Entenda cada um dos títulos do Tesouro Direto e saiba como investir

Você já deve ter ouvido falar ou já sabe o que é Tesouro Direto, não é?

O programa fundado pelo Tesouro Nacional e pela principal Bolsa de Valores do Brasil, a B3 (antiga BM&F Bovespa), está ganhando cada vez mais popularidade entre os brasileiros.

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Com o declínio da Poupança, surgiu a necessidade de buscar investimentos mais rentáveis que a Caderneta.

Este é o caso dos títulos públicos, que oferecem diversas vantagens: valores iniciais atrativos, praticidade, simplicidade, risco reduzido e, claro, boa rentabilidade.

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Os pontos positivos são diversos e é justamente por isso que o programa tem conquistado a preferência dos investidores no Brasil.

A possibilidade de liquidez diária é um dos fatores que contam muito a favor do Tesouro Direto.

Se você está interessado em conhecer melhor os tipos de títulos disponibilizados ou se está pensando em investir no Tesouro Direto, continue lendo!

Você verá que esta modalidade de investimento oferece várias possibilidades e uma delas pode encaixar perfeitamente em suas expectativas.

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Conheça cada um dos títulos do Tesouro Direto

Tesouro Prefixado

Esta categoria de título público permite que o investidor saiba precisamente qual será o valor a receber na data de vencimento.

Por causa de sua rentabilidade preestabelecida, os prefixados apresentam rendimento nominal.

Ou seja, é preciso fazer as contas e descontar o percentual de inflação para descobrir o rendimento real da aplicação.

Geralmente, são recomendados caso haja indícios de que um indexador da economia, normalmente a Selic, taxa básica de juros no Brasil, será menor do que a taxa prefixada no momento da compra.

Portanto, muitas pessoas costumam investir nesta modalidade quando percebem que os juros vão começar a cair.

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Tesouro Prefixado (antigo LTN)

Sua principal característica é que o fluxo de pagamento é simples.

Isso significa que o investidor recebe todo o valor investido, somado à rentabilidade, no dia do vencimento ou quando solicitar o resgate do título.

Para ficar mais claro: o pagamento é feito de uma só vez, quando a aplicação é encerrada.

Quem mantém o título até o vencimento contratado recebe R$ 1.000,00 para cada unidade de papel adquirida.

Caso queira comprar apenas uma fração do título, o valor a receber será proporcional ao percentual solicitado.

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Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antigo NTN-F)

Se você pretende complementar sua renda, esta pode ser uma boa opção.

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais oferece ao investidor uma parte dos juros a cada seis meses.

Isto é, você vai receber uma antecipação da rentabilidade contratada.

Neste caso, o retorno do investimento é repassado ao investidor todo semestre com incidência de Imposto de Renda.

Assim como a categoria anterior, quem mantiver o investimento até o fim do contrato recebe, por cada título comprado, R$ 1.000,00 mais os juros do último semestre de aplicação.


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Tesouro Pós-fixado

Para os investidores mais conservadores, os ativos pós-fixados costumam ser mais indicados.

Em vez de confiar na tendência de uma taxa, os títulos pós-fixados se adaptam às condições do mercado durante toda a aplicação.

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O valor é vinculado a um indexador, que pode ser a taxa básica de juros (Selic) ou a inflação (IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), por exemplo.

Dessa forma, se o índice contratado subir, a rentabilidade do título também aumenta.

Porém, se ocorrer uma queda na taxa, o rendimento também cai.

Tesouro Selic (antigo LFT)

Este tipo pós-fixado normalmente é bastante procurado por investidores interessados em ganhar com a taxa de juros (em momentos de alta) ou por quem está montando a reserva de emergência.

Ele é muito estimado por quem tem perfil mais conservador e também por aqueles investidores que não sabem com certeza qual será a data de resgate, uma vez que o valor de mercado deste título não sofre tanta variação.

Neste sentido, ao demonstrar baixa volatilidade, quem investe no Tesouro Selic consegue evitar perdas em casos de resgate antecipado.

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Este título é indicado quando se acredita que a taxa básica de juros vai subir ou deve se manter em um nível elevado.

Com isso, logicamente, os retornos ao investidor serão mais interessantes.

É importante destacar, contudo, que a Selic pode oscilar, contrariando as expectativas.

Por isso, muitos especialistas recomendam diversificar os investimentos.

O Tesouro Selic geralmente atrai mais atenção quando há momentos adversos na economia.

Isso porque, na tentativa de conter a inflação e aumentar seu grau de credibilidade, o governo busca aumentar os juros.

Quando a situação econômica demonstra sinais de recuperação, o governo tende a cortar as taxas de juros para impulsionar o crescimento da economia e estimular o consumo da população.

Tesouro IPCA+ (antigo NTN-B Principal)

Este título é bastante procurado por quem está planejando a aposentadoria ou por quem quer investir na educação dos filhos, justamente por oferecer vencimentos mais longos.

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A rentabilidade final será sempre acima da inflação, uma vez que parte dela é prefixada e outra parte é indexada ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e, portanto, varia de acordo com o movimento deste índice.

O fluxo de pagamento do Tesouro IPCA+ é simples, ou seja, na data de vencimento ou de resgate, o investidor vai receber todo o valor investido mais a rentabilidade conquistada no período.

É bom ficar atento: caso haja baixa da inflação, este título deve perder atratividade.

Por causa da vinculação com um indexador da economia, se houver mudança no cenário econômico para a redução da inflação, a rentabilidade do título segue o movimento de queda.


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Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (antigo NTN-B)

Por oferecer rentabilidade composta por uma taxa de juros prefixada somada à variação do IPCA, este tipo de título público possui retornos acima da inflação.

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Assim sendo, mesmo que a inflação aumente ou diminua, você receberá um valor total sempre acima dela.

Contudo, diferentemente da categoria anterior, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais realiza pagamento dos juros ao investidor a cada seis meses.

Vale lembrar que no valor será descontado o Imposto de Renda que, por sua vez, terá alíquota definida de acordo com o prazo de aplicação contratado.

Em qual dos títulos do Tesouro Direto devo investir?

Com tantas opções, parece difícil decidir qual o melhor título para aplicar.

É comum que muitas pessoas tenham dúvidas.

Pensando nisso, o próprio Tesouro Nacional disponibiliza um Simulador do Tesouro Direto que permite ao investidor simular quais os retornos que irá receber, de acordo com:

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  • O indexador escolhido;
  • O prazo contratado;
  • E o valor a ser investido.

É importante ter em mente que você é quem sabe o que é mais interessante para você.

Seus objetivos e expectativas devem ser o ponto de partida para a tomada de decisão.

De todo modo, nada impede que o investidor busque informação com profissionais do mercado que entendem muito do assunto.

Como vimos, cada um dos títulos do Tesouro Direto tem suas peculiaridades.

E, a partir disso, é possível traçar algumas referências para ajudar na hora da escolha:

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Tesouro Prefixado

É recomendado em casos em que o investidor tem um prazo bem delimitado para alcançar seus objetivos financeiros.

Deste modo, o título será mantido até o dia de seu vencimento.

O fim do contrato é parte importante nesta categoria, já que se quiser vender o título antes do prazo, o investidor corre sérios riscos de ter perdas significativas na rentabilidade final.

Tesouro Selic

É indicado para aqueles investidores indecisos, que não sabem exatamente o momento que farão o resgate.

Esse título pós-fixado não sofre fortes variações no dia a dia.

Assim sendo, pode ser vendido a qualquer momento com chances menores de perder rentabilidade.

Além disso, a liquidez (capacidade de se transformar em dinheiro) dele é muito boa.

Por esse motivo, é bastante recomendado e utilizado por vários investidores para construir e manter a reserva de emergência.

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Tesouro IPCA+

Este título pode ser a melhor saída para os investidores que têm um prazo bem definido e não querem perder poder de compra.

Esse último aspecto costuma ser ainda mais importante em investimentos no longo prazo.

Assim sendo, esta categoria é bem interessante pois oferece uma parte da rentabilidade prefixada e a outra vinculada a um indexador da economia, normalmente o IPCA – que serve de parâmetro para medir a inflação.

Portanto, mesmo que a inflação suba, a rentabilidade será positiva, uma vez que parte dela está vinculada ao IPCA.

Conclusão

O Tesouro Direto realmente oferece possibilidades para vários perfis de investidor.

Contudo, muitos ainda podem se sentir receosos em relação aos riscos de fazer este tipo de investimento.

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Apesar de não serem segurados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), os títulos do programa são bastante seguros, pois o risco de calote por parte do emissor (que no caso é o Governo Federal brasileiro) é quase nulo.

De todo modo, uma boa maneira de evitar riscos desnecessários é diversificar suas aplicações.

Vale diversificar até mesmo entre as possibilidades de títulos para proteger seu dinheiro.

Buscar investimentos melhores que a poupança é o primeiro passo para valorizar seu capital!

Para finalizar, independentemente de qual ou quais títulos você escolha, é fundamental realizar o seu controle financeiro de modo eficiente.

Dessa maneira, você conseguirá poupar mais dinheiro mensalmente, terá mais opções de investimento disponíveis para aumentar seus rendimentos e multiplicará seu patrimônio bem mais rápido.

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