Consórcio: saiba o que é, quais são as opções e se vale a pena.

A liberdade financeira é um dos sonhos da vida adulta. Ficar livre das dívidas e começar a economizar dinheiro são os primeiros passos.

Afinal, surgem novos interesses de compra, como o primeiro carro ou a primeira casa. 

No entanto, nem sempre você tem dinheiro suficiente guardado para realizar todos esses sonhos sem prejudicar seu orçamento. Com isso, é preciso pensar em alternativas. 

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Os empréstimos e financiamentos são duas delas, porém, não as únicas.

O consórcio é outra forma de conquistar a casa própria ou um veículo, recomendado para pessoas que não tem pressa para fazer estes investimentos.

A modalidade de crédito não é tão conhecida, tanto que existem pessoas que não fazem ideia de que poderiam comprar uma casa, apartamento ou outro bem com valor mais elevado usando os consórcios. 

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A verdade é que pode ser uma maneira econômica de fazer essa compra, especialmente para que está disposto a esperar um pouco para concretizá-la.

Entenda agora o que é consórcio, como funciona, seus benefícios e se seria a melhor alternativa para você.

O que é consórcio?

O consórcio é uma forma de adquirir um bem de alto valor, como uma casa ou um automóvel. Também existem aqueles destinados às viagens.

É um tipo de crédito com mais vantagens para você, por ter taxas menores e não incluir juros. A principal diferença está em unir várias pessoas que têm o mesmo objetivo. 

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Assim, todos os meses você paga a parcela do consórcio, para, ao término do contrato, adquirir o bem desejado.

Pode ser definido como uma compra parcelada de uma casa, carro, viagem, moto ou qualquer outro serviço desejado.

É composto tanto por pessoas físicas, quanto jurídicas e deve ser autorizado e fiscalizado pelo Banco Central.

Tanto que, uma recomendação importante para quem está em busca deste serviço é verificar se a administradora do consórcio está inscrita e autorizada no Banco Central.

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Em resumo, o consórcio é uma opção de crédito mais em conta, que geralmente cabe no bolso, mas que exige paciência.

Não é indicado, portanto, para quem tem pressa em concretizar um sonho, a não ser que você esteja disposto a adiantar algumas parcelas do consórcio.

Esta situação pode acontecer, por exemplo, quando você sabe que tem pouco dinheiro inicialmente, mas em alguns meses conseguirá desembolsar mais sem prejuízos ao orçamento familiar.

Essa modalidade de empréstimo existe no Brasil desde a década de 60, quando a indústria automobilística começou a se instalar no país.

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Seu objetivo era facilitar a aquisição de veículos por qualquer pessoa. Hoje o consórcio facilita a compra de vários bens e serviços.

Dessa forma, podemos dizer que consórcio é:

  • Uma forma de crédito que facilita a aquisição de bens ou serviços;

O que pode ser adquirido com o consórcio?

O mais comum é que as pessoas que usam o consórcio o utilizem com o intuito de adquirir imóveis.

No entanto, esta modalidade de crédito também pode ser utilizada para adquirir bens móveis, como carros, caminhões, motos, barcos, móveis para casa e escritório, eletrodomésticos e eletrônicos.

Consultórios médicos e odontológicos também podem usar o consórcio para aquisição de todos os móveis e aparelhos necessários para o atendimento aos pacientes.

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No caso dos imóveis, o consórcio permite fazer a compra de casas, apartamentos, salas e espaços comerciais, terrenos e até utilizar a carta de crédito para reformas. 

Além disso, você também pode fazer a compra de serviços através desta modalidade de crédito.

Estão inclusos: cursos, faculdade, pós-graduação, formaturas, casamentos, tratamentos ortodônticos ou estéticos, serviços de marketing e comunicação ou qualquer outro que você necessite.

Principais empresas que atuam no mercado

Para quem estar conhecendo o mercado de consórcios agora pode ser um pouco difícil escolher a melhor opção, ou, até mesmo, saber quais são elas.

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Por isso, separamos algumas empresas do ramo e seus principais produtos para citar como exemplo, veja abaixo:

  • União: carros, imóveis, caminhões, motos, serviços e máquinas.
  • Gazin: carros, motos, imóveis, eletroeletrônicos, energia solar, serviços e equipamento náutico. 
  • HS Consórcios: imóveis e veículos.
  • Consórcio Volkswagem: automóvel
  • Chevrolet: automóveis
  • Fiat: carros
  • Itaú Consórcios: veículos e imóveis.

Quem pode utilizar o serviço?

Para aderir a um consórcio é preciso ter mais de 18 anos. Alguns consórcios permitem que jovens a partir de 16 anos participem, mas seus representantes legais devem assinar o contrato. 

Também existem casos em que pessoas que estão com o nome sujo podem aderir à modalidade.

Para saber se a administradora permite isso, é importante consultar as regras logo que decide fazer um consórcio.

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Por último, e não menos importante, podem utilizar os consórcios todos que possuem certa dificuldade em poupar dinheiro, já que a modalidade de crédito irá garantir que você separe uma quantia todos os meses para realizar seus sonhos.

Resumindo, podem adquirir um consórcio:

  • Pessoas maiores de 18 anos;
  • Jovens entre 16 e 17 anos, desde que autorizados e com a assinatura do responsável legal no contrato;
  • Pessoas que querem economizar, mas não conseguem se organizar para isso;
  • Quem está com o nome sujo, desde que autorizado pela administradora do consórcio.

Como funciona?

O funcionamento do consórcio não possui grandes segredos, sendo semelhante, independentemente da administradora escolhida.

O primeiro passo é definir o que deseja comprar. Feito isso, escolha a empresa a quem irá pagar as parcelas.

Nesta etapa é indispensável verificar se a administradora do consórcio está autorizada pelo Banco Central.

Desta forma, você evita cair em fraudes e garante estar fazendo negócio com uma empresa idônea.

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Assim que decidir qual consórcio deseja (para a compra de um imóvel, por exemplo) você será colocado em um grupo.

Este tem o mesmo objetivo, ou seja, todos ali querem realizar o sonho da casa própria, se seguirmos o exemplo citado.

Você também pode escolher entre diferentes valores de parcelas e total de meses para pagamento, por isso, o consórcio é tão útil para quem não tem pressa em comprar um bem ou serviço.

Se você não pode pagar um valor muito alto mensalmente, pode optar por um parcelamento mais longo.

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O valor pago mensalmente por todos do grupo do consórcio funciona como uma poupança. Todos os meses uma pessoa pode ser contemplada, seja por sorteio ou lances.

Vale comentar que, mesmo tendo sido contemplado em sorteio, é necessário continuar pagando as parcelas do consórcio até que se encerrem.

Assim, podemos resumir o funcionamento do consórcio em:

  • Aquisição do consórcio para compra de bem ou serviço;
  • Pagamento mensal das parcelas;
  • Participação em sorteios e lances;
  • Possível contemplação em sorteios e lances;
  • Fim do pagamento das parcelas do consórcio;
  • Aquisição da carta de crédito para compra do bem ou serviço desejado.

Contemplação por sorteio

Todos os meses, se existir um valor poupado pelo grupo de consorciados, será feito um sorteio que contemplará uma das pessoas que faz parte daquele grupo.

É realizado, então, em uma data específica do mês e cada participante concorre com o número de cota.

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Se sorteado, terá o direito de receber a carta de crédito e pode adquirir o bem ou serviço desejado à vista.

Contemplação por lances

Os lances funcionam de forma muito parecida com os leilões.

Quem ainda possui parcelas do consórcio a serem pagas pode usar essa modalidade para tentar ser contemplado. 

Para isso, deve dar um lance, que compõe uma oferta de antecipação de parcela.

Os maiores valores são os contemplados e quem deu o lance pode diminuir o tempo de aquisição do bem ou serviço. 

Se o lance dado equivale ao valor total de parcelas restantes, você será contemplado, poderá receber a carta de crédito e adquirir a casa, carro, apartamento ou qualquer outro serviço que o levou a optar pelo consórcio.

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Tipos de lances

Lance fixo

Aqui, a administradora define percentual mínimo a ser ofertado como lance para determinados grupos.

Lance fidelidade

No caso dos lances fidelidade, ele conta com as mesmas características do lance fixo.

Porém, só podem participar os consorciados que não atrasaram as parcelas dos últimos 6 meses.

Lance limitado 

Neste modelo, são permitidos lances que contenham um limite específico de parcelas previamente acordadas com a instituição. 

Lance embutido

Já no lance embutido, possibilita que você consiga ofertar até 30% do valor da carta de crédito.

Lance retido

Por aqui, o consorciado tem a possibilidade de ofertar o seu carro, pela tabela Fipe, utilizando estes índices como valor do lance;

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Lance diluído

Neste último modelo, o consorciado tem a opção de usar o lance para diminuir o valor das parcelas mensais restantes.

Caso haja empate em qualquer um dos tipos de lance, o consorciado a ser contemplado será definido através  do sorteio da Loteria Federal.

Benefícios de investir em um consórcio

Depois de entender o que é um consórcio você pode estar se perguntando se essa modalidade de crédito tem suas vantagens.

A verdade é que não são poucas, tanto que, como dito anteriormente, se não existe pressa na compra do bem ou serviço, você pode sim optar pelo consórcio.

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Conheça alguns dos principais benefícios:

Prazo de pagamento ideal

Financiamentos e empréstimos possuem um prazo máximo para quitar a dívida. Geralmente este prazo é o mais conveniente ao banco ou instituição financeira, que deseja reaver o valor emprestado.

No caso dos consórcios, é possível encontrar um prazo para pagamento total ideal.

Basta pesquisar e conhecer os planos disponíveis. Sempre existe algo que cabe no seu bolso, mesmo que seja um pouco mais longo.

Assim, é você quem define o prazo de pagamento que melhor se encaixa no seu orçamento.

Menor custo

Quem opta por um consórcio tem menos custos envolvidos. Não é preciso dar uma entrada ou juros sobre a modalidade de crédito.

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É cobrada apenas uma taxa de administração, que costuma ser inferior ao IOF e aos juros praticados pelas instituições financeiras.

Sem juros

Os juros cobrados em financiamentos e empréstimos consideram a variação da taxa Selic. Esta taxa é determinada pelo Banco Central e depende de como está o cenário político e econômico do país.

Consórcios não têm juros e não dependem desta taxa. A única taxa envolvida é a administrativa, que pode variar de acordo com o plano selecionado e o grupo em que você se encaixa. 

Ainda assim, ela dificilmente ultrapassa a média de 1% ao ano. Por outro lado, juros cobrados em financiamentos podem chegar a até 10% ao ano.

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Riscos baixos

O consórcio pode ser visto como um investimento, já que o objetivo é adquirir um bem ou serviço assim que for contemplado ou terminar o pagamento.

Diferente de outros investimentos, como as ações, os riscos são baixos.

O valor pago mensalmente funciona como uma poupança e é destinado exclusivamente àquilo que foi assinado em contrato.

Também é uma garantia para não ficar inadimplente, já que é você quem seleciona a melhor forma de pagamento e parcelas que se encaixam melhor no seu bolso.

Valores sempre atualizados

Os valores dos grupos de consórcio são sempre atualizados. Afinal, o objetivo é garantir que todos possam realizar o sonho da compra de um imóvel, veículo ou de uma viagem.

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Como os grupos podem durar alguns anos, até que todos sejam contemplados, os valores precisam ser corrigidos, para que a carta de crédito seja válida.

Então, independente do momento em que for selecionado, você poderá adquirir o bem ou serviço com o valor de mercado atualizado.

Menos burocrático

Adquirir um consórcio é menos burocrático do que financiamentos ou empréstimos.

Ao escolher as duas últimas modalidades de crédito, é preciso comprovar renda e até se não está com o nome sujo. Ainda assim, existe o risco de o banco negar o empréstimo ou oferecer um valor menor.

No caso dos consórcios, existem administradoras que aceitam pessoas que estão com o nome no SPC e Serasa.

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Além disso, a comprovação de renda e outras informações é feita apenas no momento de retirar a carta de crédito.

Desta forma, o consorciado tem mais tempo para regularizar sua situação, especialmente se tem dívidas pendentes.

Consórcio x Investimento

Embora muitos creiam que o consórcio é uma modalidade de investimento, essa afirmação não é verdadeira.

O consórcio não pode ser classificado como um tipo de investimento pois, através dele, você arcará com um valor maior do que o valor da compra do serviço ou bem.

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Devido ao valor adicional da taxa de administração que é somado ao custo total.

No entanto, isso não significa que o consórcio não seja uma boa maneira de viabilizar investimentos.

Caso você possua uma reserva financeira significativa, porém, ainda não suficiente para comprar um imóvel. Pode ser interessante consultar a empresa administradora sobre a possibilidade de realizar um lance contemplável em um período curto de tempo.

Isso porque, em geral, as parcelas do consórcio são mais baratas do que as prestações de um financiamento.

E a oferta de um lance contemplável, por sua vez, seria algo semelhante a dar uma entrada caso se tratasse de um imóvel financiado, sem assumir os altos custos desta modalidade.

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Essa é uma prática comum entre os investidores que têm o objetivo de adquirir imóveis para revender ou alugar.

O critério de escolha é que o lucro gerado pela revenda ou aluguel seja maior que a taxa de administração do consórcio. 

Esse é um tipo de investimento é rentável. Contudo, é preciso salientar que a aplicação financeira que gera os rendimentos, em si, é a compra do imóvel. O consórcio, nesse caso, se trata do custo do investimento.

Consórcio pode ser feito para bens já financiados

Quem financiou uma casa ou apartamento e pensa em quitar a dívida mais rapidamente pode contar com a ajuda do consórcio.

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Especialmente se for contemplado em sorteios ou lances.

É importante que a carta de crédito tenha valor igual ou superior ao do saldo do financiamento, para que seja possível realizar a operação.

Em alguns casos, se couber no orçamento, é indicado apostar nas cartas de crédito com valor maior, para que o saldo restante seja usado com despesas de documentação e cartório.

O que acontece caso não pague as parcelas

Imprevistos podem acontecer, no entanto, o consorciado será penalizado caso atrase as parcelas mensais. Assim, terá que arcar com multa e juros sobre o que não foi pago.

Muitas administradoras optam pela cobrança da multa apenas para quem já foi contemplado.

No caso dos consorciados que ainda não conseguiram a carta de crédito, perdem o direito de participação nos sorteios e, em caso de três ou mais parcelas atrasadas podem perder também sua cota no grupo.

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O impedimento de participar em sorteios e lances é a penalidade mais leve. As mais graves envolvem a perda da carta de crédito – no caso de participantes já contemplados – e a exclusão do grupo de consorciados.

Além disso, seu nome é incluído no cadastro de maus pagadores (Serasa e SPC) e há a possibilidade de perder um bem dado como garantia. 

Assim que o participante de um grupo adquire a carta de crédito, no caso dos imóveis, estes são dados como garantia de pagamento.

Então, quando deixa de arcar com a dívida pode perdê-los para a administradora. Até que o consórcio seja quitado, o bem ficará alienado.

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Consórcio vale a pena?

Com tudo que mostramos até aqui, temos uma boa base para responder a esta pergunta.

Bem, levando em consideração que o consórcio é um processo que pode demorar bastante para dar resultados, ou seja, para que o consorciado seja contemplado.

Podemos afirmar que ele é uma opção válida e vale sim a pena para quem tem uma boa margem de tempo para realizar seus sonhos.

Além de ser uma forma de acumular patrimônio de maneira assertiva. O que pode ser bom para estimular o hábito de guardar dinheiro do contratante do consórcio.

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Por isso, se você está começando sua vida financeira agora, mas deseja em um futuro de médio e longo prazo, adquirir bens de alto valor como um carro ou um imóvel, o consórcio pode ser a resposta para você.

Outra parcela que pode se beneficiar do modelo de consórcio são aqueles que possuem uma boa parte do valor do bem e não desejam financiar o restante para não pagar altos juros.

Para estes, ao invés de esperar por mais um ou dois anos para ter todo o valor do bem, tornar-se um consorciado pode ser uma boa alternativa, pois, assim, pode-se fazer um bom lance e ser contemplado em pouco tempo.

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