Startup: saiba o que é e como funcionam esses modelos de negócios disruptivos

O que empresas como Google, Netflix e Uber têm em comum?

Além de negócios de grande relevância e consolidados no mercado, essas empresas surgiram da mesma forma: como startups.

As startups começaram a surgir na década de 1990, a partir de ideias inovadoras para mudar a economia em um contexto em que a internet começava a aparecer para tornar tudo novo.

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Desde então, esse modelo de negócio disruptivo tem ganhado mercado, com startups crescendo em escala impressionante e novas pequenas empresas surgindo a cada dia.

Mas, você sabe o que é startup? Sabe o que caracteriza esse modelo de negócio e como ele funciona?

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Neste artigo, vamos explicar um pouco mais sobre o conceito e falar sobre a importância das startups, além dos principais passos para criar ou investir nesse modelo de negócio.

Confira!

O que é startup?

Startup é uma palavra proveniente do inglês que significa “começar”, “colocar em funcionamento”.

Esses modelos de negócio começaram em uma época conhecida como “bolha da internet”, entre 1996 e 2001. 

Naquele momento, foi formada uma bolha especulativa caracterizada pela alta das ações das novas empresas de tecnologia da informação e comunicação, criando uma onda de empresas nascidas na internet.

Porém, startups não são apenas empresas da internet, ainda que esse seja um meio bastante comum e mais barato para hospedagem e expansão dos negócios.

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Startups são negócios essencialmente inovadores, que buscam novas formas de atender e prestar serviços, quebrando as normas do tradicional.

Características de uma startup

Além de uma boa ideia, os negócios precisam de algumas características para serem considerados startups.

A definição mais aceita pela maioria dos especialistas e investidores é que startups são modelos de negócios escaláveis, flexíveis e que atuam em um cenário de incertezas.

As principais características de uma startup são:

Inovação

Inovação é a palavra-chave de qualquer startup. 

Significa a capacidade de propor soluções criativas, únicas e fora do padrão para determinado problema, ou mesmo a sensibilidade para perceber problemas que ainda não tinham solução.

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Startups precisam ter como objetivo revolucionar o mercado — ou mesmo criar novos mercados.

Escalabilidade e repetitividade

A sustentabilidade de uma startup depende da escalabilidade e da repetitividade dela.

Essas características dizem respeito à capacidade da empresa de entregar produtos e serviços em uma escala infinita e de crescer também de forma infinita sem que seja necessário mudar o modelo.

Por exemplo, uma locadora de vídeos tinha um limite de DVDs para serem alugados. 

A Netlix, por utilizar do modelo de streaming, pode oferecer serviços a uma quantidade quase infinita de usuários ao mesmo tempo, sem precisar mudar seu modelo de negócio.

Isso é ser escalável e repetível.

Flexibilidade

Startups devem ser, acima de tudo, flexíveis, já que precisam se adaptar com novas ideias caso a anterior não dê certo.

Toda startup deve ter a capacidade de organizar processos de forma dinâmica, tomar decisões com rapidez, testar possibilidades, se adequar à demanda do mercado e buscar constante melhora.

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Cenário de incertezas

Como trabalham com ideias nunca antes aplicadas, não existe uma receita de bolo para o sucesso.

Isso significa que startups estão sempre dentro de um cenário de incertezas, sendo o caminho do empresário que decide se aventurar nesse tipo de modelo de negócio cheio de passos incertos.

Um dos maiores desafios é, portanto, se manter viva enquanto o lucro não começa a chegar.

Como funcionam startups?

Por serem disruptivas, startups quebram o modelo de trabalho tradicional, atuando da forma que seja mais efetiva, com mais foco em resultados.

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Nesse momento de pandemia, por exemplo, muitas startups saíram na frente no modelo de home office, por já investirem antes em inovação e tecnologia.

Um empreendedor de startups deve ter sempre em mente as características desse modelo de negócio e buscar investimentos, já que muitas startups morrem antes de trazer lucros por falta de fundos.

Quais os tipos de startup?

É possível classificar as startups por meio de segmentos de atuação, como fintechs, healthtechs, edtechs, lawtechs e foodtechs, que são empresas de tecnologia voltadas para finanças, saúde, educação, direito e alimentação, respectivamente.

Outra forma de classificar as startups é pelo nicho em que atuam, ou para quem prestam serviços.

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Assim, se classificam:

  • B2B (Business to Business): empresas que prestam serviços para outras empresas. Um exemplo são startups de registro de ponto eletrônico, que se tornaram muito procuradas durante a pandemia para ajudar empresas a controlar o banco de horas mesmo com funcionários em home office.
  • B2C (Business to Consumer): empresas que prestam serviços diretamente para o consumidor. A Uber é um bom exemplo disso.
  • B2B2C (Business to Business to Consumer): empresas que fazem negócios com outras empresas visando, com isso, um cliente final. Um exemplo desse tipo de startup é a Cielo, que oferece maquininhas de cartão para estabelecimentos atenderem clientes.

Por que startups são importantes?

Pensando em modelos inovadores de fazer negócio, as startups estão mudando a forma como as pessoas vivem e a economia como um todo.

Há alguns anos, quem imaginaria poder pedir uma corrida de táxi com tanta facilidade ou pedir comida delivery com apenas alguns cliques?

As startups incentivam mudanças que fazem parte da nova economia, que cria novas profissões e faz com que outras se tornem obsoletas.

Startups são, por assim dizer, o futuro.

Como criar uma startup?

Como qualquer empresa, criar uma startup não é uma tarefa fácil, principalmente levando em consideração os riscos inerentes a esse tipo de negócio.

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O primeiro passo para quem quer criar uma startup é ter uma boa ideia, uma ideia inovadora.

O empreendedor deve identificar no mercado uma “dor” ou uma oportunidade que ainda não foi aproveitada e traçar soluções diferentes.

Então, é importante testar a ideia com alguns primeiros usuários, alinhando expectativas e corrigindo erros.

Parte importante também é buscar parceiros ou sócios, sobretudo em um contexto em que o investimento inicial seja um problema por falta de recursos financeiros.

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Quem quer criar uma startup deve, por fim, captar recursos. Existem diversas incubadoras e aceleradoras que podem ajudar a colocar seu negócio para frente.

Tendo tudo isso, é trabalho.

Startups são modelos de negócio que podem demorar um pouco para darem lucros, mas, desde que a ideia seja boa e conte com as características necessárias, a empresa pode se tornar bastante rentável.

Principais aceleradoras de startups

Aceleradoras de startups são empresas ou organizações que financiam startups, basicamente “compram a ideia”.

Elas geralmente dão preferência a negócios com alto potencial de crescimento.

Para ajudar que as startups cresçam, elas fornecem estrutura, investimento e orientação voltada para o mercado, geralmente cobrando participação na startup acelerada.

Algumas das principais aceleradoras de startups do mercado são a ACE, Artemisia, CESAR.Labs, Liga Ventures, WOW, Seed e Inova.

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Cada aceleradora tem preferências quanto ao tipo de startup e oferece investimentos diferentes.

É importante se informar sobre cada programa para descobrir qual mais se encaixa com sua ideia.

Como investir em startup?

Existem várias formas de investir em startups: com seu próprio dinheiro, ingressando em aceleradoras e incubadoras, como investidor anjo.

Conheça as principais formas:

Bootstrapping

Ocorre quando o empreendedor (ou grupo de empreendedores) investe dinheiro do próprio bolso para fazer sua própria empresa.

A maioria das startups começa dessa forma até conseguir investimento maior.

Capital semente

Voltada para empresas que já começaram, mas ainda não são tão grandes.

Investidores de capital semente ajudam principalmente na capacitação gerencial e financeira do negócio.

Investimento-anjo

É feito por pessoas físicas que investem capital próprio em empresas nascentes em que veem potencial de crescimento.

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Esse investidor, para além do financeiro, ajuda o empreendedor com conhecimentos, experiência e rede de relacionamento.

Aceleradoras

São empresas ou organizações que abrem processos para procura de startups.

As aceleradoras apoiam a startup financeiramente, com consultoria e treinamento.

Recebem em troca uma participação acionária. 

Incubadoras

Funcionam de forma parecida com as aceleradoras, mas são voltadas para empresas que estão ainda em suas primeiras etapas.

Inclui ajuda com modelo de negócio, técnicas de apresentação, etc. 

Venture Capital

É uma forma de apoiar negócios por meio da compra de participação acionária na empresa.

Envolve risco, já que o investidor perde capital caso a empresa não vingue.

Venture Building

Essa forma de investimento mescla características de incubadoras, aceleradoras e venture capital.

Geralmente participam de forma expressiva na estrutura acionária da startup, chegando a até 80%. 

O que são startups unicórnios?

Unicórnio é aquilo que toda startup nasce querendo ser.

São empresas que passaram a valer US$ 1 bilhão (ou mais) antes de abrir seu capital em bolsas de valores, ou seja, antes de realizar o IPO (Initial Public Offering, Oferta Pública Inicial, em português).

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A principal característica desse tipo de empresa é ter pensado primeiro em algum tipo de negócio inovador.

Conforme a CBInsights, existem no mundo 475 startups unicórnios, que somam um total de US$ 1.418 bilhões.

Alguns exemplos dessas startups bem-sucedidas são a Netlix, a Google e a Uber.

Exemplos de startups de sucesso no Brasil

Várias startups brasileiras atingiram sucesso e relevância a nível mundial — algumas delas chegaram até a se tornarem unicórnios.

Veja alguns exemplos.

Arco

A empresa cearense de educação Arco é uma das primeiras startups brasileiras a chegar ao título de unicórnio. 

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Criada a partir de um conjunto de escolas de Fortaleza, a empresa oferece um sistema educacional com conteúdo, tecnologia e serviços para mais de 4.500 escolas, desde a educação infantil ao ensino médio.

Nubank

Criado em 2013, o Nubank se estabeleceu como pioneiro no segmento de serviços financeiros, atuando como operadora de cartão de crédito.

O diferencial encontrado pela startup foi oferecer serviços bancários sem cobrança de taxas, o que a fez atingir em janeiro deste ano a marca de 20 milhões de clientes.

A empresa também é uma das startups unicórnios brasileiras.

Loggi

Mais uma startup unicórnio brasileira, a Loggi é uma empresa de tecnologia, que através da plataforma conecta os clientes que precisam de uma entrega a um mensageiro disponível.

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A empresa funciona no modelo B2B2C, facilitando com que empresas prestem serviço de entregas e possibilitando que clientes possam acompanhar em um mapa por meio de GPS a localização de seu pacote.

iFood

Tudo começou em 2011, quando quatro sócios decidiram revolucionar o serviço de delivery de restaurantes.

A ideia era simples: cadastrar uma lista de restaurantes e possibilitar que clientes pudessem fazer de forma fácil o pedido por meio do aplicativo.

A iniciativa deu tão certo que hoje o iFood é mais uma das startups unicórnios brasileiras. 

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Mobills

Criada em 2014, a Mobills nasceu com objetivo de de auxiliar os brasileiros a terem uma vida financeira mais saudável. 

Com mais de sete milhões de downloads, o aplicativo realiza uma análise completa sobre ganhos e gastos em um layout visual com gráficos personalizados. 

Um outro braço de atuação da startup é focado em conteúdo sobre educação financeira, tendo como um dos produtos o Portal Mobills.

Saiba mais: livros sobre startup

Caso você queira se aprofundar ainda mais sobre startups, segue uma lista de livros que abordam a temática.

  • A Startup Enxuta – Eric Ries
  • 10 Mil Startups – Felipe Matos
  • De Zero A Um: O que Aprender Sobre Empreendedorismo com o Vale do Silício – Peter Thiel
  • Gestão do Amanhã – Sandro Magaldi e José Salibi Neto
  • Startup: Manual do empreendedor – Bob Dorf e Steve Blank
  • Criatividade S/A – Ed Catmull

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