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Lições de Warren Buffett guiam novos negócios na pandemia

Isabella Proença
Isabella Proença
Warren Buffett

Mesmo com 90 anos recém-completados, as lições do bilionário Warren Buffett continuam relevantes para o mercado financeiro. Confira.

O bilionário Warren Buffett completou 90 anos no dia 30 de agosto e suas lições sobre investimentos continuam ecoando nos novos negócios na pandemia.

Muito ativo no mercado financeiro e a 6ª pessoa mais rica do mundo, Buffett anunciou recentemente uma nova operação em meio à pandemia.

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Sua holding de investimentos, a Berkshire Hathaway, vai investir U$ 600 milhões na emissora de TV E.W. Scripps, a fim de ajudá-la na compra do ION Media, um dos maiores grupos de transmissão americanos. O negócio indica um interesse de Warren Buffett nas plataformas de distribuição de conteúdo.

Atualmente, o bilionário deixou sua histórica posição de não entrar em ofertas públicas iniciais (IPOs) de lado e adquiriu na largada em torno de U$ 730 milhões em ações da Snowflake, de software de armazenagem de dados.

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Conhecido como Oráculo de Omaha, o investidor continua dando lições de como aproveitar as melhores oportunidades de investimento.

Ao longo dos últimos meses, os demais negócios fechados por Buffett também deixam lições sobre sua visão para o mercado.

Veja, abaixo, quais são elas.

Lições de Warren Buffett

Proteção ao dólar fraco 

Em agosto, Warren Buffett investiu cerca U$ 560 milhões em ações da Barrick Gold, a maior mineradora de ouro do mundo.

Mais que um movimento de proteção a curto prazo, para analistas, a decisão reflete a visão estratégica de que, em meio a um esperado enfraquecimento do dólar e ao novo período prolongado de juros perto de zero, o ouro continuará tendo valorizações a médio e longo prazo.

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Outro movimento realizado nas últimas semanas que indica um movimento de defesa ao dólar fraco, foi a escolha de adquirir em torno de 5% em cinco grandes conglomerados industriais do Japão. Isso diversifica geograficamente uma parte de seu portfólio de investimentos.

As participações custaram cerca de U$ 6,7 bilhões.

Atenção às barganhas

O investidor gastou U$ 6,8 bilhões no primeiro semestre de 2020 para comprar ações da Berkshire Hathaway.

Na grande queda das ações da holding de investimentos nos primeiros meses de pandemia, o valor da empresa — medido pela relação entre o patrimônio líquido e preço da ação — caiu para o menor nível em 8 anos.

Exposição seletiva ao setor financeiro

Buffett abriu mão de boa parte de suas participações em empresas do setor financeiro — incluindo a Master Card, o JPMorgan Chase, a Visa e o Wells Fargo — e em bancos americanos.

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Além disso, no começo de 2020, ele já havia vendido sua participação no Goldman Sachs. No entanto, ainda possui um relevante capital na American Express.

O bilionário também gastou U$ 2,1 bilhões para ampliar sua participação no Bank of America — de 10% para próximo aos 12% — um dos bancos de varejo e atacado com balanço mais sólido entre seus pares no mercado americano.

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