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Dígito verificador: o que é e como funciona no CPF, CNPJ, RG e principais bancos!

Ana Júlia Ramos
Pessoa no computador ao lado de um cartão de crédito para descobrir o que é o dígito verificador e como encontrá-lo em seu banco

O dígito verificador é um número geralmente localizado após o hífen e pode existir em documentos como o RG, CPF, CNPJ e cartões de crédito, por exemplo. Ele existe para garantir maior segurança entre as transações e evitar fraudes ou erros de digitação.

Artigo originalmente publicado em blog.mobills.com.br. Conteúdos e comentários foram integralmente mantidos.

Dígito verificador: o que é e como funciona no CPF, CNPJ, RG e principais bancos!

Você já viu aquele número localizado após o hífen, presente em documentos como o RG, CPF e CNPJ, além de contas ou agências bancárias?

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Ele é chamado de dígito verificador e não existe por acaso!

Quando falamos sobre a autenticação de documentos, uma série de ações são realizadas para evitar fraudes e conflitos em transações.

É justamente por isso que ele existe!

E hoje, além de conhecer tudo sobre o dígito verificador, você vai aprender a encontrá-lo, além de descobrir como cada número é calculado.

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Vamos falar sobre o assunto a partir dos seguintes tópicos:

  • O que é dígito verificador;
  • Como fazer a consulta;
  • Como ele é calculado;
  • Algumas exceções.

O que é dígito verificador

O dígito verificador, também chamado de algarismo de controle ou simplesmente dv, serve para verificar a autenticidade de um valor numérico.

Assim, evitam-se as fraudes ou erros de digitação na hora de fazer transações.

Documentos como o RG, CPF e CNPJ, por exemplo, contam com seus dígitos verificadores, já que são de extrema importância e não podem ser confundidos: apenas um número errado já altera a identidade de uma pessoa ou empresa.

O dv foi criado para evitar alguns erros comuns cometidos pelos seres humanos, tais como:

  • erros de dígito único (quando alguém faz o erro de uma casa para frente, como 1 → 2)
  • de transposição, ou seja, a inversão de números, como 12 → 21
  • erros gêmeos (números como o 11 → 22)
  • erros fonéticos, como o três ou seis, que podem ser confundidos principalmente quando falamos os números em voz alta.

Nesse sentido, diferentemente do que muitos pensam, o dígito – que se posiciona geralmente após o símbolo de um traço – não é calculado por acaso.

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Como consultar

Conforme já adiantamos, o dígito verificador geralmente está posicionado após o traço de uma série de documentos. Veja alguns exemplos:

  • se a conta bancária é 17643-8, então, 8 é o DV;
  • se o CPF É 123.568.566-91, 91 são os dois DVs (vamos falar mais sobre cada um deles a seguir).

E assim suscetivamente.

Você provavelmente não terá nenhuma dúvida na hora de encontrar o seu dígito verificador, já que ele está posicionado em um local muito simples de ser encontrado.

Recentemente, fizemos um artigo muito completo que indica exatamente onde encontrar o dígito verificador nas principais contas de banco. Você pode ler aqui! 

De forma geral, veja como acessá-los:

Dígito verificador Caixa

No caso da Caixa, o cartão já é bem intuitivo e conta com “legendas” para cada número.

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Ao lado da agência e do tipo de conta, você encontra o número da conta. Na extrema direita, após o hífen, está o DV.

Itaú

O dígito verificador da conta Itaú fica na parte de trás do cartão, depois dos 5 números da conta.

Bradesco

No caso do Bradesco, você pode encontrá-lo na parte frontal do cartão.

Alguns tipos de cartões são similares aos da Caixa, com “legendas” para cada número, então ele também está localizado após o hífen do número da conta.

Nubank

No caso do Nubank e de outros cartões online, você deverá acessar o aplicativo e encontrar as informações gerais do seu cartão.

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Elas se encontram na página inicial, basta “descer” a tela para baixo. A conta se encontra na terceira linha da tela, e o DV é o número após o hífen.

Banco do Brasil

No  caso do Banco do Brasil, é só pegar o cartão e encontrar o número na parte frontal mesmo.

Ele, como de praxe, fica após o hífen do número da conta.

No entanto, também é possível que o valor seja X em contas do BB, e vamos falar sobre isso no decorrer deste post.

Santander

No caso do Santander, é só encontrar o número da conta, que pode estar posicionado em vários espaços do cartão, dependendo do tipo dele.

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Algumas contas digitais do Santander seguem o mesmo esquema do Nubank e não posicionam o DV impresso no cartão (assim como outras informações da conta).

Nesses casos, a recomendação é a mesma, acesse o app e veja por lá.

Cálculo do dv nos principais documentos

Vamos te mostrar, agora, algumas formas de calcular o dígito verificador nos principais documentos.

Dígito verificador no RG

No caso da carteira de identidade (o cálculo abaixo é realizado pelo SSP-SP) a seguinte rotina é utilizada:

  • O DV corresponde ao resto da divisão por 11 da soma da multiplicação de cada algarismo da base.
  • Os algarismos são, nessa ordem: 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.

Achou confuso? Veja um exemplo!

Imagine que o RG em questão é: 23 674 985. Com isso, vamos fazer uma espécie de tabela:

2 3 6 7 4 9 8 5

x x x x x x x x

9 8 7 6 5 4 3 2

Primeiro, multiplicamos cada número de cima pelo número de baixo da tabela. Seria 2×9, 3×8, e assim por diante. Com isso, temos os seguintes resultados:

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18 24 42 42  20  36  24 10

O total dessa soma é 216. Por fim, dividimos por 11, resultando no valor 19,63 e o resto é arrendondado para cima, ou seja, 7. Este é nosso dígito!

Dígito verificador no CNPJ

A configuração do CNPJ é a seguinte: XX.XXX.XXX/XXXX-XX. Neste caso:

  • os oito primeiros dígitos são chamados de número-base;
  • os quatro seguintes são o número de ordem das filiais da empresa;
  • penúltimo é o dígito verificador módulo 11 dos doze dígitos anteriores;
  • último é o dígito verificador módulo 11 dos treze dígitos anteriores.

Quando calculamos no CNPJ, devemos ter em mente a seguinte linha de raciocínio.

O DV módulo 11 é resultado do resto da divisão por 11 da soma da multiplicação de cada algarismo da base por 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 9,8, 7, 6 e 5, respectivamente.

Dígito verificador no CPF

No caso do CPF, a configuração é a seguinte: XXX.XXX.XXX-XX. Neste caso:

  • os oito primeiro dígitos são o número base;
  • nono dígito define a região fiscal;
  • penúltimo dígito é o dígito verificador módulo 11 dos 9 dígitos anteriores;
  • último dígito é o dígito verificador módulo 11 dos dez dígitos anteriores.

O DV módulo 11 do CPF corresponde ao seguinte cálculo: o resto da divisão por 11 da soma da multiplicação de cada algarismo da base por 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 e 0, a partir da unidade.

O exemplo é praticamente igual ao caso do RG, só que aqui a multiplicação é um pouquinho maior – já que o CPF tem mais números do que o RG.

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Dígito verificador nos principais cartões de crédito

Se você quer descobrir o dígito verificador da Caixa, Banco do Brasil, Itaú ou outros dos principais bancos do país, saiba que existe um cálculo padrão usado pela maioria deles.

Sabemos que os principais cartões têm um número que varia entre 14 e 19 dígitos:

  • os 4 primeiros definem o banco emissor;
  • o primeiro número desses 4 dígitos define a bandeira (Visa ou MasterCard, por exemplo);
  • o último dígito localizado na extrema direita é justamente o dígito verificador de todos os dígitos anteriores.

O DV corresponde ao número que falta  para inteirar como múltiplo de 10 a soma da multiplicação de cada algarismo da base por 2, 1, 2, 1, 2, 1, 2, 1, 2, 1… a partir da unidade até o penúltimo.

Em cada multiplicação com valores acima de 9, faremos a “regra dos 9”. Veja um exemplo:

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  • o número do cartão é 2231 1234 1200 345X;
  • fazendo a multiplicação de cada algarismo pelo número apontado acima, temos como resultado: 4 + 2 + 6 + 1 + 2 + 2 + 6 + 4 + 2 + 2 + 0 + 0 + 6 +4 +1 = 42;
  • Para chegar até o múltiplo de 10 mais próximo, que seria 50, faltam 8.

Pronto! 8 é o dígito verificador.

Algumas exceções

Ao fazer o cálculo do dígito verificador, é possível encontrar algumas exceções, e vamos falar sobre as principais agora.

Primeiramente, quando o dígito verificador do RG for o número X, isso significa que o resultado daquela conta final foi 10, ou seja, 11 – o resto 1.

Neste caso, ao invés do número 10, o dígito é substituído por sua versão em algarismos romanos.

Por fim, nos casos em que o dígito verificador é 0, significa que o resultado do mesmo cálculo foi 11, ou seja, a operação não teve nenhum resto para ser subtraída.

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