Quais são os tipos de investimentos financeiros? Conheça e invista!

Existem muitos tipos de investimentos financeiros e, com certeza, um deles é o melhor para você.

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Melissa Nunes

Para quem nunca colocou 1 real em quaisquer tipos de investimentos financeiros além da poupança, essa área pode ser como explorar um lugar desconhecido.

Felizmente, o acesso à internet facilitou a disseminação de informações e conhecimentos, possibilitando que muito mais pessoas se eduquem em relação a isso. Mesmo assim, a complexidade do assunto ainda é uma barreira para aqueles que querem começar a fazer seu dinheiro render.

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Pensando nisso, trouxemos aqui um guia geral sobre os tipos de investimentos e algumas de suas características. Você também pode acessar os textos específicos de cada assunto linkados nos tópicos.

Veja neste artigo:

  • o que são investimentos financeiros?
  • quais os tipos de investimentos em renda fixa?
  • o que são fundos de investimento?
  • quais os tipos de investimentos em renda variável?
  • como saber qual o melhor investimento?
  • onde encontrar os melhores investimentos?
  • como começar a investir?

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O que são investimentos financeiros?

Mais do que nunca, os investimentos financeiros vêm ganhando a atenção do público mais leigo, que começa a se interessar pelo assunto. E isso é ótimo, pois democratiza o acesso a um conhecimento que antes não era tão acessível.

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Mas você sabe o que é ou não um investimento financeiro? Basicamente, podemos chamar de investimento tudo aquilo que traz um retorno financeiro para o investidor. Os exemplos mais comuns, são:

  • caderneta de poupança;
  • CDB;
  • ações;
  • fundos de investimento;
  • previdência privada.

Existem, também, muitos outros tipos de atividades que dão retorno financeiro, como o aluguel recebido de um imóvel ou o empreendedorismo.

Porém, também podemos destacar coisas que se parecem com investimentos, mas não são, como:

No caso dos dois primeiros, ao contrário do que muitos pensam, eles não geram renda para o titular. No máximo, sofrem uma correção monetária e ainda existem taxas a pagar, como a altíssima taxa de administração do consórcio que pode chegar a 20%.

Quanto aos dois últimos, por serem adquiridos para uso próprio, também não dão retorno algum (a não ser que você os venda valorizados, mas não enquanto estiver usufruindo) e ainda geram despesas.

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Então, ao buscar investimentos, procure aprender sobre os seguintes que vamos apresentar. Mas, é claro, sempre respeitando seu momento de investidor e nível de conhecimento de cada um.

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Quais os tipos de investimento em renda fixa?

A renda fixa é um segmento onde temos mais previsibilidade e garantia de retorno. Por isso, aqui ficam os investimentos mais seguros, geralmente recomendados para prazos mais curtos, que exigem resgate rápido ou para quem tem pouca tolerância ao risco.

Todo título de renda fixa representa um empréstimo que o investidor faz ao banco, ao governo federal ou à uma empresa. Conheça cada um a seguir, seu tipo, para que é usado o dinheiro investido e o nível de risco:

TítuloTipoUsoRisco
Caderneta de poupançatítulo privado, empréstimo para o bancofinanciamento imobiliáriobaixo
CDB – Certificado de Depósito Interbancáriotítulo privado, empréstimo para o bancoatividades do bancobaixo
LCI – Letra de Crédito Imobiliáriotítulo privado, empréstimo para o bancoatividades do setor imobiliáriobaixo
LCA – Letra de Crédito do Agronegóciotítulo privado, empréstimo para o bancoatividades do setor agráriobaixo
CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliáriostítulo privado, empréstimo para uma securitizadoraatividades do setor imobiliáriomédio
CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegóciotítulo privado, empréstimo para uma securitizadoraatividades do setor agráriomédio
LIG – Letra Imobiliária Garantidatítulo privado, empréstimo para o banco ou sociedade de créditoatividades do setor imobiliáriobaixo
LH – Letra Hipotecáriatítulo privado, empréstimo para o banco, sociedade de crédito, entre outrosatividades do setor imobiliáriobaixo
LC – Letra de Câmbiotítulo privado, empréstimo para financeirasatividades da financeirabaixo
LF – Letra Financeiratítulo privado, empréstimo para instituições financeirasatividades da instituiçãobaixo
Debênturestítulo privado, empréstimo para empresasrecursos de médio e longo prazomédio
Nota promissóriatítulo privado, empréstimo para empresascapital de giromédio
Tesouro Diretotítulo público, empréstimo para o governo federalatividades do governo federalbaixo

Características da renda fixa

Apesar de possuírem aspectos diferenciados, os títulos de renda fixa têm muita coisa em comum. Portanto, quando pensamos nesse segmento, podemos considerar:

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  • tributação: a maioria segue a tabela regressiva do imposto de renda, que começa em 22,5% até a alíquota mínima de 15%. As exceções são a poupança e os títulos ligados aos setores imobiliário e agrário, além das chamadas “debêntures incentivadas”;
  • rentabilidade: os ativos seguem uma taxa pré acordada desde o início do investimento, que pode ser prefixada, pós fixada ou mista;
  • prazo: todo investimento em renda fixa tem um prazo de vencimento, quando o investidor recebe seu dinheiro de volta acrescido de juros.
  • garantia: os títulos possuem algum tipo de garantia, seja do FGC, da própria instituição ou de garantias adicionais, como prédios, plantações e etc. Por isso, seu risco costuma ser baixo;
  • liquidez: cada ativo possui mais ou menos liquidez, podendo ser de fácil resgate (liquidez diária) até aqueles que não podem ser resgatados até o vencimento.
  • cupom: alguns títulos oferecem opções de cupons de juros pagos regularmente, onde o investidor recebe os rendimentos do período antes do vencimento;
  • negociação: o investidor pode comprar ativos diretamente das instituições (mercado primário) ou de outro investidor que decidiu se desfazer do título antecipadamente (mercado secundário).

Assim, entender cada título de renda fixa implica em conhecer cada uma dessas características, que podem variar para cada um.

Então, antes de investir, empenhe-se em saber onde está colocando seu dinheiro e quais as condições do investimento. Isso evita que você tenha surpresas desagradáveis futuramente ou que não consiga resgatar seus recursos quando gostaria, por exemplo.

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O que são fundos de investimento?

No meio do caminho entre renda fixa e renda variável, temos ativos que misturam os dois tipos de investimentos financeiros. Um bom exemplo são os fundos, que podem ter diferentes composições e objetivos.

Um fundo de investimento nada mais é do que uma espécie de “condomínio” onde vários investidores com objetivos em comum colocam seu dinheiro. Assim, a vantagem do fundo é poder aplicar grandes quantidades de recursos em ativos que sejam favoráveis à sua política.

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Podemos começar dividindo os fundos em dois grandes grupos:

  • fundos ativos: são aqueles em que o gestor trabalha para superar um índice de referência e melhorar o desempenho do fundo;
  • fundos passivos: são aqueles que apenas acompanham seu índice de referência (por exemplo, CDI ou Ibovespa), sem tentar superá-lo.

Além disso, os fundos de investimento também podem ser abertos ou fechados.

  • fundos abertos: estão sempre disponíveis para aportes e resgates (como aqueles automáticos dos bancos);
  • fundos fechados: abrem para aportes apenas em determinados períodos. Fora isso, podem ser negociados no mercado secundário (entre investidores).

No mais, podemos classificar os fundos de acordo com o que os compõe. Essa é a característica mais importante, pois identifica o que tem dentro de cada um e, também, seu nível de risco. Em geral, quanto mais renda fixa, menor o risco (e também a rentabilidade) e vice-versa.

Tipo de fundoComposiçãoRisco
Renda fixa (FIRF)80% ou mais em ativos de renda fixabaixo
Multimercado (FIM)flexível (renda fixa, ações, câmbio, derivativos, etc.)médio a alto
Ações (FIA)67% ou mais em açõesmédio a alto
Cambiais80% ou mais em moedas estrangeirasalto
Direitos creditórios (FIDC)50% ou mais em direitos creditóriosmédio
Imobiliários (FII)imóveis físicos e recebíveis imobiliáriosalto
Previdênciaflexível (até 70% em renda variável)baixo a alto

Custos dos fundos de investimento

Ao investir em fundos, é importante conhecer seus custos e tributações. Muitas vezes, veremos fundos que parecem bons, mas têm uma taxa de administração muito alta, por exemplo, o que prejudica a sua performance a ponto de deixar a rentabilidade negativa.

Portanto, antes de investir, procure entender o que é cobrado e também sua tributação. Podemos destacar os custos abaixo:

  • taxa de administração: é inerente a todos os fundos, cobrada para remunerar o trabalho do administrador e do gestor do fundo;
  • taxa de performance: pode existir em fundos de gestão ativa, onde o gestor é recompensado por sua atuação acima da esperada;
  • taxa de carregamento: pode existir em fundos de previdência, sendo cobrado sobre os aportes e resgates;
  • imposto de renda: incide sobre todos os fundos, podendo ir de 22,5% até 15%;
  • come-cotas: é o imposto de renda antecipado nos fundos de renda fixa de curto e longo prazo que acontece nos meses de maio e novembro;
  • IOF: incide apenas sobre resgates inferiores a 30 dias após a aplicação.

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Quais são os investimentos em renda variável?

Como o próprio nome diz, na renda variável estão aqueles ativos que variam de preço e rentabilidade diariamente. Isso acontece pois estão sujeitos ao que chamamos de marcação a mercado, ou seja, a precificação diária desses investimentos.

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Por esse motivo, ao contrário da renda fixa, na renda variável não há garantia de ganho no curto, médio ou longo prazo. Apesar disso, as possibilidades de lucro são, praticamente, infinitas.

De qualquer forma, quando investimos nesse tipo de ativo, nunca temos certeza de qual será o resultado, se positivo ou negativo. O que podemos fazer, nesse caso, é uma análise bem informada para melhorar nossas chances de acerto.

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Atenção

Sempre desconfie de promessas de investimentos superlucrativos que garantem retorno mensal, por exemplo. Como não há garantia na renda variável, esse tipo de abordagem é criminosa e, muito provavelmente, se trata de uma pirâmide financeira.

Conheça os ativos mais comuns na renda variável e o que cada um representa:

AtivoO que é
Açõesmenor parte de uma empresa de capital aberto; o comprador torna-se acionista e sócio da empresa
BDRs – Brazilian Deposit Receiptsão recibos de ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa de valores brasileira
ETFs – Exchange Traded Fundstambém chamados de fundos de índice, pois são fundos passivos que acompanham um índice de referência
FIIs – Fundos de Investimento Imobiliáriosão fundos de investimento negociados em bolsa e que compram ativos ligados ao setor imobiliário
Commoditiesprodutos de origem primária cujos contratos futuros são negociados em bolsa
Moedascontratos de dólar futuro que podem servir como proteção em vários tipos de operações

Derivativos de renda variável

Além dos ativos mencionados acima, também existem os chamados derivativos. Eles têm esse nome pois todos derivam de algum ativo (como as ações e as moedas).

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Derivativos foram criados com o objetivo de proteger o investidor contra movimentos de preços futuros que seriam desfavoráveis. Por exemplo, um investidor que compra uma ação e acredita que o preço dela vai cair futuramente, pode adquirir um derivativo que garanta seu direito de vender essa ação pelo preço de hoje.

Mesmo assim, muitos investidores e traders usam esse tipo de estratégia para fazer especulações (como day trade e swing trade) e alavancar seus ganhos no curto prazo. Porém, essa é uma prática que exige um bom nível de conhecimento do mercado em geral, pois o risco das operações costuma ser alto.

Veja os derivativos disponíveis na bolsa de valores brasileira:

DerivativoO que é
Opçõessão direitos de compra e venda futuras sobre uma ação específica
Contratos futurossão acordos padronizados e definidos entre duas partes onde ficam estabelecidos pagamentos em data futura
Termoé uma compra ou venda de ações a um preço fixo que será liquidado em data futura, como um contrato entre as partes
Jurossão um tipo de contrato futuro onde se negocia IPCA, Selic, cupons cambiais e taxa DI

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BÔNUS: COE

Entre os ativos de renda fixa e variável, temos o Certificado de Operações Estruturadas (COE), que envolve os dois tipos de investimentos financeiros.

Nessa operação, um especialista combina ativos como CDB e LCI com ações e commodities visando um ganho com menor risco. Inclusive, existe uma modalidade de capital garantido, onde o investidor pode não ganhar nada, mas também não perderá.

Parece bom, não? Mas o grande problema dessas operações é o custo de oportunidade, pois, enquanto seu dinheiro está em uma operação que não rende nada, ele poderia ser aplicado em um produto mais interessante e lucrativo.

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Dica

Fique atento(a) às ofertas que sua corretora ou assessor de investimentos fazem sobre COEs, pois, em geral, eles ganham uma boa comissão para vender esse tipo de produto. Na maioria das vezes, o investimento não vale a pena.

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Como saber qual o melhor investimento?

Essa é uma pergunta comum e que todo iniciante faz. Mas o que você precisa saber é que não existe 1 melhor investimento, e sim aquele que funciona melhor para você.

Por exemplo, se você precisa montar uma reserva de emergência, dificilmente uma LCI com prazo de 2 anos vai servir, pois você não poderá resgatá-la se precisar. Da mesma forma, ações seriam muito voláteis e poderiam te dar prejuízo na venda para usar o dinheiro.

Então, antes de escolher seu melhor investimento, saiba exatamente:

  • para que é o dinheiro (objetivo);
  • qual o prazo desse objetivo;
  • quanto risco você está disposto a correr;
  • se você já tem alguma experiência ou precisa de ajuda.

Assim, você dificilmente vai errar na sua escolha. De qualquer jeito, não deixe de estudar as características do seu ativo escolhido para não ter nenhuma surpresa desagradável futuramente.

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Onde encontrar os melhores investimentos?

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Diferentemente do que os mais velhos podem pensar, os bancos tradicionais nem sempre são a melhor opção para encontrar seu investimento perfeito. Isso porque eles geralmente oferecem opções limitadas e com baixa rentabilidade (afinal, são extremamente seguros por serem grandes bancos), não sendo interessante para o investidor.

Os bancos digitais, por outro lado, têm taxas mais competitivas, além de muitos não cobrarem nada para manter uma conta ativa. CDBs de liquidez diária, por exemplo, são bastante comuns nessas instituições.

Por fim, as corretoras de valores funcionam como supermercados de investimentos, ofertando centenas ou milhares de opções dos mais diversos bancos. Além disso, por serem especializadas nesse tipo de serviço, suas plataformas costumam ser de melhor qualidade e existem mais recursos tecnológicos.

Então, antes de escolher, faça uma boa pesquisa para entender o que é oferecido em cada instituição financeira e, assim, você poderá escolher aquela que mais se adequa às suas necessidades.

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Como começar a investir?

Agora que você já deve ter se interessado por algum dos tipos de investimentos financeiros mencionados no texto, pode ser que ainda fique um pouco perdido sobre como começar a investir.

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Em resumo, é bastante simples:

  1. defina seus objetivos financeiros;
  2. pesquise quais investimentos se encaixam neles;
  3. separe o dinheiro dos aportes;
  4. abra sua conta no banco ou corretora;
  5. transfira o dinheiro;
  6. comece a investir!

Mesmo assim, é claro que cada etapa leva um pouco de tempo e exige certo conhecimento. Por isso, fizemos um artigo especialmente para te guiar nesses passos, dê uma olhada: Como começar a investir: o passo a passo completo.

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Conclusão: vale a pena investir?

Depois de ver todas essas informações e a diversidade de tipos de investimentos financeiros que existem, talvez você esteja se perguntando se vale a pena dedicar tempo para estudar e investir.

Mas, mesmo que dê um pouco de trabalho, garanto que vale todo o esforço. Afinal, você pode investir para diferentes objetivos, como:

No mais, para quem nunca consegue guardar dinheiro, investir pode ser libertador! Além de ter uma vida financeira mais saudável, você deixa de ver essa questão como um problema ou uma dor de cabeça que nunca passa.

Por isso, comece o quanto antes a cuidar do seu presente e do seu futuro e conte com o iDinheiro para te ajudar nesse caminho!

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