GOLD11: como investir em ouro na bolsa de valores?

Confira todos os detalhes sobre GOLD11, o ETF de ouro da bolsa de valores brasileira.

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Melissa Nunes

O lançamento do ETF GOLD11 na bolsa de valores brasileira trouxe novas possibilidades para investidores que desejam diversificar a carteira aplicando recursos em ouro.

O metal continua a registrar índices de valorização crescente, principalmente no cenário vivenciado atualmente pelo mercado financeiro. Contudo, no passado, o acesso a produtos de investimento de metais preciosos era menos acessível, situação que mudou com a chegada deste fundo de índice no Brasil.

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No entanto, antes de investir recursos neste tipo de ativo, é fundamental entender como ele funciona e quais as suas características, para realizar uma operação mais segura e que combine com os alinhamentos do seu perfil.

Pensando nisso, preparamos um guia especial sobre o GOLD11, o novo ETF de ouro da B3, com tudo que você precisa saber sobre o ativo para investir. Acompanhe todos os principais detalhes sobre um dos três ETFs com índice em ouro disponíveis no mercado financeiro global.

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O que é o ETF GOLD11?

O ETF GOLD11 é um fundo de índice que possui como referência a cotação de ouro no mercado à vista, e permite que investidores possam aplicar recursos neste metal de maneira indireta.

A modalidade estreou na B3 em 2020, sendo novidade no mercado brasileiro, que ainda não contava com nenhum fundo de índice semelhante. Além disso, o GOLD11 é um dos três ETFs de ouro disponíveis em todo o mundo, com outros dois ativos que operam somente na bolsa de valores norte-americana.

Dessa forma, investidores brasileiros agora podem aplicar seus recursos em um fundo de alta liquidez e aporte inicial acessível para todos os perfis.

A referência utilizada é a cotação do ouro no mercado à vista, representado pelo índice LBMA Gold Price. O produto foi desenvolvido pela XP Inc., e tem suas cotas negociadas de forma semelhante às ações. Contudo, seu investimento é baseado em um ETF do exterior, o iShares Gold Trust (IAU), da BlackRock.

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Uma vez que o índice aponta o preço do ouro negociado na moeda americana, o GOLD11 é considerado um ativo dolarizado. No entanto, apesar dessa exposição, as aplicações de investidores brasileiros são transacionadas em real.

Como funciona o GOLD11?

O GOLD11 é um ETF, sigla em inglês para Exchange Traded Funds. Dessa forma, o investimento atua de maneira semelhante a outros fundos de índice.

Esses ativos, de gestão passiva, replicam indicadores que formam carteiras teóricas, imitando seu desempenho a fim de atribuir os devidos rendimentos para os investidores.

A bolsa de valores brasileira investiu massivamente em ETFs nos últimos anos, apresentando um catálogo variado nesse segmento. No entanto, o GOLD11 é o primeiro fundo de índice dessa modalidade, replicando os resultados de um índice que avalia a negociação do metal no mercado.

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Nesse caso, se o preço do ouro variar, a carteira teórica do índice também segue essa movimentação, e o ETF replica essas oscilações para os investidores participantes.

Contudo, trata-se de um fundo de índice com gestão externa, de modo que o investidor não precisa, necessariamente, monitorá-lo periodicamente. Além disso, a compra e venda do GOLD11 também é facilitada, podendo ser feita pela Bolsa de Valores, como qualquer ação de empresas negociadas no mercado.

Depois de adquirir este ETF, ele começará a apresentar rentabilidade conforme as movimentações registradas pelo indicador de preço do ouro. Assim, o investidor pode operar com o metal de maneira indireta, sem a necessidade de comprar ouro físico para possuir esse ativo em sua carteira.

Características do ETF de ouro

O GOLD11, também conhecido como ETF de ouro no Brasil, permite a negociação de cotas individuais e tem aspectos importantes, como:

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  • taxa de administração de 0,30% ao ano;
  • sua cota custa em torno de R$ 10;
  • liquidez em D+2, ou seja, dois dias úteis depois da solicitação, respeitando os prazos da B3;
  • a gestão é de responsabilidade da XP Asset, com administração e custódia pela instituição BNP Paribas;
  • esse ETF tem, no mínimo, 95% do seu patrimônio alocado em cotas do fundo iShares Gold Trust, listado originalmente na Bolsa de Nova York, a Nova York Stock Exchange (NYSE). Os 5% restantes podem ser constituídos por outros ativos financeiros;
  • as transações ocorrem em real, por serem feitas na bolsa de valores brasileira.

Vantagens e desvantagens de comprar GOLD11

Embora a novidade seja atrativa, muitos investidores podem questionar as vantagens e desvantagens de comprar GOLD11. Nesse caso, para analisar se o ativo combina com os alinhamentos do seu perfil e é uma boa escolha, é interessante comparar seus pontos positivos e negativos.

Por isso, confira mais sobre os benefícios e pontos de atenção de investir em GOLD11:

Vantagens de investir em GOLD11

A princípio, muitos investidores procuram aplicar seus recursos em ouro para proteger seu patrimônio. Uma vez que é relativamente difícil que o metal apresente desvalorizações, trata-se de uma forma mais segura de alocar dinheiro e garantir mais proteção para parte do capital.

Por esse motivo, é comum que investidores mais experientes busquem alternativas, como comprar ouro físico, fundos de investimentos baseados no metal e, agora, o GOLD11.

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Nesse caso, o ETF é uma alternativa interessante para quem possui essa intenção, mas ainda prefere opções mais seguras, lidando de modo indireto com o metal.

Enquanto isso, as características do ouro, como ativo de valor durável e grande demanda no mercado, tornam seu ETF mais atrativo como reserva de valores. Além de proteger o patrimônio de oscilações e possíveis perdas com desvalorização, o investidor também pode adquirir GOLD11 como forma de criar uma reserva para o futuro.

Como você pode ver no gráfico abaixo, o preços da cota do ETF pouco variou desde sua estreia na bolsa. Assim, trata-se de um investimento menos volátil que as ações, por exemplo, podendo ajudar a conservar o capital em momentos de crise.

gráfico de rentabilidade histórica do gold11
Performance histórica do GOLD11. Fonte: TradingView.

Como ETF, essa alternativa é acessível e simples de ser escolhida, uma vez que o investidor pode comprá-la diretamente em seu home broker, em apenas algumas etapas. Dessa forma, pessoas que desejam operar com ouro, mas sem grandes burocracias, aproveitam os benefícios do GOLD11 para atingir essa meta.

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Ainda, vale a pena ressaltar que o ETF de ouro é o primeiro lançamento dessa modalidade na B3, sendo a opção nacional mais acessível para o público brasileiro. Com isso, permite uma maior diversificação do catálogo da bolsa de valores, trazendo valorizações para o mercado nacional e aumentando as movimentações econômicas com uma alternativa prática e atrativa.

Desvantagens de investir em GOLD11

Por outro lado, investidores interessados em GOLD11 também devem se atentar para alguns pontos menos positivos relacionados ao ETF.

Em resumo, as principais desvantagens relacionadas a esse ativo se concentram na sua passividade e rendimentos. Isso porque fundos de índice atrelados a metais, como o ouro, não pagam proventos ou geram rentabilidades consideráveis a curto prazo.

Nesse caso, a opção é atrativa para quem deseja proteger seu patrimônio ou fazer uma reserva para o futuro, mas não se apresenta como um investimento consideravelmente lucrativo para a geração de renda passiva.

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Dessa forma, antes de investir em GOLD11, é preciso ter em mente que esse ETF não retorna dividendos. Sua maior rentabilidade provém da venda do ativo novamente no futuro, quando o preço registrar novos crescimentos.

Por fim, como todo ativo de renda variável, embora a aplicação de recursos em ouro seja mais garantida que outros fundos de índice, ainda se trata de um investimento que detém certos riscos. Assim, investidores com um perfil mais conservador podem enxergar essa característica como uma desvantagem, e é preciso ter atenção antes de seguir com qualquer tipo de investimento relacionado a esse fundo de índice.


Vantagens do GOLD11Desvantagens do GOLD11
Maneira mais fácil e acessível de investir em ouro;Não gera rendimentos;
considerado como uma forma de proteção patrimonial;não é ideal para a construção de renda passiva;
atua como reserva de valor.está sujeito ao risco de mercado (volatilidade).

Como investir em GOLD11?

Depois de conhecer mais sobre o GOLD11 e como este ativo funciona, muitos investidores se interessam pela aplicação. Afinal, trata-se de um fundo com certos benefícios, e pode ser interessante utilizá-lo para diversificar sua carteira de maneira segura e mais prática.

Nesse caso, é simples investir em GOLD11, uma vez que, como um ETF comum, ele está disponível em plataformas que permitem negociações na Bolsa de Valores.

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  1. O primeiro passo é possuir uma conta válida em uma corretora ou gestora de valores certificada. Essas instituições possuem todas as ferramentas indicadas para permitir ao usuário acesso adequado ao home broker, sistema de operações ligadas à B3. Assim, caso não tenha uma conta, é importante escolher uma corretora de sua preferência e se registrar adequadamente;
  2. em seguida, acesse a ferramenta de operações na bolsa de valores disponibilizada pela sua corretora e localizar o ETF GOLD11 pelo seu código de identificação;
  3. insira a quantidade de cotas desejadas, e, com isso, basta finalizar a compra transferindo o saldo correspondente;
  4. por fim, o ETF ficará armazenado na sua conta da corretora, incorporado à sua carteira de ativos em até 2 dias.

Investidores iniciantes podem contar com as orientações de profissionais e consultores, que muitas corretoras disponibilizam em seus serviços, para auxiliar nessa operação. Contudo, de modo geral, trata-se de um procedimento simples, e em poucas etapas permite incluir o GOLD11 entre os ativos disponíveis na sua carteira.

Quais as outras formas de investir em ouro?

Caso o investidor se interesse por investir em ouro, mas não de maneira indireta, como está disponível pelo GOLD11, existem outras alternativas no mercado.

Atualmente, outros dois ETFs de ouro podem ser adquiridos em bolsas de valores internacionais, como é o caso do GLD e do IAU, que, inclusive, é utilizado como base de índice para o fundo brasileiro. No entanto, ele está disponível somente para investidores com contas em corretoras norte-americanas, e não apresenta grandes variações em comparação com o ETF nacional.

Enquanto isso, outras opções de investimento direto podem ser mais interessantes para determinados perfis. Confira algumas alternativas para investir em ouro sem ser por meio do GOLD11:

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1. Fundos de investimento

Os ETFs compõem um fundo de índice baseado em uma carteira teórica, o que confere um caráter mais indireto ao ativo.

Desse modo, caso o investidor deseje, pode aplicar seus recursos em fundos de investimento de ouro. Nesse caso, essa aplicação financeira reúne o capital de diversos participantes e realiza o investimento em ouro, por meio de uma gestão ativa.

A redução de intermediação pode ser uma característica positiva para investidores que procuram alternativas para aplicar recursos em ouro. Além disso, os fundos de investimento costumam angariar outros perfis, o que o torna mais seguro e reduz o capital de aporte necessário.

2. Contratos futuros de ouro

Enquanto isso, os contratos futuros de ouro são alternativas interessantes para investidores interessados em obter ativos desse metal de forma mais direta. Com essa opção, é possível negociar vendas futuras com os preços praticados no presente, garantindo contratos mais lucrativos, dependendo das oscilações do mercado.

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Uma vez que o preço do metal possui tendência positiva, de crescimento, estabelecer um contrato futuro pode valer a pena como forma de proteger o capital das movimentações do mercado.

Além disso, existem alternativas relacionadas a essa opção, como obter a diferença do contrato em forma de rentabilidade ou de produto.

Nesse caso, o investidor pode aproveitar a aplicação para proteger seu patrimônio ou, de fato, negociar ouro no mercado, com mais garantias e praticidade.

3. Ouro físico

Por fim, a alternativa mais comum para investidores que desejam operar com ouro é a compra do metal físico.

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Ela permite que a proteção do patrimônio ocorra de maneira mais segura, por meio da obtenção de pedras de ouro que ficam alocadas em cofres ou em outros locais de confiança do investidor.

Dessa forma, é possível garantir, com maior efetividade, que o dinheiro estará protegido contra oscilações. Além disso, considerando a valorização crescente deste metal, se torna possível fazer negociações futuras com mais estabilidade.

A venda de ouro é feita por distribuidores especializados e em mercados de balcões, onde o investidor pode retirar as barras fisicamente.

Conclusão: vale a pena investir em GOLD11?

Ao considerar pontos como facilidade de acesso, aporte inicial de investimento e benefícios como estabilidade, vale a pena considerar investir em GOLD11.

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Os fundos de índice compõem uma das categorias de renda variável mais seguras e práticas do mercado, sendo ideais para iniciantes e também para perfis experientes.

Além disso, também se apresenta como uma maneira interessante de alocar patrimônio, protegendo-o contra oscilações do mercado, e fazer uma reserva segura para o futuro.

Assim, perfis mais conservadores, que não desejam lidar diretamente com operações de ouro físico, por exemplo, podem contar com a facilidade de investir em GOLD11. Dessa forma, é possível diversificar a carteira de investimentos com segurança e praticidade, adquirindo mais experiência no mercado financeiro e em operações diferenciadas.

Perguntas frequentes

  1. Quanto rende GOLD11?

    A rentabilidade do GOLD11 não segue outros fundos de índice convencionais, por replicar o preço de venda do metal no mercado. Seu rendimento acumulado em janeiro de 2022 é de cerca de 3,75%.

  2. O ETF de ouro GOLD11 paga dividendos?

    Não, o GOLD11 não paga dividendos, pois não se trata de um ativo que gera proventos.

  3. Qual a vantagem em investir em ouro?

    O ouro apresenta valorização crescente, sendo uma forma de proteger o patrimônio contra as desvalorizações do mercado, além da praticidade que acompanha operações com ETFs.

  4. Quais as formas de se investir em ouro no Brasil?

    Além de fundos de índice, é possível investir em ouro por meio de fundos de investimento, contratos futuros e realizando a compra de ouro físico.

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