Startups brasileiras captaram R$ 18,1 bilhões em 2020

Isabella Proença
Isabella Proença
jovens de Startups brasileiras
Houve um aumento de 17% nas captações das startups brasileiras entre 2019 e 2020, de acordo com levantamento da Inside Venture Capital Brasil.

Em 2020, as startups brasileiras captaram em torno de R$ 18,1 bilhões, o que representa uma alta de 17% em comparação ao volume de 2019, que foi de R$ 15,8 bilhões.

Os valores são parte da pesquisa Inside Venture Capital Brasil, realizada pelo hub de inovação Distrito e publicada pelo portal NeoFeed.

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Captação das startups brasileiras

De acordo a publicação, essa foi a maior cifra desde 2011, quando o levantamento teve início. O número de rodadas no ano também foi o mais alto da série, totalizando 469 aportes. 

A maioria dos investimentos (337) foi nos estágios seed, pré-seed e anjo. Somados, os acordos resultam em um total de US$ 172 milhões.

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As rodadas Series C lideraram o volume de recursos ao captar mais de US$ 800 milhões no período.

“Eu diria que 2020 foi o ano da resiliência e da consolidação do mercado de venture capital no Brasil. Muitos esperavam pelo pior. Mas a resposta de todo o ecossistema foi surpreendente”, afirmou o cofundador do Distrito, Gustavo Gierun, ao NeoFeed.

O ano foi liderado pelos 3 novos unicórnios do Brasil, a começar pela Loft, que, logo na primeira semana de 2020, recebeu um aporte de US$ 175 milhões.

Em setembro, a VTEX angariou um investimento de US$ 225 milhões. Já a Creditas, em meados de dezembro, recebeu US$ 255 milhões.

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A gestora mais atuante do ano foi a Bossa Nova, com 27 rodadas. Em seguida, ficaram Canary e Domo Invest, com 23 e 20 aportes, respectivamente. 

Setor financeiro

O setor financeiro foi o maior alvo de investimentos entre as startups brasileiras: foi levantado um total de US$ 1,7 bilhão em 90 acordos no ano.

Uma das startups foi a Neon, que captou US$ 300 milhões na rodada que a General Atlantic liderava.

Por outro lado, as healthtechs captaram US$ 104 milhões em 49 acordos, o segundo maior volume de aportes.

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Um deles foi o da Sami, que captou R$ 84 milhões junto a fundos como Valor Capital e Monashees, em outubro.

Startups brasileiras do Varejo

Em seguida veio o varejo veio, com 40 investimentos que resultaram em US$ 360 milhões.

Ademais, o segmento teve destaque na vertente de fusões e aquisições, com o total de 19 transações englobando retailtechs durante o período.

Nesse espaço, as redes varejistas se destacaram. O Magazine Luiza liderou o ranking entre as empresas de grande porte que adquiriram startups em no último ano, com 11 acordos em 2020.

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O maior deles foi no mês de dezembro, com a compra da Hub Fintech por R$ 290 milhões.

Fintechs e TI

Nas aquisições e fusões, as fintechs também ficaram na frente junto de Tecnologia da Informação, cada uma com 22 transações.

Entre os compradores do setor de tecnologia, a Locaweb se destaca por ter comprado 5 startups após levantar R$ 1,3 bilhão em seu IPO, em fevereiro.

Por fim, 2020 teve 163 fusões e aquisições envolvendo startups, representando um aumento de 154% sobre o volume de 2019.

Para conferir a publicação completa, clique aqui.

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