Copom: retomada econômica será “ainda mais gradual”

Para o Copom, a retomada econômica no Brasil será “ainda mais gradual” do que o previsto. Um dos motivos é a segunda onda do Covid-19.

Lucas Pavanelli
Lucas Pavanelli

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avalia que a retomada econômica no Brasil será “ainda mais gradual” do que o previsto. O comitê ainda cogita aumentar a taxa básica de juros no futuro que está, hoje, na casa dos 2%. 

As informações estão descritas na ata da última reunião do Copom, da semana passada. Confira a ata completa aqui.

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Copom prevê retomada econômica gradual

O Copom aponta, como principal motivo para uma retomada econômica “ainda mais gradual” a “ressurgência” da pandemia de Covid-19 no curto prazo. Com o aumento do número de casos, há uma expectativa para um maior isolamento social nas principais economias e, então, a interrupção na retomada da demanda. 

De acordo com o Copom, programas como o auxílio emergencial permitiram uma retomada forte, principalmente no consumo de bens duráveis. 

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No entanto, a pouca previsibilidade do cenário futuro e o ajuste dos gastos públicos a partir do ano que vem aumentam a incerteza sobre a continuidade da retomada da atividade econômica.

Previsão do Copom para o PIB

A previsão do Banco Central para o Produto Interno Bruto (PIB) é de queda de 5% neste ano e alta de 3,9% para o ano que vem. No entanto, analistas do mercado financeiro tem previsão melhor para este ano (- 4,41%) e pior para 2021 (3,5%). 

Previsão de alta de juros

A ata da reunião do Copom também trouxe novidades sobre a política de juros baixos adotada pelo Banco Central nos últimos anos. De acordo com o comitê, em breve, as condições para manutenção dos índices atuais podem não mais ser atendidas. 

Essa também é a expectativa do mercado financeiro. Confira

  • Agosto de 2021: 2,25%
  • Setembro de 2021: 2,5%
  • Outubro de 2021: 2,75%
  • Dezembro de 2021: 3%

Expectativa para inflação

O Copom também divulgou a expectativa para a inflação no futuro. A meta central da inflação é de 3,75% para o ano que vem e 3,5% para 2022. 

De acordo com o Banco Central, os últimos resultados são piores que o esperado. O mês de dezembro deve pressionar para uma inflação ainda maior devido aos preços das mensalidades escolares e o retorno da bandeira vermelha na tarifa de energia elétrica.

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