Inflação dos mais pobres é puxada por auxílio emergencial

O auxílio emergencial impactou para a alta da inflação dos mais pobres. Informação é de pesquisa realizada pelo Banco Central (BC).

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

O auxílio emergencial impactou para a alta da inflação dos mais pobres, conclui uma pesquisa realizada pelo Banco Central (BC).

O levantamento mostrou que, por consequência do auxílio, os preços da cesta básica aumentaram, sobretudo entre quem ganha entre um e três salários mínimos. Ou seja, quem tem renda total de até R$ 3.135.

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“Analisamos a cesta de alimentos das faixas de renda mais pobres e mais ricas. Os preços da carne, por exemplo, de primeira, consumida pelos mais ricos, e de segunda, pelos de menor renda, normalmente andam juntos, mas se distanciaram nesse período. Concluímos que o benefício fez sim diferença nesse caso”, explicou o diretor de Política Econômica do BC, Fábio Kanczuk, à Folha de São Paulo.

A inflação das famílias de renda mais baixa, de acordo com o levantamento, é maior porque, além de essas pessoas destinarem a maior parte da renda para os alimentos, também houve uma maior elevação de preços justamente nos produtos consumidos por elas.

As carnes mais consumidas pelas pessoas de baixa renda, por exemplo, apresentaram alta de 20,12% entre abril e outubro. Por outro lado, as demais carnes encareceram 12,13% no mesmo período. Os índices são medidos pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Apesar de ser um efeito inflacionário comprovado, deve ser temporário, na visão da autoridade monetária.

Inflação dos mais pobres e próximos anos

O Banco Central trabalha com perspectivas para os próximos anos divididas em três cenários:

  • Básico;
  • Com piora fiscal, puxando a inflação para cima;
  • Prolongamento da pandemia e queda na atividade, puxando para baixo;

O cenário básico é o mais provável, de acordo com a autoridade monetária. A projeção é de inflação de 3,40% tanto para 2021 quanto pra 2022.

No cenário de pandemia prolongada e desaquecimento da economia, a estimativa é de queda da inflação para 2021 (2,4%) e ligeira elevação para 2022 (2,5%).

Já com a piora fiscal, no entanto, a estimativa é de alta da inflação para 6,4% ao ano em 2021, com queda para 4,2% para 2022.

Para este ano, a inflação deve ficar na casa dos 4,3%.

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