Caged: 313,6 mil vagas formais de emprego foram criadas no Brasil em setembro

O Caged registrou a abertura de 313.564 vagas formais de emprego no mercado de trabalho brasileiro em setembro. Confira os apontamentos.

Isabella Proença
Isabella Proença

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 313.564 vagas formais de emprego foram criadas no Brasil em setembro.

O saldo, divulgado pelo Ministério da Economia, é a diferença entre o número de contratações e o número de demissões. No total, o país registrou 1.379.509 admissões e 1.065.945 baixas.

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Esse foi o terceiro mês de resultados positivos em relação à criação de empregos com carteira assinada. Além disso, também foi o melhor resultado de setembro desde o início da série histórica, em 1992.

Até então, o melhor valor registrado para esse período tinha sido em 2008, quando 282.841 vagas formais de emprego haviam sido abertas.

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Histórico de vagas formais de emprego em 2020

De janeiro a setembro deste ano, de acordo com informações do Ministério da Economia, houve fechamento de 558.597 postos de empregos com carteira assinada.

Portanto, mesmo com o aumento de vagas formais de emprego nos últimos 3 meses, as perdas registradas entre março e maio de 2020 ainda não foram superadas.

No período, houve perda de 1.594 milhão de empregos. De julho a setembro, 697.296 vagas de emprego com carteira assinada foram abertas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que a crescente no número de geração de emprego nos últimos dicas indica uma recuperação da economia “em V”.

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“Nos últimos três meses foram criados 100 e poucos, 200 e poucos e 300 e poucos [mil]. Não só estamos criando empregos, como estamos criando em ritmo crescente. Nós tivemos em abril o fundo do poço, perdemos empregos três meses seguidos, mas já estamos criando três meses seguidos empregos em todos os setores e em todas as regiões do Brasil”, afirmou o ministro.

Guedes ainda disse que, no acumulado de 2020, até setembro, embora o Brasil tenha pedido mais de 558 mil postos do emprego, o valor é menor à perda acumulada nessa mesma época no decorrer de 2016 e 2016, anos de recessão.

“No acumulado do ano de 2020, que foi a pior pandemia da história, o acumulado de perda é menor do que nos dois anos de queda do PIB. 2015 e 2016. Em setembro de 2015 tínhamos perdido, no acumulado do ano, 657 mil. Em 2016 perdemos, no acumulado do ano, 683 mil empregos. Pois bem, no ano de 2020, na pior pandemia da história perdemos 570 mil empregos, 100 mil empregos a menos que em 2015 e 2016”, concluiu.

Abertura de vagas por setor

Todos os 5 setores pesquisados abriram vagas de trabalho formais em setembro. O líder foi o setor da indústria, com a criação de 110.868 postos.

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Já os serviços ficaram em segundo lugar, com a abertura de 80.481 novos postos. Em comparação a agosto, a criação de empregos neste setor quase dobrou.

Em terceiro lugar vem o grupo comércio, reparação de serviços automotores e de motocicletas, com 69.239 novas vagas.

O setor de construção ficou em quarto lugar, com 45.249 postos. Por fim, o grupo que engloba pecuária, agricultura, pesca, produção florestal e aquicultura, criou 7.751 postos em setembro.

Regiões que mais criaram vagas formais de emprego

Em relação às regiões, todas criaram empregos formais em setembro. O líder de abertura de vagas foi o Sudeste, com 128.094 novos postos, seguido pelo Nordeste, que criou 85.336.

No Sul, 60.319 postos foram abertos e o Norte abriu 20.640. O Centro-Oeste, teve 19.194 vagas de trabalho.

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