7 dicas para aumentar as chances de conseguir emprego na crise, em 2021

Especialistas dão dicas de comportamento e habilidades para melhorar o desempenho do candidato que quer conseguir emprego na crise em 2021.

Cindy Damasceno
Cindy Damasceno

A chance de conseguir emprego na crise é um desejos de muitos. Apesar da redução na taxa de desemprego no fim do ano passado — a desocupação no Brasil caiu de 14,9%, no terceiro trimestre, para 13,9% no quarto trimestre, encerrado em dezembro passado —, muitos brasileiros ainda enfrentam dificuldades para retornar ao mercado de trabalho e organizar as finanças após uma demissão. Pelo menos 5,8 milhões de profissionais desistiram de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho durante 2020. 

Mesmo com a queda no quarto trimestre, a taxa média de desocupação no ano passado bateu recorde negativo. O percentual foi de 13,5% de desempregados, maior número registrado desde 2012. As informações são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).

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Um dos motivos? A crise causada pela pandemia de coronavírus, aponta o Instituto. “A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propagação do vírus paralisaram temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influenciou na decisão das pessoas de procurarem trabalho.

Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”, aponta a analista do levantamento, Adriana Beringuy.

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Como conseguir emprego na crise e se inserir no mercado de trabalho?

Então, como se inserir no mercado em meio a escassez de vagas? A virtualização pode ser um empecilho para quem não está preparado, aponta a psicoterapeuta Karla Carneiro (CRP 11/02747) .

“Venho escutando muitos profissionais dizendo: ‘o mundo agora é o da tecnologia e eu tenho dificuldade em lidar com as habilidades tecnológicas’”, coloca Karla, que também é especialista em Orientação Profissional e de Carreira. 

A saída é ter paciência e investir mais em si, indica a executiva especializada em comportamento e cultura dentro de organizações, Erika Linhares. Isso vale, principalmente, para os momentos de crise.

Por isso, além da técnica, é preciso aprimorar o senso crítico. “Você precisa das habilidades comportamentais. A pessoa tem que saber fazer a resolução de problemas críticos, trabalhar em equipe. Nesse momento, é extremamente necessário as habilidades comportamentais”, complementa a empresária. 

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Veja outras dicas de como melhorar o currículo e conseguir emprego na crise

Cuidar da saúde mental, priorizar habilidades e criar metas favorece a procura por oportunidades e pode ser um diferencial para quem procura emprego. Confira como se adaptar à crise e conseguir um emprego: 

1. Encontre suas potencialidades

Para Karla, o autoconhecimento é fundamental. “É muito importante que os profissionais estejam nesse contexto de insatisfação consigam conhecer as suas potencialidades e as suas fragilidades. O que você tem de diferencial que pode usar ao seu favor?”, aconselha a terapeuta.

Ela adiciona: “Olhe para você e veja o que você tem de diferencial nesse universo que se apresenta”. 

2. Elabore um plano de ação

Nem sempre é fácil encontrar as próprias características mais marcantes. É importante traçar metas e definir responsabilidades para atingir os objetivos desejados.

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Por isso, ter à mão um referencial para atingir o melhor de si é o mais recomendado. “Esse plano de ação é definir objetivos de como eu vou lidar com a dificuldade que eu identifiquei.  Trazer uma possibilidade. Como é que eu posso, efetivamente, ter atitudes que utilizem o que eu tenho de habilidades e competência para o que o mercado precisa?”, propõe a especialista. 

3. Identifique suas necessidades

O plano de ação também pode auxiliar a traçar caminhos e aprender novas habilidades. Identificar as suas necessidades é um passo para se atualizar.

“Esse plano de ação define objetivos, como eu vou lidar com essa dificuldade que eu identifiquei”, indica Karla. Autonomia e o apoio dos familiares também ajudam na busca por novas habilidades.

“É importante tomar decisões sobre as suas escolhas. Você pode procurar uma rede de apoio. Será que alguém próximo tem essa habilidade que pode me ensinar?”, questiona.

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4. Fortaleça sua presença virtual

Currículos de papel estão ultrapassados em um cenário de virtualização. Por isso, manter os portfólios e perfis profissionais atualizados é mais atrativo do que enumerar as qualidades técnicas em um resumo padrão. 

É uma saída para conseguir emprego na crise. “É preciso atualizar o LinkedIn”, ressalta Érika. “A maioria das pessoas não sabe disso. Se seu LinkedIn não está bom, se você não está sabendo usar corretamente, você vai passar despercebido pelos recrutadores”. 

Em vídeo, ela ensina dicas para atualizar essas informações em meio digital:

Longe da desenvoltura permitida em entrevistas presenciais, o contato tela-a-tela pode ser um entrave para alguns candidatos. O mal-estar diante das câmeras precisa ser contornado.

“Quando você vai para internet, você tem que ter mais desenvoltura para falar na câmera. É necessário um melhor preparo. A primeira coisa é entender o que você quer fazer. Qual o cargo, local, para qual você está se candidatando? Você tem que entender muito bem daquilo. Qual o propósito da empresa? Quais as metas daquele cargo?”, recomenda a executiva Érika, especialista em habilidades comportamentais. 

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5. Invista no senso crítico

A pandemia e a crise financeira deixaram o mercado competitivo. Quem procura por recolocação joje, muitas vezes, não o faz porque foi um funcionário ruim, e sim porque as empresas fecharam.

O diferencial, coloca Érika, é trabalhar as habilidades comportamentais — as chamadas soft skills. A executiva alerta: a seleção baseada na liderança e resolução de problemas veio para ficar.

“Quando isso tudo passar vai ficar um ecossistema de muita inovação. Pensamento crítico, análise, é o grande diferencial. Soft skills é uma coisa que se desenvolve. Eu quero ter pensamento crítico, quero ter capacidade de resolver problemas. As pessoas que querem fazer uma recolocação ou transição de carreira precisam muito aprender a desenvolver as suas habilidades comportamentais”, recomenda. 

6. Alimente o seu networking para conseguir emprego na crise

Manter contato com colegas da área pode ser um atalho para quem deseja voltar ao mercado. Nesse cenário, tem vantagem quem conquista boas relações e sempre apresenta trabalho satisfatório.

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“Você precisa falar com amigos, familiares, ex-chefes, ex-pares, ex-funcionários. Você precisa divulgar, precisa acionar o seu networking. Por isso tome muito cuidado pelo o que você faz hoje. O seu trabalho fala muito sobre você. Tudo o que você for fazer na sua vida, faça bem feito”, pontua a executiva. 

7. Cuide mais de você

É claro: a procura por vagas gera ansiedade e medo, o que é natural. Nesse cenário, aponta a terapeuta, cuidar da saúde mental é essencial.

Ela recomenda que quem busca emprego em meio à crise também se preocupe com a saúde física, buscando realizar atividades físicas e cuidar da alimentação.

“Terapia e um processo de orientação de carreira sempre são bem-vindos nesses contextos. Tanto para contribuir nos processos de autoconhecimento como para a redefinição de objetivos que podem trazer resultados mais favoráveis”, coloca. 

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