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Selic: taxa de juros vai para 10,75% ao ano; saiba mais

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Nesta quarta-feira, 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic de 9,25% ao ano para 10,75% ao ano – alta de 1,5 ponto percentual.

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A decisão foi unânime e já era esperada pelos economistas.

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A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira.

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É com base nela que outras taxas são definidas, como as usadas para empréstimos, financiamentos e até os rendimentos de alguns investimentos.

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Oitavo aumento consecutivo da taxa básica de juros

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Com o oitavo aumento consecutivo, o indicador atinge dois dígitos pela primeira vez em quatro anos – em julho de 2017, estava em 10,25% ao ano.

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O aumento da taxa Selic é uma tentativa do BC de conter a escalada na inflação, que fechou 2021 em 10,06%, o maior nível em seis anos.

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Para 2022, o mercado financeiro já prevê inflação acima dos 5%.

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De março a junho de 2021, o Copom havia aumentado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro.

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A partir de agosto, o BC decidiu elevar a Selic em 1 p. p. a cada reunião.

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Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, o reajuste passou para 1,5 ponto nas três últimas reuniões.

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A decisão do Copom

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Em nota à imprensa, o Copom deu a entender que seguirá aumentando os juros básicos até o controle da inflação no médio prazo.

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Entretanto, informou que o ritmo das altas será reduzido nos próximos encontros, pois a economia ainda está sofrendo os efeitos dos aumentos anteriores.

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“Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante”, destacou o comunicado.

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Um dos fatores que podem intensificar a alta de preços, segundo o Comitê, são as políticas fiscais do governo.

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Apesar do desempenho das contas públicas ter melhorado, o Copom avalia que ainda há uma incerteza em relação ao arcabouço fiscal.

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Ou seja, o mercado ainda não confia plenamente que o governo respeitará as leis relativas à saúde das contas públicas.

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“Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário de referência”, afirma a nota.

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O que dizem os especialistas

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O sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos Idean Alves avalia as expectativas para as próximas reuniões e para os investimentos após o aumento, que, segundo ele, “ficam mais interessantes”.

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“O tom mais duro do comunicado do Copom surpreendeu negativamente com a sinalização de novas altas ao longo do ano de 2022, supondo uma trajetória de elevação até 12% no primeiro semestre, e encerrando o ano em 11,75%, caminhando para 8,00% em 2023”, destacou Alves.

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Já o economista e sócio do BRA João Beck afirma que o Copom menciona no comunicado exatamente o que o mercado esperava.

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“Essa subida é uma sinalização de alguma desaceleração do ciclo de alta que deve ir até o fim do ciclo. Ou seja, há uma sinalização de que o ritmo de alta irá diminuir”, diz ele.

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