A pesquisa Pnad Covid do IBGE mostrou que o Brasil teve mais 1,4 milhão de pessoas na lista de desempregados em apenas 1 mês. O número referente ao desemprego ocorreu entre a primeira semana de maio e a primeira semana de junho.

No total, o País está com 11,2 milhões de pessoas sem emprego. Em maio, eram 9,8 milhões. O levantamento ainda apontou que, apenas entre 31 de maio e 6 de junho, aproximadamente 300 mil pessoas ficaram sem vaga no mercado de trabalho.

A Pnad Covid vem sendo realizada no momento da pandemia para verificar os impactos da crise. No entanto, os dados oficiais do desemprego são divulgados apenas com pela Pnad Contínua.

Ela é considerada a estatística oficial do desemprego no País. Segundo a última publicação do levantamento, referente a abril, havia 12,8 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. Os dados referentes a maio serão divulgados no dia 30 de junho.

Estatísticas de empregados e desempregados

A Pnad Covid destacou que 83,7 milhões de brasileiros ainda tinham o emprego no período analisado. Desse total, 8,9 milhões faziam home office. O percentual é de 13,2%.

Em relação ao desemprego, o maior número de pessoas sem ocupação está no Sudeste. Dos 11,2 milhões, cerca de 5,3 milhões estão nessa região. O índice chega a 47,7%.

Em segundo lugar, está o Nordeste, com 2,6 milhões, e o Sul vem em seguida, com 1,526 milhão. Em comparação com a primeira semana de maio, somente a região Norte apresentou queda no índice de desempregados. A diminuição chegou a 12%.

Por sua vez, o maior crescimento do desemprego foi no Sul, com elevação de 19%. Isso representou 241 mil pessoas a mais sem ocupação.

Nível de ocupação

Apesar do aumento do desemprego, o nível de ocupação permaneceu igual devido ao crescimento da informalidade. Na primeira semana de junho, estava em 49,3%. Na semana imediatamente anterior, em 49,7%.

Segundo a gerente da Pnad Covid, Maria Lúcia Vieira, o aumento da informalidade “pode significar o retorno dessas pessoas ao mercado de trabalho, já que, inicialmente, elas foram as mais afetadas pela pandemia. Todo o comércio informal interrompeu suas atividades, uma vez que essas pessoas ficaram impedidas de trabalhar”.

Seguro-desemprego

Logo após a divulgação da Pnad Covid, o governo federal também divulgou o número de solicitações de seguro-desemprego na primeira semana de junho. No total, foram 351.315 pedidos.

Em relação ao mesmo período de 2019, a alta foi de 35%. No entanto, houve uma redução no ritmo de pedidos quando considerada a última semana de maio, já que, na época, foram solicitados 455.911 seguros-desemprego. Nessa comparação semanal, a queda foi de 22,9%.

Até 15 de junho de 2020, a solicitação desse benefício aumentou 14,2% e chegou a 3,648 milhões. Do total dos pedidos, 52,2% foram feitos pela internet. Os estados com maior número de solicitações foram:

  • São Paulo: 109.278;
  • Minas Gerais: 37.130;
  • Rio de Janeiro: 28.507.

O seguro-desemprego é pago para o trabalhador demitido sem justa causa. O prazo para solicitar o benefício é de 120 dias depois do desligamento.

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