Entenda como funciona o seguro de carro antes de contratar!

Veja como funciona o seguro de carro e o que analisar antes de contratar o seu. Das coberturas ao sinistro!

Julyana Andrade

Você sabe mesmo como funciona o seguro de carro? Conhecer as particularidades, os termos e as condições do contrato, por exemplo, é fundamental para saber comparar as opções disponíveis. A partir daí, você terá mais conhecimento para tomar uma decisão segura e escolher a melhor oferta.

Quer encontrar seguros de carros mais baratos e sem perder a qualidade? Então, este post é para você. Continue conosco e saiba mais sobre o assunto a seguir!

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Como funciona o seguro de carro?

O seguro de carro, assim como acontece com outros bens, como moto, imóvel ou até mesmo viagem, funciona como uma espécie de garantia ao proprietário. Ele paga uma mensalidade (ou um valor anual) para que tenha direito a ser indenizado caso aconteça algum problema com seu veículo

Toda relação entre segurado e seguradora gera a chamada apólice de seguro, que é, basicamente, um contrato em que são descritos, de forma detalhada, a cobertura a que o bem está assegurado.

Caso aconteça algum evento que foge da cobertura contratada, a seguradora não é obrigada a ressarcir o proprietário. Por isso é que essa negociação entre as duas partes antes da emissão da apólice é o processo mais importante dessa relação. 

Quando algo acontece com o veículo, o proprietário comunica a empresa, que abre um registro chamado de sinistro, uma espécie de ocorrência sobre o fato. No caso de um acidente de trânsito, por exemplo, o sinistro consta o que ocorreu e os dados dos envolvidos, tanto o segurado quanto o terceiro.

É com esse número que ambas as partes poderão solucionar o problema, como um conserto dos danos resultantes do acidente, por exemplo.   

Embora tratamos comumente como seguro de carro, existem diversos tipos de seguro que se encaixam no mais variado perfil de proprietários. Os custos também são diferentes conforme as características e condições acordadas.

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Quais são os tipos de coberturas existentes?

Agora que você já entende melhor como funciona o seguro de carro, vamos mostrar quais coberturas existem no mercado.

Seguro contra roubo e furto

Quando um carro é roubado, o proprietário deve, em primeiro lugar, acionar a polícia, registrar um boletim de ocorrência e comunicar a seguradora sobre o fato. A indenização, nesse caso, só sai se o bem não for recuperado. Em geral, a apólice do seguro prevê um período (em geral, de 30 dias após o fato) para que o veículo seja encontrado. Após esse prazo, ela deve indenizar o proprietário conforme valor de mercado. 

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Cobertura de danos a terceiros

O seguro que engloba a possibilidade de cobertura de danos a terceiros garante que, caso o segurado seja responsável por um acidente, a outra parte envolvida também tenha direito à cobertura, seja ela médico-hospitalar ou de danos e avarias.

Nesse caso, o terceiro deve entrar em contato com a seguradora e informar o número do sinistro para que possa ser atendido. Em geral, a empresa já indeniza o hospital, se for o caso ou uma oficina conveniada pelo serviço prestado a essa pessoa.

Acidentes de passageiros

Esse tipo de seguro é ideal para motoristas de táxi e de aplicativos, por exemplo, que costumam transportar passageiros o tempo todo. A cobertura, em geral, inclui o pagamento de uma indenização caso outra pessoa, que não o motorista, seja vítima em um acidente de trânsito. O seguro pode cobrir indenização por invalidez ou o custeio das despesas médicas

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Seguro de acessórios

Esse tipo de serviço é vendido como uma espécie de adicional ao seguro de carro básico. Em geral, engloba itens como rádio, vidros e retrovisores, que podem ser furtados ou danificados tanto um acidente quanto em uma batida involuntária. Nesse caso, o segurado comunica a seguradora sobre o dano e é encaminhado para uma oficina parceira. 

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Quais são os outros tipos de seguro para carro?

Sabia que existem outros tipos de seguro auto? Veja a seguir.

Associação de Proteção Veicular

As APVs, Associações de Proteção Veicular, são organizações que reúnem pessoas com o mesmo interesse: garantir proteção para seus veículos. Elas fogem da lógica de uma seguradora porque se caracterizam como organização sem fins lucrativos. Em linhas gerais, uma APV funciona como uma espécie de fundo em que os integrantes dividem entre si os custos mensais dos acidentes ocorridos entre seus associados

O objetivo da APV não é gerar lucro para uma pessoa ou grupo e, por isso, o custo mensal é proporcionalmente menor. Consequentemente, essa é uma opção válida para os motoristas que não querem ou não podem pagar a uma seguradora. Essa é a grande vantagem desse tipo de seguro.

No entanto, como as associações não são fiscalizadas ou gerenciadas por órgão algum (justamente por serem associações), há menos segurança de que você será totalmente ressarcido caso tenha algum acidente. Há relatos em sites como o Reclame Aqui, de associados que se sentiram lesados com um acidente não coberto por uma APV.  

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DPVAT: o seguro obrigatório

DPVAT é uma sigla para Seguro Obrigatório para  Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mas é popularmente chamado de seguro obrigatório.

Isso porque, a cada ano, quando o proprietário de um carro vai renovar o licenciamento do veículo, ele deve pagar a taxa do DPVAT. Isso pode ser feito junto ao próprio licenciamento anual, à primeira parcela do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ou mesmo no próprio emplacamento de um carro novo.

Este seguro é administrado pela seguradora Líder e cobre indenizações de acidentes de trânsito em todo o país. Se uma pessoa é atropelada por um carro, as despesas médicas ou mesmo uma indenização em caso de morte ou invalidez são cobertas pelo DPVAT. 

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Por que é importante atentar ao preço do seguro de carro?

Há pessoas que optam por não contratar um seguro auto pelo preço. No entanto, nem sempre o valor que você pagará pelo seguro de carro será alto. É importante saber que existem tipos diferentes de seguros e que você deve verificar o que se assemelha melhor ao seu perfil.

Se você não costuma utilizar o carro no período noturno, por exemplo, não justifica a necessidade de manter uma assistência dia e noite, com serviços adicionais como cobertura de chaveiro ou mecânico em caso de necessidade.

Se você não costuma compartilhar o carro com outras pessoas ou levar passageiros, não é tão necessário que você tenha acesso a um serviço de proteção ao passageiro. 

Retirar adicionais que não fazem tanto sentido e se aproximar do seu perfil de motorista é o diferencial para você conseguir o melhor custo-benefício para o seguro do seu carro.

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Quais fatores influenciam o valor do seguro de carro?

Além de saber como funciona o seguro de carro, vale a pena entender quais fatores podem deixar o seguro de carro mais barato ou mais caro.

A análise feita pelos corretores de seguro envolvem uma série de perguntas para que eles entendam seu hábito como motorista. E as condições de uso do veículo.

É muito importante que você responda às perguntas corretamente, sem omitir informações. Isso porque, em alguns casos, se ficar comprovado que o segurado mentiu para a empresa, a cobertura pode ser afetada e até mesmo negada. 

Abaixo listamos alguns deles.

1. Idade dos condutores

A idade do condutor principal e dos demais (cônjuge ou filhos) influenciam diretamente no valor cobrado pelo seguro. Jovens se envolvem mais em acidentes, por exemplo. Por isso, o preço do serviço aumenta bastante se há algum condutor com idade entre 18 e 25 anos. 

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2. Garagem em casa e no trabalho

Outra pergunta que pode parecer estranha, mas que influencia no preço do seguro, é se ele conta com garagem em casa e no trabalho para poder guardar o carro. Isso porque, no estacionamento, o carro fica menos exposto a furtos e roubos, por exemplo. Portanto, as chances de um sinistro por esse motivo é menor, na avaliação das seguradoras.

3. Taxa de roubos na região

Uma das estatísticas consideradas é a taxa de roubos nos diferentes locais da cidade. As seguradoras têm acesso aos dados sobre furtos e roubos e conseguem verificar quais as regiões são mais ou menos expostas a essas ocorrências. E isso pode impactar diretamente no preço caso você viva ou trabalhe próximo a essas áreas.

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4. Tipo de carro

Outro fator que altera o valor do seguro é o tipo de carro do segurado. Carros mais caros e que demandam peças importadas para o conserto de avarias; carros muito antigos, que peças são difíceis de encontrar, e até mesmo os que saíram de linha tendem a ter o preço mais elevado. Carros muito visados por ladrões também costumam contar com um adicional. 

5. Histórico do motorista

Em quantos acidentes de carro você se envolveu no último ano? Quantas vezes precisou acionar a seguradora? Tudo isso consta do seu histórico como motorista e também impacta no valor cobrado pela empresa.

Também pode entrar no cálculo se você é um bom pagador ou se costuma atrasar o pagamento das parcelas e até se opta pelo débito automático como meio de cobrança.

Algumas seguradoras contam com uma espécie de bônus em que, quanto maior a nota do proprietário, menor é o valor que ele pagará.

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6. Estado civil e gênero do condutor

Sim! Isso também faz diferença na avaliação da seguradora. Solteiros e divorciados pagam mais que os casados, por terem uma tendência a se envolver em mais acidentes.

Quem costuma levar filhos no carro, para a escola, por exemplo, pagam menos que os demais, já que tendem a ter uma direção mais cuidadosa. Segundo as estatísticas, homens se envolvem em mais acidentes (e mais graves!) que as mulheres, o que faz com que o seguro para eles também seja mais caro.

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Por que fazer a cotação de seguro auto?

A cotação de seguro auto ajuda você a comparar diversas opções do mercado e a identificar qual delas é a mais adequada para o seu perfil. Isso significa que há uma possibilidade maior de encontrar seguros de carros mais baratos que a média.

Para isso, busque diversas empresas e dê preferência para as que oferecem um bom serviço. Aqui no site, já fizemos uma lista com os 7 melhores seguros de carros para ajudar você nessa missão.

Além de atentar ao valor dos seguros, também considere o atendimento das empresas, a taxa de resolução dos problemas apresentados pelos clientes, entre outras questões muito importantes. Consulte também o site do Procon, e o Reclame Aqui, em que terá os índices das seguradoras.

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Como conseguir seguros de carros mais baratos?

Além de realizar uma contratação inteligente do seguro, realizando diversas cotações, é importante também utilizar métodos diferentes para economizar. Na hora da cotação do seguro, diferentes produtos e alternativas serão apresentadas a você para que suas necessidades sejam atendidas. Porém, outros fatores, mínimos, podem também diminuir os custos da contratação.

Por exemplo, pode-se optar pela franquia de maior valor. Sim, parece algo contraditório, mas vamos explicar a situação: a franquia é o valor obrigatório que o contratante deve pagar em casos de sinistros que resultem perda parcial.

O indivíduo sempre irá pagar parte dos prejuízos, um valor que já está predefinido no contrato. Contratando uma franquia mais alta, o valor do seguro vai diminuir. Porém, tenha bastante atenção antes de optar por essa alternativa, pois somente é vantajoso para os segurados que não ocasionem tantos sinistros e que adotam uma direção defensiva.

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Como contratar o seguro de carro?

Basicamente você pode fazer a contratação de um seguro de duas formas: entrando em contato diretamente com a seguradora ou seu banco (se oferecer o serviço de proteção ao automóvel) ou com corretoras de seguro. Atualmente, existem empresas que oferecem a opção de contratação online, como é o caso da Youse.

Uma facilidade é que, hoje em dia, é possível fazer simulações online para se ter uma ideia de preços e conseguir comparar o custo-benefício de cada uma das empresas.

Alguns comparadores online como o Meu Seguro Mais Barato e o Compara Online oferecem facilidades de apresentar esse comparativo entre orçamentos, mas é preciso confirmar essas informações dentre as que te interessarem mais.

Outra opção é buscar seu corretor de confiança, caso você tenha um. Em geral, os corretores têm contato direto com diversas seguradoras e conseguem oferecer uma opção que vale mais a pena, dando opiniões sobre a que tem melhor atendimento e melhores condições de pagamento e benefícios, por exemplo. Mas, de todo modo, é importante que você faça sua pesquisa própria.

Peça indicações a amigos e familiares sobre os seguros de carro utilizados por ele. As indicações funcionam bem porque, como as pessoas já utilizaram os serviços, a chance de você ter um problema por desconhecer a empresa com a qual está lidando é menor.  

E, por fim, não deixe de negociar. Confira os detalhes da proposta da seguradora, peça para reduzir ou retirar algum tipo de assistência que não se enquadra no seu perfil até chegar em uma oferta que lhe agrade mais. 

Documentação necessária

Por fim, certifique-se de ter todos os documentos necessários para contratar o seguro auto:

  • documentos pessoais (RG, CPF e CNH);
  • Certificado de Registro do Veículo (CRV);
  • Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV);
  • nota fiscal de compra, casso o carro seja novo.

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Quais são os principais termos usados pelas seguradoras de veículos?

Apólice: é o contrato firmado entre segurado e seguradora em que constam os detalhes sobre a cobertura, valor da franquia (veja abaixo) e outros. 

DPVAT: é o seguro obrigatório que cada proprietário de veículo paga no país. Ele financia despesas médicas e indenizações por morte ou invalidez decorrente de um acidente de trânsito.

Franquia: é um valor que o segurado deve arcar como uma espécie de coparticipação em caso de um acidente de trânsito que cause danos materiais em seu veículo. Se o valor da sua franquia é de R$ 1.500, esse será o custo máximo que você deve arcar com o conserto.

Prêmio do seguro: é o valor que você deve pagar à empresa seguradora pela proteção veicular. 

Sinistro: é qualquer ocorrência que esteja relacionada ao seguro, como um acidente ou mesmo furto do veículo. Quando o segurado aciona a empresa para comunicar sobre um evento qualquer, ela abre um sinistro, que é registrado por um número.

Terceiro: é o outro envolvido em algum sinistro. Em um acidente de trânsito, por exemplo, o terceiro é o motorista que estava no outro carro atingido na batida. 

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Conclusão

Agora você entende melhor como funciona o seguro de carro? Tentamos cobrir o máximo de dúvidas sobre o assunto. Mas, caso ainda tenha alguma que não foi mencionada, não deixe de compartilhar nos comentários.

O objetivo aqui é fazer você tomar ainda mais consciência de como funcionam os produtos para que as decisões sejam as mais acertadas possíveis, considerando as suas necessidades, mas sem esquecer de ser leve para o seu bolso também.

Agora que você já sabe mais sobre como funciona o seguro de carro, pode tomar sua decisão de forma mais segura. Não deixe de assinar a newsletter do iDinheiro para receber, toda semana direto na sua caixa de entrada um conteúdo especial sobre o que importa para o seu dinheiro. 

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