Financiamento de faculdade: saiba como fazer e quais as opções.

O financiamento de faculdade é uma alternativa para quem pretende fazer um curso superior, mas não tem dinheiro para quitar as mensalidades.

Funciona como uma espécie de empréstimo pessoal em que, via de regra, o estudante só começa a pagar quando termina a graduação. 

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Financiamento estudantil é uma modalidade que existe em diversos países e muita gente acredita que se trata de um tipo de investimento.

Afinal, o estudante está se capacitando durante o tempo em que passa pelo ensino superior para conseguir, em médio e longo prazo, um salário maior, fruto dessa capacitação.

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Dessa forma, ele dilui o valor das mensalidades em uma época em que terá mais condições de pagar. 

Neste artigo, vamos explicar o que é o financiamento de faculdade, quais as opções mais conhecidas disponíveis no mercado e como você pode se preparar para isso. 

Como funciona o financiamento de faculdade?

No Brasil, há dois tipos de financiamento de faculdade: um público e um privado.

O primeiro é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), um programa do Ministério da Educação (MEC) voltado para alunos cuja renda familiar é de até três salários mínimos (modalidade I) ou cinco salários mínimos (modalidade II). 

O MEC repassa o dinheiro para a instituição de ensino todos os meses. E os estudantes só se preocupam em começar a pagar a faculdade depois que se formam.

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Confira algumas condições do Fies:

  • Prazo pode chegar a 14 anos;
  • Taxa de juros é de 6,5% ao ano;
  • Juro zero a partir de 2018 (em alguns casos).

Já o segundo tipo de financiamento, o privado, pode ser feito pelas próprias faculdades. Essa modalidade de financiamento vem crescendo nos últimos anos.

Em 2014, eram 14,4% as instituições de ensino superior (IES) que ofereciam a possibilidade. Três anos depois, esse número dobrou. 

Os bancos também têm lançado linhas de crédito específicas para financiamento de faculdade, com taxas mais atrativas para estudantes, geralmente vinculadas à abertura de uma conta corrente, por exemplo. 

Quais são as opções mais conhecidas?

Santander

O banco sediado na Espanha criou há alguns anos o Santander Universidades, que se especializou em oferecer programas de financiamento de faculdade, pós graduação e bolsas de estudo em instituições nacionais e internacionais

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Com relação ao financiamento de faculdade, o Santander oferece uma linha de crédito específica para estudantes de graduação da área da Saúde:

  • Medicina
  • Farmácia
  • Enfermagem
  • Odontologia
  • Zootecnia
  • Veterinária
  • Biomedicina
  • Fisioterapia
  • Fonoaudiologia
  • Nutrição 

O banco repassa o valor integral do curso à universidade e cobra parcelas mensais dos estudantes, cujo valor é debitado diretamente da conta Santander. 

Os alunos de cursos de instituições privadas reconhecidos pelo MEC podem solicitar o financiamento a partir da 4ª mensalidade. 

Os estudantes de medicina passam por uma avaliação de crédito mais rigorosa, com necessidade de um avalista.

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Afinal, os cursos podem chegar a mensalidades de mais de R$ 10 mil em algumas instituições. No caso dos outros cursos, no entanto, os contratos podem ser firmados pelo próprio estudante.   

Pravaler

Outra opção de financiamento, o Pravaler oferece linhas de crédito para estudantes de graduação, MBA, pós-graduações e cursos técnicos, sejam eles presenciais ou EAD (educação à distância).

Primeiro, o estudante precisa estar matriculado em um curso de uma faculdade credenciada ao programa. Depois, ele solicita o financiamento de forma semestral.

Dessa forma, o aluno pode pagar cada semestre do curso em até um ano. Ou seja, se ele estiver matriculado em um curso de 4 anos de duração, por exemplo, terá 8 anos para quitar o financiamento. 

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O Pravaler faz uma análise de crédito na hora, a partir de dados pessoais (como o CPF) do interessado. A partir daí, o estudante já é informado se pode ou não dar entrada no pedido, que pode ser feito até 90 dias depois. 

Unip

A Universidade Paulista (Unip) conta com duas formas de financiamento estudantil. A primeira, é por meio do Fies.

Como já dissemos, essa é uma possibilidade de financiamento público de faculdade, coordenado pelo Ministério da Educação.

O acesso ao programa varia conforme a renda familiar mensal e pode resultar em até 100% de financiamento do curso. 

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A outra modalidade de financiamento de faculdade da Unip é por meio da parceria com a Pravaler.

Nesse caso, o aluno pode financiar o primeiro semestre de um curso de graduação presencial pagando 50% da mensalidade. No restante do curso, o valor das faturas é parcelado e acrescido de juros.   

Financiamento de faculdade para pagar depois de formado

A principal opção para financiamento de faculdade para pagar depois de formado é o Fies.

No entanto, o programa do governo federal não garante o financiamento total das mensalidades. O percentual do empréstimo varia de 10% a 100%, conforme a situação em que se enquadra o candidato. 

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No caso do financiamento privado, em geral, o estudante paga parte da mensalidade e financia o restante para depois da formatura.

Nesse caso, é preciso ficar de olho nas taxas de juros cobradas, o que pode aumentar o valor total do curso. 

Como devo me preparar para o financiamento?

O financiamento de faculdade funciona como qualquer outro tipo, seja de imóvel, veículos, serviços, dentre outros. Nesse caso, a instituição que irá financiar os estudos do candidato repassa o valor para a faculdade em que ele estiver matriculado.

Em troca, o estudante paga o valor total do curso de forma parcelada, conforme as regras estabelecidas no contrato. 

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Assim como os outros tipos de financiamento, é preciso ter certeza se as condições se aplicam ao seu orçamento.

Isso significa que, mesmo que o valor da mensalidade seja menor que o cobrado pela faculdade, você precisa ter uma renda que te permita pagar aquela fatura.

Do contrário, o financiamento estudantil pode virar uma bola de neve e afetar suas finanças.

Isso nos casos em que o financiamento é cobrado durante o curso. 

Há, no entanto, a possibilidade de que o financiamento só comece a ser quitado pelo aluno apenas depois da formatura.

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Uma vantagem dessa modalidade é que, para quem trabalha e estuda e não sobra dinheiro no fim do mês para pagar a mensalidade, a dívida é postergada. 

No entanto, isso implica em se organizar financeiramente para o período pós-graduação. O esperado é que, com um diploma de graduação em mãos, você consiga melhores oportunidades de emprego e, consequentemente, melhores salários.

Mas nem é isso o que sempre ocorre. O índice de desemprego de jovens, mesmo os que tem um diploma de graduação é alto. 

O ideal é ir juntando dinheiro ao longo do curso de graduação para que o financiamento seja quitado de forma mais tranquila ao final do processo. 

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Financiar faculdade de medicina vale a pena?

Os cursos de medicina nas faculdades e universidades particulares costumam ser os mais caros. Além disso, a graduação em medicina é, também, a mais longa: são seis anos de duração. 

Em média, o valor de uma mensalidade varia entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, que, por si só, limita o acesso de muita gente ao ensino superior. Nesse caso, um financiamento de faculdade pode ser a única alternativa para quem tem o sonho de se tornar médico ou médica.

Mas, antes de contratar um financiamento deste tipo, é preciso fazer as contas para não ter surpresas desagradáveis mais tarde.

Levando os valores acima em consideração, um curso de graduação em medicina pode custar algo entre R$ 216 mil e R$ 720 mil. Isso sem contar os juros.  

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É melhor financiar pelo banco ou nas próprias instituições de ensino?

Dentre as opções de financiamento estudantil privado há duas modalidades disponíveis no país: os bancos e as próprias instituições de ensino.

Instituições como o Santander, Itaú (que controla a Pravaler) e o Bradesco oferecem opções de linhas de crédito voltadas para o pagamento das graduações. 

Em todos esses casos, é preciso levar em conta dois fatores. O primeiro é a taxa de juros – que pode extrapolar os 20% ao ano, o que é considerado bastante caro.

É preciso pesquisar, já que, o financiamento diretamente com as IES podem chegar a juro zero, em determinados casos.

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O segundo é que o financiamento privado não significa que o estudante só pagará o valor do curso depois de formado.

Via de regra, o aluno tem um abatimento no valor da mensalidade e vai pagar o restante após a formatura (com acréscimo de juros, quando for o caso).

Conclusão


Neste artigo, você viu que o financiamento de faculdade funciona como outro tipo de financiamento, como o de imóveis ou automóveis, por exemplo. 

O empréstimo é feito diretamente para a instituição de ensino e o estudante paga o valor total de forma parcelada. 

O mais importante ao pensar em contratar um financiamento estudantil para cursar uma graduação é pesquisar a melhor opção e se organizar financeiramente para que, durante ou após o curso, você não tenha surpresas desagradáveis que comprometam a quitação da dívida. 

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