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IPCA a 1,06% em abril: Saiba como a inflação impacta seu bolso

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Puxada pelas altas dos alimentos e do combustível, a inflação brasileira, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ficou em 1,06% em abril, após alta de 1,62% em março.

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Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11), essa é a maior variação para um mês de abril desde 1996.

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No ano, o IPCA acumula alta de 4,29%. Já nos últimos 12 meses, o índice acumulado é de 12,13%, acima dos 11,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

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O IBGE define o IPCA a partir de uma pesquisa de preços que observa a quantidade de produtos e serviços que registraram alta de preços em determinado mês.

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O índice leva em consideração itens dos seguintes grupos: alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação.

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Como o índice tem impacto direto na vida dos brasileiros, o iDinheiro conversou com especialistas para entender o cenário atual da inflação brasileira e quais são as expectativas para o futuro.

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Entenda o cenário atual da inflação brasileira

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Segundo os especialistas ouvidos pelo iDinheiro, o cenário atual do IPCA está diretamente ligado a diversos fatores, dos quais devemos destacar a alta no preço dos combustíveis e da energia elétrica.

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De acordo com dados do IBGE, em abril, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta registrada pelo IBGE, sendo que os grupos de Alimentação e bebidas e Transportes tiveram a maior variação e o maior impacto.

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Juntos eles contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril.

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Como aponta André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), essa alta está diretamente ligada aos energéticos compostos pela energia elétrica e pelos combustíveis.

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Assim, como esses componentes são importantes para a prestação de serviços do dia a dia e para a produção industrial, tem-se um impacto direto nos preços de diversos produtos e serviços dos brasileiros.

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A economista e educadora financeira da Acordo Certo Bruna Allemann também destaca que a alta nos alimentos e no preço da energia elétrica é reflexo da instabilidade dos preços e do aumento do petróleo.

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Como a alta dos combustíveis afeta o brasileiro

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Como ressalta Bruna, o petróleo é o principal composto de muitos produtos do dia a dia dos brasileiros e vai além da gasolina. Um barril de petróleo, no Brasil, é destinado seguindo a seguinte divisão:

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- 40% vira diesel: o que afeta todo transporte rodoviário, principalmente e encarecendo os produtos que precisam ser transportados, distribuídos pelo nosso país.

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Esse aumento entra na conta do consumidor que é cobrado mais caro por isso, com o valor do aumento de frete embutido no preço do produto);

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- 18% vira gasolina;

- 14% vira óleo combustível;

- 8% GLP: óleo de cozinha;

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- 8% nafta, que entra para a indústria química, solventes, indústria de tintas, encarecendo todo o processo de produção);

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- 4% querosene de avião, o que resulta em viagens mais caras;

- 8% para outros produtos como corantes artificiais, chiclete e plástico, por exemplo.

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Dessa forma, se o barril do petróleo encarece, vários produtos também ficam mais caros para os consumidores.

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Expectativa para o futuro

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De acordo com o último Relatório Focus, do Banco Central, a expectativa do mercado financeiro é de que a inflação desacelere ao longo do ano.

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Essa é perspectiva é compartilhada por todos os especialistas ouvidos pelo iDinheiro e está ligada à alta da Selic, que chegou a 12,75% ao ano na última reunião do Copom.

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Saiba mais sobre o último aumento da Selic.

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Como aponta a economista Bruna, um dos motivos de aumentar a Selic é desacelerar a economia.

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Assim, o custo do dinheiro (crédito) fica muito mais caro e pouco atraente para o consumidor, o que pode influenciar para que a inflação não fique muito alta.

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O vice-presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) Jusivaldo Santos também indica outras alternativas que podem ajudar a desacelerar a inflação:

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“Além da alta da Selic, o governo tem atuado no front fiscal, reduzindo ou zerando impostos setoriais e alíquotas de importação“.

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Em termos práticos, o economista André Braz projeta uma inflação próxima ao que foi divulgado pelo Relatório Focus:

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Apesar da incerteza global, aqui no Brasil, a inflação deve terminar o ano em 8,3% ou até mesmo 7,9%, o que faz com que ela termina abaixo do ano passado, que foi 10%, então a tendência é desacelerar”.

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Saiba mais sobre a inflação medida pelo IPCA.

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