção, como Serasa Experian;
- relacionamento com as instituições financeiras, que incluem o pagamento das contas no prazo.
Em relação ao score de crédito, existe uma pontuação a ser analisada. Você pode se enquadrar em 4 categorias:
- até 399 pontos: apresenta risco alto de inadimplência. Por isso, dificilmente você vai comprar carro sem entrada;
- entre 400 e 599 pontos: oferece médio risco de inadimplência. Ainda é pouco provável que você terá acesso ao financiamento sem entrada, mas já pode contratar cartões de crédito e outros serviços financeiros;
- entre 600 e 799 pontos: indica baixo risco de inadimplência. É um nível considerado bom e que permite ter acesso a várias opções de financiamento;
- mais de 800 pontos: sinaliza risco baixíssimo de inadimplência. É a melhor opção para conseguir a compra do carro sem entrada.
Para resumir, quem tem acesso a essa modalidade precisa cumprir três exigências:
- ter nome limpo no mercado;
- manter um score de crédito elevado;
- apresentar renda compatível com a aquisição.
Lembre-se: o custo não é só das parcelas
Quais são as desvantagens de comprar carro sem entrada?
É claro que os bancos podem oferecer a possibilidade de financiar carro sem entrada. Mas também é óbvio que existem contrapartidas.
Elas consistem nas desvantagens de comprar um automóvel sem entrada. Veja as principais.
Taxas de juros mais altas
No mercado financeiro, a regra é: quanto menor o valor da entrada, mais elevados são os juros cobrados. O motivo para essa decisão é o risco de inadimplência corrido pela instituição.
Quando você deixa de pagar a entrada, o banco entende que essa é uma operação mais perigosa. Por isso, cobra juros maiores para compensar possíveis perdas.
Isso acontece mesmo se você tiver um score alto. O que vai determinar é o seu perfil de consumo e relacionamento com as instituições financeiras.
Parcelas mais caras
Você terá que pagar o carro no mesmo prazo. Por isso, as parcelas são mais altas quando não há oferta de entrada. Além disso, a própria taxa de juros leva ao aumento dos valores mensais.
Em outras palavras, a quantia financiada é mais alta e você precisa dar conta de quitar as prestações. Como resultado, o total pago também é maior devido aos juros compostos.
Na prática, o que acontece é o seguinte: a taxa de juros é aplicada sobre o valor total a cada mês. É a ideia do “juros sobre juros”.
Ainda existe o pagamento das despesas iniciais
Mesmo ao financiar um carro sem entrada, você terá outros custos iniciais. Afinal, não é só tirar da concessionária e sair andando.
Nesse processo, é preciso considerar várias despesas. Entre elas estão:
- vistoria: garante que o veículo usado ou seminovo está em bom estado;
- transferência: consiste em tirar do nome do vendedor e passar para o seu, o comprador;
- emplacamento: é específico para veículos novos, a fim de regularizar conforme o Detran determina;
- seguro: é fundamental para evitar problemas com possíveis imprevistos, como acidentes, intempéries etc.;
- DPVAT: é o seguro obrigatório pelo governo federal. Deve ser pago todos os anos;
- licenciamento: serve para regularizar o automóvel e fornecer o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). É pago anualmente;
- IPVA: é o tributo específico dos carros e também tem quitação anual.
Compare as melhores opções para comprar carro sem entrada
Rodobens
A Rodobens é uma das maiores empresas de crédito automotivo do Brasil, com atendimento em concessionárias e bancos parceiros. Trabalha com financiamento de veículos novos e usados.
| ✦ Entrada de 0% a 90% (conforme análise de crédito) |
| ✦ Carência de até 180 dias (sujeita à análise e aprovação de crédito) |
| ✦ Prazo de até 60 meses para pagamento |
| ✦ Taxas pré-fixadas |
| ✦ Parcelas fixas mensais |
Saiba mais lendo nosso conteúdo completo da Rodobens ou acessando o site!
Creditas
A Creditas oferece financiamento de veículos com possibilidade de financiar até 100% do valor. O processo é digital e a simulação pode ser feita pelo site ou aplicativo.
| ✦ Taxas a partir de 1,49% ao mês |
| ✦ Experiência 100% digital: simulação, análise de crédito e assinatura online |
| ✦ Mais de 3.000 correspondentes bancários disponíveis |
Saiba mais acessando o site da Creditas!
Financiamento de veículos Banco do Brasil
O Banco do Brasil permite financiar até 100% do valor do veículo com prazos de até 72 meses. O processo pode ser iniciado pelo aplicativo BB, da simulação até a assinatura do contrato.
| ✦ Até 6 meses para começar a pagar |
| ✦ Crédito para 100% do valor do veículo |
| ✦ Escolha entre 1 ou 2 meses do ano para não pagar a parcela |
| ✦ Híbridos e elétricos com taxas especiais |
| ✦ Prazo de até 72 meses, com carência para começar a pagar |
Saiba mais acessando o site do Banco do Brasil!
Ao avaliar todos esses critérios, veja o que é melhor para você. Se for necessário, faça um orçamento de financiamento com e sem entrada, de um consórcio, de um leasing e do pagamento à vista do automóvel.
Em todos os casos — exceto na modalidade à vista —, pergunte sobre o Custo Efetivo Total (CET) a ser pago. Ele traz a taxa de juros acrescida dos encargos. No consórcio, considera todas as taxas cobradas, já que não há cobrança de juros.
Essa é a melhor maneira de avaliar as opções, compará-las e decidir qual é a melhor para você.
Afinal, vale a pena financiar carro sem entrada?
Diante dos prós e dos contras de cada opção, responder a essa pergunta depende do que você prefere. Vários fatores devem ser considerados antes de tomar essa decisão.
Caso contrário, a chance de seu planejamento financeiro dar errado é grande. Para facilitar, listamos algumas dicas. Confira!
Analise seu orçamento pessoal
O pagamento de um carro pode levar até 5 anos. Por isso, é importante analisar as suas finanças pessoais no longo prazo.
Veja quanto você ganha hoje, quais são seus gastos ao longo do mês e quanto ficará com o pagamento das parcelas.
Avalie, ainda, se tem uma reserva de emergência e de quanto ela é. Ela é indispensável para garantir a quitação das prestações restantes e evitar a inadimplência.
Considere todos os custos antes de financiar
Ao comprar um carro, você deve pensar em todos os gastos que terá com o veículo. Mais do que as despesas iniciais, já citadas, também existirão outras. As principais são:
- seguro: apesar de já citado, é bom reforçar, já que precisa ser renovado todos os anos. Seu valor muda de acordo com o ano e modelo do veículo, além de outros fatores, como idade do motorista principal, se é homem ou mulher, onde o carro ficará estacionado no dia a dia, etc.;
- manutenção: especialmente usados e seminovos precisam de melhorias na mecânica com certa frequência. Ainda que o automóvel seja bom e robusto, há o desgaste natural das peças.
- combustível: para andar com o carro, é preciso abastecê-lo. Com o aumento do preço dos combustíveis, fica mais caro sair de casa. Além do mais, é preciso considerar quantos quilômetros por litro são feitos pelo automóvel. Dessa maneira, você economiza mais.
Em resumo, todos esses itens encarecem o dia a dia de um automóvel. Ao comprar carro sem entrada, você tem que pagar todos esses valores e ainda as prestações mais altas. Tudo isso pode pesar no seu orçamento pessoal.
Alternativas ao financiamento de veículo
Além do financiamento sem entrada, existem mais alternativas para comprar um carro dessa forma. As duas principais são as que apresentamos a seguir.
1. Leasing
A primeira é o leasing sem entrada. Nessa modalidade, você paga parcelas mais baixas pelo automóvel, o que se torna um grande atrativo em comparação com o financiamento.
Por outro lado, o cadastro na instituição financeira é burocrático. Você ainda se mantém preso até o fim do pagamento e, até lá, não é dono do veículo. Somente depois de quitar todas as prestações é que você tem a chance de comprá-lo, efetivamente. Outra opção é trocar por um modelo mais novo.
2. Consórcio
Já o consórcio é a segunda alternativa. Nesse modelo, você participa de um grupo e escolhe uma cota. Ela está atrelada a determinado modelo e marca de veículo, mas é possível escolher outro quando chegar a hora da aquisição.
Basicamente, você paga as parcelas ao longo do tempo. Ainda participa de sorteios mensais, que definem quem tem direito à carta de crédito.
Esse é o documento que garante a compra do automóvel. Além do sorteio, você tem acesso a ele depois de quitar todas as parcelas ou ao fazer um lance. A parte ruim é que, até ter acesso à carta de crédito, você fica sem o carro. Ou seja, paga por um bem que não pode usufruir no momento.
3. Carro por assinatura
O carro por assinatura é uma modalidade crescente no mercado. Você paga uma mensalidade fixa que inclui o uso do veículo, seguro, documentação, manutenção preventiva e, em alguns casos, troca de pneus. Não há entrada e não há juros.
A diferença essencial em relação ao financiamento é que, ao final do contrato, o carro não passa para seu nome, você não se torna proprietário. É uma solução de mobilidade, não de aquisição.
Pelas explicações, fica claro que o financiamento sem entrada é a melhor opção, certo? Por isso, essa é a alternativa que continuaremos focando neste artigo.
Conclusão
Com todas essas informações, você acha que vale a pena financiar carro sem entrada? Essa resposta depende diretamente da sua análise. De toda forma, lembre-se de o financiamento sem entrada pode, sim, valer a pena. Ela apenas exige um bom planejamento financeiro.
Antes mesmo de contratá-lo, é preciso garantir que os custos elevados não vão comprometer o seu orçamento mensal. Se você tiver esse cuidado, já pode optar por essa modalidade.
Agora, se preferir pagar menos, tenha em mente que o melhor é oferecer uma entrada de, pelo menos, 30%. Contudo, a opção mais barata ainda é o pagamento à vista.
Desse modo, você já tem como decidir se quer comprar carro sem entrada. É só fazer as contas e ver as opções disponíveis. Então, que tal encontrar a melhor alternativa?
Perguntas frequentes
- Financiar 100% do carro prejudica meu score?
A contratação de um financiamento pode gerar uma pequena redução momentânea no score devido à consulta de crédito e ao aumento da dívida registrada. Com pagamentos em dia, o score tende a se recuperar e melhorar ao longo do contrato.
- Posso financiar carro sem entrada com score baixo?
É mais difícil, mas não impossível. Com score abaixo de 400, as taxas de juros tendem a ser significativamente mais altas (acima de 2,5% ao mês) e a exigência de comprovação de renda é mais rigorosa. Em alguns casos, a instituição pode solicitar um avalista ou coavaliador.
- Quais documentos são necessários?
Em geral: RG ou CNH, CPF, comprovante de renda dos últimos 3 meses (holerites, extratos ou declaração de IR para autônomos) e comprovante de residência atualizado. Autônomos podem precisar de documentos adicionais como declaração de IR ou extrato bancário de 6 meses.
- Financiar sem entrada ou guardar para a entrada: o que é melhor?
Se você consegue guardar a entrada em até 6 meses sem comprometer sua reserva de emergência, geralmente vale a pena esperar — a economia em juros é significativa. Se o carro é necessário agora por razões profissionais ou de segurança, o financiamento sem entrada pode ser a decisão mais racional, desde que as parcelas caibam no orçamento.


