Pedidos de seguro-desemprego em 2020 crescem 1,9% e chegam a 6,8 mi

O número de pedidos de seguro-desemprego cresceu 1,9% em 2020 na comparação com 2019, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

O número de pedidos de seguro-desemprego cresceu 1,9% em 2020, de acordo com dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Com isso, foram 6.784.102 solicitações do benefício ao longo do ano, ante 6.655.945 de 2019.

Apesar disso, o mês de dezembro marcou o terceiro mês consecutivo de queda no número de pedidos. No total mensal, foram 425.691 solicitações, um número 4,6% menor que o de novembro.

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Além disso, foi o mês com menor número de pedidos em todo o ano e, ainda, 2% abaixo de dezembro de 2019 – período anterior à pandemia da Covid-19.

Trata-se de um número representativo, pois aponta o total de pessoas demitidas sem justa causa de empregos formais. É, dessa forma, um termômetro da situação da economia brasileira.

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Os pedidos de seguro-desemprego em 2020

O setor que mais registrou pedidos de seguro-desemprego foi o de serviços, que concentrou 41% do total. Da mesma forma, também foi o mais atingido pelos impactos causados pela crise da Covid-19.

Logo depois veio o comércio (26,6%), seguido da indústria (17,1%), da construção (9,4%) e, por fim, da agropecuária (4,9%).

Do total, a maior parte dos pedidos foi feito por homens (59,8%), ante 40,2% das mulheres.

Recuperação econômica

Além da queda nos pedidos de seguro-desemprego, o final de ano também foi marcado por uma reação do mercado de trabalho. Em novembro, de acordo com dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, foram abertos 414 mil novos postos de trabalho.

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O saldo de criação de empregos foi positivo de julho a novembro, enquanto janeiro e junho 1,2 milhões de vagas deixaram de existir. Ainda não há divulgação dos dados referentes ao mês de dezembro.

Por mais que a taxa de desemprego tenha caído, ainda está em níveis elevados. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, referentes ao trimestre encerrado em outubro, são 14,1 milhões de desocupados no Brasil, representando uma taxa de 14,3%.

Nos últimos dias, o Banco Mundial elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2021, indo de 2,2% para 3%. Da mesma forma, diminuiu a estimativa de retração para 2020 para 4,5%.

O seguro-desemprego e como solicitar

O seguro-desemprego é direito de todos os trabalhadores com carteira assinada que forem demitidos sem justa causa. A solicitação pode ser feita de 7 a 120 dias após a dispensa.

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O valor recebido pelo empregado varia conforme o salário dos últimos três meses anteriores à demissão. O valor máximo de cada parcela em 2020 foi de R$ 1.813,03 e o trabalhador pode receber de três a cinco prestações.

Para solicitar o seguro-desemprego, o trabalhador deve acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (disponível no Google Play e na Apple Store) ou no site do governo.

Com o pedido aprovado, o saque do seguro-desemprego poderá ocorrer por meio da Caixa Econômica Federal ou no banco de preferência do beneficiário, após pedido de transferência.

Em caso de dúvidas, procure o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita para qualquer telefone fixo de todo o Brasil.

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