Executivos deixam empregos para criar gestoras de fundos multimercados e de ações próprias

Executivos de bancos como JPMorgan Chase, Credit Suisse e Itau Unibanco largaram empregos para criar gestoras de fundos multimercado próprias. Entenda.

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Lilian Calmon

Executivos de grandes bancos como JPMorgan Chase, Credit Suisse e Itaú Unibanco deixaram os empregos para criar gestoras de fundos multimercados (investimentos em renda fixa e renda variável) e de ações próprias. Isso porque estão sendo atraídos pela chance de mais independência e ganhos maiores.

“Você tem hoje tanto dinheiro à disposição das gestoras independentes que elas conseguem ter lucro super rápido, então elas têm muito dinheiro para pagar os gestores”, disse o sócio da XP Inc., Leon Goldberg, acrescentando que muitas delas estão tirando talentos dos bancos e uma da outra também.

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Com informações da Exame.

Veja as vantagens de trabalhar em gestoras de fundos multimercados independentes

Um gestor de fundo multimercado pode ganhar mais de R$ 25 milhões por ano no Brasil em uma empresa independente, enquanto um punhado de estrelas do mercado pode fazer até R$ 100 milhões em compensação total, segundo pessoas familiarizadas com a remuneração do setor. 

Enquanto isso, executivos de banco que chefiam uma gestora de recursos de terceiros ou a tesouraria raramente ganham mais de R$ 15 milhões por ano, afirmaram fontes à Bloomberg.

“Quando você é dono de sua gestora, você não tem um limite de remuneração como teria em um banco”, disse o sócio da empresa de busca de executivos Heidrick & Struggles no Brasil, Ricardo Amatto.

Também há vantagens fiscais. Os sócios de uma gestora recebem a maior parte de sua remuneração por meio de dividendos, pagamentos que são isentos de Imposto de Renda (IR) no Brasil. No banco, a remuneração é tributada em 27,5%. lembrou Amatto.

Entre as principais saídas estão Sylvio Castro, ex-diretor de investimentos da unidade de private banking do Credit Suisse no Brasil, que deixou o banco para criar uma gestora de fundos multimercado própria. Além dele, há Jorge Oliveira, ex-executivo do JPMorgan, que foi para uma gestora fundada pelo veterano do JPMorgan Giovani Silva para substituir um executivo que saiu para criar uma empresa.

Com a queda da taxa básica de juros, investidores estão mais dispostos a pagar por maiores retornos

Com a queda da taxa básica de juros para 2%, os investidores estão mais dispostos a pagar taxas de administração e taxas de performance para tentar obter retornos mais elevados em um fundo multimercado.

“As baixas taxas de juros estão alimentando o sonho de crescimento dos gestores no Brasil”, disse o presidente da Vitreo, empresa de investimentos e corretora com R$ 7 bilhões sob gestão, Patrick O’Grady.

Mesmo na pandemia, o boom dos multimercados se manteve no país por conta do Banco Central, que injetou R$ 1,1 trilhão de liquidez no sistema financeiro. Isso evitou uma crise bancária, além de ter reduzido depósitos compulsórios e exigências de capital. 

Para ler a matéria da Exame na íntegra, clique aqui.

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