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Pandemia faz renegociação de financiamento de carros subir 500%

Lucas Pavanelli
aperto de mãos em frente a carro, representando renegociação de financiamento de carros

Estudo aponta que, entre março e agosto, o número de pessoas que pediram renegociação do financiamento de carros subiu 500% em relação a 2019

Um balanço da empresa de análise de dados Deep Center mostra que a renegociação de financiamento de carros subiu 500% entre os meses de março e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

A justificativa está associada ao impacto econômico causado pela pandemia de covid-19, exatamente no período da coleta dos dados. 

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O levantamento também apurou que o número para renegociação de financiamento de carros subiu 9% em relação à média dos três meses anteriores. E também aponta que 64% dos clientes pesquisados optaram, simplesmente, por devolver o automóvel.  

A pesquisa foi realizada com mais de 1 milhão de clientes de duas grandes instituições financeiras.

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Renegociação de financiamento de carros e de cartão de crédito

A renegociação, no entanto, não é uma estratégia apenas para financiamento de carros e outros veículos. Empresas de cartões de crédito também contabilizam um aumento de 57% dos pedidos de renegociação de dívida durante a pandemia. Além disso, a falta de pagamento das faturas subiu 64%. 

Com relação aos empréstimos pessoais, o interesse pela renegociação dos débitos aumentou mais de 29%, em relação à média os últimos sete meses. 

De acordo com o presidente da Deep Center, Gabriel Camargo, em entrevista ao Valor Investe, os dados mostram que os consumidores foram pegos de surpresa e tiveram seus planejamentos financeiros impactados pela pandemia. 

“É natural esperar um crescimento de renegociações para evitar a inadimplência, principalmente em setores que lidam com grande volume de dinheiro, como veículos, cartões e empréstimo pessoal”, disse.

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Precisa renegociar dívidas? Veja o que fazer


Pessoas físicas e empresas que tiveram sua renda afetada pela pandemia (e conseguem comprovar isso) podem solicitar adesão ao programa de Transação Excepcional, do Ministério da Economia. As regras foram publicadas em uma portaria em junho deste ano. A previsão do Ministério é que, até o fim do ano, as renegociações cheguem a R$ 60 bilhões. 

Para aderir, os contribuintes com dívidas de até R$ 150 milhões devem se inscrever no Portal Regularize. Para valores acima desses, o ideal é que os representantes procurem, pessoalmente, alguma unidade da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). 

Pessoas físicas, microempresas, empresas de pequeno porte, Santas Casas, instituições de ensino e organizações da sociedade civil que tiverem a renegociação aprovada pela PGFN terão 133 meses adicionais para fazer pagamento das parcelas mensais. 

Há possibilidade de descontos de até 100% sobre multas, juros e encargos, desde que não ultrapassem 70% do valor total da dívida.

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No caso das demais empresas, o restante da dívida poderá ser quitado nos 72 meses seguintes e, os valores restantes, em parcelas mensais. Para quem tem débitos previdenciários, o prazo de parcelamento é de no máximo 48 meses.

Para as empresas, há possibilidade de descontos de até 100% sobre multas, juros e encargos, desde que isso não ultrapasse a metade do valor total da dívida.

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