Inflação dos alimentos é a maior desde 2002; veja os itens que mais aumentaram

Por ainda restar dados de dezembro, a inflação dos alimentos deve fechar o ano ainda mais elevada, visto que os preços não dão sinal de queda.

Isabella Proença
Isabella Proença

De acordo com dados publicados na última terça-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação dos alimentos continua subindo. A nova alta é superior a 2,54%.

Com o resultado do mês de novembro, a alta acumulada a partir de janeiro chegou a 12,14% — a maior desde 2002, quando o aumento foi de 19,47%.

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Como ainda restam dados de dezembro, a inflação dos alimentos deve fechar o ano ainda mais elevada, visto que os preços não dão sinal de queda.

O gerente de pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, destacou que o índice de difusão do grupo de alimentos saltou de 73% em outubro para 80% em novembro.

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De acordo com ele, isso “demonstra um maior espalhamento da alta de preços entre os produtos alimentícios”.

“A gente tem os mesmos fatores que continuam influenciando na alta dos preços dos alimentos, como o câmbio num patamar mais elevado, que estimula as exportações; o preço de algumas commodities mais alto no mercado internacional e, pelo lado da demanda, ainda tem influência do auxílio emergencial”, explica.

Inflação dos alimentos: carnes pesaram no mês

O aumento dos alimentos em novembro foi o maior para um mês desde dezembro de 2019, quando a alta atingiu 3,38%.

No entanto, considerando apenas os meses de novembro, ela foi a maior desde 2002, quando ficou em 5,85%.

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As carnes são o item com maior peso na formação do indicador geral da inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual no mês.

Já a gasolina, que normalmente é o item de maior peso, ficou em segundo lugar em novembro, com impacto de 0,08 ponto percentual. Ela foi eguida pelo etanol, com impacto de 0,66 ponto porcentual.

O aumento das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, totalizando uma alta de 13,90% no ano.

Já a inflação do frango saltou de 2,41% em outubro para 5,17% em novembro, com um total acumulado de 14,02% no ano.

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“Por causa do preço maior das carnes, pode estar ocorrendo substituição delas pelo frango, pressionando maior alta nos preços deste item”, explicou Kislanov.

Alimentos que mais subiram até novembro

Veja, a seguir, os 50 alimentos que mais aumentaram no acumulado do ano até o mês de novembro em ordem crescente.

  1. Peixe – corvina: 14,31%;
  2. Lagarto comum: 14,81%;
  3. Limão: 14,84%;
  4. Brócolis: 15,08%;
  5. Cebola: 15,12%;
  6. Leite em pó: 15,54%;
  7. Acém: 16,27%;
  8. Cimento: 17,02%;
  9. Salame: 17,02%;
  10. Manga: 17,24%;
  11. Cupim: 17,65%;
  12. Linguiça: 17,87%;
  13. Peixe – filhote: 18,63%;
  14. Peixe – pintado: 19,29%;
  15. Pepino: 19,32%;
  16. Açúcar cristal: 20,54%;
  17. Mamão: 20,99%;
  18. Pera: 21,1%;
  19. Laranja-pera: 21,29%;
  20. Banana-d’água: 21,59%;
  21. Tangerina: 22,09%;
  22. Peito: 22,13%;
  23. Abobrinha: 22,31%;
  24. Salsicha em conserva: 22,45%;
  25. Músculo: 22,92%;
  26. Alface: 23,38%;
  27. Laranja-baía: 24,08%;
  28. Leite longa vida: 24,97%;
  29. Coentro: 25,09%;
  30. Açaí (emulsão): 25,41%;
  31. Mandioca (aipim): 26,25%;
  32. Costela: 26,4%;
  33. Banana-maçã: 28,2%;
  34. Carne de porco: 30,05%;
  35. Maçã: 30,2%;
  36. Fígado: 31,07%;
  37. Feijão-mulatinho: 32,6%;
  38. Cenoura: 34,41%;
  39. Repolho: 36,09%;
  40. Peixe-tainha: 38,77%;
  41. Feijão-preto: 40,75%;
  42. Morango: 42,49%;
  43. Batata-doce: 46,57%;
  44. Pimentão: 49,75%;
  45. Laranja-lima: 55,64%;
  46. Batata-inglesa: 55,9%;
  47. Feijão-macáçar (fradinho): 59,97%;
  48. Arroz: 69,5%;
  49. Tomate: 76,51%;
  50. Óleo de soja: 94,1%.

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