Dicas de como organizar as finanças em 2021

Isabella Proença
Isabella Proença
pessoa utilizando computador, representando organizar as finanças em 2021
Especialistas financeiros dão dicas de como organizar as finanças para que em 2021 seja possível guardar dinheiro sem sacrifícios.

O ano que chega vem com muitas incertezas em relação à economia brasileira. Por este motivo, é importante organizar as finanças em 2021 e se preparar para imprevistos.

A previsão é que o crescimento econômico neste ano seja sutil. Além disso, o desemprego deve permanecer alto e a inflação voltou a ser uma preocupação.

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Contudo, a adoção de hábitos simples possibilita passar por essa fase turbulenta com maior tranquilidade.

Abaixo, confira dicas sobre organização financeira dadas por três especialistas em entrevista ao G1.

Passo a passo para organizar as finanças em 2021

Os especialistas elaboraram um passo a passo com 3 etapas para organização financeira pessoal e familiar. São elas:

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  1. Revisar todos os gastos dos últimos três meses (ou mais);
  2. Anotar todas as receitas — caso seja autônomo, estabelecer uma média de ganhos;
  3. Fazer uma previsão de quanto deve ganhar e gastar ao longo de todo o ano.

Esses itens compõem uma versão básica de orçamento, que contribui para definição de despesas indispensáveis e dispensáveis.

É possível realizar esse levantamento mensalmente, semestralmente ou anualmente. O que importa de verdade é que seja possível detectar gargalos nas movimentações financeiras.

Após registrar tudo, é a hora de passar um pente-fino em tudo que dá para cortar a fim de economizar mais dinheiro no fim de cada mês.

Orçamento ABCD

Neste sentido, o professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fabio Gallo ensina um método antigo de priorização das despesas, intitulado “Orçamento ABCD”.

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  • A — Alimentar: suprimentos, sem supérfluos;
  • B — Básico: contas essenciais, como aluguel, luz água, gás, etc;
  • C — Confortável: tudo torna a vida mais confortável, mas é dispensável em momentos de emergência;
  • D — Desnecessário: gastos recorrentes que não fazem sentido (academia que não frequenta, TV a cabo que não assiste e etc).

Primeiramente, é importante catalogar tudo o que estiver na categoria D. E, então, avaliar se o que estiver na categoria C pode mudar.

“A vida financeira de muitas famílias foi afetada fortemente em 2020. A virada de ano é um ótimo momento para se reorganizar. Um aprendizado da pandemia é que podemos viver com menos e devemos nos livrar do que pesa no orçamento”, diz o professor ao G1.

Quite dívidas

Além disso, é necessário eliminar pendências antes de guardar dinheiro. No período de fim de ano há boas oportunidades para quitação de dívidas, sobretudo devido ao 13º salário e outras rendas típicas do momento.

No entanto, não se pode esquecer que as contas de início do ano são altas: IPVA, IPTU, seguro obrigatório de carros, matrícula e material escolar, etc.

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Para o também professor da FGV, Henrique Castro, é fundamental saber priorizar. 

Qualquer conta básica deve vir à frente para evitar cortes. Em seguida, é bom priorizar bens que credores podem tomar, como financiamentos de veículos e imóveis.

“Estamos saindo de um ano muito difícil, mas o segredo é se organizar. Anote tudo, em um caderno ou aplicativo de celular. O que não é anotado frequentemente é esquecido”, aconselha.

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