Saiba como proteger suas contas bancárias no caso de celular roubado

Quem tem o celular roubado pode ter as contas bancárias expostas e sofrer perdas financeiras. Cuidados de segurança ajudam a prevenir a situação.

Heloisa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos

É raro encontrar alguém que tenha qualquer tipo de conta em banco e não realize movimentações financeiras pelo celular. Apesar da comodidade de poder resolver tudo na palma da mão, as contas bancárias podem estar em risco caso o usuário tenha o celular roubado.

Mais do que o roubo do aparelho, a vítima pode ter perdas financeiras por meio de transferências bancárias caso não tenha cuidados antes e depois do ocorrido. Isso porque o ladrão pode ter acesso a diversos dados do dono do celular tendo ele em mãos, permitindo-o acessar sistemas bancários se passando pela vítima.

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Casos de golpes do tipo têm aparecido com mais frequência nas últimas semanas; tanto que instituições como o Procon-SP e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já emitiram alertas sobre o assunto.

A máxima de não deixar senhas anotadas é válida, mas outras dicas podem ajudar no caso de roubo ou furto de celular. O iDinheiro conversou com especialistas em segurança digital para explicar o que fazer nessa situação.

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Ter contas bancárias no celular é seguro?

Para o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, a resposta dessa pergunta depende do comportamento do usuário. Segundo ele, caso a vítima não tenha boas práticas de segurança, fica mais fácil o ladrão ter acesso a contas bancárias no caso de celular roubado.

O especialista explica que a primeira barreira de segurança que o celular deve ter é o bloqueio de tela; caso o roubo ocorra com o celular já desbloqueado, o criminoso terá ainda menos trabalho para acessar as informações.

“Quando o celular está bloqueado, aí o criminoso vai tentar adivinhar essa senha. No Iphone tem um recurso de emergência, lá você coloca dados de contatos seus em caso de emergência. Eles vão tentar utilizar esses dados como senha, e funciona porque as pessoas colocam senhas de forma errada, data de aniversário, final de telefone”, aponta Fábio.

Uma vez com acesso ao celular desbloqueado, o criminoso consegue ter acesso a redes sociais e e-mail caso essas ferramentas estejam automaticamente logadas, além do chip. 

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“O dispositivo da vítima tem a vida dela toda, tudo fica logado. Mesmo que o criminoso não tenha acesso direto ao aplicativo bancário, tem meios de procurar fazer uma recuperação de conta para acessar a conta bancária e ter acesso a tudo o que o aplicativo financeiro oferece, transferências, empréstimos”, acrescenta o especialista em segurança da informação e pesquisador da ESET Brasil, Daniel Barbosa.

Antes do roubo

Para dificultar o acesso de um possível ladrão ao aparelho, Fábio recomenda ter sempre uma senha de bloqueio de tela, que não pode ser uma senha fácil ou deduzível. O ideal é que seja um código simboalfanumérico, ou seja, com letras, números e caracteres especiais.

A opção mais cômoda, segundo ele, é ter no celular um aplicativo anti roubo, que possibilita automatizar várias configurações para tornar o aparelho mais seguro. A opção, contudo, não está disponível para os usuários da Apple — nesse caso, o cuidado deve ser redobrado.

Confira as principais dicas:

  • Utilize uma senha de bloqueio de tela que não possa ser deduzida facilmente. De preferência, opte pela configuração que bloqueia o celular após 30 segundos de inatividade.
  • Não deixe senhas anotadas em um bloco de notas, e-mails, mensagens de WhatsApp ou outros locais do celular. Uma opção mais segura é optar por um aplicativo gerenciador de senhas, protegido por uma senha segura.
  • Opte, sempre que possível, pela dupla autenticação e por ferramentas de segurança adicionais, como biometria ou reconhecimento facial quando o aparelho possuir a função.
  • Desative notificações que apareçam na tela bloqueada.
  • Ative nas configurações o bloqueio por senha de aplicativos importantes do celular, como de bancos, e-mail e SMS.
  • Evite deixar senhas salvas automaticamente nos aplicativos ou mesmo deixar contas já logadas.

Teve o celular roubado? Veja como proteger as contas bancárias

Após o roubo, é uma corrida contra o tempo. O criminoso vai tentar agir o mais rápido possível para tentar subtrair as contas bancárias, então a vítima também deve correr para tomar procedimentos de segurança.

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“Se roubaram o seu celular, em pouco tempo uma quadrilha vai aplicar golpes na sua conta bancária e te causar prejuízos enormes. Não espere! Defenda-se. Não há tempo para você informar seu banco, corra para o primeiro celular ou computador e apague os dados do seu celular para que o bandido não possa aplicar o golpe”, alerta o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

O primeiro passo após o ter o celular roubado é buscar um computador com acesso a internet para tentar apagar imediatamente os dados do aparelho. Veja o passo a passo:

  • Para modelos Android: acessar “android.com/find”; em seguida colocar seu login e senha; e clicar em “Limpar Dispositivo”. 
  • Para modelos da Apple: acessar “icloud.com”; em seguida digitar seu login e senha e clicar em “Buscar iPhone” e, após, “Apagar iPhone”.  

Em seguida, deve-se ligar para a operadora para solicitar o bloqueio do chip e do aparelho, informando o número IMEI. Esse passo deve ser feito após a limpeza do aparelho; caso a operadora bloqueie a linha antes, o comando de limpeza do celular pode não funcionar e o criminoso continuará tendo acesso aos dados.

Então, deve-se ligar para as instituições bancárias informando o ocorrido e solicitando bloqueio de qualquer operação financeira. Também é recomendável mudar a senha de redes sociais e contas que estivessem logadas automaticamente no aparelho.

Outra dica é checar a ferramenta Registrato do Banco Central. Nela, é possível verificar se os dados pessoais foram utilizados para abertura de contas ou empréstimos. [Clique aqui para acessá-la]

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