Taxa de desemprego cai, mas atinge 14,1 milhões, afirma IBGE

Fabiola Thibes
Fabíola Thibes
fila de pessoas sentadas segurando a carteira de trabalho na mão, representando taxa de desemprego
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em outubro chegou a 14,3%. Apesar de menor, é um dos maiores índices no ano. Entenda.

O IBGE divulgou na última terça-feira, 29, os novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Segundo o levantamento, há 14,1 milhões de desocupados. Com isso, a taxa de desemprego ficou em 14,3% no trimestre encerrado em outubro.

A edição anterior da pesquisa mostrava nível de desemprego em 14,6%. Apesar disso, houve crescimento de 2,7 pontos percentuais, quando comparado ao mesmo período de 2019.

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Evolução da taxa de desemprego

Analistas consultados pela agência Reuters indicam que a projeção era de uma taxa de desemprego de 14,7%. Portanto, o resultado foi melhor do que o esperado.

Por outro lado, na comparação anual, houve alta significativa. O trimestre junho a agosto de 2019 apresentava um percentual de 11,8%.

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O menor índice foi entre outubro e dezembro de 2019, com 11%. Por sua vez, o mais elevado foi entre julho e setembro de 2020, com 14,6%.

A população ocupada chegou a 84,3 milhões de brasileiros, no trimestre finalizado em outubro. Esse número sinaliza uma alta de 2,8%, se comparado ao período anterior.

Como consequência, o nível de ocupação foi de 48%. Em relação ao mesmo período de 2019, o índice foi 6,9 pontos percentuais menor.

Outros dados

A pesquisa do IBGE ainda mostrou que a população subutilizada foi de 32,5 milhões. O número representa alta de 20% perante o mesmo trimestre de 2019.

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Esse grupo de brasileiros inclui desempregados, pessoas que trabalham poucas horas e aqueles que não procuram emprego.

Ao mesmo tempo, o contingente de desalentados atingiu 5,8 milhões. Aqui, estão incluídas as pessoas que desistiram de buscar trabalho.

Já a população na força de trabalho alcançou 98,4 milhões, enquanto os que estão fora somaram 77,2 milhões. O grupo inclui pessoas com idade para trabalhar (14 anos ou mais) e que estão empregadas ou procuram uma vaga.

O IBGE ainda apresentou que o rendimento médio real ficou em R$ 2.529, em estabilidade. Em comparação com 2019, foi registrado um crescimento de 5,8%.

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No desempenho por setores, 4 dos 10 setores analisados apresentaram crescimento no nível de ocupação. Eles são:

  • agricultura: 3,8%;
  • indústria: 3%;
  • construção: 10,7%;
  • comércio: 4,4%.

Nível de emprego formal e informal

Os trabalhadores com carteira assinada somaram 29,8 milhões. O resultado foi positivo e apresentou um aumento de 384 mil, na comparação com o trimestre anterior.

Ainda assim, houve queda em relação a 2019. O percentual de retração foi de 10,4%.

Os empregados do setor privado sem carteira assinada atingiram 9,5 milhões, uma alta de 9%. O crescimento se referiu a 779 mil pessoas.

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Na comparação anual, ficou 20,1% menor. Ou seja, foram 2,4 milhões de pessoas a menos nessa condição.

Aqueles que trabalham por conta própria tiveram um crescimento de 4,9%, com 22,5 milhões. O incremento foi de 1,1 milhão de pessoas em comparação com o trimestre anterior.

Na avaliação anual, houve uma queda de 8,1%, isto é, 2 milhões a menos. Segundo a analista de pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy, “dessa expansão da população ocupada de 2,3 milhões no total, 89% são de trabalhadores informais”.

Por fim, ela ainda ressalta que a diminuição da taxa de desemprego é puxada pelos informais. Os dois grupos que se destacam são os trabalhadores sem carteira assinada no setor privado e aqueles que atuam por conta própria sem CNPJ.

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