Uber e Digio oferecem empréstimo a motoristas com taxa a 2,97%

Uber e Digio firmam parceria para disponibilizar empréstimo a motoristas parecido com o consignado, com taxas atrativas para quem trabalha com o aplicativo

Karina Carneiro
Karina Carneiro

As empresas Uber e Digio firmaram uma parceria para disponibilizar empréstimo a motoristas em uma linha de crédito pessoal exclusiva. A nova opção, ainda em teste, conta com taxas a 2,97% e com limite de solicitação de R$ 1 mil a R$ 5 mil.

Como teste, a empresa deve disponibilizar essa opção inicialmente para 1.000 motoristas pré-selecionados, para que ajustes possam ser feitos antes da opção ser disponibilizada para todos os motoristas do aplicativo.

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A parceria entre Uber e Digio, banco digital controlado pelo Bradesco e Banco do Brasil, também poderá chegar a outras plataformas de intermediação no futuro, segundo informações das empresas. 

Como vai funcionar o empréstimo para motoristas

Diferentemente dos modelos de empréstimo de crédito pessoal tradicional, onde os pagamentos das prestações são realizados mensalmente, nessa opção, o motorista terá parte de seus rendimentos retidos a cada semana, acompanhando o fluxo de entrada para os motoristas com deságio.

Esse formato é parecido com o estilo de cobrança do crédito consignado, onde o valor costuma ser retido direto na fonte. 

Entretanto, a empresa norte-americana não garante os empréstimos e nem receberá parte da receita para a movimentação dessas operações específicas. 

Alerta aos motoristas

Alguns especialistas acreditam que a solução conta com taxas fora de mercado, segundo reportagem da Exame.

É o caso do professor de finanças da FGV, Fábio Gallo. “Apesar de ser um empréstimo bastante direcionado, esse modelo acaba não garantindo nada. Um trabalhador da iniciativa privada, por exemplo, consegue contratar um consignado por uma taxa inferior a essa”, disse.

Outro ponto levantado pelo especialista, é o da impossibilidade do trabalho autônomo ter acesso aos seus recursos.

“Falando do ponto de vista de crédito, seguimos o mesmo formato já conhecido. O banco costuma ter a garantia de recebimento, enquanto o trabalhador informal não tem nem a possibilidade de pegar sua quantia exata, que já precisa contar com esse desconto”, mencionou Gallo à revista.

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