Taxa de desemprego tem novo recorde no terceiro trimestre, afetando 14,1 milhões de pessoas no país

A taxa de desemprego tem novo recorde, afetando 14,1 milhões de pessoas no país. O índice chegou a 14,6%, um aumento de 1,3 ponto percentual. Entenda.

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Lilian Calmon

No terceiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego tem novo recorde (14,6%), afetando 14,1 milhões de pessoas no país. O índice de 14,6% corresponde a um aumento de 1,3 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre (13,3%). Tal número é o mais alto da série histórica, iniciada em 2012. 

“Houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre. Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”, afirmou a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy.

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Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 27.

Taxa de desemprego tem novo recorde: confira os destaques da PNAD Contínua

População ocupada tem novo recorde

A população ocupada (82,5 milhões) chegou ao patamar mais baixo da série histórica, caindo 1,1% (menos 880 mil) frente ao trimestre anterior e 12,1% (menos 11,3 milhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019. 

Já o número da população desocupada (14,1 milhões) subiu 10,2% frente ao trimestre anterior (12,8 milhões) e subiu 12,6% (1,6 milhão de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019 (12,5 milhões).

“A atividade da construção foi a que mais aumentou no período. Isso porque pedreiros ou outros trabalhadores conta própria, que tinham se afastado do mercado em função do distanciamento social, retornaram no terceiro trimestre com a reabertura das atividades e a demanda por pequenas obras, como reformas de imóveis”, disse Adriana.

População fora da força de trabalho atinge o maior nível da série

A população na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) ficou estável frente ao trimestre anterior (96,5 milhões) e caiu 9,2% (menos 9,8 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019. 

A população fora da força de trabalho (78,6 milhões) atingiu o maior nível da série histórica, com altas de 1,0% (mais 785 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 21,2% (mais 13,7 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Taxa de desemprego tem novo recorde: População desalentada também é recorde da série, com 5,9 milhões

A população desalentada (pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar) é recorde da série, com 5,9 milhões. 

O número corresponde a uma alta de 3,2% (mais 183 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 24,7% (mais 1,2 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

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